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unger house radicals by chris kelso

09 Jun
09.06.2016

Já está comigo a minha cópia do livro Unger House Radicals de Chris Kelso, e com ilustrações de Shane Swank. A edição está a cargo da Crowded Quarantine.

É uma excelente edição. A leitura deve ser sumarenta.

MY REVIEW…

Who says Chris Kelso don’t throw wild parties?

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unger house radicals

First: It’s complicated to describe how good this book is without sounding sociopath.
Second: I don’t do synopses.
Third: Unger House is a character per se; that has memories – “I am always the reluctant accomplice.” – and this is really shocking. See no evil hear no evil, bullshit!

Chris Kelso is an author able to offer without any complex a gripping, disturbing and claustrophobic story. He doesn’t need special effects to make things work. Many can feel that his writing is too cruel, but it is this characteristic that gives us a constant appetite, and thus he does carving in the flesh and bones of the pages.

Under House Radicals is able to maintain the thrill equation until the last moment and beyond. It’s not an easy book, to be certain! Unger House Radicals doesn’t have morality concerns… perhaps, or maybe not, because it feels really scary.
In Chris kelso’s book we dont’ have a bang, bang lay down you are dead (make-believe, no!); we do have suffering, chills; yes dude, and now it’s too late… too late: numbness is the feeling for the win.

One of those books that crucifies the mind: insane, bizarre and so fucking crazy! Yes, I’m addicted to Chris Kelso books.

vamos aprender, outra opinião!

19 Jun
19.06.2013

A opinião? mais contundente feita por uma nova leitura do álbum “Vamos Aprender”. Qualquer lapso de memória é da minha inteira responsabilidade:

– pai, afinal desenhas muito bem!
– por que dizes isso?
– o crocodilo do Para a Margarida
– ó rapariga isso é a dedicatória dos autores: a Aida Teixeira e o Carlos Rocha, ele é que desenhou… já te tinha explicado isso.
(…)
– pai, como é possível o crocodilo ser tão lindo e ser o mau da história?
– este rato é demais, não é nojento como o rato morto da tua fotografia… afinal é nojento…
– repete-me lá isso…
– está a roer o pincel com os dentes, muito pouco higiénico não é pai?
– o leão faz um cara divertida, mas não deve ser bom ser mordido por um crocodilo.
– Margarida deves ler a história seguinte e não andares a saltar as folhas.
– é um livro de crianças, não é pai?
– sim é…
– então pai esta criança que faz anos HOJEEEE lê como uma criança do Japão (e soltou um valente gargalhada).
– a abelha é linda, mas continuo com medo de abelhas.
– quem esta menina das fotografias?
– é a filha da Aida Teixeira, a responsável pelos textos do livro.
– ah! é por isso que este senhor é o desenhador…
– como…?
– a menina não sabe desenhar muito bem.
– ó pai… és pitosga… (riso) pitosga…
– lê o livro e deixa-me em paz, pode ser?
– pitosga…
– Margarida…
(…)
– estás a ler ou a ver só os desenhos?
– estou a ler pai.
– é que não te ouço.
– ó pai, não és a minha professora por isso não preciso de ler alto.
– mas estás a ler mesmo, certo?
– zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz claro.
– se tiveres dificuldade pede ajuda, ’tá bem?
– ó pai já estou no 2º ano
(…)
– ó pai só tem quatro histórias!

o bananas

01 Fev
01.02.2013

Tenho um amigo que adora bananas. Fico atarantado como é que ele consegue comer bananas em qualquer lugar, a qualquer altura; e que quantidade. A acrescentar a isto diga-se que ele não mastiga a banana, mas como que a sorve – suavemente. Um espanto. É assustador, mas não deixa de ser um espanto. Soube ontem que juntou os trapos com alguém do sexo masculino. Já devia desconfiar que o seu gosto inusitado por bananas era a ponta do icebergue de uma homossexualidade latente. Agora começou, também, a comer banana de carne – enfim! Não estou em estado choque, apenas me sinto seriamente chocado.

Desisti de comer bananas por uma questão profiláctica, principalmente por que as comia em casa cortadas às rodelas, uma latente castração, segundo o que recordo ter lido numa revista Gina dos anos 80, estas memórias subliminares de merda mais tarde ou mais cedo vêm à tona; nos restaurantes as bananas eram mastigadas depois de sofrerem o flagelo do fogo. Existirá alguma mensagem escondida na imagem do fogo? Também alastrei a dieta aos pêssegos, os carecas e os cabeludos.

De fruta como apenas cerejas, morangos e lichias que são muita eróticas. Legumes apenas couves, feijão frade devido a possíveis acusações de racismo; este é branco e preto.

É uma boa altura para mudar alguns hábitos alimentares. Sou a favor da mudança.


o vosso temerário BigPole

vela

07 Jun
07.06.2012

Uma vela, uma chama. A necessidade de ilustrar uma qualquer coisa de que já não guardo memória.

a caminho do desconhecido

11 Mai
11.05.2012

Un ami qui meurt, c’est quelque chose de toi qui meurt.

Gustave Flaubert

 

Hoje a negritude passeia comigo de mãos dadas.

Adeus amigo. Ficas-me na memória para todo o sempre.

as outras duas descobertas: “fé nos burros”

09 Out
09.10.2011

No dia 25 de Setembro escrevi

Hoje foi um dia de descobertas; duas trouxeram uma frutada surpresa a terceira revelou-se completamente inebriante.
Resolvo para já assinalar a descoberta “inebriante”.

Hoje é dia de escrever sobre as duas descobertas frutadas. Aqui está a primeira.

fenosburros

fé nos burros, apresentação

 

Fé nos Burros” consiste num projecto de fotografia e vídeo de João Pedro Marnoto em colaboração com a AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino) e com o apoio do Município de Alfândega da Fé que pretende enaltecer a importância da relação Homem-Animal, com especial relevância para as burras, burros, mulas e machos.

Através da presença destes animais, iremos descobrir facetas do quotidiano dos seus donos, desde a sua cultura material, saberes e fazeres de tradição oral, modos de pensar, até aos seus sentimentos e emoções. Deste modo, enquanto se perpetuar esta cumplicidade entre o Homem e o Burro haverá sempre esperança na sobrevivência da espécie que desde sempre fez parte da nossa história e memória colectiva. E que queremos continuar a celebrar e preservar.
texto retirado do site da AEPGA

Esta exposição estava em exibição ao ar livre na Avenida da Liberdade (Barcelos).
E foi uma boa descoberta. Eu via os burros, a minha filha passeava por lá de bicicleta, eu via mais burros e pensava em outros burros.

fé nos burros, duas fotos

fé nos burros, duas fotos

o fio do tempo

02 Out
02.10.2011

4 de Outubro de 1500. Um homem contempla Lisboa à janela dos seus aposentos, no paço da Alcáçova. Tem 101 anos, e é o último conquistador de Ceuta vivo. Enquanto aguarda a inevitável visita da morte, D. Álvaro de Ataíde recorda a sua vida aventurosa: servidor da Casa de Viseu, conquistou Ceuta, lutou na Guerra dos Cem Anos, foi campeão de justas e torneios, sofreu em Tânger, ajudou a criar as caravelas, visitou a Guiné, ganhou fama na Borgonha, esteve em Alfarrobeira, na tomada de Arzila e na batalha de Toro. Conselheiro de reis e de duques, assistiu às lutas políticas e às tragédias do século XV português; viu a sua Casa ascender com D. Henrique e D. Fernando, cair em desgraça com D. Diogo, para finalmente subir ao trono com D. Manuel. Assistiu ao novo rumo que o destino de Portugal tomava, mudanças que o seu escravo, um guinéu que se entregava à prática da feitiçaria, acreditava terem acontecido graças à maldição que lançara sobre el-rei de Portugal.

Círculo de Leitores

“O Fio do Tempo” de João Paulo Oliveira e Costa editado pelo Circulo de Leitores foi uma excelente surpresa. É um livro que nos faz mergulhar na história de Portugal através das memórias de D. Álvaro de Ataíde, que com de 101 anos é o último representante vivo dos conquistadores de Ceuta.

O livro, que se lê de uma penada, é um fabuloso romance histórico.

storm

25 Set
25.09.2011

Hoje foi um dia de descobertas; duas trouxeram uma frutada surpresa a terceira revelou-se completamente inebriante.

Resolvo para já assinalar a descoberta “inebriante”. Na feira mensal de velharias? encontro por acaso, no meio de umas revistas Tintin muito maltratadas, o excelente álbum (apenas dois da colecção “Storm” desenhados por Don Lawrence foram editados em Portugal) “Storm – O Mundo das Profundezas“, edição Amigos do Livro, Editores (1981). Sim… uau!!

Fiquei a olhar para a capa, álbum como novo, apalermado por aquele reencontro que até me esqueci quando disse “levo este“, “são 5 euros” que estava sem carteira por ter vindo passear com a minha filha; ela de bicicleta e eu a pé atrás dela – queimar calorias é a ordem do dia. Claro que aquela preciosidade da adolescência não ia fugir das minhas mãos. “Preciso urgentemente que venhas ao campo da feira… e trás 5 euros“. Assim, com a ajuda da minha-mais-que-tudo aqui o tenho ao meu lado.

Mas o que tem Storm de tão especial? Para muitos nada, para mim foi uma das melhores banda desenhadas que li em puto e que só quando vi novamente o álbum me recordei disso (a memória é uma coisa lixada). Ah! e tem também uma ruiva de nome Carrots. A história trata de um astronauta , “Storm”, que acidentalmente fica perdido numa terra pós-apocalíptica.

Com apenas um álbum na mão posso dizer que os desenhos de Don Lawrence são bastante realistas captando na perfeição o mundo perdido conseguindo sem dificuldade dar verosimilhança à história de Saul Dunn.

os dados estão lançados

04 Mai
04.05.2011

Com uns miseráveis 7 anos comecei a ler “Guerra de Paz”; apenas 7 anos depois é que retomei a leitura e a terminei.

Com uns deliciosos 10 anos li – oferta da minha mãe – “Esplendores e Misérias das Cortesãs” e uma obra, rapinada ao meu Tio João, “Os Dados Estão Lançados”, que me catapultou para outros níveis; muito mais tarde consegui comprar só para mim uma edição (5ª edição) da obra de Sartre.

De seguida li o “Despertar dos Mágicos” cujo número de páginas não me assustou. Se percebi metade do que li, claro que não, acho que nem um terço.

Depois, com este impulso, comi avidamente todos os clássicos literários/ensaios, etc. Se algum ficou de fora foi por que não havia na biblioteca itinerante Gulbenkian à qual tinha acesso privilegiado. Iniciei-me na letra [A]lain-Fournier e terminei na Stefan [Z]weig – literalmente.

“Os livros da minha vida”, um artigo que recomendo lerem de David Soares na revista Bang n.º 9 (falarei da revista noutra altura), levou-me a pensar nos meus livros; esta é a primeira verdadeira entrada directamente do sótão.

Para terminar entendo que devo concluir esta pequena visita ao sótão dos meus livros com umas palavras que estão escritas num possível livro que está, apenas – para já, para sempre? – a ser-me revelado:

O que é deliciosamente assustador, naturalmente, sem a profusão literária das memórias involuntárias produzidas pelo sabor das migalhas da madeleine de Proust misturadas numa colher com chá, são os pequenos pedaços do meu passado, desencadeados por um cheiro intenso de saudável maresia, que se foram desenrolando na mente enquanto tentava adormecer e outros fragmentos que entretanto surgem enquanto tento descrever essa noite – e não havendo, na verdade, qualquer sequência cronológica e muito menos lógica nas lembranças, são, não obstante isso, os fotograficamente eternos pequenos instantes do meu passado. O que é, afinal, um homem sem memórias? de si e dos outros? Não me imagino a conseguir viver, a continuar a existir, sem a consciência de mim e do meu passado sempre presente. Descubro-me muitas vezes a pensar que são estes meus devaneios que me animam, que diabolicamente, também, me angustiam, mas que, surpreendentemente, dão – ou tentam? dar – algum ténue sentido ao meu viver.

fragmentos de um paradoxo

… e neste(s) meu(s) passado(s) os livros têm uma presença constante.

anigamix 2011

04 Abr
04.04.2011

CONCLUSÃO: Nunca mais vou forçar os rebentos a eventos de BD. O meu filho mais velho estava com uma cara de enterro capaz de envergonhar qualquer recente viúva (alegre ou não); nunca vi em funerais uma melhor cara de enterro do que a exibida por ele ontem no Anigamix 2011. Saiu-me tudo trocado; devia-o ter deixado em casa a ficar mais entorpecido em frente da XBOX 360. Nada de assinaturas desenhadas (exceptuando uma), nada de apresentação da Zona Monstra – um completo vazio na confusão do Anigamix.

[….] Quanto ao Anigamix 2011?

Os pontos positivos foi umas boas compras e ter sido descoberto pelo Nuno Amado aka bongop. Quando alguém me diz “Olá Paulo Brito!” e não sei quem o diz o meu cérebro começa a processar pelas minhas memórias ao melhor estilo CSI um reconhecimento facial. Salvou-me mais embaraços a identificação “Sou o Nuno Amado, reconheci-te pelo chapéu.” Não deixou de ser engraçado ter encontrado a pessoa que me levou a comprar novamente livros de BD em Português – confiança nas editoras portuguesas precisa-se. Nuno Amado é o responsável pelo excelente blog de divulgação de banda desenhada: Leituras de BD.

Gostava de ter conversado com ele, fora da blogosfera, mas as ditas circunstâncias explicadas na “CONCLUSÃO” inicial isso impediram.

nuno amado e mim

Deixo-me com mais umas fotos; comprei, igualmente, o “Zona Mostra”, “O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias” e mais umas obras.

boring europa

boring europa

diogo carvalho, obscurum nocturnus

diogo carvalho, obscurum nocturnus

Foto rapinada do blog Leituras de BD de Nuno Amado – é possível ver ali a minha grande pujança.

mim por ele

mim por ele

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