Tag Archive for: memória

31 Jul
31.07.2019 (…) Penso que nenhum homem argumentaria contra a ideia de que, se todo o pensamento consciente, toda a memória, toda a capacidade de raciocínio fossem momentaneamente erradicados da mente humana, o que ficaria seria puro e terrível.
(…)
Sabem, no fundo nada temos de Homo Sapiens. O nosso núcleo é a loucura. A instância primário é o assassínio.
Cell de Stephen King (página 219)

coisas de futebol e de portugal

11 Jun
11.06.2019

Primeiro: não me empolgam as conquistas de futebol da equipa portuguesa. Fico mais entusiasmado com o Campeonato Mundial de Corrida de Caracóis.

Segundo: vivo com alegria num país em que todos os políticos e agentes são mais que gente séria e idónea. Talvez seja o motivo para não me impressionar com os feitos futebolísticos. Só a seriedade solidária é um feito.

As pessoas sérias têm duas características:

  1. Todos dizem de si mesmo e dos outros “é pessoa séria”
  2. apesar de sofrerem todos eles de “falta de memória

Será, possivelmente, a falta de memória que os faz ser pessoas sérias? A amnésia selectiva é actualmente a doença profissional galopante entre esta gente.

Apesar de todos se sentirem ser gente séria acredito cada vez menos nesta gente e mais no Pai Natal.


_update: 15h13
Agora que visito um dos meus blogs de referência encontro isto.

14 Fev
14.02.2019 É uma forma vocal de demência, se é que é demência. Os outros três residentes que estão no outro lado da sala não falam de todo. Devem ter ouvido as histórias de Dorothy inúmeras vezes. Ela é faladora, fala por todos eles, ela é a memória desordenada daquela geração.
Sobe a Maré Negra por Margaret Drabble (página 55)

some kind of explanation

17 Jan
17.01.2019

Relatively soon, I will die. Maybe in 20 years, maybe tomorrow, it doesn’t matter. Once I am dead and everyone who knew me dies too, it will be as though I never existed. What difference has my life made to anyone. None that I can think of. None at all.

About Schmidt

The music, like writing and reading are very important factors in my life. With reading and writing it was always a discovery made by me; the music, and as a child I was invited, thanks to my uncle João Brito, to sleep listen to jazz, blues…
I read at age of ten, borrowed by my uncle, “Les jeux sont faits” and “Le Matin des magiciens” – and my life has changed!

There is no such thing as a moral or an immoral book. Books are well written or badly written. That is all.

Oscar Wilde

O que é deliciosamente assustador, naturalmente, sem a profusão literária das memórias involuntárias produzidas pelo sabor das migalhas da madeleine de Proust misturadas numa colher com chá, são os pequenos pedaços do meu passado, desencadeados por um cheiro intenso de saudável maresia, que se foram desenrolando na mente enquanto tentava adormecer e outros fragmentos que entretanto surgem enquanto tento descrever essa noite – e não havendo, na verdade, qualquer sequência cronológica e muito menos lógica nas lembranças, são, não obstante isso, os fotograficamente eternos pequenos instantes do meu passado.

what book to choose?

goblin: Which book would you take to a desert island?
pbrito: Why would I want to go to a desert island?
goblin: It is a purely academic question. Only to define what is your favorite book.
pbrito: This is intended to be an interview or a psychological profile?

[…] “À la recherche du temps perdu” (Marcel Proust) will always be the book that I would take to an island.

Longtemps, je me suis couché de bonne heure. Parfois, à peine ma bougie éteinte, mes yeux se fermaient si vite que je n’avais pas le temps de me dire: «Je m’endors.»

Du Côté de Chez Swann, Marcel Proust

meet my team

THE ILLOGICAL: “Sense is the enemy of change and nonsense is the powder keg of disorder.”Automatic Safe Dog by Jet McDonald

OS LIVROS: os meus amigos em todas as ocasiões.

THE RAVEN: one of the best muses, working for me since the beginning.

He cried in a whisper at some image, at some vision — he cried out twice, a cry that was no more than a breath — “The horror! The horror!”

Heart of Darkness, Joseph Conrad

13 Mai
13.05.2018 (…) since the past vanishes with memory, all that we can live is in now.
The Sudden Appearance of Hope by Claire North (pag.112)

lisboa no ano 2000

14 Mar
14.03.2018

Lisboa no Ano 2000 recria uma Lisboa que nunca existiu. Uma Lisboa tal como era imaginada, há cem anos, por escritores, jornalistas, cientistas e pensadores. Mergulhar nesta Lisboa é mergulhar numa utopia que se perdeu na nossa memória colectiva.

Saída de Emergência

Recomecei a leitura desta antologia coordenada por João Barreiros. Reli o seu conto “O Turno da Noite”, inicialmente publicado na Bang! n.º 10 que serve de aperitivo ao que promete ser um conjunto de histórias electrizantes.

Selo de garantia João Barreiros!

unger house radicals by chris kelso

09 Jun
09.06.2016

Já está comigo a minha cópia do livro Unger House Radicals de Chris Kelso, e com ilustrações de Shane Swank. A edição está a cargo da Crowded Quarantine.

É uma excelente edição. A leitura deve ser sumarenta.

MY REVIEW…

Who says Chris Kelso don’t throw wild parties?

13503041

unger house radicals

First: It’s complicated to describe how good this book is without sounding sociopath.
Second: I don’t do synopses.
Third: Unger House is a character per se; that has memories – “I am always the reluctant accomplice.” – and this is really shocking. See no evil hear no evil, bullshit!

Chris Kelso is an author able to offer without any complex a gripping, disturbing and claustrophobic story. He doesn’t need special effects to make things work. Many can feel that his writing is too cruel, but it is this characteristic that gives us a constant appetite, and thus he does carving in the flesh and bones of the pages.

Under House Radicals is able to maintain the thrill equation until the last moment and beyond. It’s not an easy book, to be certain! Unger House Radicals doesn’t have morality concerns… perhaps, or maybe not, because it feels really scary.
In Chris kelso’s book we dont’ have a bang, bang lay down you are dead (make-believe, no!); we do have suffering, chills; yes dude, and now it’s too late… too late: numbness is the feeling for the win.

One of those books that crucifies the mind: insane, bizarre and so fucking crazy! Yes, I’m addicted to Chris Kelso books.

vamos aprender, outra opinião!

19 Jun
19.06.2013

A opinião? mais contundente feita por uma nova leitura do álbum “Vamos Aprender”. Qualquer lapso de memória é da minha inteira responsabilidade:

– pai, afinal desenhas muito bem!
– porque dizes isso?
– o crocodilo do Para a Margarida
– ó rapariga isso é a dedicatória dos autores: a Aida Teixeira e o Carlos Rocha, ele é que desenhou… já te tinha explicado isso.
(…)
– pai, como é possível o crocodilo ser tão lindo e ser o mau da história?
– este rato é demais, não é nojento como o rato morto da tua fotografia… afinal é nojento…
– repete-me lá isso…
– está a roer o pincel com os dentes, muito pouco higiénico não é pai?
– o leão faz um cara divertida, mas não deve ser bom ser mordido por um crocodilo.
– Margarida deves ler a história seguinte e não andares a saltar as folhas.
– é um livro de crianças, não é pai?
– sim é…
– então pai esta criança que faz anos HOJEEEE lê como uma criança do Japão (e soltou um valente gargalhada).
– a abelha é linda, mas continuo com medo de abelhas.
– quem esta menina das fotografias?
– é a filha da Aida Teixeira, a responsável pelos textos do livro.
– ah! é por isso que este senhor é o desenhador…
– como…?
– a menina não sabe desenhar muito bem.
– ó pai… és pitosga… (riso) pitosga…
– lê o livro e deixa-me em paz, pode ser?
– pitosga…
– Margarida…
(…)
– estás a ler ou a ver só os desenhos?
– estou a ler pai.
– é que não te ouço.
– ó pai, não és a minha professora por isso não preciso de ler alto.
– mas estás a ler mesmo, certo?
– zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz claro.
– se tiveres dificuldade pede ajuda, ’tá bem?
– ó pai já estou no 2º ano
(…)
– ó pai só tem quatro histórias!

o bananas

01 Fev
01.02.2013

Tenho um amigo que adora bananas. Fico atarantado como é que ele consegue comer bananas em qualquer lugar, a qualquer altura; e que quantidade. A acrescentar a isto diga-se que ele não mastiga a banana, mas como que a sorve – suavemente. Um espanto. É assustador, mas não deixa de ser um espanto. Soube ontem que juntou os trapos com alguém do sexo masculino. Já devia desconfiar que o seu gosto inusitado por bananas era a ponta do icebergue de uma homossexualidade latente. Agora começou, também, a comer banana de carne – enfim! Não estou em estado choque, apenas me sinto seriamente chocado.

Desisti de comer bananas por uma questão profiláctica, principalmente porque as comia em casa cortadas às rodelas, uma latente castração, segundo o que recordo ter lido numa revista Gina dos anos 80, estas memórias subliminares de merda mais tarde ou mais cedo vêm à tona; nos restaurantes as bananas eram mastigadas depois de sofrerem o flagelo do fogo. Existirá alguma mensagem escondida na imagem do fogo? Também alastrei a dieta aos pêssegos, os carecas e os cabeludos.

De fruta como apenas cerejas, morangos e lichias que são muita eróticas. Legumes apenas couves, feijão frade devido a possíveis acusações de racismo; este é branco e preto.

É uma boa altura para mudar alguns hábitos alimentares. Sou a favor da mudança.


o vosso temerário BigPole

vela

07 Jun
07.06.2012

Uma vela, uma chama. A necessidade de ilustrar uma qualquer coisa de que já não guardo memória.

© 1999.2019 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera
beam me up, scotty!