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lisboa no ano 2000

14 Mar
14.03.2018

Lisboa no Ano 2000 recria uma Lisboa que nunca existiu. Uma Lisboa tal como era imaginada, há cem anos, por escritores, jornalistas, cientistas e pensadores. Mergulhar nesta Lisboa é mergulhar numa utopia que se perdeu na nossa memória colectiva.

Saída de Emergência

Recomecei a leitura desta antologia coordenada por João Barreiros. Reli o seu conto “O Turno da Noite”, inicialmente publicado na Bang! n.º 10 que serve de aperitivo ao que promete ser um conjunto de histórias electrizantes.

Selo de garantia João Barreiros!

compêndio de segredos sombrios e factos arrepiantes

30 Nov
30.11.2012

“Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” de David Soares não é um romance, nem uma colectânea de contos, nem um novela, nem ficção de tuitos, é um LIVRO, com todas as letras em maiúsculas.

Como primeiro apontamento, não deixa de ser engraçado, quando o meu filho me pediu uma frase que revele a importância de Sócrates, o ateniense, eu ter logo arrojado “Sócrates comporta-se como um ‘moscardo’; espicaça as consciências adormecidas no sono fácil das ideias feitas.” de François Châtelet, frase que adoro e que demonstra a luta contra o dogmatismo, ter encontrado na introdução do “Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” as palavras “são fãs de conhecimento e não receiam procurar a verdade sobre os assuntos, mesmo que isso signifique arruinar concepções enraizadas, mas erradas.

Chegado aqui não sei o que escrever sobre o livro. Tanta coisa para escrever e sem saber como começar. Vou, utilizar, a dica seis de João Barreiros:

Perante o horror de uma página em branco, escrevam nela qualquer coisa para começar. Tipo “O Zezinho era nhónhó”. Esta edificante frase poderá ser utilizada como alavanca inspiradora.

João Barreiros

Aqui está, pois O Zezinho era nhónhó

Ler o “Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” de David Soares é descobrir um livro dos diabos, no bom sentido do termo… claro, fácil de ler, apesar de ter alguns temas nada ligh, e que revela que o autor nos hipnotiza, facilmente, com palavras (deve ser um discípulo sombrio de Mesmer) – sabe contar histórias.

o turno da noite

23 Jul
23.07.2011

“O Turno da Noite” é um conto de João Barreiros inserido na Bang! n.º 10 e o prelúdio de uma “Lisboa Electropunk”.

João Barreiros dispensa apresentações no panorama de ficção cientifica portuguesa; sempre fiel ao que mais adoro ler, ficção cientifica, continua a ser um mestre a mergulhar Lisboa em cenários surrealistas, futuristas – sempre originais.

Espero para que a “Pulp” e a “Lisboa Electropunk” deixem de ser projecto e se tornem realidade.

A revista Bang! n.º 10 (Saída de Emergência) continua a ser um projecto a seguir – aplausos!

se acordar antes de morrer

19 Nov
19.11.2010

Terminei a leitura de “Se Acordar Antes de Morrer” do incontornável e titânico João Barreiros e ter sentido o pulsar dos seus mundos distópicos demasiados reais foi uma grande satisfação. Já nem me lembrava o quanto adoro a literatura de ficção cientifica. E João Barreiros mostra mais uma vez que é um mestre do género.

Se Acordar Antes de Morrer” é uma colectânea de velhos e novos contos que sofrem uma boa mais-valia com os apontamentos do autor.

A sua “Fortaleza Europa” merece mais histórias e um maior desenvolvimento apesar de João Barreiros nos oferece várias histórias na “Fortaleza Europa” – mais eu quero sempre mais – havendo duas deles que se entrecruzam: “Sincronicidade” e “Um Homem e o seu Gato ou O Céu dos Gatos é o Inferno dos Pardais”. “O Teste” é um conto que antecipa, e não estou a ser pessimista, a triste realidade futura da educação e dos professores.

com joão barreiros

com joão barreiros

Todas histórias estão muito bem urdidas e excelentemente escritas.
No seu conjunto é um livro que recomendo vivamente a qualquer entusiasta do género e a quem deseja ter muito para reflectir. Eu só peço mais e mais… e pergunto para quando mais João Barreiros?

fórum fantástico, 2010

16 Nov
16.11.2010

O dia 13 foi o meu grande dia, e lamentavelmente o único, no Fórum Fantástico 2010. Soube a pouco, soube a muito.

Balian of Ibelin: What is Jerusalem worth?
Saladin: Nothing.
[walks away]
Saladin: Everything!

from Kingdom of Heaven

Depois de uma viagem hiper-mega cansativa como diria o meu adolescente caseiro e sem ter ainda almoçado (trinquei entretanto um chocolate no fórum) lá me sentei a tempo de assistir ao Painel “Lisboa Fantástica”, moderado por Rui Tavares, com João Barreiros, David Soares e Octávio dos Santos. Só tenho a tecer elogias à loquacidade dos intervenientes que permitiu sem qualquer dificuldade “beber” atentamente das palavras que foram sendo debitadas por pessoas que sabem (amam) do que falam sem artificialismos.

com david soares

com david soares

Encontrei, cumprimentei, fotografei-me com David Soares a causa da minha saudável loucura – deslocação a Lisboa para ver/ouvir pessoas a falar de livros, “mas podia dar-te para pior” terá dito um conhecido meu que já anteriormente tinha ficado chocado por através de um simples lápis, mas afiadíssimo digo em abono da verdade, eu ter assassinado uma anónima personagem num dos meus contos. Não se pense que ataquei verbalmente David Soares com perguntas e mais perguntas e talvez, ainda, mais perguntas. Nada disso. Eu sou um fã sóbrio que não ficou nem embrutecido, nem paralisado pelo encontro. Apenas entendo, modestamente, que David Soares vem respondendo às minhas perguntas não apenas através do seu blog, mas igualmente pelas suas histórias. A minha satisfação foi atingida pela simpatia e facilidade como qualquer um de nós pode “chegar” a ele. No final do dia senti-me mimado por estar ali ao vivo na apresentação d’ “A Luz Miserável” e pelas suas duas dedicatórias. Já não experimentava uma grande admiração por um autor e pela sua obra desde a saga das cidades obscuras por Benoît Peeters e François Schuiten (que estiveram presentes num dos salões internacionais de banda desenhada do Porto).

com joão barreiros

com joão barreiros

E foi esta facilidade de aproximação que tenho a salientar relativamente a todos os convidados presentes. Algumas vez me passaria pela cabeça falar com João Barreiros, ou ser conhecido pelo Peter Brett como um “Facebook friend”? Se foi com apenas uma ideia em mente que me desloquei a Lisboa a verdade é que nunca pensei que o dia fosse tão positivo. Não bastou David Soares, João Barreiros, Peter Brett, tive ainda um reencontro, desta vez não falhado com Geraldes Lino.

com geraldes lino

com geraldes lino

A apresentação da “A Luz Miserável” foi, claramente, o momento alto do dia e motivo por estar ali sentado na plateia. Valeu a pena. Lamentavelmente tive de partir no dia seguinte (o regresso a casa, inevitável) e não pude como tal assistir à intervenção de David Soares: A Mecânica da Escrita Fantástica (IV) – “Quando a Realidade se mistura com o Fantástico”.

david soares

Sem esquecer que me vi na necessidade de comprar uma mala para carregar os livros que comprei. Pois. Um fim-de-semana em cheio.

a verdadeira invasão dos marcianos

10 Mai
10.05.2009

– Pronto? Agora fecha os olhos, descontrai-te, isto não vai demorar nada…

página 110

Não gostei desta obra. E com isso não quer dizer que a detestei.

O que me custa, verdadeiramente, é aceitar que são apenas 160 páginas de fc pura. Isto não se faz. Ponto final.

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