Tag Archive for: magia

coração negro de naomi novik

13 Jan
13.01.2020

Agnieszka adora a sua pacata aldeia no vale, as florestas e o rio cintilante. Mas o maléfico Bosque permanece na fronteira e a sua sombra ameaçadora paira sobre a vida da jovem.
O povo depende do feiticeiro conhecido apenas por Dragão para manter os poderes de Bosque afastados. Mas o Dragão exige um terrível preço pela sua ajuda: uma jovem deve servi-lo durante dez anos, um destino quase tão terrível como perecer a Bosque.
A próxima escolha aproxima-se e Agnieszka tem medo. Todos sabem que o Dragão irá levar a bela, graciosa e corajosa Kasia, tudo aquilo que Agnieszka não é, e a sua melhor amiga no mundo. E não há forma de a salvar. Mas Agnieszka teme as coisas erradas. Porque quando o Dragão chega, a sua escolha surpreende todos..

Saída de Emergência

O livro Coração Negro de Naomi Novik ganhou o prémio Nebula para a melhor romance (2016) e o prémio Locus para o melhor romance de fantasia (2016).

É uma história muito boa, com pormenores horríveis (deliciosos), pintalgado de romance e de humor. A magia está cheia de efeitos sonoros e tão fulgurantes – a palavra escrita é poderosa, mas mais o é a palavra falada/cantada.

A narração de magia são dos melhores momentos do livro. As personagens são, igualmente, memoráveis. Tudo é um primor.

Tradução de Sérgio Gonçalves

lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13.11.2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

[… an excerpt …]

jogo de xadrez

20 Jun
20.06.2015

Fui ameaçado pelo bispo por ter tomado a rainha com o cavalo. Sacrifiquei um peão para proteger o rei. O bispo não o excomungou e recuou para uma zona de conforto. Usei outro peão e promovi-o a rainha. O bispo inimigo juntou-se à torre, mas era tarde de mais. Com a rainha apoiada pelo cavalo matei o rei inimigo. Agora estou na dúvida se estive a jogar xadrez, a praticar magia ou a fazer política.

sepulturas dos pais de david soares e andré coelho

15 Nov
15.11.2014

Primeira nota:
a nível gráfico é um livro ímpar; Mário Freitas encarregado da edição, da paginação e da legendagem está de parabéns – a Kingpin Books pode se orgulhar de ter editado um livro invejável.

Outra notas:
André Coelho responsável pelos desenhos conseguiu criar uma atmosfera negra, onírica, sensual. Existem pranchas verdadeiramente espectaculares.
As seis pranchas em que Borges nos oferece um solilóquio têm uma perfeita combinação de texto e imagem e a última das seis pranchas é uma doce surpresa.

02104

na leitura

Em “Sepulturas dos Pais” temos um David Soares igual a si próprio: ímpar, irrepreensível, sem papas na língua – o que é o pudor? uma palavra castradora da imaginação, que David Soares não teme -, cruel na exploração da natureza humana, modelador de magia, criador de uma narrativa com melodia (o livro a ser lido em voz alta oferece outra leitura porque David Soares utiliza as palavras certas para criar um ritmo de fundo; é como estar a ler e ouvir o som das ondas). Ele, sem qualquer maquilhagem, produziu uma história em que o real não é o que parece e em que o sobrenatural é o real – doce arrepio.

André Coelho e David Soares são o par perfeito. Um com um traço negro, outro com palavras cruas (provocadoras) conseguiram em pouco (62 páginas) contar muito num livro em que a obsessão é, maravilha das maravilhas, a ordem do dia.

Adorei o livro. É disto que eu preciso.

o despertar dos mágicos

15 Mai
15.05.2011

“O Despertar dos Mágicos” (Le Matin des Magiciens) é um livro escrito em 1960 por Louis Pauwels e Jacques Bergier editado entre nós pela Bertrand; é um livro que trago directamente do sótão.
Li “O Despertar dos Mágicos” antes de o comprar – fazia (faz) parte da parca biblioteca do meu tio João – por empréstimo; e com apenas 10 anos foi um leitura de peso.

Claro que sendo um livro com mais de 50 anos tem de ser lido com outra visão; mas é a obra fundamental do Realismo Fantástico que influenciou as artes.

Continua a ser um livro a ser lido por quem nunca o leu e que deixa nostalgia a quem alguma vez o leu; por isso mesmo acabei por o comprar em 2000; a sua 13ª edição (1996).

pátria

25 Mar
25.03.2011

A compra desta obra seguiu como sempre um tortuoso processo mental. Quando vi o logotipo na capa pensei cá para mim que seria um livro a colocar de parte porque nunca fui muito fá do “mundo” Forgotten Realms. Muito mais tarde peguei novamente nele devido à capa e nas costas o logotipo Wizard of the Coast atordoou-me – já não via aquele logo desde os meus tempos de jogador de Magic the Gathering (ai que saudades).

Iniciada a leitura rapidamente mergulhei de cabeça no universo drow e nas suas personagens. A história é verdadeiramente viciante. E as palavras que li em algum lado de que Legolas perante os drow seria uma anedota nunca deixavam de se fazer recordar.

Em poucas páginas ficamos a conhecer o sistema sanguinário da vida em Menzoberranzan e em outras tantas assistimos ao singular nascimento de Drizzt Do’Urden. E enquanto seguimos o seu treino/crescimento sentimos que apesar do enredo estar muito bem urdido como a teia da sangrenta Lolth é nas constantes reviravoltas das intrigas das diversas casas que somos atraídos compulsivamente pelo nosso Drizzt.

Drizzt é O elfo negro que apesar de não partilhar dos instintos sangrentos, traiçoeiros (mas fascinantes) dos elfos negros me conseguiu subjugar ainda mais por esta singularidade; é magnetismo. R. A. Salvatore recomenda-se sem sobressaltos para qualquer altura.

puzzle

29 Set
29.09.2010

Tenho pelas paredes da minha casa “agrafado” tudo e mais alguma coisa excepto quadros (originais ou cópias) no sentido estrito do termo.
No meu quarto de dormir tenho:
# um puzzle de 1500 peças com uma paisagem ao estilo de M.C.Escher
# um desenho caricatura com o meu filho e eu feito por aquelas máquinas de shopping
# uma fotografia enorme com a minha mulher e eu (ainda namorados)
# uma fotografia do filho mais velho
# e noutro lado um desenho feito por mim em 1989 da minha mulher

No quarto do mais velho:
# um puzzle de 1000 peças com as personagens do Astérix
# diploma da escola
# desenho do Winnie The Pooh
# um puzzle de 500 peças (estilo paisagem com nuvens em forma de cavalos – lindo)
# um poster enormeeeeeeeeee do Taken
# e mais coisas que não me lembro

No quarto da mais nova:
# um puzzle Disney de 1000 peças (das princesas)
# e mais coisas que não me recordo

Nos corredores fora as estantes de livros, apenas:
# um quadro com uma capa do Dare Devil
# um quadro com um desenho do The Conan Future Boy
# e uma foto tirada no Zoo de Lisboa em 2000?

Na sala:
# dois puzzles de 1000 peças cada com paisagens sub-marinhas?
# 1 puzzle de 500 peças de um Farol Ar Men
# um quadro com cartas de Magic
# um quadro com o mapa da Middle Earth
# 7 fotografias 40cmx30cm (árvores, estrela-do-mar, rã, etc…)

Deu para perceber que os puzzles abundam! Agora estou a começar a decorar o escritório com puzzles. Coloquei outro de 1000 peças com uma paisagem, também, ao estilo de M.C.Escher.

puzzle

puzzle

Ainda faltam emoldurar:
# 1 puzzle do Mordillo (1000 peças)
# 1 puzzle de uma paisagem submarina (1000 peças)
# 1 puzzle com leões (1000 peças)
# 1 puzzle do sistema solar (1000 peças)
# 1 puzzle de um feiticeiro e um dragão (2000 peças)
# 1 puzzle de uma paisagem natural (3000 peças)
# 1 puzzle de Luis Royo (500 peças) – este vai ficar pelas mãos da minha irmã; uma crava!?
# 1 puzzle de Winnie The Pooh

É um gosto excessivo por puzzles ou mesmo obsessão?

os filhos de anansi

20 Abr
20.04.2009

O caixão era um objecto magnífico, talhado no que parecia ser ca­ríssimo aço reforçado industrial, cinzento-metalizado. Em caso de glo­riosa ressurreição, pensou o Charlie Gordo, quando Gabriel fizesse soar a sua poderosa trombeta e os mortos se libertassem das sepulturas, o pai ia ficar encalhado na cova, a bater inutilmente na tampa do cai­xão, e desejando ter sido enterrado com um pé de cabra ou, melhor ainda, um maçarico de oxiacetileno.

página 33

Neil Gaiman combina magia, mitologia, folclore africano, humor, muito e bom humor para nos dar em “Os Filhos de Anansi” uma história muito bem contada.

Já Good Omens, em parceria Pratchett, permitia boas gargalhadas. Em Neverwhere “vivemos” numa segunda Londres mágica e subterrânea com uma ordem diferente, mas perfeitamente ligada à Londres de cima.

Os Filhos de Anansi (Anansi Boys) é sem sombra de dúvidas um livro a recomendar, bem como qualquer outro livro de Neil Gaiman. Ele sabe contar histórias. Sabe criar realidades paralelas muito convincentes.

Os Filhos de Anansi, Neil Gaiman // Editorial Presença // Colecção Via Láctea, n.º 43
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