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batman: black & white

Este 7.º volume da série da Levoir dedicada ao 80.º aniversário do Batman compila a primeira minissérie Batman: Black and White.

Aqui temos trabalhos de Ted McKeever, Bruce Timm, Joe Kubert, Howard Chaykin, Archie Goodwin & José Muñoz, Walt Simonson, Jan Strnad & Richard Corben, Ken Williams, Chuck Dixon, Neil Gaiman & Simon Bisley, Bill Sienkiewicz, Dennis O’Neil & Teddy Kristiansen, Brian Bolland, Jan Strnad & Kevin Nowlan, Archie Goodwin & Gary Gianni, Dennis O’Neil & Brian Stellfreeze e Katsuhiro Otomo.

good omens, a série

Vi o primeiro episódio e foi uma coisa assim tão sem sabor como as hóstias que era obrigado a comer quando ia agrilhoado à comunhão.

morte de neil gaiman

Este é o segundo volume da colecção Vertigo 25 anos no qual nos é oferecido histórias a solo da Morte, uma rapariga gótica, pálida e simpática, personagem criada por Neil Gaiman e Mike Dringenberg na obra Sandman.

Uma boa leitura.

coisas de setembro, 2017

As leituras de alguns fins-de-semana e não só.

Um pouco de banda desenhada:

  • Estação de Brooklyn – Terminal do Cosmos de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières
  • Os Espectros de Inverloch de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières
  • A Ira de Hypsis de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières
  • A Grande Fronteira de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières
  • As Armas Vivas de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières
  • Os Círculos do Poder de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières
  • Os Livros da Magia de Neil Gaiman
  • Homem-Aranha vol. 4: A Ascensão do Escorpião / Miles Morales
  • Tokyo Ghoul #8 de Sui Ishida
  • K.O.Telavive de Asaf Hanuka
  • Homem-Aranha vol. 5: Entre a Terra e o Céu – que grande desilusão

Um pouco de outras coisas mais:

  • O Mestre de Esgrima de Arturo Pérez-Reverte
  • Gente Independente de Halldór Laxness
  • Ready Player One de Ernest Cline – deliciosa. Trouxe tantas recordações.
  • Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo de Haruki Murakami
  • Robopocalipse de Daniel H. Wilson

os livros da magia de neil gaiman

Os Livros da Magia são histórias brilhantemente ilustradas. Cheia de pormenores deliciosos. Saliento, apenas, dois que têm como protagonista John Constantine. Basta ver a face de Constantine depois da conversa com uma “hospedeira muito simpática”.

john constantine, primeiro resultado da “conversa”

john constantine, segundo resultado da “conversa”

Neil Gaiman é um mestre a contar histórias e quando acompanhado por fantásticos desenhadors – John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson – temos, naturalmente magia!

leituras

Não escrevo sobre todos os livro que vou lendo. Motivos?

    1. esquecimento
    2. nada a dizer porque não gostei
    3. nada a dizer apesar de ter gostado
    4. e principalmente porque não me apetece

Exemplos:

  • Southern Bastards #1 – Jason Aaron e Jason Latour (gostei)
  • Odd John – Olaf Stapledon (não gostei. não terminei)
  • O Último Europeu – Miguel Real (não gostei. não terminei)
  • Tales of the Wold Newton Universe – Philip José Farmer (gostei)
  • Uma Conspiração de Estúpidos – John Kennedy Toole (enfim!)
  • Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas – Vários (não gostei. não terminei)
  • O Cemitério de Praga – Umberto Eco (não gostei. não terminei)
  • O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman (gostei)
  • O Fogo – Katherine Neville (não gostei. não terminei)
  • A Dance With Dragons – George R. R. Martin (cansei-me. não terminei)
  • Álbum Negro – Hanif Kureishi (gostei)
  • The Skull Throne (Demon Cycle, #4)- Peter V. Brett (gostei)
  • O Caso Jane Eyre – Jasper Fforde (gostei)
  • Perdida Num Bom Livro – Jasper Fforde (gostei)

entre muitos outros…

Talvez comece, apenas, a fazer uma lista mensal: ou talvez não!

deuses americanos

Em “Deuses Americanos” Neil Gaiman oferece uma road story, digamos, mitológica agradável. Li o livro sem problemas. O enredo está bem construído, deuses com idiossincrasias engraçadas, mas no geral é um livro que não me deixa saudades. Tem pormenores interessantes: adorei a zombie esposa. Faltou-lhe alguma coisa para me deixar uma sensação final de encantamento. Talvez as quebras de ritmo narrativo? Ou simplesmente a ausência de um qualquer ingrediente.

A mais valia é, contudo, a facilidade com que Gaiman brinca ousadamente com os diferentes deuses e os mistura numa salada bem condimentada.

O deus Anansi tem aqui uma presença fugaz; em “Os Filhos de Anansi” Neil Gaiman criou uma história na qual ele é A personagem.

nação

“Nação” editado pela primeira vez em 2008 é já, arredondando, o 10º livro que li de Terry Pratchett. É o segundo livro, contando com “Bons Augúrios” em parceria com Neil Gaiman, que li fora do mundo “Discworld”.

“Nação” comprova, mais uma vez, que Terry Pratchett é um caso único na escrita de universos imaginários. Ele escreve não apenas bem, como convence com as suas criações. “Nação” decorre num universo paralelo, que é um tema igualmente querido a Philip Pullman, mais precisamente numa ilha dos mares do sul em finais do século XIX.

Não deixa se ser surpreendente que com a idade de 60 anos (nasceu em 1948), mas com um diagnóstico precoce de Alzheimer, que Terry Pratchett tenha criado uma grande obra sem idade sobre o amor, sobre a procura individual; uma história cheia de acção e repleta de mensagens. É uma obra de fina porcelana para ser lida por todos independentemente da idade.

a estranha vida de nobody owens

“A Estranha Vida de Nobody Owens” é outra maravilhosa obra de Neil Gaiman editada pela Editorial Presença oferta da minha filha mais nova – tem um dedicatória ainda hoje indecifrável?

Nobody Owens podia ser um rapaz perfeitamente normal não fosse o facto de viver num cemitério e ter como família adoptiva uma série de fantasmas, almas penadas e outras entidades semelhantes que o educam e cuidam dele. Owens não se pode gabar de nunca se ter metido em sarilhos, mas é para além das grades do cemitério que residem os verdadeiros perigos, pois é aí que vive Jack – o homem que nunca desistiu de procurar Owens desde aquela sinistra noite em que matou toda a sua família…

É uma história muito bem contada. As ilustrações de Chris Riddell pecam por serem poucas.

Incompreensível é a tradução do título “The Graveyard Book” para “A Estranha Vida de Nobody Owens”. Mas o que sei eu disso.

imagem (1)
descrição: capa do livro “A Estranha Vida de Nobody Owens” por Chris Ridell do escritor Neil Gaiman
título original: The Graveyard Book
tradução: Fátima Andrade
editor: Editorial Presença, colecção Estrela do Mar, n.º130, 1ª edição (maio.2010)

os filhos de anansi

O caixão era um objecto magnífico, talhado no que parecia ser ca­ríssimo aço reforçado industrial, cinzento-metalizado. Em caso de glo­riosa ressurreição, pensou o Charlie Gordo, quando Gabriel fizesse soar a sua poderosa trombeta e os mortos se libertassem das sepulturas, o pai ia ficar encalhado na cova, a bater inutilmente na tampa do cai­xão, e desejando ter sido enterrado com um pé de cabra ou, melhor ainda, um maçarico de oxiacetileno.

página 33

Neil Gaiman combina magia, mitologia, folclore africano, humor, muito e bom humor para nos dar em “Os Filhos de Anansi” uma história muito bem contada.

Já Good Omens, em parceria Pratchett, permitia boas gargalhadas. Em Neverwhere “vivemos” numa segunda Londres mágica e subterrânea com uma ordem diferente, mas perfeitamente ligada à Londres de cima.

Os Filhos de Anansi (Anansi Boys) é sem sombra de dúvidas um livro a recomendar, bem como qualquer outro livro de Neil Gaiman. Ele sabe contar histórias. Sabe criar realidades paralelas muito convincentes.

Os Filhos de Anansi, Neil Gaiman // Editorial Presença // Colecção Via Láctea, n.º 43