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de lado – 0027

24 Abr
24.04.2017

No ideas? A hammer could solve the issue!

o porquinho-da-índia

09 Dez
09.12.2011

Ofereci ao membro mais novo da família um porquinho-da-índia abissínio de pêlo muito sedoso. Veio acompanhado de uma casota com um esconderijo, feno da montanha com extra camomila, ração, 750 gramas de cavie nature, 22kg de serradura. A compra foi uma decisão espontânea e como todas as coisas que realizo sem causa aparente tive um inicial calafrio de receio – mas o bicho é tão pequeno e fofinho. O que poderia acontecer de mal? Nada, certo? Errado.

O primeiro imprevisto surgiu logo em casa e muitas leis de Murphy poderiam ser aplicadas à situação: não foi fácil colocar a residência oficial do bicho no local pensado previamente. Com as medidas de 100cmx45cmx40cm a gaiola estacionou, finalmente, no balcão da cozinha junto à janela por uns justos centímetros, ufa! Primeiro mede-se o espaço e depois adquire-se o objecto, já deveria ter aprendido isto com o roupeiro, mas sou muito distraído com estes pormenores à carpinteiro. Tenho de admitir que não antecipo os problemas que podem ocorrer por ausência de medições prévias.

Ainda me recordo do meu primeiro contacto kafkiano com a bricolage: a colocação de uma estante na parede do quarto do meu filho. Na altura tinha uma enorme caixa de ferramentas 16 Dexter, habitáculo ideal para o vácuo. Actualmente tenho uma enorme caixa de ferramentas 16 Dexter com uma broca, fita adesiva preta, buchas, parafusos, martelo, desandador.

Na loja de ferragens: “Quero um parafuso para pendurar uma estante na parede.” “Na parede?” “Sim.” “Tamanho?” “Sei lá! Acho que deve ter 1 metro.” “Não, o tamanho do parafuso?” “Um que aguente a estante. Ou, melhor dois parafusos, a estante tem duas coisas de ferro na parte de cima.” “Ah, já vem com chapas para cabides!” “Só a montei seguindo as instruções no papel, não decorei o nome das peças.” “Pois. Bem, para isso parafusos 6 devem servir, mas se já tiver buchas leva parafusos para as buchas que tem.” “Buchas?” “Sim, são necessárias para fixar qualquer parafuso à parede.” “Veja. Eu tenho uma caixa de ferramentas com um martelo, uma broca, fita adesiva e com aquilo para apertar parafusos. Por isso dê-me o que preciso para colocar a estante na parede.” “Certo, dois parafusos 6, duas buchas 6.” “Não tem parafusos com outro feitio. A ferramenta que tenho para os parafusos não tem o formato desta racha.” “Certo, precisa de um desandador novo. O seu desandador deve ser de estrela. Mais alguma coisa?” “Não, acho que está tudo.” “Só uma pergunta. Qual o tamanho da broca?” “Não sei. O meu pai usou-a para furar a parte detrás do móvel da sala para passar o cabo da televisão e fiquei com ela.” “Mas então é uma broca de madeira.” “Não é mesmo de ferro.” “Não é isso. É uma broca para furar madeira.” “E?” “Precisa de uma diferente para furar a parede.” “Que seja. Hoje estou por tudo.” “Dois parafusos, duas buchas, uma broca, um desandador. Penso que basta. Tem berbequim?” “Não tenho, mas uso o do meu pai. Deve dar para furar a parede?” “Sim, só tem de usar a broca que leva.” “Certo. E já agora dê-me 20 parafusos e 20 buchas; assim, uso sempre as mesmas coisas para os trabalhos lá em casa.”

apenas um extracto, a história completa aguarda publicação

bricolage

06 Dez
06.12.2008

Hoje dia ventoso e a dita porta mal fechada a provocar de segundo a segundo o “tal” ruído. E é um barulho de merda. Chato. Irritante. Penso em levantar-me da cadeira para fechar a porta. Mas já que vou ter de elevar o meu corpo à sua posição bípede decidi ir mais longe e resolver o problema de vez.

Analiso a situação. Concluo que a calha de alumínio está ligeiramente levantada do chão e por isso a porta raspa nela.
A solução é simples e a execução ainda mais célere. De martelo na mão e após duas valentes marteladas é a maldita calha colocada numa posição mais elegante. Rente ao chão. Fecho a porta pelo lado de fora para admirar o meu trabalho de bricolage e de engenho humano. E o silêncio foi orgiástico.

Abro a porta e ela não abriu. Aparentemente embatia na calha. Mas como. COMO?

Vou pela porta frontal, a de entrada dos clientes, para perceber a sua recusa em se abrir. E não é que a calha motivada pelas marteladas ficou com a ponta levantada?? Solução mais duas marteladas na ponta. Resultado? Calha 1 – Martelo 0.
Eu deveria saber que marteladas não resolvem nada por isso resumi o uso do martelo a pancadinhas certas, cirúrgicas no alumínio. Mas a calha teimava em resistir.

Não pensem que desisti, que entrei em pânico. Eu nunca desespero. Eu chamo sempre o meu pai.

stealth

03 Fev
03.02.2007

Lt. Henry Purcell: Three is a prime number. The Holy Trinity, three musketeers.
Lt. Kara Wade: Three dimension.
Lt. Ben Gannon: Menage a trois, don’t forget that one.

from imdb

Stealth nunca poderia ser uma ameaça silenciosa porque faz muito barulho. E talvez fosse altura de não se procurar traduções, melhor dizer invenções, de títulos a martelo. Num mundo cada vez mais globalizante saber um pouquinho de outra língua é bom sinal.
Pessoalmente gostei do filme porque não houve surpresas desagradáveis.
O argumento é bastante previsível, mas é uma viagem que se faz sem qualquer tipo de problema.
Não entendo, por isso, o motivo de muito boa gente afirmar que é um péssimo filme e irreal. Bem… claro que pode ser isso tudo.
Mas mesmo assim ficamos fascinados por um boa dose de acção, suspense e alta tecnologia.

E não houve homens pipocas.

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beam me up, scotty!