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bolo rei e filmes

Ontem entre roupa velha, grelos, doces de natal e tudo aquilo que faz mal como um raio, houve a oportunidade de ver alguns filmes na minha nova televisão emprestada; melhor do que a minha que avariou.

# o primeiro da ementa foi “O Aprendiz de Feiticeiro” no qual Nicolas Cage nos apresenta Balthazar Blake, um feiticeiro de profissão cheio de estilo, que após séculos de procura encontra em Jay Baruchel (actor ainda sem créditos firmados) o sucessor de Merlin; Jay Baruchel aqui é um Dave (o aprendiz de feiticeiro) apalermado e apaixonado por uma loira insossa Becky Barnes (Teresa Palmer, que entrou no filme “Histórias para Adormecer” em parceria com “Adam Sandler”. E surpresa das surpresas era aí, igualmente, uma loira desenxabida.)

O filme tem uma banda sonora de excelência que encaixa na perfeição nos momentos chaves da história.
Jon Turteltaub realizador do “O Tesouro” e do “O Tesouro: Livro dos Segredos”, ambos com Nicolas Cage, assina com “O Aprendiz de Feiticeiro” um filme de fantasia que me encantou e divertiu o suficiente para o recomendar a quem tenha ainda uma criança dentro de si.

# o segundo da ementa foi “Resident Evil: Afterlife” (“Resident Evil: Ressurreição”) e o primeiro ponto negativo que destaco é não ter tido a oportunidade de o ver em 3D (uma vergonha); a minha sorte é que “Resident Evil: Ressurreição” é apenas o primeiro de uma série de filmes “Resident Evil” a serem lançados em 3D. E até, após o fim de alguns créditos, só possível para os mais calmos, é possível ver uns segundos do que pode ser o início da sequela com a estonteante presença da Jill Valentine que no segundo filme da série “Resident Evil: Apocalypse” fazia parte do grupo de sobreviventes que tentou escapar de Raccoon City – Jill conseguiu.

Gostava de ver a cara da Alice (Milla Jovovich) um pouco suja devido às explosões e ao sangue que brota abundantemente de alguns mortos-vivos, mas não – já tinha apontado isto no filme anterior. Até Wentworth Miller, o nosso amigo de Prison Break, tem direito a umas tantas chamuscadelas na cara.

Independentemente disto adorei o filme, já tinha dito que o vi em 2D, pois, que é em muito superior ao anterior – apesar de enormes buracos na história; é diversão, é diversão, é entretenimento e é isso que interessa. E vi-o em 2D. Vê-lo em 3D com aquela banda sonora de Maynard James Keenan & Billy Howerdel, os mesmos de Constantine e de Underworld seria muito bom. Mas não se pode ter tudo. Pelo menos tinha aletria à descrição.

kick-ass

Dave Lizewski: Even with my metal plates and my fucked up nerve endings, I gotta tell you, that hurt! But not half as much as the idea of leaving everything behind. Katie, my dad, Todd and Marty… and all the things I’d never do. Like learn to drive or see what me and Katie’s kids would look like or find out what happened on “Lost”. And if you’re reassuring yourself that I’m going to make it through this since I’m talking to you now, quit being such a smart-ass! Hell dude, you never seen “Sin City”? “Sunset Boulevard”? “American Beauty”?

from imdb.com

“Kick-Ass” divertiu-me o suficiente para não adormecer na cadeira.

sinais do futuro

“Knowing” é um filme que começa bem e que acaba mal.
A única diferença é a forma como trata o tema “fim do mundo” – o mundo acaba e as crianças correm felizes em direcção à árvore do conhecimento. Uau!!!!

Uma desilusão sem sentido.

next

Só ontem tive a oportunidade de ver Next, apesar de ter mencionado o filme baseado num conto de Philip K. Dick numa outra altura. Não gostando particularmente de Nicolas Gage, gosto excessivamente das histórias de Philip K. Dick e pude apreciar em alguma medida o filme.

É um filme razoável com actuações aceitáveis; adorei mais o conto “The Golden Man”.

world trade center

“World Trade Center” como filme não vale nada de nada. O que passou pela cabeça de Oliver Stone em realizar este filme – ou pior o que passou pela minha em teimar vê-lo. Perguntas fáceis, mas sem qualquer resposta; pelo menos do meu lado mantenho-me em low profile.

que sono

Habitualmente 6 horas de sono profundo são suficientes para mim.
Hoje, contudo, acordei muito cansado. Provavelmente um sono, sobressaltado(?), não me permitiu relaxar o suficiente. Mas isto só por si não seria motivo para ainda, são 16.39, estar a sentir-me de pálpebras pesadas. Ou houve um qualquer inocente, como convém, engano nas horas de desligar a luz.

Ao rever as tarefas realizadas antes de pensar sequer adormecer concluo que foram as habituais. Exceptuando o jogo. O wow. Já não jogava desde 30 de Março. Mas joguei bastante pouco. Login pelas 10.30. Passei-me por Azeroth num lento avanço pelo Loremaster. Logout às 23.50. Lembro-me da hora porque a minha mulher me perguntou se ia jogar mais quando já estava quase a desligar o pc.

Como era ainda cedo fui pesquisar um filme e escolhi, não sei como, um filme, capaz de facilmente gerar amor e ódio, com a presença do (in)suportável Nicolas Cage, Dois Destinos (The Family Man). Adquiri este filme para minha DVDteca desde sempre porque gosto de o rever. Adoro as histórias que nos fazem fantasiar sobre a possibilidade de emendar as nossas escolhas. Acho que cada um nós vai colocando a questão de e “se fosse pela esquerda”, e “se tivesse dito não”, e “se tivesse dito sim”. E é normal que algumas dessas decisões me tragam a mágoa do arrependimento. Contudo as minhas grandes decisões não são e julgo que nunca o serão repasto para qualquer acto de contrição.

Chegado aqui relembro-me do grande “A Christmas Carol” de Charles Dickens. O conto é pai, tio e avô das obras que reflectem sobre as nossas escolhas. As opções de vida de Ebenezer Scrooge já foram filme de todas as formas e feitios. Há, e porque não falar dele, outro filme muito interessante sobre o tema. O “Feitiço do Tempo” (Groundhog Day) é um filme adorável. Divertido. A possibilidade teórica de revivermos eternamente é assustadora. Ou não?

Depois de ver o filme ainda li dois ou três capítulos do livro Remanescente.

E quanto ao cansaço? Bem, ainda sinto os olhos doridos e isto é muito mal. Muito mal mesmo.

national treasure: book of secrets

Riley Poole: So let’s recap: We’ve broken into Buckingham Palace, and the Oval Office, stolen a page from the President’s super-secret book, and actually kidnapped the President of the United States. What are we gonna do next, short-sheet the Pope’s bed?
Ben Gates: Well, you never know.

from imdb

Não gosto de Nicolas Cage.
E dito isto fui, mesmo assim, no dia 17 de Janeiro ver o filme National Treasure: Book of Secrets. Motivo? Exigências da minha cara-metade que tinha visto no domingo dessa semana (13.01) o primeiro filme, National Treasure e que desejava ver a sua sequela no cinema.

Gostei do filme e gostei da actuação de Nicolas Cage.
Ben Gates fez-me recordar, e nem sei porquê, da personagem Martin Mystère [1].
Se é verdade que nunca será um filme que andaremos a comentar, também é verdade que enquanto o vi me diverti imenso.
Serviu o seu básico propósito: pura e saudável diversão.
Há filmes que são muito bons nisto. Este foi, felizmente, um deles.

[1] Martin Mystère historiador, arqueologista, antropologista, aventureiro, criação de Alfredo Castelli, editado pela primeira vez em Itália em 1982 pelos Bonelli Comics, entrou em Portugal pela editora brasileira Mythos. A primeira revista é do ano de 2002.
Apenas possuo 2 exemplares já que as revistas deixaram de chegar ao quiosque onde habitualmente as comprava. O atraso de 6 meses entre o lançamento no Brasil e a chegada a Portugal das “sobras” foi sempre uma situação desesperante.

ghost rider, o filme & o comentário

Ghost Rider: Your soul has been tainted by the blood of the innocent. Look into my eyes and feel their pain.

from imdb

Como já tinha dito, não gosto de n.cage como actor e entendia que a personagem Ghost Rider não devia funcionar fora dos comics. Não me enganei.

O filme na escala de FIXE a MUITO FIXE fica por um singelo catita. Não deixa de ter piada ver os efeitos especiais a dar vida ao motoqueiro. Mas nem isso, e por muito bom que o CGI seja, salva o filme. É pena, mas eu avisei.

Eva Mendes não é a única alma perdida. De actriz não tem nada, de resto nada tem.

ghost rider

Gosto desde que me lembro de comics books.
Não acho, contudo, que a personagem Ghost Rider seja algo de viável fora do seu ambiente natural.
Lembro-me logo de imediato do The Punisher cujo primeiro filme poderia ter servido de lição, mas não, tiveram que realizar um segundo.
A Sony decidiu abraçar o projecto Ghost Rider com a estrela Nicolas Cage e disponibilizou um pequeno teaser trailer. Também não gosto muito de Nicolas Cage.

Mas dizem que sou esquisito.