Tag Archive for: josé eduardo agualusa

23 Abr
23.04.2019 Quando sinto que me começo a afeiçoar a um lugar despeço-me e vou-me embora. Quem ama não sofre. Quem nada tem, não tem nada a perder. É o que penso.
Passageiros em Trânsito por José Eduardo Agualusa (pág. 13)

no interior: “passageiros em trânsito”

22 Abr
22.04.2019

Arte no interior do livro Passageiros em Trânsito de José Eduardo Agualusa.

Vinheta criada por Rui Rodrigues.


Referência ao papagaio Solilóquio do conto A Gargalhada.

fronteiras perdidas por josé eduardo agualusa

11 Abr
11.04.2019

Um interessante livros de contos. Alguns catitas, outros supra catitas.

No geral é uma leitura divertida. Peca por ser um livro pequeno – em tamanho.

10 Abr
10.04.2019 O velho responde inclinando levemente a cabeça. Com as lentas mãos desdobra o lenço e limpa o suor da testa. O tempo enrosca-se aos seus pés como um cachorro vadio.
Fronteiras Perdidas por José Eduardo Agualusa (página 49)

Lindo.

no interior: “fronteiras perdidas”

10 Abr
10.04.2019

Vinheta criada por Rui Rodrigues para o livro “Fronteiras Perdidas” por José Eduardo Agualusa.

abr.2019

01 Abr
01.04.2019

Tenho mais alguns livros por José Eduardo Agualusa, “Periférico” por William Gibson e “Como a Sombra que Passa” por Antonio Muñoz Molina. Ah, e o segundo volume, oferecido, d’ “A Coisa” de Stephen King. Não ficção tenho os “Psiquiatras – Uma História por Contar” por Jeffrey A. Lieberman.

Como tive a oferta no dia do pai do volume II da “Morte do Comendador” já iniciei a leitura desta obra de Murakami.

um lindo pormenor!

barroco tropical por josé eduardo agualusa

27 Mar
27.03.2019

Uma mulher cai do céu durante uma tempestade tropical. As únicas testemunhas do acontecimento são Bartolomeu Falcato, escritor e cineasta, e a sua amante, Kianda, cantora com uma carreira internacional de grande sucesso. Bartolomeu esforça-se por desvendar o mistério enquanto ao seu redor tudo parece ruir. Depressa compreende que ele será a próxima vítima. Um traficante de armas em busca do poder total, um curandeiro ambicioso, um antigo terrorista das Brigadas Vermelhas, um ex-sapador cego, que esconde a ausência de rosto atrás de uma máscara do Rato Mickey, um jovem pintor autista, um anjo negro (ou a sua sombra) e dezenas de outros personagens cruzam-se com Bartolomeu, entre um crepúsculo e o seguinte, nas ruas de uma cidade em convulsão: Luanda, 2020.

Quetzal Editores

Será uma opinião telegrama. Adorei. Agualusa nunca me deixa de espantar.

27 Mar
27.03.2019 O MEU TELEFONE COMEÇOU A LADRAR no momento em que o isqueiro caiu. Procurei-o nervoso. Escapava-me dos dedos trémulos como um escorregadio peixe-cão metálico. Levei alguns segundos a atender enquanto os latidos cresciam, enfurecidos. Reconheci a voz de Kianda. Tentei explicar-lhe o que me acontecera. Não tive tempo. Ouvi a porta do consultório a bater de encontro à parede, e a voz de Tata Ambroise desarrumando o ar em assombrada cólera:
— Um cão aqui?! Quem deixou entrar um cão?
Desliguei o telefone. Voltei a guardá-lo no bolso. Tata Ambroise abriu a porta da minha prisão. Empurrei-a com toda a força e saí. O curandeiro caiu. Ou melhor, foi caindo. Montanhas não caem de uma só vez. Rolam lentas sobre si mesmas. Já no chão olhou para mim. Acho que nunca testemunhei um tão convincente esgar de espanto:
— Um rato!
O telefone voltou a ladrar. Não atendi, claro, estava demasiado ocupado a tentar fugir. A porta do consultório ficara aberta. Afastei uma enfermeira e lancei-me a galope pelo corredor. Tata Ambroise berrava atrás de mim:
— Um rato-cão! Agarrem o monstro!
Barroco Tropical por José Eduardo Agualusa (página 291)

Este texto, capítulo 19 de “Barroco Tropical”, é um dos muitos momentos cómicos da história. Existem outros igualmente sublimes, mas neste o absurdo da situação, a confluência, digamos, de muitos doces pormenores têm aqui a sua merecida apoteose.

Delirante!

embondeiro

27 Mar
27.03.2019

Embondeiro cantado por Mariza [1] e escrito por José Eduardo Agualusa.


[1] É tão grande e resistente como embondeiro

na canção “Quem me Dera”

27 Mar
27.03.2019 Aborrece-me que Deus não nos permita viver um acontecimento tão importante quanto a morte senão uma única vez — e ainda por cima sem direito a ensaios.
Barroco Tropical por José Eduardo Agualusa (página 286)
© 1999.2019 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera
beam me up, scotty!