Tag Archive for: pai

libelinha

20 Jul
20.07.2010

Entro no carro e a família estava em desespero pelo facto do insecto resistir aos avanços dos lenços de papel e não se deixar capturar.
Tive a sensação de ser um D. Sebastião:
“pai mata o bicho”
“tira-mo daqui”
Eu saquei da máquina digital e pumba, pimba disparei várias vezes. O resultado é o que se vê… uma linda libelinha que foi depois despejada sem danos na natureza.

o pai, segundo a margarida

14 Jul
14.07.2010

A minha filha ofereceu-me dizendo que este “és tu pai”.
Que amor, ela consegue ver-me muito mais “plano” do que aquilo que realmente sou.

Que sorte eu tenho.

um pintassilgo

08 Jun
08.06.2010

Um pintassilgo da criação do meu pai.

coccinella septempunctata

01 Mai
01.05.2010

“Olha, pai, uma carochinha. Anda fotografar!” – gritou a minha filhota.

Foi mais fácil de dizer do que fazer. A insecta não estava quieta; foi quase pisada por não ser mais caracol.

o espermograma ou a recolha mecânica de esperma

30 Mar
30.03.2010

Tirei a manhã porque o “casulo” que guardou o meu esperma teve de ser entregue até às 11h30 e nunca após terem passado duas horas da recolha – foi um trabalho mais que cronometrado.

Pensei que a “recolha” ia ser uma uma masturbação a duas mãos, mas as férias começaram e os filhos andam a fazer o que fazem melhor… a ferrar-me os joelhos – e ao descobrirem, anormalmente, o pai em casa de manhã, tive de refugiar-me no quarto de banho para um “solo mio“. Deve ter havido a libertação de quaisquer feromonas para que a populaça juvenil estivesse já acordada a horas pouco habituais; afinal a ideia de um coitus interruptus versão frasco de plástico foi destruída – cheque-mate!

Quando tinha 14 anos bastava pensar nas mamas da Edwige Fenech, agora diz-se seios!, mas na altura eram mamas e tetas os vocábulos popularizados, para a ejaculação sair fluída e sem qualquer negativismo Krishna. Com o barulho matinal não consegui atingir o relaxe perfeito adequado para a “recolha” e as batidas ritmadas na porta do quarto de banho seguidas dos gritos “paiiiiiiiiii o que estás a fazer???! caís-te!!…….”, “mãe o paiiiiii, nunca mais sai do quarto de banho” – a resposta da minha mulher “deixem o pai em paz, ele está com cólicas” mitigava os avanços contra a porta do maior vampiro que tenho em casa: a minha filha de 3 anos que após ranger os dentes, colocar os dedos em posição de garras e verbalizar uma onomatopeia rrrrrrrrrhhhhhhh afirma “sou mesmo um vampiro maléfico”.

Claro que nesta aventura a minha mulher ajudou-me imenso; as sua frases, ditas quando os miúdos estavam afastados do meu refúgio, foram o meu ânimo “então solitário como corre a brincadeira?”, “queres que coloque alguma música? ou que queime incenso?… já sei, uma dança!?” ou esta frase que revela incontestavelmente o quanto ela me ama “isso tem de ser entregue até às 11h30! por isso…”

A verdade é que já com alguma calosidade consegui cuspir, com alguma glória e quanto basta, esperma para o frasco de recolha.
Terminou. Espero que o resultado seja a ausência total de espermatozóides.

ah! mexilhões

08 Out
08.10.2009

O meu pai e mais dois familiares aventuram-se corajosamente no Domingo passado pelo mar dentro na busca dos melhores mexilhões que o atlântico pode oferecer.

A costa da Apúlia com os seus rochedos assustadores e perigosos foi o palco escolhido para audaz aventura.

Lutaram contra o sono, levantaram-se muito cedo, lutaram contra o vento, foram de bicicleta, desafiaram o frio de Outono, a temperatura da água rondava os 15ºC, mas não desistiram e de facas de cozinha em punho arrancaram piedosamente das rochas mexilhões suficientes para saciar várias pessoas desejosas de petiscar uma boa caldeirada.

Eu só soube desta aventura digna de qualquer epopeia quando recebi em minha casa, e maravilhas das maravilhas, sem qualquer contrapartida, um tacho com uma caldeirada super-mega apetitosa de mexilhão.

flower n.05

05 Out
05.10.2009

Mais uma flor do jardim do meu pai.
Adoro fotografar flores.
Não se queixam.
E são sempre fotogénicas.

Tenho mais algumas fotografias de flores no meu arquivo fotográfico.

vários i

26 Set
26.09.2009

vários I

Hoje ataquei mais umas prateleiras na casa dos meus pais e nos armários da minha casa. Sempre com o objectivo de uma ordenação bedêfila e não só. E descobri uma coisa do arco-da-velha:
uma encadernação identificada na lombada com os dizeres “Vários I” composta por páginas retiradas/rasgadas dos suplementos do jornal Público, El País e do Jornal de Notícias.

1. Do Público são diversas páginas de banda desenhada com o título “Histórias de Amor” desenhados por Miguel. São histórias com um humor, por vezes agri-doce, simplesmente delicioso. Investiguei, mas não descobri informações sobre o desenhador. As histórias datam de 1992-1993 e foram publicadas no suplemento Público Magazine.

histórias de amor

histórias de amor

2. Do jornal El País são cartoons de Mordillo, que dispensa apresentações; desenhos de de Carlos Romeu Muller (n. 1948 em Barcelona. Iniciou a sua carreira em 1971. Colabora regularmente com “El País” e com a revista “Muy Interesante”) intitulados “Historias de Miguelito” e “500 Años No Es Nada”.

urbano fobia

3. Do jornal ????? são cartoons intitulados “Blanca y Marta” por B&N. Não encontrei informações sobre o(s) autor(es).

4. Do Jornal de Notícias, no seu suplemento Notícias Magazine, são cartoons de Pedro Castro com o título Urbano Fobia; estes retratam de uma forma contundente os problemas políticos e sociais de 1992-1993, ainda, e infelizmente, muito actuais.

Falava-se da regionalização, do Tratado de Maastricht, das super-esquadras, do Alqueva, da Via do Infante, da burocracia e do célebre diploma da “vírgula”.

E já que o verso das páginas dos cartoons contêm alguma informação histórica(?) convém recordar que foi em 1993 que Luciano Benetton exibia-se nu num cartaz da sua marca com os dizeres “Quero a minha roupa”; na Sic tínhamos a novela “A Viúva do Enforcado”; foi, também, em 1993 que a marca de bolachas Maria Vieira de Castro ganhou nova embalagem.

lacertidae

13 Set
13.09.2009

Actualmente é uma lagartixa morta. A razão é simples: sobrevivência dos mais aptos.

O meu pai perante o grito apocalíptico da neta arrojou-se de vassoura em punho e pumba arrebentou as entranhas do bicho. Fica a foto para a posteridade.

já vou

07 Set
07.09.2009

Já = Neste instante, agora. imediatamente, sem demora, no mesmo instante. (ver priberam)

O meu filho, talvez por causa dos seus 11 anos, ainda não abraçou a filosofia do “já”. O “já” para ele é quando for; quando tiver de ser. O “já” dele ocorre essencialmente depois de tudo; depois da televisão, depois do wow, depois do guitar hero. E, com algum cansaço meu, poderia verificar-se nunca.

– Vai já lavar os dentes.
– Vou já.
– Já lavaste os dentes? Já vou, pai.

Aqui o “já” significa quebrar o tempo. É um “já” à Matrix. É um “já” “bullet time”. Este “já” demoraaaaaaaa bué e como tal é explosivamente enervante. É um “já” criador de cabelos brancos e de um violento e ruidoso suspiro.

Agora que escrevo isto já estou melhor. Até quando?

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beam me up, scotty!