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em avulso

Graffiti numa parede junto ao Froiz.

na parede.001

Sempre a mudar a disposição dos “quadros” nas paredes de casa.

Agora neste local tenho:

  1. uma história minha que foi publicada no formato “Poster”
  2. um original de um desenho de Diogo Carvalho – lobisomem
  3. um original de um desenho de Adele Whittle – uma raposa
  4. um calendário de 2006 (sexy) oferta de um amigo
  5. um ex-libris de Lucky Luke oferecido às primeiras 199 compras do álbum Lucky Luke Muda de Sela – o meu é o 34/199

barbaridade

Entrei no apartamento. Sentia-se a atmosfera pesada, como se o local soubesse que ali tinha sido cometido um crime.

Antes de entrar no quatro já se ouvia a azáfama da equipa forense. Apesar de ter visitado muitos cenários de crimes hediondos nunca deixo de ficar chocado com a capacidade humana para a crueldade. O que deparava perante os meus pés era o crime dos crimes. Uma bíblia foi desventrada por um punhal. Deu para perceber que proporcionou luta: diversas páginas estavam rasgadas, ainda coladas ao miolo, outras páginas encontravam-se espalhadas pelo chão – barbaridade.

À semelhança daquelas pessoas que são de tal maneira pobres e oprimidas que perderam o respeito por si próprias e o sentido da vergonha, também as cidades africanas nem sequer pretendiam ser outra coisa senão enormes bairros de lata. Antigamente, cada cidade tinha um aspeto próprio; Nairobi tinha um estilo arquitetónico de casas de estuque com telhas, Kampala ostentava as suas harmoniosas colinas, Dar es Sallam era uma cidade colonial costeira, com edifícios de paredes grossas concebidos para protegerem do calor. Estes estilos conferiam às cidades uma atmosfera própria e uma aparência de ordem de que a esperança não estava completamente ausente.
Agora, todas as cidades se pareciam umas com as outras, porque um bairro de lata é um bairro de lata.
Viagem Por África de Paul Theroux (pág. 324)

nilómetro

imagem @ szabolcs gebauer

O nilómetro na ilha Elefantina. Os degraus levam ao Nilo, enquanto as marcas de corte horizontais nas paredes (à esquerda dos degraus) registam as alturas das inundações anteriores.

No Antigo Egito, um nilómetro era um poço de grande largura, provido de uma escada que descia até ao nível do lençol freático para permitir a medição das flutuações do nível da água do rio Nilo. Cada templo tinha um destes instrumentos, destinado a determinar a intensidade da inundação anual e, em consequência, o valor dos impostos devidos neste ano. Os nilómetros podem ser vistos ainda hoje ao longo do Nilo. Os mais famosos encontram-se em Com Ombo, Assuã, na ilha Elefantina e no Cairo.

Wikipédia
(…) É estranho nunca ter pensado em ir a uma biblioteca. Precisava de os adquirir, de os ver dispostos em fila, ao longo de uma parede do meu quarto minúsculo. As minhas divindades domésticas. As minhas naves espaciais.
Histórias de Susan Sontag (página 16)

em teste

Para evitar percalços no inverno o meu pai gosta de testar o telhado para verificar se alguma telha está partida ou deslocada. Por isso um jacto de água enviado pela mangueira cai sobre o telhado. O caleiro começa a transbordar e é ver a água a escorrer pela parede.

Estranho?! Complicado?

Utilizando uma escada subiu-se ao telhado e o grito dado pelo meu pai ficará para os anais da história: ‘as cuecas da vizinha entupiram o caleiro.”

Mais simples impossível.

lol, camouflage 7.0 – bus 88

This story will be published in Le Scat Noir #217.

I began to write a story about lol but the story forced me to be more than what I wanted.
Sources of inspiration:
– Le Scat Noir #215 by Black Scat Books
– Waiting for Beckett by Jason E. Rolfe
– Waiting for Godot by Samuel Beckett

lareira

Em Guimarães.

duas paredes e uma porta

Em Guimarães.