Tag Archive for: maria

vasectomia

02 Nov
02.11.2012

Maria que concebeste sem pecar ajuda-me a pecar sem conceber…

vase_fase_final

cueca de rede modelo genérico

oops! agora já não preciso desta prece, fiz uma vasectomia!

maria mariquitas, a entrevista

25 Out
25.10.2012

Maria Mariquitas teve a coragem, diga-se de louvar, de responder a algumas questões que me iam na alma, alma em sentido literário, já que sou ateu, o que só demonstra que é uma grande mulher medida em termos cúbicos – serei magnânimo e acrescento ao melhor estilo Dupond et Dupont que é uma grande mulher que leva à letra “Liebe Ist Für Alle Da“.

Aqui temos a entrevista possível tendo em conta que esta semana encontramos Sol em Escorpião com Ascendente em Leão.

1. mariquitas é um nome com algum sentido escondido ou é apenas um nome pensado para se ficar com a ideia de coisa “fofa“?
Mariquitas significa Joaninha em espanhol, que em certos países da américa latina, é mais sinónimo de praga do que de coisa fofa, por isso se à primeira vista tem um ar fofo, pode mais aprofundadamente ser verdadeiramente assustador…

2. e voltando ao nome não o achas pernicioso tendo em conta que pode evocar mariquices?
É certo que me chamam muitas vezes de Mariquinhas, mas nunca me ofendeu…

3. amor ao quadrado 25cmx25cm. Não achas que com essas medidas estás a colocar o amor numa moldura de vidro. Amor que deve ser livre e sem medidas?
Nunca tinha visto as coisas sobre essse prisma, mas vou lançar uma colecção xxl de tamanho 50×50 para “dar mais espaço” ao Amor.. a outra hipótese é retirar o vidro e deixar o amor livre e desimpedido.

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amor ao quadrado em moldura 25×25 (uma visão epistemológica do sentimento, amor)

4. se eu te encomendasse um amor ao quadrado? no qual quisesse ver exibido o amor que tenho à minha virilidade eras artista para encarar o projecto com seriedade. Ou ficarias constrangida ao descobrires que ainda existem coisas tão pujantes que iriam certamente castrar a tua musa?
Como artista tenho de estar aberta a novos desafios, mesmo que me deixem de tal forma assustada que não consiga responder ao resto das perguntas.

4. o teu mercado é totalmente feminino ou tens algum macho que ainda não assumiu a sua feminilidade?
O meu mercado, é quase exclusivamente feminino, mas tenho muitos fãs homens na comunidade o que revela certamente uma sensibilidade grande da parte deles.

5. estás satisfeita ao cubo com as tuas realizações artísticas?
Completamente, mas estou sempre a pensar que não consigo fazer melhor o que me angustia profundamente.

6. já pensaste em alargar os quadrados a um mercado mais gótico? Ou vais permanecer nesta cena de que o amor é que está a dar?
Acho o amor estará sempre presente naquilo que faço, mesmo que um dia troque o cor de rosa pelo preto.

Paulo, foi a entrevista mais maluca que já dei na minha vida!!!!

Obrigada!

Não tens de quê. Eu adoro provocar convulsões únicas.

os dados estão lançados

04 Mai
04.05.2011

Com uns miseráveis 7 anos comecei a ler “Guerra de Paz”; apenas 7 anos depois é que retomei a leitura e a terminei.

Com uns deliciosos 10 anos li – oferta da minha mãe – “Esplendores e Misérias das Cortesãs” e uma obra, rapinada ao meu Tio João, “Os Dados Estão Lançados”, que me catapultou para outros níveis; muito mais tarde consegui comprar só para mim uma edição (5ª edição) da obra de Sartre.

De seguida li o “Despertar dos Mágicos” cujo número de páginas não me assustou. Se percebi metade do que li, claro que não, acho que nem um terço.

Depois, com este impulso, comi avidamente todos os clássicos literários/ensaios, etc. Se algum ficou de fora foi por que não havia na biblioteca itinerante Gulbenkian à qual tinha acesso privilegiado. Iniciei-me na letra [A]lain-Fournier e terminei na Stefan [Z]weig – literalmente.

“Os livros da minha vida”, um artigo que recomendo lerem de David Soares na revista Bang n.º 9 (falarei da revista noutra altura), levou-me a pensar nos meus livros; esta é a primeira verdadeira entrada directamente do sótão.

Para terminar entendo que devo concluir esta pequena visita ao sótão dos meus livros com umas palavras que estão escritas num possível livro que está, apenas – para já, para sempre? – a ser-me revelado:

O que é deliciosamente assustador, naturalmente, sem a profusão literária das memórias involuntárias produzidas pelo sabor das migalhas da madeleine de Proust misturadas numa colher com chá, são os pequenos pedaços do meu passado, desencadeados por um cheiro intenso de saudável maresia, que se foram desenrolando na mente enquanto tentava adormecer e outros fragmentos que entretanto surgem enquanto tento descrever essa noite – e não havendo, na verdade, qualquer sequência cronológica e muito menos lógica nas lembranças, são, não obstante isso, os fotograficamente eternos pequenos instantes do meu passado. O que é, afinal, um homem sem memórias? de si e dos outros? Não me imagino a conseguir viver, a continuar a existir, sem a consciência de mim e do meu passado sempre presente. Descubro-me muitas vezes a pensar que são estes meus devaneios que me animam, que diabolicamente, também, me angustiam, mas que, surpreendentemente, dão – ou tentam? dar – algum ténue sentido ao meu viver.

fragmentos de um paradoxo

… e neste(s) meu(s) passado(s) os livros têm uma presença constante.

eis o homem

14 Abr
14.04.2011

Ecce Homo (Eis o Homem) é a frase pronunciada por Pontius Pilate quando apresentou Cristo, torturado e agrilhoado, a uma multidão enraivecida antes da crucificação.

E se Maria fosse uma libertina, José um velho amargo e Jesus apenas um deficiente mental? É uma frase que lida, assim, em tom seco suscita desde logo ódios e repulsa a qualquer cristão; mas devemos ser inteligentes: ler, ajuizar e criticar.

“Eis o Homem” de Michael Moorcock é um livro que depois de lido, mesmo por qualquer cristão embrutecido pela fé, não causa qualquer ruptura emocional ou ódios estúpidos e não digo isto por acreditar ser ateu.

É uma obra de um grande humanismo que coloca sérias perguntas.

bolachas maria

30 Set
30.09.2009

Que me perdoe Umberto Eco, mas não consigo digerir o seu livro “A Ilha do Dia Antes”. É culpa minha eu sei, mas devo dizer que tentei por diversas vezes avançar uma página e outra página e mais outra, sem resultado. Não me sinto tão culpado se não me esquecer que adorei ler “O Nome da Rosa” e “O Pêndulo de Foucault”.

Agora falo assim porque finalmente compreendi tudo do meu corpo. Estudo-o dia após dia, sei o que se passa nele, salvo que não posso intervir, as células já não me obedecem. Morro porque convenci as minhas células de que não há regras, e de que de cada texto se pode fazer o que se quiser.

O Pêndulo de Foucault, ed. Círculo Leitores, 1990, pág. 497

Mas será que, afinal, ando temporariamente sem paciência para este tipo de literatura ou é algo de definitivo? Este pensamento já me tinha vindo à mente quando escrevi o post a diaba. Na altura pensei, como é que tive paciência para ler isto? O isto é o “Doutor Fausto” de Thomas Mann. Ao seu lado está encostada a Divina Comédia de Dante, traduzida por Vasco Graça Moura, em edição cuidada do Círculo de Leitores (1998). Como consegui continuar a sua leitura depois de

No meio do caminho em nossa vida,
eu me encontrei por uma selva escura
porque a direita via era perdida.

Divina Comédia de Dante

ainda está por explicar ou tem duas simples explicações:

– não fui obrigado a ler Dante, como o fui, por exemplo, a ler Luís de Camões ou Eça. Fraca explicação porque adorei de tal maneira Eça que depois d’ “Os Mais” “papei” tudo que era de Eça;

– sou saudavelmente fascinado por ambientes góticos – ver inclusive a minha tatoo – e o inferno é na sua essência algo de dark. Esclareço que posso ser, sem grande esforço, um gótico hedonista – o prazer é bom e deve ser perseguido pelo homem; também posso ser um gótico niilista, mas aqui a culpa é desse Nietzsche e da falsa moral cristã que me quiseram impor a ferro-e-fogo. Posso ter perdido os valores de Deus, mas não perdi o sentido da moral. “Deus está morto!” e serviu um doce propósito, ser superado.

São explicações pobres. São, contudo, as que entendo existir, e como não desejei mais continuar a sofrer mandei-me de cabeça, feito tolo, ao livro “A Viagem De Théo” de Catherine Clément.

Assim, ontem ou antes de ontem, ou mais tarde, não me lembro, estava então a ler “A Viagem De Théo” quando fui bafejado por uma chávena de cevada e 6 parcas bolachas Maria entregues pela minha mulher – não digo esposa porque o meu professor de português castigou-me no 10º ano, a propósito de sei lá o quê, dizendo que esposa (sponsa, lat.) significa a prometida, aquela que assumiu um compromisso, enfim, coisas.

Com prazer imerso até metade duas bolachas na cálida cevada e essa metade despega-se e cai dentro da chávena. Não desistindo afundo de uma só vez as 4 bolachas restantes e consigo sem problema leva-las à boca. Continuo a saga mergulhando, mas sempre até metade, as 4 meias bolachas e pumba na boca novamente. Decidido a testar mais arduamente a minha experiência saco de um pacote de bolachas Maria.

Constatei, sem qualquer dúvida, não só que se deve mergulhar sempre 4 bolachas Maria na cevada quente para que estas não se partam, mas também que um pacote inteiro de bolachas Maria sabe muito melhor do que 6 bolachas Maria.

vários i

26 Set
26.09.2009

vários I

Hoje ataquei mais umas prateleiras na casa dos meus pais e nos armários da minha casa. Sempre com o objectivo de uma ordenação bedêfila e não só. E descobri uma coisa do arco-da-velha:
uma encadernação identificada na lombada com os dizeres “Vários I” composta por páginas retiradas/rasgadas dos suplementos do jornal Público, El País e do Jornal de Notícias.

1. Do Público são diversas páginas de banda desenhada com o título “Histórias de Amor” desenhados por Miguel. São histórias com um humor, por vezes agri-doce, simplesmente delicioso. Investiguei, mas não descobri informações sobre o desenhador. As histórias datam de 1992-1993 e foram publicadas no suplemento Público Magazine.

histórias de amor

histórias de amor

2. Do jornal El País são cartoons de Mordillo, que dispensa apresentações; desenhos de de Carlos Romeu Muller (n. 1948 em Barcelona. Iniciou a sua carreira em 1971. Colabora regularmente com “El País” e com a revista “Muy Interesante”) intitulados “Historias de Miguelito” e “500 Años No Es Nada”.

urbano fobia

3. Do jornal ????? são cartoons intitulados “Blanca y Marta” por B&N. Não encontrei informações sobre o(s) autor(es).

4. Do Jornal de Notícias, no seu suplemento Notícias Magazine, são cartoons de Pedro Castro com o título Urbano Fobia; estes retratam de uma forma contundente os problemas políticos e sociais de 1992-1993, ainda, e infelizmente, muito actuais.

Falava-se da regionalização, do Tratado de Maastricht, das super-esquadras, do Alqueva, da Via do Infante, da burocracia e do célebre diploma da “vírgula”.

E já que o verso das páginas dos cartoons contêm alguma informação histórica(?) convém recordar que foi em 1993 que Luciano Benetton exibia-se nu num cartaz da sua marca com os dizeres “Quero a minha roupa”; na Sic tínhamos a novela “A Viúva do Enforcado”; foi, também, em 1993 que a marca de bolachas Maria Vieira de Castro ganhou nova embalagem.

bitaques

14 Mar
14.03.2008

Lido em casas-de-banho públicas. A sempre desconhecida literatura com cheiro.

Maria tu que concebes-te sem pecar
ajuda-nos a pecar sem conceber.

em anónimo

Pode ser fino ou grosso.
Pode ser curto ou comprido.
Mas é o membro mais querido
por não ter espinha nem osso.

em anónimo

lucas 1:35

03 Fev
03.02.2007

And the angel answered and said unto Mary, The Holy Ghost shall come upon thee, and the power of the Highest shall overshadow thee: therefore also that holy thing which shall be born of thee shall be called the Son of God.

– Luke 1:35

Nunca absorvi a ideia de Maria poder engravidar sem sexo e como diz Zits “Os adultos são mesmo esquisitos. Gostam de acabar com o que dá gozo.” E o sexo é um gozo. Gozo pelo sexo e o gozo do sexo.
Compreendi, mais tarde, que Deus fez a primeira inseminação artificial.

A história não seria mais graciosa ter sido José o portador da semente e que num momento de suada explosão divina engravidasse Maria.

pecar

03 Out
03.10.2006

Maria tu que concebeste sem pecar
Ajuda-nos a pecar sem conceber.

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beam me up, scotty!