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yakari

Yakari narra as aventuras de um jovem herói índio chamado, pois, Yakari. Escritas por Job e ilustradas por Derib (responsável pela espectacular série Buddy Longway.
Yakari conta actualmente com 35 álbuns.
São histórias orientadas para um público jovem, mas que gostei de ler porque me apaixonei pela arte de Derib depois de ler Chinook.
Não tenho muitos álbuns. Os que tenho foram editados pela Difusão Verbo. A imagem que ilustra esta entrada é a capa do álbum “Presos na Toca” (“Le Grand Terrier”[1984]), edição portuguesa de 1986. Houve em 1999 uma reimpressão pela Verbo.

Hoje li “Presos na Toca” à minha filha. Foi um doce regresso ao passado.

libelinha

Entro no carro e a família estava em desespero pelo facto do insecto resistir aos avanços dos lenços de papel e não se deixar capturar.
Tive a sensação de ser um D. Sebastião:
“pai mata o bicho”
“tira-mo daqui”
Eu saquei da máquina digital e pumba, pimba disparei várias vezes. O resultado é o que se vê… uma linda libelinha que foi depois despejada sem danos na natureza.

o pai, segundo a margarida

A minha filha ofereceu-me dizendo que este “és tu pai”.
Que amor, ela consegue ver-me muito mais “plano” do que aquilo que realmente sou.

Que sorte eu tenho.

um pintassilgo

Um pintassilgo da criação do meu pai.

wow, ainda isso?!

“Sabes o Sérgio tem 70k de gold.”, disse-me ontem à noite o lm.
“Ah… o quê?!”
“No wow pai!”
“Isso ainda existe?”, retorqui em tom de brincadeira.
“Nas férias vou ficar viciado.”, terminou ele a conversa com esta frase.

E só com estas palavras me recordei do meu antigo vício e de quanto distante está esse tempo. E se há coisa que não me desperta é mesmo este jogo ou qualquer outro; pelo menos nesta nova fase da minha vida.

O problema existe contudo do lado do meu filho e como irei resolver o seu mais que real vício. Claro que me posso recusar, pura e simplesmente, a activar a conta, mas qualquer explicação que seja dada não será nunca? aceite por ele. Será mesmo assim essa solução a ideal?

A reflectir no assunto.

coccinella septempunctata

“Olha, pai, uma carochinha. Anda fotografar!” – gritou a minha filhota.

Foi mais fácil de dizer do que fazer. A insecta não estava quieta; foi quase pisada por não ser mais caracol.

o espermograma ou a recolha mecânica de esperma

Tirei a manhã porque o “casulo” que guardou o meu esperma teve de ser entregue até às 11h30 e nunca após terem passado duas horas da recolha – foi um trabalho mais que cronometrado.

Pensei que a “recolha” ia ser uma uma masturbação a duas mãos, mas as férias começaram e os filhos andam a fazer o que fazem melhor… a ferrar-me os joelhos – e ao descobrirem, anormalmente, o pai em casa de manhã, tive de refugiar-me no quarto de banho para um “solo mio“. Deve ter havido a libertação de quaisquer feromonas para que a populaça juvenil estivesse já acordada a horas pouco habituais; afinal a ideia de um coitus interruptus versão frasco de plástico foi destruída – cheque-mate!

Quando tinha 14 anos bastava pensar nas mamas da Edwige Fenech, agora diz-se seios!, mas na altura eram mamas e tetas os vocábulos popularizados, para a ejaculação sair fluída e sem qualquer negativismo Krishna. Com o barulho matinal não consegui atingir o relaxe perfeito adequado para a “recolha” e as batidas ritmadas na porta do quarto de banho seguidas dos gritos “paiiiiiiiiii o que estás a fazer???! caís-te!!…….”, “mãe o paiiiiii, nunca mais sai do quarto de banho” – a resposta da minha mulher “deixem o pai em paz, ele está com cólicas” mitigava os avanços contra a porta do maior vampiro que tenho em casa: a minha filha de 3 anos que após ranger os dentes, colocar os dedos em posição de garras e verbalizar uma onomatopeia rrrrrrrrrhhhhhhh afirma “sou mesmo um vampiro maléfico”.

Claro que nesta aventura a minha mulher ajudou-me imenso; as sua frases, ditas quando os miúdos estavam afastados do meu refúgio, foram o meu ânimo “então solitário como corre a brincadeira?”, “queres que coloque alguma música? ou que queime incenso?… já sei, uma dança!?” ou esta frase que revela incontestavelmente o quanto ela me ama “isso tem de ser entregue até às 11h30! por isso…”

A verdade é que já com alguma calosidade consegui cuspir, com alguma glória e quanto basta, esperma para o frasco de recolha.
Terminou. Espero que o resultado seja a ausência total de espermatozóides.

ah! mexilhões

O meu pai e mais dois familiares aventuram-se corajosamente no Domingo passado pelo mar dentro na busca dos melhores mexilhões que o atlântico pode oferecer.

A costa da Apúlia com os seus rochedos assustadores e perigosos foi o palco escolhido para audaz aventura.

Lutaram contra o sono, levantaram-se muito cedo, lutaram contra o vento, foram de bicicleta, desafiaram o frio de Outono, a temperatura da água rondava os 15ºC, mas não desistiram e de facas de cozinha em punho arrancaram piedosamente das rochas mexilhões suficientes para saciar várias pessoas desejosas de petiscar uma boa caldeirada.

Eu só soube desta aventura digna de qualquer epopeia quando recebi em minha casa, e maravilhas das maravilhas, sem qualquer contrapartida, um tacho com uma caldeirada super-mega apetitosa de mexilhão.

flower n.05

Mais uma flor do jardim do meu pai.
Adoro fotografar flores.
Não se queixam.
E são sempre fotogénicas.

Tenho mais algumas fotografias de flores no meu arquivo fotográfico.

vários i

vários I

Hoje ataquei mais umas prateleiras na casa dos meus pais e nos armários da minha casa. Sempre com o objectivo de uma ordenação bedêfila e não só. E descobri uma coisa do arco-da-velha:
uma encadernação identificada na lombada com os dizeres “Vários I” composta por páginas retiradas/rasgadas dos suplementos do jornal Público, El País e do Jornal de Notícias.

1. Do Público são diversas páginas de banda desenhada com o título “Histórias de Amor” desenhados por Miguel. São histórias com um humor, por vezes agri-doce, simplesmente delicioso. Investiguei, mas não descobri informações sobre o desenhador. As histórias datam de 1992-1993 e foram publicadas no suplemento Público Magazine.

histórias de amor


histórias de amor

2. Do jornal El País são cartoons de Mordillo, que dispensa apresentações; desenhos de de Carlos Romeu Muller (n. 1948 em Barcelona. Iniciou a sua carreira em 1971. Colabora regularmente com “El País” e com a revista “Muy Interesante”) intitulados “Historias de Miguelito” e “500 Años No Es Nada”.

urbano fobia

3. Do jornal ????? são cartoons intitulados “Blanca y Marta” por B&N. Não encontrei informações sobre o(s) autor(es).

4. Do Jornal de Notícias, no seu suplemento Notícias Magazine, são cartoons de Pedro Castro com o título Urbano Fobia; estes retratam de uma forma contundente os problemas políticos e sociais de 1992-1993, ainda, e infelizmente, muito actuais.

Falava-se da regionalização, do Tratado de Maastricht, das super-esquadras, do Alqueva, da Via do Infante, da burocracia e do célebre diploma da “vírgula”.

E já que o verso das páginas dos cartoons contêm alguma informação histórica(?) convém recordar que foi em 1993 que Luciano Benetton exibia-se nu num cartaz da sua marca com os dizeres “Quero a minha roupa”; na Sic tínhamos a novela “A Viúva do Enforcado”; foi, também, em 1993 que a marca de bolachas Maria Vieira de Castro ganhou nova embalagem.