Tag Archive for: merda

perguntas e mais perguntas

09 Mai
9.05.2014

Exemplo de como responder com perguntas ou irritar exponencialmente uma pessoa.
Esta conversa aconteceu hoje de manhã entre a minha modesta pessoa e um palerma metido à burro.

– Estás chateado comigo Big?
– Fizeste ou disseste alguma coisa que me faça estar chateado contigo?
– Que eu saiba não.
– Então porque haveria de estar chateado contigo?
– Por nada. Foda-se que tu às vezes és parvo. Só complicas. Raios te partam.
– Já reparas-te que agora é que tenho motivos para estar aborrecido contigo?
– Vai mas é à merda.
– À merda vou, mas espera e… (atirei-lhe um murro directo aos dentes).

A dita pessoa caiu – bati com os pés no chão a marcar território – e fugiu cambaleante (o gajo é doido, deve ter pensado). E eu? Eu ganhei o dia. Reputação a 100%!

Mais uma lição


do vosso bom falante BigPole

o bananas

01 Fev
1.02.2013

Tenho um amigo que adora bananas. Fico atarantado como é que ele consegue comer bananas em qualquer lugar, a qualquer altura; e que quantidade. A acrescentar a isto diga-se que ele não mastiga a banana, mas como que a sorve – suavemente. Um espanto. É assustador, mas não deixa de ser um espanto. Soube ontem que juntou os trapos com alguém do sexo masculino. Já devia desconfiar que o seu gosto inusitado por bananas era a ponta do icebergue de uma homossexualidade latente. Agora começou, também, a comer banana de carne – enfim! Não estou em estado choque, apenas me sinto seriamente chocado.

Desisti de comer bananas por uma questão profiláctica, principalmente porque as comia em casa cortadas às rodelas, uma latente castração, segundo o que recordo ter lido numa revista Gina dos anos 80, estas memórias subliminares de merda mais tarde ou mais cedo vêm à tona; nos restaurantes as bananas eram mastigadas depois de sofrerem o flagelo do fogo. Existirá alguma mensagem escondida na imagem do fogo? Também alastrei a dieta aos pêssegos, os carecas e os cabeludos.

De fruta como apenas cerejas, morangos e lichias que são muita eróticas. Legumes apenas couves, feijão frade devido a possíveis acusações de racismo; este é branco e preto.

É uma boa altura para mudar alguns hábitos alimentares. Sou a favor da mudança.


o vosso temerário BigPole

os amantes (excerto)

11 Jan
11.01.2013

Ele sai de casa atrelado à sua yorkshiree terrier. Ela sai de casa a reboque do seu husky siberiano. Não se cruzam, mas encontram-se diariamente pelas 07h15m de relógio no sector 1.2rc2 do parque da cidade de Barcelos. Aí aguardam pacientemente que os canídeos defequem. Depois cada um deles com a mão direita envolta num saco de plástico recolhe da fina relva as fezes desiguais.

Mão extraída do saco; fechado com nó – ele e ela finalmente cruzam-se com um olhar tímido, cúmplice enquanto cada saco de fezes é depositado no caixote do lixo em sincronia.

informações: apenas um extracto da história

como se pode chocar?

31 Out
31.10.2012

Com palavras, com actos, omissões e imagens de merda!

será que se…

31 Ago
31.08.2012

Se tivesse sido merda de pomba a cair na cabeça de Newton e não uma maça ele teria descoberto a lei da gravidade?


do vosso bom falante BigPole

duas frustações

26 Abr
26.04.2012

mota novinha em cima. uma recta perfeita de 5 quilómetros. ‘vou experimentar agora quanto esta merda atinge‘, pensa. e aí o vemos a speedar totalmente concentrado. vrummmmm. uma velocidade. duas. três e mortal despiste – dupla frustração: morreu e não chegou a ver a velocidade da merda.


a vida não vale a pena ser vivida. não faço nada certo‘, concluiu. e daí que o homem decide em boa hora, boa pelo menos para ele, por fim à sua vida com um tiro na cabeça. a bala entra no lado direito e sai no lado esquerdo do crânio e ele não morre. fica apenas em estado crítico, mas sobrevive – dupla frustração: não morreu e até a realizar uma actividade cujo sucesso só dependia dele, falha.

as atribulações de um português no porto

11 Mar
11.03.2012

E antes que digam que existe um livro com um nome semelhante ao título desta entrada, eu coloco-o aqui: “Les Tribulations d’un Chinois en Chine” de Jules Verne. Pronto!

Ontem o dia correu muito bem. O almoço do Leituras de BD estava devidamente condimentado; espectacular companhia.

Quanto ao MAB – Festival Internacional de Multimédia, artes e BD, como ia com o pessimismo instalado, até gostei. Teria alguns aspectos negativos a apontar, mas o facto de ter efectuado umas boas compras, conhecido pessoal fantástico, e ter trazido uns valentes rabiscos, evita frases mais tristes. Além do mais tive o prazer de ver em primeira mão a exposição de Zakarella.

Contudo este post não servirá para falar do MAB – Festival Internacional de Multimédia, isso ficará para outro, mas das minhas aventuras malucas, que comprovam muita coisa ou nada.

Os apontamentos:

      1. Fui de comboio
      2. Como tipo precavido que sou, depois de ver o horário do comboio de regresso, marquei como alarme a hora de partida no meu Nokia x6 para não o perder.
      3. Às 17h45m o alarme disparou. No visor indicava 18h00. Com apenas 15m para chegar ao destino e como não sabia a forma mais rápida de chegar à estação de São Bento pedi indicações à diabólica Virgulina Labareda.
      4. Recordei-me que tinha deixado na mão do João Mascarenhas o Punk Redux, o novo álbum do Menino Triste. Fiquei mais que doido.
      5. Pesquei o marcador de livros da Dr. Kartoon, telefonei para a loja de Coimbra, pedi o número de telemóvel do João Miguel Lameiras e pedi-lhe para deixar o álbum com Nuno Amado – agora vou ter mesmo de pagar os portes!
      6. Perdi-me, temporariamente. Sabia que a rua de referência tinha uma data, mas só me lembrava do 25 de Abril. Como fui capaz de me esquecer de um livro!
      7. Quando me lembrei do 31 de Janeiro foi sempre abrir – claro que a descer ajuda.
      8. Chegado à estação de São Bento, pisco os olhos para o relógio de pulso que me indica 18h30m – merda, perdi o comboio.
      9. Ataco a tabela de horários Porto-Vigo para ver a alternativa e reparo que não existe qualquer comboio às 18h00, mas sim às 18h45m
      10. Amaldiçoo o Nokia x6 e especialmente o sujeito que gravou o alarme. Depois desta confusão ainda tenho 15m – nada mal!
      11. Na bilheteira: “Um bilhete para Barcelos”.
      12. “Não há hoje mais comboios para Barcelos devido à greve”.
      13. “Greve! Mas está no placard o comboio das 18h45m para Braga”.
      14. “Não tem ligações para os regionais.  A greve é dos regionais a partir das 16h00. Só tem comboio até Nine.”
      15. Ainda na bilheteira: “A sério?!! Que seja. Um bilhete para Nine.”
      16. Continuando na bilheteira: “Mas, mas… depois o senhor não tem comboio para Barcelos!”
      17. “Faço o resto do percurso a pé pela linha. O meu Nokia servirá de lanterna.” Fiquei um pouco melhor com a expressão do homem, apesar de ele ter a obrigação de não revelar qualquer surpresa perante um simples sujeito de chapéu aparentemente amalucado.

Ainda tive tempo de beber um capuccino extraído daquelas máquinas automáticas e comprar uma garrafa de 1,5l antes de entrar para o Comboio. Ufa!!!

chamber-pot

01 Nov
1.11.2010

Chamber-pot hanging from ceiling, with a hole, with rust. Aesthetically flawed – bold.
A beber cerveja e a pensar (potencialmente) em merda.

vida e morte dos santiagos

15 Out
15.10.2010

Tanto eu como você já vivemos o suficiente para não corrermos a foguetes como dois galos tontos. Se há revolução desfaçam-na os que a fizeram. Que necessidade temos nós de meter o nariz na merda dos outros? As revoluções está visto e provado, nunca transformaram nada, sobretudo aqui, aonde nem chega o eco dum peido real. Faça como eu: deixe-se estar quieto e espere com calma, e as próximas notícias já serão melhores do que as primeiras.

a imortalidade (…) é o que se vive enquanto a morte não chega.

Vida e Morte dos Santiagos, Mário Ventura

egoísmo ou proactividade?

10 Mai
10.05.2010

Hoje está a chover, não “cats and dogs”, não obstante ser o suficiente para noutra altura andar duzentos metros, tocar à companhia de uma colega, deslocar-me alapado, chegar “seco” à escola.

Hoje está desagradavelmente a chover e vim a pé. Imaginar que ia receber os queixumes mais que habituais numa segunda-feira de manhã, “estava tão bem na cama”, “a chover, que merda, e ter que ir trabalhar”, “fim-de-semana cansativo”, enfim, aquela panóplia de desabafos regulares, mecânicos de auto comiseração, foi o suficiente para em 1 segundo ter aberto o guarda-chuva, enfrentar o tempo a ouvir-me e a sentir em alguns locais por onde passei aquele delicioso cheiro de terra molhada.

Estou feito num “pito molhado” – alegre. Ora aí está!

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