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no interior: “estação das chuvas”

17 Jul
17.07.2019

Vinheta, criada por Rui Rodrigues, de um louva-a-deus no interior do livro “Estação das Chuvas de José Eduardo Agualusa – edição Quetzal.

a substância do amor e outras crónicas de josé eduardo agualusa

27 Jun
27.06.2019

A crueldade feminina fascina os homens. Amar uma mulher sem veneno é como jogar à roleta-russa com uma pistola fulminante. A obscura força que leva um sujeito a lançar-se da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, preso a uma frágil lona (um parapente ou um asa-delta), em direção ao imenso abismo azul, aos prédios aguçados, às areias luminosas da praia do Pepino, é a mesma que o precipita, indefeso e nu, para os braços de uma mulher. 

Quando o louva-a-deus encontra a sua deusa e esta lhe diz vem, vou-te comer, o infeliz sabe que aquilo não é uma metáfora. Mesmo assim, seguro de que depois do amor será servido ao jantar, o louva-a-deus persigna-se e vai. É o que nós fazemos – homens e mulheres -, à procura do amor, em fuga do amor, desencontrados.

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Sei que já li em livros anteriores de José Eduardo Agualusa:

  • A Velha Esperança morreu sentada (conto)
  • O Último Andar (conto)
  • Dançar outra vez (crónica)
  • e outras referências

Qual a importância disso? Nenhuma e alguma – serve para sossegar a minha obsessão por pormenores, pois claro.

E quanto ao livro A Substância do Amor de José Eduardo Agualusa? Uau formidável; delirante – fantástico. Tanta coisa boa em poucas páginas.

26 Jun
26.06.2019 Uma mulher encontrou um caracol. «O que é isso nas tuas costas’», perguntou-lhe a mulher. «Isto?», admirou-se o caracol, «essa agora, isto é a minha casa.» A mulher suspirou: «Meu Deus! e não tem jardim?»
A Substância do Amor de José Eduardo Agualusa (página 180)

25 Jun
25.06.2019 — O futuro para mim quase não tem segredos. Lembro-me de amanhã como se fosse ontem. (…)
— Vou andando. Aparece lá em casa e falamos dos velhos tempos. O futuro, por vezes, dá-me saudades do passado.
A Substância do Amor de José Eduardo Agualusa (página 49)

no interior: “a substância do amor e outras crónicas”

24 Jun
24.06.2019

Vinheta – uma cebola – que ilustra o interior do livro “A Substância do Amor e Outras Crónicas” de José Eduardo Agualusa editado pela Quetzal Editores. Desenho por Rui Rodrigues.

as mulheres do meu pai por josé eduardo agualusa

21 Jun
21.06.2019

Ao morrer, o famoso compositor angolano Faustino Manso deixou sete viúvas e dezoito filhos. A filha mais nova, Laurentina, realizadora de cinema, tenta então reconstruir a atribulada vida do falecido músico. Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. 

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Outro livro de José Eduardo Agualusa de grande qualidade, mas com um registo diferente. Uma história em que o parece que vai ser não o é.

Um livro de amor e desamor no qual a música é o fio condutor e o unificador comum.

14 Jun
14.06.2019

— Não. Você não conhece nada. Não sabe do que fala. É um rapazinho embriagado pela própria impertinência. Aceitar que não posso criticar alguém pelo facto desse alguém ser negro, a isso chama-se paternalismo. O paternalismo é o racismo elegante dos cobardes.

As Mulheres do Meu Pai de José Eduardo Agualusa (página 182)

13 Jun
13.06.2019 — E como veio parar aqui?
— Parar? Não vim parar. Fiquei parado. Como um carro que fica sem combustível no meio do caminho. Isto é o meio do caminho entre o nada e lugar nenhum.
As Mulheres do Meu Pai de José Eduardo Agualusa (página 127)

no interior: “as mulheres do meu pai”

11 Jun
11.06.2019

Vinheta no interior do livro “As Mulheres do Meu Pai” de José Eduardo Agualusa editado pela Quetzal.

09 Jun
09.06.2019

SAÍ DO QUARTO BATENDO COM A PORTA. Felizmente há portas. O que eu queria naquele momento era atirar-me ao mar. Na praia, a poucos metros da água, dei com um homem acocorado, inteiramente nu, a defecar. Aquele homem salvou-me a vida. Sou um suicida elegante. Não me deito a afogar num esgoto.

As Mulheres do Meu Pai de José Eduardo Agualusa (página 50)
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