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deepwind gorge

Com a vinda do patch 8.3 a 14 de Janeiro a battleground Deepwind Gorge vai sofrer alterações. Uma é a introdução de novos achievements, a outra a remoção do achievement Other People’s Property. Foi por causa disto que durante a semana passada e até ontem andei a fazer Deepwind Gorge atrás de Deepwind Gorge.

Ontem finalmente consegui o achievement e vou avançar para completar Deepwind Gorge Victory, porque, afinal, estou com 90/100 vitórias. A dez de completar todos para obter Master of Deepwind Gorge.

Esta corrida contra o tempo, porque nunca fui muito de pvp, ocorreu também para completar Strand of the Ancients.

Hoje, mais pela noite, vou continuar as minhas batalhas em Deepwind Gorge.

welwitschia

@ muriel gottrop (wikipédia)

Apesar do clima em que vive, a Welwitschia consegue absorver a água do orvalho através das folhas. Esta espécie tem ainda uma característica fisiológica em comum com as crassuláceas (as plantas com folhas carnudas ou suculentas, como os cactos): o metabolismo ácido – durante o dia, as folhas mantêm os estomas fechados, para impedir a transpiração, mas à noite eles abrem-se, deixam entrar o dióxido de carbono necessário à fotossíntese e armazenam-no, na forma dos ácidos málico e isocítrico nos vacúolos das suas células; durante o dia, estes ácidos libertam o CO2 e convertem-no em glicose através das reações conhecidas como ciclo de Calvin.
Devido às suas características únicas, incluindo o seu lento crescimento, a Welwitschia é considerada uma espécie ameaçada, pois já existe desde o tempo dos dinossauros. 

Certas sementes do deserto permanecem em repouso durante décadas. Alguns roedores do deserto só saem dos refúgios à noite. A welwitschia, planta espetacular do deserto da Namíbia, de folhas em forma de correias, vive milhares de anos alimentando-se exclusivamente de orvalho matinal.

Canto Nómada de Bruce Chatwin, pág. 295

O SUICÍDIO É O COMBOIO DA NOITE, a correr para as trevas. Por meios naturais não se chega lá tão depressa. Tira-se bilhete e sobe-se a bordo. O bilhete custa tudo o que se tem. Mas é só de ida. Este comboio leva para a noite e deixa-nos lá ficar. É o comboio da noite.
O Comboio da Noite de Martin Amis (página 77)

e tenho 60 anos?!

— Ligaram para o meu marido a dizer que o meu não estava inscrito em nenhuma escola! Mas eu tratei com um senhor que tem umas tatuagens e tem pra aí uns 60 anos.
— Eu aparento 60 anos? E eu que dava à senhora uns 30 anitos.

À noite a cirandar pela Feira de Artesanato sou chamado a atenção por uma menina com: “Jovem não quer vir provar uma ginga?”
— Não posso porque a minha mãe não deixa e hoje não é Domingo — respondi.
— E o pai não quer — foi dito por entre uma gargalhada pela jovem.

Isto, claro, que amenizou o acontecimento da manhã.

no interior: “o comboio da noite”

Vinheta extraída do livro “O Comboio da Noite” de Martin Amis editado pela Quetzal.

E uma fotografia.

tradutora: telma costa

Pequena biografia da tradutora Telma Costa retirada do livro “O Comboio da Noite” de Martin Amis publicado pelas Edições Quetzal.

(…) A minha viagem pelo Congo merecia ter uma categoria própria: viagem de provações. Enquanto estive no Congo, em cada curva enfrentei desafios, dificuldades, ameaças. O desafio consistia em avaliar e escolher a opção que melhor se adaptava ao avanço da viagem. Mas houve momentos em que não havia nem alternativas, nem atalhos, nem ideias engenhocas. Nessas alturas, uma viagem de provações tornava-se na realidade de recreio, sem qualquer provação.Essa noite, na minha piroga, foi um desses momentos. Senti que não tinha outra alternativa que não fosse entregar-me por completo ao rio. Nada mais havia a fazer senão deixar-me ir, literalmente, com a corrente. Sentia-me horrivelmente sozinho, mas também, mais do que em qualquer outro momento da minha viagem, descontraído e contente.
Rio de Sangue de Tim Butcher (páginas 305/306)

comentários

Cada noite que passa os meus sonhos têm cada vez mais comentários do realizador.

Estou a sonhar e quando “percebo” que aquilo é um pouco/muito incoerente lá me ouço a dizer “isto vai dar problemas”. 

Exemplos: hoje sonhei que uma tribo de homens que vive em comunhão com a natureza estava  admirar um veado. A louvar a sua existência. A lamentar que o tinham de matar para sobrevivem. Prepararam o arco, as flechas. Tudo foi interrompido com o barulho ensurdecedor de carros a voar pela estrada, com o seus ocupantes a descarregam cartuchos completos no veado que fugiu com o barulho, mas que não conseguiu escapar às rajadas das metralhadoras. Caiu morto. “Isto vai ser um problema”, senti-me comentar e… acordei.

Na cena seguinte o veado vai a assar, mas no último momento é substituído na grelha por um bebé. A carne começa a tostar. A cara a ficar retorcida num esgar. “Isto é doentio”, comento e… acordo.

E a noite foi passando-se desta forma.

de lado – 0072

Passado que é mais um ano cá me encontro a percorrer o mesmo caminho; a arrotar bom dia, boa tarde, boa noite. Ai a rotina!

o passado é um país estrangeiro de ali smith

Era uma vez um homem que, certa noite, durante um jantar social, entre o prato principal e o doce, subiu as escadas e fechou-se num dos quartos da casa. À medida que as horas se transformam em dias, e os dias, em meses, as consequências deste estranho ato repercutem-se para o exterior, afectando os donos da casa, os outros convidados, a vizinhança e todo o país.

Quetzal Editores

Lamentavelmente não me deu pica. Deve ser aquela altura do mês em que se complica qualquer leitura. Coloquei o livro de lado e iniciei novos voos, noutras páginas.