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o pai natal

O Sujeito fugiu do Predicado e refugiou-se no Advérbio; o Pai Natal apareceu e comeu-o.

coisas de futebol e de portugal

Primeiro: não me empolgam as conquistas de futebol da equipa portuguesa. Fico mais entusiasmado com o Campeonato Mundial de Corrida de Caracóis.

Segundo: vivo com alegria num país em que todos os políticos e agentes são mais que gente séria e idónea. Talvez seja o motivo para não me impressionar com os feitos futebolísticos. Só a seriedade solidária é um feito.

As pessoas sérias têm duas características:

  1. Todos dizem de si mesmo e dos outros “é pessoa séria”
  2. apesar de sofrerem todos eles de “falta de memória

Será, possivelmente, a falta de memória que os faz ser pessoas sérias? A amnésia selectiva é actualmente a doença profissional galopante entre esta gente.

Apesar de todos se sentirem ser gente séria acredito cada vez menos nesta gente e mais no Pai Natal.


_update: 15h13
Agora que visito um dos meus blogs de referência encontro isto.

lobo christmas!

Imagem louca da responsabilidade de Gerardo Sandoval.

People asking how Rudolph’s red nose can possibly be bright enough to guide Santa through the night. I always assumed it was there for the benefit of other aircraft to help avoid collisions. Also that it’s a transponder that can be used with the help of ground control to increase the safety margin during foggy conditions.

from Facebook by Rhys Hughes

o galo e a rotunda da bolacha

Os rumores de que um galo irá aparecer na “Rotunda da Bolacha” já não são rumores, são uma realidade. Já se pode ver no local da antiga Fonte Cibernética um Ovo. Tudo aponta que o mesmo irá eclodir perto do dia 24 de Dezembro deste ano.

O Ovo já pode ser visto em tempo quase real via Google – maravilha!

Vozes discordantes já reclamam por o Ovo, aparentemente, ser órfão.

Barcelos, quanto a mim, está mais uma vez de parabéns.

o boi e o jumento

Aparentemente vai ser realizada uma grande manifestação de protesto da Comissão de Oleiros Iluminados Sempre Atentos (C.O.I.S.A.) junto à Igreja do Senhor da Cruz em Barcelos, em data a anunciar, pelo prejuízo que o sector está sentir pelo pouco escoamento de bois e jumentos.

Dezembro é a melhor altura para a exportação de jumentos para este mundo fora e agora vamos ficar com 90% deles. O país não pode avançar com tanto jumento por metro quadrado.” foi a ideia mais repetida pelo presidente da C.O.I.S.A.

A venda de bois não são uma grande preocupação do sector porque sempre serve para contrariar o excesso de vacas, nomeadamente a importação de vacas estrangeiras.

A anunciação de Bento XVI não veio, pois, no melhor momento.

boneco anjo!

Um boneco-anjo para decorar o pinheiro de natal da pré-escola onde anda a mais pequena. Materiais verdes e amigos da bolsa como era pedido.

A ideia e a execução é da responsabilidade da madrinha. Até que está de parabéns.

que é feito do meu natal?

Enquanto espero pela continuação do excelente Asteroid Fighters descobri no stand Lobo Mau (Anigamix) um álbum (“Que é feito do meu Natal?”) das Edições Polvo a pedir para ser comprado e assim foi.

“Que é feito do meu Natal?” de Rui Lacas peca pelas suas poucas páginas (apesar de entender que são as suficientes para contar a história, mas também se compreende que se queiram sempre mais – é a gula das vinhetas!). De linhas firme, a preto e branco Rui Lacas traça com uma qualidade gráfica invejável a melancólica história de um qualquer Sr. Zé perdido de si; embrulhado numa vida que o abalroou à muito tempo; e enquanto percorre, aparentemente sem rumo, uma Lisboa inumana (sem alma), descobrimos que o seu tormento, quiçá simbolizado pela vinco em cruz vincado na sua testa, o empurrar para o desejo de se matar pode ser superado.

“Que é feito do meu Natal?” é uma história triste com laivos de esperança; acaba por isso de ser um hino à vida, mesmo quando atribulada.

Adorei este registo completamente diferente do Rui Lacas da aventura gráfica “Asteroid Fighters”.

christmas tree (card)

christmas card with a tree made by my daughter.

natal

Detesto a árvore de natal.

Agora que o disse/escrevi não fiquei mais contente porque sei que estou a ser vítima de algum castigo perverso; todos os anos lá tenho de arrastar as asas do pinheiro para a sala; experimentar as “lâmpadas”; agora que o disse/escrevi até fiquei mais nervoso.

Odeio a árvore de natal.
Odeio a árvore de natal.
Mesmo. Mesmo.