Tag Archive for: lisboa

lisboa no ano 2000

14 Mar
14.03.2018

Lisboa no Ano 2000 recria uma Lisboa que nunca existiu. Uma Lisboa tal como era imaginada, há cem anos, por escritores, jornalistas, cientistas e pensadores. Mergulhar nesta Lisboa é mergulhar numa utopia que se perdeu na nossa memória colectiva.

Saída de Emergência

Recomecei a leitura desta antologia coordenada por João Barreiros. Reli o seu conto “O Turno da Noite”, inicialmente publicado na Bang! n.º 10 que serve de aperitivo ao que promete ser um conjunto de histórias electrizantes.

Selo de garantia João Barreiros!

comboio nocturno para lisboa de pascal mercier

11 Abr
11.04.2017

Pascal Mercier, pseudónimo de Peter Bieri, escreve com Comboio Nocturno para Lisboa um livro memorável sobre a procura de nós nos outros. Adorei a passagem do tempo, do silêncio individual, da busca, da descoberta.

Comboio Nocturno para Lisboa é um livro pleno de palavras que se sufocam – magistral!

wishlist

07 Jun
7.06.2016

Uma lista provisória de alguns livros que estou interessado em ler e/ou reler (em novas edições).

Alêtheia

  • A Ilha do Doutor Moreau de H. G. Wells
  • O Fantasma de Canterville e Outras Histórias de Oscar Wilde

Antígona

  • Quinzinzinzili de Régis Messac
  • 60 Histórias de Donald Barthelme
  • Kallocaína de Karin Boye
  • Solaris de Stanislaw Lem
  • A Guerra das Salamandras Carel Kapek

Baleia Azul

  • Memórias do Eterno Presente – Schuiten & Peeters

Bertrand Editora

  • LoveStar de Andri Snaer Magnason

Casa das Letras

  • Ouve a Canção do Vento & Flíper de Haruki Murakami
  • Os Assaltos à Padaria de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 1 de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 2 de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 3 de Haruki Murakami
  • Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo de Haruki Murakami
  • A rapariga Que Inventou um Sonho de Haruki Murakami
  • Dança, Dança, Dança de Haruki Murakami
  • Crónica do Pássaro de Corda de Haruki Murakami
  • O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo de Haruki Murakami
  • Sono de Haruki Murakami
  • Homens Sem Mulheres de Haruki Murakami

Cavalo de Ferro

  • O Último Livro de Zoran Zivkovic
  • A Maldição de Hill House de Shirley Jackson

D. Quixote

  • Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Dias de Salman Rushdie
  • Nostromo – Uma História da Beira-Mar de Joseph Conrad

Edições Asa

  • Homens Bons de Arturo Pérez-Reverte
  • A Rainha do Sul de Arturo Pérez-Reverte
  • O Franco-Atirador Paciente de Arturo Pérez-Reverte
  • O Tango da Velha Guarda de Arturo Pérez-Reverte
  • Um Dia de Cólera de Arturo Pérez-Reverte
  • O Hussardo de Arturo Pérez-Reverte
  • O Mestre de Esgrima de Arturo Pérez-Reverte
  • Território Comanche de Arturo Pérez-Reverte
  • Falcó de Arturo Pérez-Reverte
  • 4,3,2,1, de Paul Auster

Edições 70

  • As Cruzadas Vistas pelos Árabes de Amin Maalouf

Editora Épica

  • Galxmente de Luís Filipe Silva

Editoral Presença

  • O Mestre e Margarita de Mikhail Bulgakov
  • Cinzas de um Novo Mundo de Rafael Loureiro
  • Ready Player One by Ernest Cline
  • Santuário de Andrew Michael Hurley
  • A Rainha do Inverno de Boris Akunin
  • A Vida Nova de Orhan Pamuk

Gfloy

  • OutCast volume 1 de Robert Kirkman e Paul Azaceta
  • Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos de Mark Waid e Paul Azaceta

Gradiva

  • O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro
  • Nunca me Deixes de Kazuo Ishiguro

Guimarães Editores

  • Contos Nocturnos de Ernst Hoffmann

Nuvem de Tinta

  • A Rapariga Que Sabia Demais de M. R. Carey

Padrões Culturais

  • A Vida das Abelhas de Maurice Maeterlinck

Planeta

  • A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón
  • O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón
  • O Prisioneiro do Céu de Carlos Ruiz Zafón
  • O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón

Porto Editora

  • O Peso do Coração de Rosa Montero
  • Flatland – O Mundo Plano de Edwin A. Abbot
  • O Anjo Negro de Paul Hoffman

Quetzal Editores

  • A Sétima Função da Linguagem de Laurent Binet
  • O Outro Lado do Paraíso de Paul Theroux
  • 2084 – O Fim do Mundo de Boualem Sansal

Relógio D’Água

  • Ulisses de James Joyce
  • Moby Dick de Herman Melville
  • Coração de Trevas e no Extremo Limite de Joseph Conrad
  • De Profundis de Oscar Wilde
  • Os Três Estigmas de Palmer Eldritch de Philip K. Dick
  • Com Esta Chuva de Annemarie Schwarzenbach
  • Obra Completa de Arthur Rimbaud
  • A Quinta Estação de N. K. Jemisin

Saída de Emergência

Sextante Editora

  • Um Caçador de Leões de Olivier Rolin

Temas e Debates

  • Inteligência Emocional de Daniel Goleman
  • Identificação de Um País de José Mattoso

Tinta da China

  • A Biblioteca à Noite de Alberto Manguel
  • Embalando a Minha Biblioteca de Alberto Manguel

Edições em Espanhol

  • Los barcos se pierden en tierra de Arturo Pérez-Reverte
  • Perros e hijos de perra de Arturo Pérez-Reverte
  • Eva (Serie Falcó) de Arturo Pérez-Reverte
  • Todo Alatriste de Arturo Pérez-Reverte
  • Un asunto de honor de Arturo Pérez-Reverte

Edições em Inglês

  • The Sun God’s Heir: Return Book One by Elliott Baker
  • The Warren by Brian Evenson
  • Bats of the Republic: An Illuminated Novel by Zachary Thomas Dodson
  • Marked To Die – A Tribute to Mark Samuels by Justin Isis
  • Synthesis [Fantastic Books Publishing]
  • Who Fears Death by Nnedi Okorafor
  • Blacker Against the Deep Dark by Alexander Zelenyj
  • Barking Circus by Douglas Thompson
  • Capitalism Without Capital: The Rise of the Intangible Economy by Jonathan Haskel and Stian Westlake

Book Depository

a descobrir: os anos de ouro da pulp fiction portuguesa

20 Out
20.10.2011

Poucos o sabem, mas a literatura de pulp fiction, que marcou toda a cultura popular dos EUA na primeira metade do século XX, também esteve presente em Portugal, e em força.

Houve um tempo em que heróis mascarados corriam as ruas de Lisboa à cata de criminosos; em que navegadores quinhentistas descobriam cidades submersas e tecnologias avançadas; em que espiões nazis conduziam experiências secretas no Alentejo; em que detectives privados esmurrados pela vida se sacrificavam em prol de uma curvilínea dama; em que bárbaros sanguinários combatiam feitiçaria na companhia de amazonas seminuas; em que era preciso salvar os colonos das estações espaciais de nome português; em que seres das profundezas da Terra e do Tempo despertavam do torpor milenário ao largo de Cascais; em que Portugal sofria constantes ataques de inimigos externos ou ameaças cósmicas que prometiam destruí-lo em poucas páginas, antes de voltar tudo à normalidade aquando do último parágrafo.

directamente da Saída de Emergência

Está à venda a excelente antologia, “Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa”, organizada por Luís Filipe da Silva da editora Saída de Emergência.

Posso desde já dizer que o design é mais uma vez espectacular (nisto e aquelas outras coisas a editora come-os todos) e o conteúdo muito, mas muito sumarento.
O recheio é composto por:

  • O Segundo Sol por Ruy de Fialho
  • A Expedição dos Mortos por Joachim Hunot
  • A Ilha por João Henriques
  • Pena de Papagaio por A. M. P. Rodrigues
  • O Sentinela e o Mistério da Aldeia dos Pescadores por Orlando Moreira
  • Horror em Sangue por Cristo de Maxwell Gun
  • O Inconsciente por Tiago Rosa
  • A Noite do Sexo Fraco por Ludovico Bombarda
  • Pirata por um Dia por Sónia Louro
  • Valente por Fausto Boamorte
  • O Amaldiçoado por Ish-Tar de Artur de Carvalho
  • Noites Brancas por Ana Sofia Casaca
  • Mais do Mesmo! por João Barreiros

Ufa!

o turno da noite

23 Jul
23.07.2011

“O Turno da Noite” é um conto de João Barreiros inserido na Bang! n.º 10 e o prelúdio de uma “Lisboa Electropunk”.

João Barreiros dispensa apresentações no panorama de ficção cientifica portuguesa; sempre fiel ao que mais adoro ler, ficção cientifica, continua a ser um mestre a mergulhar Lisboa em cenários surrealistas, futuristas – sempre originais.

Espero para que a “Pulp” e a “Lisboa Electropunk” deixem de ser projecto e se tornem realidade.

A revista Bang! n.º 10 (Saída de Emergência) continua a ser um projecto a seguir – aplausos!

que é feito do meu natal?

10 Abr
10.04.2011

Enquanto espero pela continuação do excelente Asteroid Fighters descobri no stand Lobo Mau (Anigamix) um álbum (“Que é feito do meu Natal?”) das Edições Polvo a pedir para ser comprado e assim foi.

“Que é feito do meu Natal?” de Rui Lacas peca pelas suas poucas páginas (apesar de entender que são as suficientes para contar a história, mas também se compreende que se queiram sempre mais – é a gula das vinhetas!). De linhas firme, a preto e branco Rui Lacas traça com uma qualidade gráfica invejável a melancólica história de um qualquer Sr. Zé perdido de si; embrulhado numa vida que o abalroou à muito tempo; e enquanto percorre, aparentemente sem rumo, uma Lisboa inumana (sem alma), descobrimos que o seu tormento, quiçá simbolizado pela vinco em cruz vincado na sua testa, o empurrar para o desejo de se matar pode ser superado.

“Que é feito do meu Natal?” é uma história triste com laivos de esperança; acaba por isso de ser um hino à vida, mesmo quando atribulada.

Adorei este registo completamente diferente do Rui Lacas da aventura gráfica “Asteroid Fighters”.

lisboa triunfante

09 Abr
9.04.2011

O homem erra quando afirma ou nega. Destrói quando edifica sobre ruínas que revolve para abrir os alicerces. E, surpreendentemente, sem querer saber da presença do homem… o mundo existe!

palavras de Valadares, página 318

O ano passado (Agosto.2010) estava a relaxar numa quinta (Quinta de Gatão) perto de Felgueiras como o resto da família quando certo dia (14.08) o meu filho (a reboque da irmã) sentiu saudades do sabor gourmetde um Mac; deslocamos-nos a Felgueiras para esse petisco tão regional; sentado na esplanada entre duas trincadelas convenceu a irmã a visitar a Fnac no NorteShopping que ao melhor estilo moscardo nos picou (leia-se pai e mãe). Na Fnac os meus olhos que passeavam sem destino por entre paletes de livros pararam numa obra com um título sugestivo “O Evangelho do Enforcado” de David Soares. Foi a minha primeira colisão com David Soares.

Estas primeiras palavras têm o propósito de explicar que nunca se descobre um escritor fora do tempo; tal acontece quando uma série circunstâncias (das mais imagináveis) nos levam ao seu encontro.

[…]

O que é “Lisboa Triunfante”? Acima de tudo uma odisseia da imaginação (até de investigação etnográfica); e sem qualquer embaraço é uma obra com uma linguagem hipnótica excruciante através da qual duas figuras se gladiam desde tempos memoriais.

A qualidade narrativa do escritor (e)leva-nos, sem qualquer dificuldade, a observar Lisboa de cima como se a tivéssemos colocado entre uma lâmina e uma lamela tal é a qualidade com que a história da cidade é despejada, pintalgada aqui e ali de sangue, nas páginas que sofregamente fui lendo; são páginas repletas de palavras com têmpera. Os acontecimentos vão-se desenrolando com uma dureza cruel e flexível; e as personagens, até aquelas de índole moral questionável, são vigorosas, íntegras nos princípios que defendem independentemente destes nos parecerem dúbios, mesquinhos, sanguinários.

Por isso nos acontecimentos narrados vejo-me ali ao lado da populaça a comer umas favas fritas enquanto assisto ao espectáculo da “queima dos vivos” – bendita máquina do Dr. Moloch aka David Soares; noutros acontecimentos estou a flutuar pelo ar e a observar em tempo real a corrida tresloucada do “elefante aterrorizado”. Por isso, ainda hoje, tenho a quase certeza de que David Soares é um alien que manipulou sub-repticiamente a história de Lisboa e a vida de alguns dos seus habitantes, não apenas para seu bel-prazer, mas igualmente para nos oferecer uma narração das mudanças crónicas que a sua manipulação originou.

E como se o caldo já não estivesse devidamente recheado David Soares ainda nós vai enchendo a panela com mais especiarias. São estes pequenos e constantes condimentos que tornam a leitura ainda mais enriquecedora; é o caso de um Pessoa que se vislumbra poeticamente numa livraria que eu gostaria, também, de visitar.

É um romance de grande fôlego que se deve ler pausadamente; acompanhado por uma delicada música ambiente e por um pujante Dry Martini – é uma forma, entre muitas, de ler “Lisboa Triunfante”.

“Lisboa Triunfante” está dividida, no que o escritor chama carinhosamente de capítulos, mas que sei serem painéis e não é coincidência serem seis; o nome “epílogo” não deve ser contabilizado – está lá, fundamentalmente, para despistar.

Agora que encostei (aconchegado) o “Lisboa Triunfante” ao “Evangelho do Enforcado” sinto-me na obrigação de evangelizar mais leitores para este fantástico escritor português que se chama David Soares. Não se vão arrepender, nem precisam de me agradecer; e haverá sempre umas palavras que irão brotar biblicamente dos vossos lábios: “Onde estava David Soares? Não estava perdido, mas foi achado. E agora que o encontrei vou fazer uma festa e alegrar-me com um novo romance seu; nem que tenha de esperar para o halloween.”

estação do oriente

16 Nov
16.11.2010

a new vision of the “estação do oriente”, lisbon.
darker. more gothic. more beautiful. yeah…

david soares i

16 Nov
16.11.2010

Lançamento do livro “A Luz Miserável” de David Soares no Fórum Fantástico 2010 (Lisboa).
Um pequeno ajustamento à imagem original. A primeira de duas.

david soares ii

16 Nov
16.11.2010

Lançamento do livro “A Luz Miserável” de David Soares no Fórum Fantástico 2010 (Lisboa).
Um pequeno ajustamento à imagem original. A última de duas.

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