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lol, camouflage 8.1 – ishmael

The ship raced fast and the Jolly Roger waved proudly. Kissed by a steady wind the “Black” galleon caressed the waves sensuously – elegant. The buccaneers, led by Black Dog, knew that they would find good fortune as soon as they left the Bristol Harbor behind. Black Dog always had an ace up his sleeve, but this time he had the full deck. Black Dog obtained from Walter Raleigh, his great friend still imprisoned in the Tower of London for having seduced a handmaid of Queen Elizabeth I, the indication that El Dorado was located in the area of Guyana; in the tropical rain forest that extends from the mouth of the Orinoco to the Amazon: a better tip than this, impossible. Black Dog did not need great encouragement to aim to confirm firsthand the confidential information. If this proved to be true, Walter Raleigh would be a great friend; if it were false, Raleigh would not go through the shame of having been deceived. There are currently not many friends, true friends, like Black Dog: right? A golden friendship!
They landed on Tortuga for a light decompression and refueling. When they spotted Barbados, Black Dog ordered the crew to assemble on the deck. From the top of the castle, he told them they were going in search of the mythical El Dorado. His companions of fortune shouted sonorous “Hurrahs” and in joy sang the song:
‘Fifteen men on the dead man’s chest
Yo-ho-ho, and a bottle of rum!
Drink and the devil had done for the rest
Yo-ho-ho, and a bottle of rum!’

[… an excerpt …]

chocolate

— Comeste chocolate?
— Como sabes?
— O teu hálito cheira a chocolate.
— Ah! Sim comi.
— Nem foste capaz de negar.
— Queres que seja mentiroso? Tu é que compras o chocolate. Tentas-me.
— Sim, sou eu que compro o chocolate, mas eu sou magra. E além do mais estava escondido.
— Escondido? Que grande esconderijo, à frente das bolachas. Conclusão, sou gordo e guloso. E o facto de seres magra dá-te direito a comeres só tu o chocolate? E toda esta revolta por causa de 100 gramas de chocolate. Insultas-me.
— Insultos? Não és gordo?
— Claro que não sou gordo, tenho é excesso de peso.
— Pois é isso mesmo… e não foste guloso em comer todoooo o chocolate?
— Claro que não, fui oportunista. A oportunidade faz o comilão.
— Tens razão não és gordo nem guloso… és um chato do caraças. Xiça.
— Não digo que não. Quando vais comprar e esconder mais chocolate?
— Apaga a luz e dorme.

O exemplo possível de uma conversa com uma pessoa que não saiba partilhar chocolate.

paradoxos

A primeira vez que me colocaram perante um paradoxo (ou melhor, a primeira vez que me recordo) foi em 1983; aulas de Filosofia do professor (não “prof” ou “stor”) Campinho – mestre da dialéctica; professor que de vez em quando saída da sala de aula com uma simples palavra/pensamento; era ver os seus olhos de profundo abismo sonhador.

  1. Paradoxo do Mentiroso atribuído a Eubulides de Mileto:
    Um homem diz que está mentindo. O que ele diz é verdade ou mentira?
  2. Paradoxo do Barbeiro atribuído a Bertrand Russell:
    Numa aldeia onde, todos os dias, um barbeiro faz a barba a todos os homens que não se barbeiam sozinhos e não faz a barba de quem se barbeia sozinho. Isso é válido para todos que estão na aldeia.

Ambos originaram boas lutas verbais.

Contudo o mais apetitoso, maléfico, paradoxo que descobri muito mais tarde é o de Epicuro:

Está Deus disposto a evitar o mal, mas não consegue? Então Ele não é omnipotente. Ele é capaz, mas não quer? Então Ele é maléfico. Ele é capaz e está disposto? Então de onde vem o mal? Ele não é capaz nem quer? Então por que o chamam de Deus?

Digam-me que não é delicioso como um muffin.

aquele…

Todo aquele que não diz a verdade é mentiroso, declarou n. solenemente.