Tag Archive for: leituras de 2012

as minhas leituras de 2012

24 Dez
24.12.2012
rhys hughes

rhys hughes

Este ano não foi um grande ano de leituras. Na minha teimosia li livros que sabia à partida não serem a minha onda – mas o que tem de ser tem muita força.

De qualquer forma destaco de uma pouca extensa lista alguns; a ordem é sem ordem:

  • O Pequeno Deus Cego, David Soares e Pedro Serpa (Kingping Books)
  • Infecção, Scott Sigler (Gailivro)
  • Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes, David Soares (Saída de Emergência)
  • Strange Embrace, David Hine (Image)
  • Zobo: Les Tournesols de Mr. Vincent (tome 2), Jun Nie (Paquet)
  • Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense [spoken word], David Soares (Necrosymphonic Entertainment/Raging Planet)
  • Os Ossos do Arco-Íris, David Soares (Saída de Emergência)
  • Li e reli os ebooks de Rhys Hughes – aquelas histórias são tão sumarentas.
david soares

david soares

O escritor português de eleição continua a ser David Soares – adoro as suas palavras e a sua imaginação saudavelmente doentia. Andar a ler pelas orelhas foi a grande boa novidade do ano. Recomendo Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense e o seu Compêndio. David Soares é um escritor abelha que nunca pára na mesma flor e nos oferece obras em registos diferentes.

Apesar de ter descoberto novos autores estrangeiros Rhys Hughes é o que me dá mais gozo ler. Os seus escritos continuam surreais, paranóicos, delirantes, absurdos, cómicos – e isso é positivamente bom.

2013 vai ser um ano mais melhor bom; tenho programado para ler (uns comprados, outros ainda não):

  • The Brothel Creeper
  • The Truth Spinner
  • The Abnormalities of Stringent Strange
  • The Daylight War
  • O Reino mais Além das Ondas
  • David Soares tem lançamentos previstos para 2013
  • e muitos outros [ordem sujeita a alteração sem pré-aviso]

facets of faraway

14 Dez
14.12.2012

Mais histórias, mais diversão, mais momentos bem passados, mais Rhys Hughes.

Excelente.

compêndio de segredos sombrios e factos arrepiantes

30 Nov
30.11.2012

“Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” de David Soares não é um romance, nem uma colectânea de contos, nem um novela, nem ficção de tuitos, é um LIVRO, com todas as letras em maiúsculas.

Como primeiro apontamento, não deixa de ser engraçado, quando o meu filho me pediu uma frase que revele a importância de Sócrates, o ateniense, eu ter logo arrojado “Sócrates comporta-se como um ‘moscardo’; espicaça as consciências adormecidas no sono fácil das ideias feitas.” de François Châtelet, frase que adoro e que demonstra a luta contra o dogmatismo, ter encontrado na introdução do “Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” as palavras “são fãs de conhecimento e não receiam procurar a verdade sobre os assuntos, mesmo que isso signifique arruinar concepções enraizadas, mas erradas.

Chegado aqui não sei o que escrever sobre o livro. Tanta coisa para escrever e sem saber como começar. Vou, utilizar, a dica seis de João Barreiros:

Perante o horror de uma página em branco, escrevam nela qualquer coisa para começar. Tipo “O Zezinho era nhónhó”. Esta edificante frase poderá ser utilizada como alavanca inspiradora.

João Barreiros

Aqui está, pois O Zezinho era nhónhó

Ler o “Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” de David Soares é descobrir um livro dos diabos, no bom sentido do termo… claro, fácil de ler, apesar de ter alguns temas nada ligh, e que revela que o autor nos hipnotiza, facilmente, com palavras (deve ser um discípulo sombrio de Mesmer) – sabe contar histórias.

o pequeno deus cego

31 Ago
31.08.2012

Já li muitas críticas sobre a obra “O Pequeno Deus Cego”, história de David Soares, desenhos de Pedro Serpa, umas más, outras menos más, outras sem sentido, umas boas, outras muito boas, mas grande parte das críticas negativas têm uma coisa em comum: o leitor sentiu-se chocado. Fico feliz por isso.

Se o livro que lemos não nos acorda com um murro no crânio, para quê lê-lo? Para que nos faça felizes, como escreves? Por Deus. Sê-lo-íamos da mesma maneira se não tivéssemos livro nenhum, e, se fosse necessário, poderíamos escrever os livros de que precisamos para sermos felizes. Muito pelo contrário, necessitamos de livros que sobre nós exerçam uma acção idêntica à de uma desgraça que muito nos tenha afligido, tal como a morte de alguém que amássemos mais do que nós mesmos, como se fôssemos proscritos, condenados a viver nas florestas, afastados de todos os nossos semelhantes, como num suicídio – um livro deve ser o machado que quebre o mar congelado em nós. É assim que eu penso.

Frank Kafka, Carta a Pollak, 27 de Janeiro de 1904

 

Gosto de ler livros que me fazem passear na praia, sentir a areia a fugir por entre os dedos, mas adoro acima de tudo livros que me fazem reflectir, pensar, questionar.

David Soares consegue em cada história esse objectivo e neste “O Pequeno Deus Cego” ainda tenho os excelentes desenhos de Pedro Serpa. “O Pequeno Deus Cego” é um refrescante dry martini, temperado aqui e ali com uma azeitona verde, com a descoberta de novos sabores a cada sorvedela – fantástico.

“O Pequeno Deus Cego” pode ser lido sentado, deitado, de bruços; não obstante, qualquer que seja a posição, permite várias leituras e revela que David Soares explora a natureza humana com uma mestria acutilante. Ninguém fica indiferente a “O Pequeno Deus Cego” pelo argumento e pelo trabalho visual de Pedro Serpa (desenhador a seguir com muita atenção).

o braço esquerdo de deus

22 Ago
22.08.2012

O Braço Esquerdo de Deus, livro editado pela Porto Editora, do escritor Paul Hoffman, primeiro de uma trilogia, convenceu-me. Adorei como que o universo paralelo em que os seguidores de uma religião continuam a combater os infiéis de forma poderosa e com sucesso. Pode ser um livro de alguma forma perturbador – viciante, violento, apaixonante.

Não é quanto a mim um verdadeiro livro de fantasia, mas enfim, é a minha opinião. Poderia dizer mais, mas não digo. Estou de férias.

O titulo do livro é-nos explicado mesmo no fim do fim. Iniciei a leitura do segundo livro. Obrigado mãe pela oferta.

a forca por joe abercrombie

11 Jul
11.07.2012

Como defenderá alguém uma cidade rodeada por inimigos e infestada de traidores, quando os seus aliados não merecem confiança e o seu antecessor desapareceu sem deixar rasto? Bastará para fazer um torturador sentir vontade de fugir (mesmo que conseguisse caminhar sem bengala) e o inquisidor Glokta precisará de encontrar as respostas antes que o exército gurkês lhe bata aos portões. Os nortenhos passaram a fronteira de Angland e espalham fogo e morte pelo território gelado. O príncipe Ladisla pretende rechaçá-los e cobrir-se de glória eterna. Há apenas um problema: ele comanda o exército com o pior armamento, a pior preparação e a pior liderança em todo o mundo. E Bayaz, Primeiro dos Magos, lidera um grupo de aventureiros arrojados numa missão pelas ruínas do passado. A mulher mais odiada do Sul, o homem mais temido do Norte e o rapaz mais egoísta da União poderão ser estranhos companheiros de viagem, mas, se conseguissem deixar de se odiar, seriam também companheiros potencialmente letais. Segredos ancestrais serão expostos. Batalhas sangrentas serão ganhas e perdidas. Inimigos declarados serão perdoados… mas não antes da forca.

Edições Asa

A Forca, segundo volume da trilogia “A Primeira Lei”, por Joe Abercrombie é uma leitura sólida. Não há surpresas, e como tal é lida sem sobressaltos. Se o uso de capítulos intercalados, que nos obrigam a perceber as aventuras de várias personagens ao mesmo tempo, para forçar a leitura, é um método poderosamente condicionante, e que na “Lâmina” foi uma mais valia, o ponto alto da narrativa aconteceu, mesmo, quando personagens aparentemente sem nada em comum se encontram, n’A Forca, isto, aborreceu-me um pouco.

Tirando as cenas de cariz sexual, fracas e quanto a mim descontextualizadas, o resto do livro vale por ser mais do mesmo: violência, magia, mais violência, linguagem sem papas-na-língua e violência, e traição.

les grands stratèges d’alexandre le grand à moshe dayan

20 Jun
20.06.2012

Outro excelente número especial da revista francesa Historia: “Les grands stratèges d’Alexandre le Grand à Moshe Dayan”.

Foi comprada em Setembro de 2011 e terminei como que a sua leitura ontem.

em busca da realidade divina

09 Abr
09.04.2012

Só esta semana é que terminei a leitura do livro “Em Busca da Realidade Divina” de Lothar Schäfer (edições Ésquilo, 2003), que comprei durante no Ciclo de Conferências e Religião: perspectivas.

assinatura_em_busca

dedicatória

É uma livro fascinante.

strange embrace

19 Mar
19.03.2012

Uma obra verdadeiramente poderosa em todos os sentidos.

davidhine_ass

zona gráfica, volume i

16 Mar
16.03.2012

Mais uma excelente Zona.
A Zona Gráfica, volume 1, a preto e branco, continua a ser uma boa aposta e a permitir excelentes e diversificadas leituras.

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