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o boi e o jumento

Aparentemente vai ser realizada uma grande manifestação de protesto da Comissão de Oleiros Iluminados Sempre Atentos (C.O.I.S.A.) junto à Igreja do Senhor da Cruz em Barcelos, em data a anunciar, pelo prejuízo que o sector está sentir pelo pouco escoamento de bois e jumentos.

Dezembro é a melhor altura para a exportação de jumentos para este mundo fora e agora vamos ficar com 90% deles. O país não pode avançar com tanto jumento por metro quadrado.” foi a ideia mais repetida pelo presidente da C.O.I.S.A.

A venda de bois não são uma grande preocupação do sector porque sempre serve para contrariar o excesso de vacas, nomeadamente a importação de vacas estrangeiras.

A anunciação de Bento XVI não veio, pois, no melhor momento.

ruslan maksimov

Em 2006 começou uma nova “aventura” fotográfica para Ruslan Maksimov.
A decisão de comprar uma nova máquina após a avaria da sua Canon A75 permitiu-lhe, num, digamos que golpe de sorte, dar aquele salto.

Sabendo tanto de fotografia, quanto o seu gato da Cimeira G8, Ruslan Maksimov reparou entre uma gama variada de câmeras numa “larga” e “preta”. Sendo uma pessoa prática e também por entender que quanto mais cara a câmera melhor, mas acima de tudo não se preocupando com “detalhes”, a decisão foi tomada. “Mas eu tive sorte, esta câmera foi a Canon 350D”, escreve.

Passados dois meses percebeu que queria deixar de fazer “home photo”. Assim, logo que possível efectuou o download e a compra de muitos livros sobre fotografia. Entre eles havia livros de fotógrafos ainda “verdes” e os de reconhecidos fotógrafos profissionais. Dessa literatura toda Ruslan Maksimov intuitivamente separou um, um livro sobre a fotografia de nus.

Em Setembro de 2006 iniciou os seus trabalhos experimentais num estúdio improvisado em casa e seis meses depois apresentou os seus nus artísticos à photokonkurs.com na categoria preto e branco. Na competição de 21.12.2007 a 19.01.2008 foi-lhe atribuído o primeiro prémio pelo fotógrafo Gerhardt Thompson.

ruslan maksimov, primeiro prémio

Apresentamos, de seguida, algumas fotografias que exemplificam a qualidade artística de Ruslan Maksimov. São fotografias de rara beleza.

ruslan maksimov

ruslan maksimov

ruslan maksimov

ruslan maksimov

ruslan maksimov

Fotografias copyright de Ruslan Maksimov

Através do site Jumento vamos ficando cada vez mais angustiados pelas estruturais, clamorosas, reincidentes falhas democráticas. Exemplo singelo é o post “A generosidade segundo José Sócrates”. Valha-nos a exibição regular de imagens que permitem contrariar aquele terrível formigueiro estomacal. Exemplo disso são as fotografias Ruslan Maksimov descobertas no Jumento.

prémio dardos

Um visitante (O Indiscreto) regular entendeu ser este meu cantinho merecedor do “Prémio Dardos”:

prémio dardos

Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada “blogueiro” emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os “blogueiros”, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Quem recebe o “Prémio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1. Exibir a distinta imagem;
2. Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. Escolher outros blogs a quem entregar o “Prémio Dardos”.

Apesar de construir este blog mais virado para o meu umbigo, que não sendo necessariamente um lindo umbigo, convenhamos que é, contudo, o meu umbigo, fiquei bastante satisfeito, comovido até pela distinção de M.F., antigo lutador galáctico, agora reformado.
Agora já devo reflectir sobre as minhas visitas e pedir dois visitantes, para ultrapassar o problema:

Will: I read your book last night.
Sean: So you’re the one.

E para cumprir o articulado do “Prémio Dardos” aponto as minhas leituras “obrigatórias” sem qualquer ordem de preferência:
Do Portugal Profundo
O Jumento
Pobo do Norte

esses tais srs. professores

Por aquilo que se vai vendo e ouvindo temos de concluir que todos os professores eram exemplares, que quando não havia a burocracia da avaliação todos tinham tempo para preparar bem as aulas, o absentismo era quase nulo, as escolas eram geridas exemplarmente. A “escola pública” era um modelo de virtudes que a Lurdes veio estragar. A progressão nas carreiras era mais estimulante quando era automática, a avaliação era bem feita quando não existia, as aulas de substituição não eram necessárias porque ninguém faltava, a “escola pública” era um modelo para o mundo.

O problema é que os professores, ou para não ferir susceptibilidades, uma grande parte, não necessariamente grande, até à algum tempo, têm vivido com uma ideia ideal, de que são intocáveis. Senhores da verdade absoluta. Impolutos. E se algo está mal na educação a culpa é de toda a gente excepto desses tais srs. professores.

Espero que tenha chegado a altura para esses tais srs. professores descobrirem que há fora dessa escola virtual, um país real que não quer pactuar com esses tais srs. professores mais preocupados com o umbigo do que com o ensinar.

sublime: a asae prendeu o cardeal patriarca

É a notícia do dia, a ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé de Lisboa para inspeccionar as condições de higiene dos recipientes onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração. Depois de sugerir ao cardeal que se assegurasse que as hóstias têm um autocolante a informar a composição e se contêm transgénicos e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabara por prender o cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel após cada beijo de um crente.

A ASAE decidiu encerrar a Sé até que a diocese de Lisboa apresente provas de que as hóstias e o vinho verificam as regras comunitárias de higiene e de embalagem, bem como de que da próxima vez que cardeal dê o anel beijar aos crentes procede à sua limpeza usando lenços de papel devidamente certificados, exigindo-se o recurso a lenços descartáveis semelhantes aos usados nos aviões ou nas marisqueiras desde que o sabor a limão seja conseguido com ingredientes naturais.

O Jumento sabe que a ASAE ainda inspeccionou a sacristia para se assegurar que D. José, um fumador incorrigível, não andou por ali a fumar um cigarro, já que não constando nas listas dos espaços fechados da lei anti-tabaco as igrejas não beneficiam dos favores dos casinos pois tanto quanto se sabe o inspector-geral da ASAE nunca lá foi apanhado a fumar uma cigarrilha.

grande buraco azul

great blue hole

great blue hole

Grande Buraco Azul, em Belize está situado a 60 milhas ao largo do continente.
Uma maravilha para mergulhadores.

via Jumento

in deputydog

como? para onde isto caminha…

Soube hoje pelo Jumento que o blogger Do Portugal Profundo foi processado pelo primeiro-ministro português.
Estranho que o mesmo não tenha sido feito com o Público que até à pouco tempo mantinha um “Dossier Sócrates“.
Como já disse, e repeti numa nota de rodapé, este Portugal é cada vez mais um país disfuncional.
Revejo com tristeza, a uma velocidade de cruzeiro, os meus pensamentos nos posts do Jumento.
E cada vez concluo pesarosamente que gostava de viver na caverna platónica iludido pelas sombras da realidade sem a perceber na sua totalidade. Viveria, assim, alegremente porque ignorante.

como te faço

Na sequência do desafio do Sir Jumento aqui divulgo os meios que uso para produzir o meu blog.

O blog corre em servidor com PHP v5.2.1 e MySQL v5. Utiliza o CMS WordPress 2.2 e o tema Redoable 1.1 ligeiramente alterado.

software
Firefox 2.0.0.4
Maxthon 2.0.2.615
Gimp 2.2.15
FileZilla 3
Notepad ++

hardware
PC com MS Windows XP SP2 (2.40 GHZ, 1.0GB RAM)
2x Samtrom 96BDF
Sony DSC-W30
HP Officejet 5510

o exilezone // porta viii é o meu diário virtual e O Jumento é a uma visita diária porque analisa com tomates uma sociedade decadente, mesquinha, tacanha, corrupta, constantemente em morte cerebral. Espero que os regulares choques eléctricos do Jumento possam acordar, como dizia Foucault, algumas consciências adormecidas no sono de ideias feitas. Visito-o para não me sentir sozinho nas preocupações por um país que está gravemente doente, arriscarei dizer que já está em estado terminal. Mas sou um optimista por nascimento e pessimista por adopção.

sirvo para receber salário

Se algo corre mal com o aluno a culpa é do pai que tem de ser alcoólico e da mãe que é viciada na novela “Vingança”. Nunca pode ser do sr. professor. Apontar o dedo é feio dizia a minha querida avó. Mas também falar com a boca cheia é de pouca educação, principalmente quando estamos a ser vitimas de um “felácio”.

Pouca educação para quem tem acção activa no felácio, vejamos. E nem sei porque escrevo isso. Mas deve ter alguma piada, pelo menos para mim. E isto tudo era para servir de introdução aos brilhantes dizeres do Sr. Doutor Engenheiro Jumento (um dos títulos deve ter). Mas como completo o post com 24 horas de atraso e estou com uma valente sinusite segundo o diagnóstico da exma doutora do SNS que tem o seu próprio horário de atendimento aos utentes que é da hora a que ela chegar à hora que decidir ir embora, perdi um pouco a ideia original do comentário.

Sou defensor da avaliação na escola desde o primeiro grau de ensino pelo quando li no Público que a Fenprof “critica realização das provas de aferição nos 4.º e 6.º anos” interessei-me pela notícia, queria saber que argumentos justificariam uma posição oposta à minha e fiquei pasmado com os argumentos.

“O ministério de Maria de Lurdes Rodrigues parece pretender que as referidas provas sejam mais um mecanismo de avaliação e responsabilização das escolas e professores, caso as classificações dos alunos venham a ser baixas”

Se a avaliação só fosse utilizada para aferir o conhecimento das crianças estaria tudo bem, as causas de insucesso deveriam ser as do costume, os problemas sociais, a falta de investimento nas escolas. Mas a avaliação é uma faca de dois gumes, é-o nas escolas do ensino básico em Portugal como o é nas melhores uniersidades americanas. Só os professores do MIT podem ser rigorosamente avaliados e o seu desempenho associado ao dos alunos, mas se uma criança que esteve quatro anos não souber nada quando chega ao quarto ano a culpa não pode ser de ninguém.

Mas o descaramento da Fenprof vai ainda mais longe:

“Esta intenção, que a Fenprof rejeita e repudia, fica muito clara pelo facto de o Ministério da Educação remeter para as escolas a incumbência de montar estratégias de superação das dificuldades dos alunos, pretensamente diagnosticadas através das classificações por eles obtidas”

Ou seja, se houver uma situação de insucesso generalizado a escola nada tem que haer com o assunto, os professores não tem que se questionar com as causas, nada devem fazer para mudar o estado das coisas. O insucesso caiu do céu e nada há a fazer, muito menos incomodar os professores.

Espero sinceramente que a dignidade dos professores portugueses os leve a não concordar com tanta hipocrisia. Pelo menos no antagonismo com a Fenprof começo a achar que a ministra da Educação tem muito mais razão do que eu pensava, estes senhores estão-se nas tintas para a qualidade e os resultados do ensino, udo fazem para confundir os interesses legítimos dos professores com estratégias políticas que não têm qualquer relação com os objectivos do sistema educativo.

# in jumento #