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slow motion

Ao passar junto do muro do cemitério que separa os mortos dos vivos (os vivos temem os seus mortos) uma pomba de leque perfeitamente branca, como aquelas que eram criadas pelo meu avô, acompanhada por 2 rolas, estacionou no topo do muro; recordei-me que a 50 passos atrás (passo menos passo) tinha observado um melro a mergulhar nas silvas que ornamentam selvaticamente a Avenida de Santa Marta. Várias vezes, em puto miúdo, acompanhei o meu avô pelas boiças à procura de ninhos de melro que ela trazia para casa; os melrinhos eram aquecidos por uma lâmpada suspensa sobre o ninho, alimentados com farelo misturado com gema de ovo e com água que os bicos sorviam através de um pequeno pedaço de pano – na data certa alguns melros revelam-se mélroas e eram libertadas da gaiola; os melros eram vendidos na feira semanal da cidade que acontece, salvo sobressaltos de calendário, sempre às quintas.

Levantei sem dificuldade o guarda-chuva que balançava na mão e ao som da “Islander”, que os meus auscultadores debitavam, e disparei contra as columbinas; deixei-me imaginar as balas a entrar sofregamente nos ventres, a trespassar os intestinos, os estômagos e ao vê-las cair mortas no chão em slow motion senti, enquanto pisava algumas penas brancas, outras castanhas, um pérfido prazer pleno de melancolia.

warcraft: a trilogia do poço do sol

Warcraft, a Trilogia do Poço do Sol, relata as aventuras de kalec, um dragão azul que assumiu a forma humana para investigar um poder misterioso, e de Anveena, uma bela rapariga que guarda um segredo de encantamento…Recriando o mundo de Azeroth, trata-se de uma aventura inspirada no célebre jogo em que dragões, Orcs, Elfos e Mortos-vivos se enfrentam numa saga original e inédita.

Lá acabei por ler esta trilogia. Não fiquei deslumbrado; fiquei ligeiramente satisfeito. A razão é ter vivido dentro de Azeroth.
Como ex-jogador de World of Warcraft é a forma não viciante que posso usar para sentir o mundo de Azeroth.

Kim Jae-Hwan e Richard A. Knaak partilham uma história interessante, com desenhos bem conseguidos, mas depois de jogar desde 2005 soube-me a pouco.

Fiquei, contudo, fascinado o suficiente para comprar Legends, volume 1.

edição é da responsabilidade da editora Asa e está inserida na colecção Shounen
a imagem e as personagens são propriedade dos respectivos criadores

o muro

Quando em miúdo fui empurrado a um cemitério pela minha mãe fiquei satisfeito pela existência do muro que o rodeava. O muro protegiam-nos dos mortos – mal sabia eu que esse resguardo de pedra serve sim para proteger os vivos.

zombiessssss…. brainsssssssssss

Ao contrário de Drotara eu curti os zombies. Foi chato a latency. Os npcs mortos. Mas no geral foi divertido arrebentar com as cidades.

macedónia

Balian of Ibelin: What is Jerusalem worth?
Saladin: Nothing.
[walks away]
Saladin: Everything.

from imdb

Na passada 4ª feira tive a visita de Sir Paxo ao meu sagrado reduto.
Para compensar a sua massiva deslocação foi-lhe medicado a visualização de 2 filmes: Kingdom of Heaven e House of Flying Daggers.

Kingdom of Heaven é visualmente uma obra-prima. É, felizmente, um filme longo.
A primeira vez que nos é dado a conhecer a cidade de Jerusalém ficamos aturdidos. No filme tudo é excelente: os cenários, a música, as batalhas. Orlando Bloom não está nada mal. Liam Neeson revela mais um vez ser um grande actor. Edward Norton, como Rei Baldwin é perfeito. Jeremy Irons, como Tiberias é um must.
Um filme para ter sido visto no cinema.

House of Flying Daggers é para quem tem bom gosto.
Não é para quem não se queixa de “aliens” que brotam do peito; não é para quem não se queixa de mortos-vivos; não é para quem não se queixa do facto de os ET’s serem sempre mais burros do que humanos, mas que tem dificuldade em aceitar a falta de gravidade.
É para quem acredita em fantasia.

the ender saga

A Editorial Presença tem editado na sua colecção Viajantes no Tempo grandes clássicos da literatura de ficção-cientí­fica. Um desses casos e, por ordem de edição (n.º 3), é a obra O Jogo Final (Ender’s Game) de Orson Scott Card, primeiro livro da saga “The Ender Saga“.
Felizmente a editora teve a delicadeza de lançar, igualmente, o segundo livro da saga – A Voz dos Mortos (Speaker for the Dead), n.º 11 da colecção Viajantes no Tempo.
Infelizmente ainda não teve a mesma delicadeza de lançar o restos dos tí­tulos que completam a saga, Xenocide (1991) e Children of the Mind (1996). Mas, a verdade é que o universo de leitores de fc é pequeno e não se pode exigir a nenhuma editora que edite o que não é economicamente viável.

Transcrevemos uma boa notí­cia relativa a The Ender Saga, quer para quem gosta de ler, quer para quem não gosta de ler ou até para quem gosta de ler mas é alérgico a papel impresso:

X2 writers Dan Harris and Michael Dougherty will adapt Orson Scott Card’s beloved SF novels Ender’s Game and Ender’s Shadow for the screen, to be directed by Wolfgang Petersen, Variety reported. Warner Brothers will produce. The Hugo Award-winning book series begins on Earth after an alien attack, when gifted children are recruited for war, with a prodigy leading the assault against the aliens, the trade paper reported.

– in scifi.com –