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leituras em 2020

Para me manter na crista da onda vou tentar listar, por que a vida também se faz de listas, alguns dos livros que me satisfizeram ACIMA da MÉDIA em 2020.

  1. Canto Nómada de Bruce Chatwin ⭐
  2. Tony Chu: Galo de Cabidela #10 de John Layman e Rob Guillory
  3. Coração Negro de Naomi Novik (pensei duas vezes em colocar este livro na lista, mas como a fantasia com raras excepções não me enche a barriga destaco este livro por ter-me satisfeito a gulosice)
  4. A Sociedade dos Sonhadores Involuntários de José Eduardo Agualusa
  5. Os Despojados de Ursula K. Le Guin (releitura) ⭐
  6. Viajem a Itália de Johann Wolfgang von Goethe
  7. O Amigo do Deserto de Pablo d’Ors
  8. A Rainha Ginga de José Eduardo Agualusa
  9. Sr. Mercedes de Stephen King
  10. Errata de Nuno Moreira (fotografias) e David Soares (textos) ⭐
  11. 1Q84 (vol 2) de Haruki Murakami ⭐
  12. A Especulação Imobiliária de Italo Calvino
  13. O Homem que Matou Lucky Luke de Matthieu Bonhomme
  14. 1Q84 (vol. 3) de Haruki Murakami ⭐
  15. O Fim da Solidão de Benedict Wells ⭐
  16. A Praia de Manhattan de Jennifer Egan
  17. Filho de Deus de Cormac McCarthy
  18. Longe de Manaus de Francisco José Viegas
  19. O Expresso Amanhã – Os Sobreviventes de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette
  20. Príncipe dos Espinhos de Mark Lawrence
  21. Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Noites de Salman Rushdie ⭐
  22. O Papagaio de Faulbert de Julian Barnes
  23. O Homem Corvo de David Soares
  24. Gelo de Anna Kavan ⭐
  25. Histórias de Loucura Normal de Charles Bukowski
  26. Zero K de Don DeLillo ⭐
  27. A Companhia Negra de Glen Cook
  28. O Expresso do Amanhã – O Explorador de Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette
  29. O Expresso do Amanhã – A Travessia de Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette
  30. Rever Paris de François Schuiten e Benoît Peeters
  31. Fahrenheit 451 de Ray Bradbury (releitura) ⭐
  32. Ficções de Jorge Luis Borges (releitura) ⭐
  33. Uma Casa para Mr. Biswas de V. S. Naipaul ⭐
  34. O Defunto Logan #2
  35. Outras Inquirições de Jorge Luis Borges ⭐
  36. Rugas de Paco Roca ⭐

o expresso do amanhã ii – o explorador e a travessia

Após a conclusão d’ Os Sobreviventes, o primeiro volume da série Expresso do Amanhã, surgiu naturalmente uma continuação da história, desta feita, em dois volumes com o argumentista Benjamim Legrand a substituir Jacques Lob e a conseguir manter a qualidade da primeira história. Os desenhos da responsabilidade de Jean-Marc Rochette.

Neste volume estão, assim, reunidos os álbuns – Os Exploradores (1999) e A Travessia (2000).

O universo Transperceneige é actualmente composto por:

  1. Le Transperceneige (1984), textos de Jacques Lob e desenhos de Jean-Marc Rochette / O Expresso do Amanhã: Os Sobreviventes
  2. L’Arpenteur (1999), textos de Benjamin Legrand e desenhos Jean-Marc Rochette / O Explorador
  3. La Traversée (2000), textos de Benjamin Legrand e desenhos Jean-Marc Rochette / A Travessia
  4. Terminus (2015), textos de Olivier Bocquet e desenhos Jean-Marc Rochette
  5. Extinctions Acte I, (2019), textos de Matz, desenhos de Jean-Marc Rochette e cores por José Villarrubia
  6. Extinctions Acte II (2020), textos de Matz, desenhos de Jean-Marc Rochette e cores por José Villarrubia

Os álbuns Os Exploradores e A Travessia oferecem histórias absolutamente fantásticas que me deixam estupefacto.

História ambiciosa, visualmente deslumbrante – vigorosa!


Será que teremos direito aos restantes álbuns?

Tradução: Pedro Cleto

livros na palete – posição 025.2020

Desta feita boa banda desenhada não falta.

o expresso do amanhã (os sobreviventes) de lob e rochette

Pouco à dizer sobre esta obra – louca!

Tradução de Pedro Cleto

livros na palete – posição 020.2020

Ok, dois de Alberto Manguel – ofertas e mais um de Lucky Luke:

  • A Biblioteca à Noite e Alberto Manguel
  • Embalando a Minha Biblioteca de Alberto Manguel
  • A Caravana de Morris e Goscinny

Aqui já tenho o primeiro volume da trilogia Le Transperceneige de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette.

E o livros de contos de Annemarie Schwarzenbach, “Com esta Chuva“.

snowpiercer, a série

Snowpiercer, a série, com Jennifer Connelly não vale nada. Foi com esforço que vi o primeiro episódio, pensando “okay isto até pode melhorar” – erro meu.

A série descarrila.

A única cena engraçada foi quando li alguns comentários sobre a série em que uns iluminados disseram que melhor, mas mesmo melhor foi o filme original? Ah! Como?

Pesquisem um pouco, a Internet está aí para isso. O original é a banda desenhada franco-belga “Le Transperceneige” de 1982, de Jacques Lob (argumento) e Jean-Marc Rochette (desenhos) e que vai ter graças, felizmente isto, ao lançamento da série uma edição em Portugal em dois volumes:

  • Transperceneige/L´Échappée 1984
  • L´Arpenteur 1999
  • La Traversée 2000

blanche epifany

Lob e Pichard estrearam juntos em 1964 na revista Chouchou, com a personagem Tenebrax. Mas foi só em 67 que a dupla criou a nossa Blanche Epifany para a revista V-Magazine de Jean-Claude Forest, responsável pela intergalacticamente psicodélica Barbarella. O contraponto não poderia ser mais oportuno: enquanto uma se aventura intrepidamente pelos espaços afora, desafiando a lei da gravidade, a outra se defendia timidamente dos que desafiavam a gravidade da lei. Nada mais pop, nada mais atrevido: o melhor dos anos 60.

Pichard é um especialista em mulheres provocantes. Junto com Wolinski, criou a inesquecível Paulette, musa definitiva do underground. Depois, deu vida a Caroline Cholera e a Condessa Vermelha (Drácula de saias).

Blanche, a filha deserdada da Belle Epoque, desfila, seminua, dos becos escuros da cidade-luz aos palácios ensolarados das Arábias, sempre defendendo sua infalível virgindade, numa fidelíssima reconstrução da época, onde não foi esquecido um só extravagante ornamento Art-Nouveau. E,como observa Jean-Pierre Dionnet,da revista Metal Hurlant, Lob “caçoa gentilmente da literatura popular da época, de seus costumes, seus bons sentimentos e inverossimilhanças, mas sem o menor desprezo – talvez até com certa dose de nostalgia…

texto de Ana Jover na edição brasileira

prancha

prancha

Com desenhos de Georges Pichard e argumento de Jacques Lob “Blanche Epifany” é uma história provocante e surrealista; com muita ironia.

Graphic Novel #19 // Editora Abril Jovem em 1990