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os agentes do destino | a scanner darkly

É, sempre, com enorme prazer que recebo a novidade de um novo filme baseado numa história de Philip K. Dick – autor que adoro desde a leitura de Ubik.

Contudo foi apenas a semana passada que tive a oportunidade de ver:
1. A Scanner Darkly
2. The Adjustment Bureau

“The Adjustment Bureau” foi uma desilusão; os conceitos são espectulares; a concretização medíocre.

“A Scanner Darkly” foi satisfatoriamente paranóico. E poderá ser o primeiro filme que não estropiou estupidamente o original.

as vidas privadas de pippa lee

Ontem tentei ver “As Vidas Privadas de Pippa Lee” (The Private Lives of Pippa Lee), mas não consegui. Sem querer discutir as actuações que são excelentes com natural destaque para Robin Wright e Alan Arkin e até, pasmem-se, Keanu Reeves que está perfeito no seu papel, a verdade é que desisti de ver o filme perto dos 45 minutos.

Ontem, infelizmente ou não, a motivação de seguir as várias fase da vida de Pippa Lee, a jovem mulher de um editor muito mais velho, e a forma como ela tenta perceber a sua vida e infelicidade, era pouca.

babylon a.d.

Toorop: Save the planet. Whenever I’ve read that bumper sticker I’ve had to laugh. Save the planet. What for? And from what? From ourselves? Life’s simple: kill or be killed, don’t get involved and always finish the job. A survivor’s code, my code, and it all sounds great until the day you find yourself confronted by a choice. A choice to make a difference, to help someone, or to walk away and save yourself. I learned something that day: you can’t always walk away. Too bad it was the day I died.

from imdb

Gostei bastante do filme The Chronicles of Riddick e pensei que o Babylon A.D. poderia ter o mesmo impacto visual. Engano meu.

Vin Diesel, em pé de igual com Keanu Reeves, consegue demonstrar mais uma vez que não consegue segurar, com as suas inexistentes qualidades de actor, nenhum filme quando o argumento e a realização são uma nulidade. Quando estas duas variáveis se acumulam não há que enganar, o filme será sempre uma porcaria de 5 estrelas.
Babylon A.D. é por isso uma aberração. Argumento fraco. Actuação fraca. Filme, pois claro, fraco.

será que?

Sinopse:
Tom Ludlow (Reeves) is a veteran LAPD cop who finds life difficult to navigate after the death of his wife. When evidence implicates him in the execution of a fellow officer, he is forced to go up against the cop culture he’s been a part of his entire career, ultimately leading him to question the loyalties of everyone around him.

from imdb

Como irá se portar Hugh Laurie no filme Street Kings?

Geralmente um actor não consegue sobreviver fora da série que o criou.

constantine

Corria o ano de 1990 quando começou a chegar a Portugal, com 6 religiosos meses de atraso, através da editora brasileira Abril Jovem, um pequeno livro de banda-desenhada intitulado “Monstro do Pântano”, no original “Swamp Thing”, editado pela DC Comics pela primeira vez em 1972, criado por Len Wein (escritor) e Berni Wrightson (artista) e com argumento de Alan Moore.

Sei que o formato do livro, a sua tradução podia ser bastante melhor e isso com apenas um pouco de esforço. A verdade é que à 15 anos atrás não havia grande escolha, nem muito menos um termo de comparação.
Uma personagem de Swamp Thing, John Constantine, criada em 1985 por Alan Moore ganha em 2000 um título próprio – HellBlazer.

swamp thing

swamp thing

E esta “introdução” é feita devido ao facto de o filme “Constantine” ter sido um must visual. Adoro John Constantine. É cínico, enigmático, um ladrão, punk, um bêbado, um grande filho-da-puta, e quando ninguém está a ver um tipo “fixe”, e salvador do universo conhecido. Esta combinação faz dele uma personagem excitante e é certamente, com a excepção de BatMan, a mais complexa personagem na família DC.

Até lá deixo-vos com uma pérola da edição brasileira:

“A propósito. Eu tenho ingresso de camarote pro FIM DO UNIVERSO. Acho melhor usar agora. Nunca se sabe.”
– Monstro do Pântano, n.º 5 por Alan Moore

– Editora Abril Jovem, Maio 1990, São Paulo, Brasil


Imagens e personagens © DC Comics. All rights reserved.

in nomine satanis

“What if I told you that God an the devil mande a wager, a kind of standing bet for the souls of all mankind?”
– John Constantine

O filme tem dois bons actores (Keanu Reeves e Rachel Weisz), uma mitologia, um ambiente tenebroso o quanta basta, quase gótico, um universo visual perfeito capaz de criar uma atmosfera “escaldante”. Não foi, portanto, difí­cil deixar-me ir e apreciar o filme que tem um pequeno “senão”. É de apenas duas horas.

Portanto, que mais posso pedir. Apenas mais um filme de John Constantine.