Artigos

subway

Excelente. A lembrar o universo de Metro 2033.

Pelo artista russo Boris Groh.

as minhas leituras de 2011

De muita leitura saliento os seguintes livros por ordem de chegada:

  • The Coandă Effect, Rhys Hughes (Ex Occidente Press)
    # porque adoro a personagem Corto Maltese; ler uma aventura deste anti-herói foi gratificante
  • Metro 2033, Dmitry Glukhovsky (1001 Mundos)
    # já não me recordava de ler um livro de ficção cientifica com imensa qualidade
  • Eis o Homem, Michael Moorcock (Saída de Emergência)
    # Michael Moorcock no seu melhor
  • Wilt, Tom Sharpe (Teorema)
    # uma história delirante
  • Os Olhos de Allan Poe, Louis Bayard (Saída de Emergência)
    # temos uma história de assassinatos tenebrosa; temos magia negra; alguns fantasmas;
  • Batalha, David Soares (Saída de Emergência)
    # li e reli “Batalha” de David Soares e ainda estou impressionado com a capacidade de inovação de um escritor que me surpreendeu em cada livro que fui lendo; “Batalha” não é excepção – nunca pensei ler David Soares a “poetizar” sobre as verdades da vida de forma tão profunda sob a capa da fantasia.
  • As Mentiras de Locke Lamora, Scott Lynch (Saída de Emergência)
    # leitura vertiginosa e labiríntica.

Tenho para 2012 alguns livros para ler. Terminar a leitura de Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa, e outros mais.

Batalha é o livro que recomendo sem medo. As restante obras de David Soares editadas em 2011 ainda não foram lidas (aguardo o mês de Janeiro para mergulhar nas páginas). O ano de 2011 foi um annus mirabilis em David Soares; mas ele que me desculpe ainda esperei no Halloween assistir ao lançamento de um livro com contos de horror.

A editora que continua a dar cartas é sem dúvida a Saída de Emergência e o motivo do desbaste da minha carteira.

metro 2033

“Metro 2033” de Dmitry Glukhovsky, editado na colecção 1001 Mundos (Edições Gailivro) é um livro de ficção cientifica com uma escrita avassaladora.
“Metro 2033” foi disponibilizado inicialmente online em 2002 de forma gratuita. Só em 2005 é que “Metro 2033” foi editado em livro. “Metro 2003” é um história passada num mundo pós-apocalíptico no metro de Moscovo que narra as aventuras de Artyom, habitante da estação VDNKh, enquanto este se desloca em direcção à lendária estação Pólis para pedir ajuda sobre uma potencial ameaça que paira sobre todos os habitantes do metro. Artyom nesta sua caminhada vai-nos revelando que o metro actua sobre as pessoas de diversas formas e que mesmo num “mundo sem amanhã, sem espaço para sonhos, planos ou esperanças” a humanidade é capaz, ainda, de grandes maldades e (positivamente) de sacrifícios em detrimento de um bem maior indecifrável. “Metro 2033” é muito actual nos temas que retrata e o cenário é apenas um camuflado. O metro de Moscovo é o espelho do nosso planeta.

Dmitry Glukhovsky fornece um livro fascinante, envolvente, assustador e belo. E quando estou a chegar ao final da minha leitura começo a pensar que o final que se aproxima não será muito coerente com o que foi lido; e em poucas páginas – linhas – sou surpreendido com um final emocionalmente explosivo.

“Metro 2033” é uma boa leitura. Dmitry Glukhovsky é um escritor a seguir. Espero que continue a ser tão criativo como o foram Arkady e Boris Strugatsky – a bem da ficção cientifica.