Artigos

revista digital minatura #172 – el circo

Foi disponibilizado o número #172 da Revista Digital miNatura #172 (La Revista de lo breve y lo fantástico).

Na página 61 pode ser lida a minha história Diabólicamente mágico (traducción: Laura Rivas Fernández).

os segredos de “o imortal nicholas flamel”

A saga “Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel” de Michael Scott foi quase toda publicada pela Edições Gailivro.

  1. O Alquimista – Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel
  2. O Mágico – Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel
  3. A Feiticeira – Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel
  4. O Necromante – Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel
  5. O Bruxo – Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel
  6. The Enchantress: The Secrets of the Immortal Nicholas Flamel (não publicado)

Apesar de ter parado a leitura destas aventuras continuo a tentar comprar todos os livros editados em Portugal.

Apenas me falta “O Alquimista” porque o ofereci/vendi ao meu cunhado.

encontros de literatura e banda desenhada – amazonas contemporâneas

Estes encontros, compostos por quatro debates: 16, 19, 21 e 23 de Janeiro, estão integrados nas comemorações do 40º aniversário do ILCH e pretendem abordar a relação entre a literatura e a banda desenhada, ou como referiu o Prof. Manuel Curado na sua mágica intervenção “o que cola“.

No dia 16 tivemos: Herdeiras de Wonder Woman. As Amazonas na Ficção Popular Contemporânea

Desde a criação de Wonder Woman em 1941, abundam na ficção popular as mulheres que defendem pela força a liberdade de decidir o seu destino. Entre elas, contam-se Katniss Everdeen (Os Jogos da Fome) e Lisbeth Salander (Millenium. Os homens que odeiam as mulheres). Com Diogo Carvalho, exploramos os modos como estas personagens contribuem para a vitalidade e diversidade da nova mitologia das amazonas.

Encontros de Literatura e Banda Desenhada

Hoje será: Maus, de Art Spiegelman. Um romance Gráfico do Holocausto

Um testemunho real de um sobrevivente de Auschwitz, é isto, entre muitas outras coisas que podemos encontrar neste romance gráfico de Art Spiegelman. Com Marie Manuelle Silva, abordamos as técnicas gráficas, os recursos narratológicos e as figuras estilísticas que o autor usa para representar o Holocausto de forma real e impactante, inscrevendo este estrondoso sucesso de público e de crítica em diferentes correntes da tradição literária e da tradição ilustrativa.

Encontros de Literatura e Banda Desenhada

No dia 21 será: O Motivo do Herói Órfão. Oliver Twist e os Heróis da Banda Desenhada

Quantos heróis que conhecemos são, de uma ou outra forma, órfãos. Trata-se de uma lei ou de puro acaso? Tendo Oliver Twist de Dickens como ponto de partida e Margarida Pereira como convidada, iremos procurar na literatura a origem deste motivo presente na BD e nos Comics.

Encontros de Literatura e Banda Desenhada

No dia 23 será: Para Além do Véu. Persépolis, de Marjane Satrapi

Conversamos com Said Jalali sobre o romance autobiográfico de Marjane Satrapi, Persépolis, que é o olhar de uma menina sobre as alterações radicais introduzidas pela revolução de 1979 na vida quotidiana da sociedade iraniana. Romance de formação escrito e desenhado num contexto de deslocamentos geopolíticos e geoculturais à escala global, Persépolis narra os exílios de Marjane – tanto fora como dentro do Irão.

Encontros de Literatura e Banda Desenhada

Herdeiras de Wonder Woman. As Amazonas na Ficção Popular Contemporânea teve como convidado Diogo Carvalho.
Antes da sua apresentação foi nos oferecida uma mágica intervenção pelo Prof. Manuel Curado. Esta intervenção foi de tal forma intensa, poética que logo se percebeu que a noite ia ser em Grande. O Prof. Manuel Curado revelou sem sobressaltos e com um dialéctica argumentativa tão bem tecida a razão da literatura, nas suas mais diversas formas, nos invadir os sentidos desde sempre. O Prof. Manuel Curado provou ser o nec plus ultra do mágico das palavras e conseguiu deliciar-me ainda mais quando terminou o seu acto com as palavras “o diabo do espelho.

diogo carvalho

diogo carvalho

Diogo Carvalho, a razão que me dez deslocar a Braga, esteve perfeito a falar, sem papas na língua, sobre a Wonder Woman per si, falou nas mudanças no seu uniforme (como sinal dos tempos), os seus motivos como heroína, o seu protagonismo e a forma como foi/está actuando/actuar no universo de super-heróis. Conseguiu em poucas palavras contextualizar a sua criação, com doces e picantes pormenores. Falou do seu multifacetado criado, William Moulton Marston. Falou do presente e do futuro da Wonder Woman.

Quanto a Katniss Everdeen e Lisbeth Salander como amazonas herdeiras da Wonder Woman o que fica em resumo é que ambas são os Alpha das suas histórias. Como mulheres fazem, “e como colocar isto sem ofender, mas tendo de utilizar um cliché“, perguntava Diogo Carvalho, “um bom trabalho de homem. Ou melhor, um trabalho atribuído geralmente ao homem.”

Katniss Everdeen faz o que faz por amor à irmã, ofereceu-se como tributo, e acaba por agir sempre por estímulo. Perante um problema, age. Não cria problemas, mas encontra soluções por… impulso. E perante uma sociedade distópica, acaba por ser ela, pela sua perseverança, coragem, abnegação, a alavanca (“Deem-me um ponto de apoio e moverei a Terra.”) para derrubar o sistema por dentro – implosão.
Lisbeth Salander faz o que faz por vingança. Ao contrário de Katniss Everdeen, Lisbeth Salander perante uma situação adversa, raramente age por impulso. Tudo é planeado. Ela está por fora de um sistema deficiente, corrupto e as suas acções levam a que este expluda.

Foi colocada uma questão. Se elas são o que são ou fazem o que fazem por não estar presente a figura do pai – acho que a ideia da pergunta é esta (contudo, posso estar errado).
A pergunta é interessante e a resposta aceite é que em ambas o pai, pode ou ser o modelo ou a motivação para elas serem como são – fortes, independentes.
Quanto a Katniss Everdeen é fácil concluir que é a ausência do pai que a torna o que é uma Alpha. É ela a razão de a mãe e irmã estarem vivas.
Quanto a Lisbeth Salander foi a existência de um pai que a torna Alpha por competição e sobrevivência.

Se o papel poderia ter sido atribuído a um homem? Podia, mas o efeito não seria tão másculo.

Katniss Everdeen e Lisbeth Salander comprovam acima de tudo que qualquer ser humano consegue ser Homo homini lupus. Apenas são precisas certas circunstâncias, uma série de eventos catalisadoras da nossa natureza predatória.

Isto são pensamentos avulsos que fui tendo e que decidi agora transcrever.

Avalio positivamente o encontro. Adorei as conversas muito interessantes e estimulantes. Os alunos do Mestrado de Mediação Cultural e Literária estão de parabéns.

mesa redonda com ilustradores – feira do livro de braga: a minha apreciação

mesa redonda com ilustradores

mesa redonda

Assumo que fui ontem a Braga apenas à apresentação do livro Obscurum Nocturnus por Diogo Carvalho. Desconhecia, assim, que ia haver uma Mesa Redonda com Ilustradores.

Apenas um suave apontamento: se o meu programa de reconhecimento facial demora um bocado de (muito) tempo a processar a imagem que os meus olhos recebem e é algo pelo qual sou conhecido, para o bem ou para o mal, cada um o entenderá como o quiser, digo-o, contudo, que nunca é intencional. Como diz a minha filha “pai tu andas sempre nas nuvens, mas devem ser especiais porque és robusto 🙂

Como o que mais tinha era tempo lá esperei e assisti mesmerizado a cada uma das intervenções. E apesar de conhecer, apenas, os trabalhos de Diogo Carvalho, mais profundamente, e de Sebastião Peixoto (descobri pela primeira uma ilustração sua na excelente Tornado – Digital Zero Artshow) e Pedro Seromenho, ligeiramente, fiquei naturalmente perplexo por tão perto de mim, ainda, ter dois artistas desconhecidos: Susana Leite e César Figueiredo.

O que saliento desta informal mesa redonda é a paixão que cada um dos oradores dedica ao que faz e é essa paixão que os torna cativantes e fáceis de escutar.

César Figueiredo foi a grande descoberta da noite e revela o quanto por muito conhecimento que penso adquirir a cada leitura que faço a verdade é que ainda há muito a descobrir no mundo da ilustração.
O engraçado é que apesar de ler com alguma regularidade a revista francesa Historia e mergulhar em mundos antigos através de imagens nunca parei para analisar sobre o trabalho que está por detrás daquelas ilustrações. Levei, educadamente, um metafórico puxão de orelhas de César Figueiredo, que sem usar qualquer termo técnico explicou de forma colorida o mundo maravilhoso da ilustração arqueológica e histórica.
Como curiosidade já tinha descoberto o desenho cientifico já que fui levado a esse mundo pela primeira vez através de Pedro Salgado que publicou um artigo na revista Margens e Confluências 2008/2009 e da qual tenho um precioso exemplar.

césar figueiredo

césar figueiredo

Sebastião Peixoto, confessou que não se sente confortável a falar para o microfone; isso não o impediu no mais espectacular estilo telegrama de conseguir obter sorrisos rasgados enquanto explicou em “filme sem som” mas com comentários pontuais o que é a ilustração digital.

sebastião peixoto

sebastião peixoto

Diogo Carvalho, foi para mim o momento especial da noite e a razão de estar ali. Adorei o ouvir e sentir o homem que criou “Cabo Connection” e o espectacular Obscurum Nocturnus. Falou sobre BD – Arte sequencial explicando através do seu trabalho um pouco da nona arte.

diogo carvalho

diogo carvalho

Compro pouca banda desenhada, porque me apaixonei pelo trabalho de “certos e determinados” artistas e estou sempre à espera que produzam novas obras.
Sim: também vou comprando outras coisas, mas mais alternativas como ultimamente: Magic Mirror – A Collection of Comics por Ed Pinsent, ou The Unknown Adjective and Other Stories por Doug Skinner.

diogo carvalho + eu + diogo campos

diogo carvalho + eu + diogo campos

Pela altura da sessão de autógrafos tive a oportunidade de falar um pouco com Diogo Campos e de estar com Arlindo Fagundes que veio cumprimentar o Diogo Carvalho.

Pedro Seromenho é um orador nato. É um contador de histórias multifacetado. Senti-me um puto a ouvir as suas palavras e a seguir os seus gestos. Pedro conseguiu-me hipnotizar e colocar-me dentro de um filme 3D apenas com gestos e palavras. Falou do seu novo livro e da relação entre a escrita e a ilustração.

pedro seromenho

pedro seromenho

Susana Leite não se deixou intimidar pela maioria masculina e revelou que é uma mulher de armas e com uma imaginação soberba. Falou sobre ilustração e técnicas mistas usando um dos seus livros como exemplo e digo-vos que exemplo! Um livro ímpar. Material base: pintura em cerâmica. Foi ousada, mas conseguiu obter um resultado mágico.

susana leite

susana leite

Para mim foi uma noite em grande, na companhia de cinco artistas que revelaram preto no branco e a cores e a som trabalhos tão diferentes, mas que estão todos unidos pela paixão, pela criatividade, pelo sacrifício.

Venderam-me bem o peixe – admito, mas a culpa é deles eu fui uma vítima inocente.

hugo teixeira, a cena de uma entrevista

Hoje acordei com uma ideia a moer-me cá na orelha esquerda. Quem é Hugo Teixeira? O que se passa dentro daquela carola que ele teima em embelezar com headphones todos marados? Terá uma mente perversa que tenta disfarçar com fotos, enviadas via express Instragam, de um gato mais fofo que a Madre Teresa? E a barba servirá para esconder marcas de guerra de paintball? Ou desde que começou a ver Dr. House acha que uma barba mal aparada é sinal de gajo que domina diferenciais?

Foi com a ideia de perceber quem é Hugo Teixeira que lhe coloquei uma série de perguntas armadilhadas, porque na realidade é um teste psicotécnico. Espero provar que Hugo Teixeira é um anão disfarçado que assassina caracóis em manteiga 100% reciclada como combustível para criar magia.

Bora lá:

1. já sei que não sabes desenhar, por isso qual o teu truque para ofereceres pranchas de imensa qualidade?
eh pá, questão difícil, ainda hoje disse isso, eu não sei desenhar, mas sei fazer cenas, cenas tas a ver, aquilo que eu QUERO realmente fazer… só não me venham com matemática!

2. não tens medo de ser sequestrado para apresentares o mais breve possível o volume II MAHOU, Na origem da Magia – por que a existir culpado és tu e não Ana Vidazinha?
Pá não sei qual é a idade dos raptores, se forem os miúdos das imensas escolas que ando por esse país afora era mesmo curtido, podia melhorar a história mil vezes… agora imagina se fossem os meia dúzia de nerds portugueses O_O

3. quando comes caracolis atacas o bicho morto com um grafo ou um um palito?
Com os dentes às vezes ou então faz-se aquele barulho específico, shlep! ao chupar.

mahou_na_origem_da_magia

mahou, na origem da magia

4. não andas a perder tempo demais com o Instagram quando podias avançar mais no mundo da magia?
Através do instagram incito magia, já reparaste, tudo tem a sua magia, mesmo que seja…uma foto a um esqueleto…
Quando era puto (ainda sou, mas o reumático está a querer instalar-se) gostava imenso de ver locais de onde os outros desenhavam e coloriam, aí sim era um mundo mágico para mim. Quero oferecer isso.

5. quando não brincas de DJ, ou tentas enfrentar um dólmen, tens tempo para pensares em banda desenhada? ou achas que aqui neste país é um caso perdido?
esta é difícil. pá! Dolmens é só nas férias, brincar de dj é uma coisa que já cá está desde que oiço música, agora para me acalmar e concentrar brinco com isso, ah e legos também. O país não mas eu sou um caso perdido, completamente entregue a mim mesmo.

6. não tens medo de te tornares um cromo da BD sempre de barba por desfazer? ou achas que isso é o teu estilo?
Sempre chamei preguiça à barba. Pronto tenho que marcar mais sessões de tosquia com a veterinária, mas diz lá, dá um certo estilo não?

7. hum não existe 7, mas eu respondo: pá porque é que perdi tempo com isto e daqui a pouco vou perder ali tempo no national geográfic com a tv em temporizador e acordar amanhã à tarde
E voltar a repetir tudo… ah! não! É amanhã, (hoje? sempre perdido no tempo) o Amadora BD, vou ver pessoal que não vejo há bue, vai ser porreiro!

Comprem um livro e pranchas originais fantásticas que eu tenho para venda, não sei desenhar mas sei fazer cenas, montes delas.


Afinal quem é Hugo Teixeira?
Uma coisa é certa é um tipo que tem um fetiche por cenas realmente mágicas!
Por isso comprem o seu livro Mahou, Na Origem da Magia e mergulhem sem dificuldade num mundo de verdadeira magia feita de palavras e imagens. Aproveitem que ele vai estar presente no Amadora BD; para o encontrar nada mais fácil, basta seguir as setas.

the sticky situations of zwicky fingers

I just read The Sticky Situations of Zwicky Fingers by Rhys Hughes and I do not even know what to say.

Rhys Hughes continues to amaze me with his ability to tell stories that are always new, delirious, absurd, fantastic, sick, beautiful: use the word you want to define.

One thing is guaranteed: each story is a magical moment.

What goes on inside Rhys Hughes brains for such creativity, I wonder? Or rather, I do not even want to know. What I want is more stories.

The book can be purchased here (just folow the link).

narnia

Apenas um pequeno apontamento sobre a edição das Crónicas de Narnia pela Editorial Presença.
Pessoalmente, li as Crónicas pela ordem da sua publicação na minha juventude graças à Biblioteca Itinerante.
1950 – The Lion, the Witch, and the Wardrobe (O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa)
1951 – Prince Caspian (O Prí­ncipe Caspian)
1952 – The Voyage of the Dawn Treader (A Viagem do Caminheiro da Alvorada)
1953 – The Silver Chair (O Trono de Prata)
1954 – The Horse and His Boy (O Cavalo e o Seu Rapaz)
1955 – The Magician’s Nephew (O Sobrinho do Mágico)
1956 – The Last Battle (A Última Batalha)
E é, para mim, a ordem pela qual deve ser lida.
Contudo as Crónicas têm, actualmente, outra numeração que é seguida pela Editorial Presença.

  1. O Sobrinho do Mágico
  2. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
  3. O Cavalo e o Seu Rapaz
  4. O Prí­ncipe Caspian
  5. A Viagem do Caminheiro da Alvorada
  6. O Trono de Prata
  7. A Úlltima Batalha

Aconselho a leitura deste pequeno texto extraí­do do site narniafans.com:

In 1957 an American boy wrote C. S. Lewis to ask about the best order for reading The Chronicles of Narnia. The boy’s mother believed the books should be read in order of their publication, beginning with The Lion, the Witch and the Wardrobe. But the boy thought it would be better to read them in order of Narnian history, beginning with the creation of the enchanted world in The Magician’s Nephew.

C. S. Lewis wrote back to the boy, saying, “I think I agree with your order for reading the books more than with your mother’s,” and soon afterward the publishers began to number them in this way. But Lewis, who had written bits and pieces of the books at different times, also noted that the order probably didn’t much matter: “I’m not even sure that all the [books] were written in the same order in which they were published.