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o grande bazar ferroviário de paul theroux

O primeiro livro de viagem escrito por Paul Theroux, mas não o primeiro lido por mim. Fui lendo os livros deste escritor conforme os fui comprando.

Nenhum deles desaponta; este não é excepção.

Tradução: José António Freitas e Silva


As minhas leituras de Paul Theroux:

fragmento.00456

É possível, à distância, manter a ficção da antiga felicidade – infância ou tempos de escola – e depois volta-se a um antigo cenário, os anos vão caindo e vemos como éramos amargamente infelizes.
O Grande Bazar Ferroviário de Paul Theroux (página 273)

fragmento.00455

Ele disse que se eu acreditasse no ioga não me preocuparia em apanhar comboios. Disse-lhe que por isso é que não acreditava em ioga
O Grande Bazar Ferroviário de Paul Theroux (página 138)

fragmento.00452

(…) A comida tresanda a cólera, viajar lá é sempre desconfortável e por vezes perigoso, e os afegãos são preguiçosos, inativos e violentos.
O Grande Bazar Ferroviário de Paul Theroux (página 98)

Eis uma forte opinião ou apenas uma afirmação política! (livro escrito em 1975)

no interior: “o grande bazar ferroviário”

Vinheta no interior do livro O Grande Bazar Ferroviário de Paul Theroux da colecção Terra Incógnita da editora Quetzal.

livros na palete – posição 022.2020

  • Pela Terra Alheia de Ramalho Ortigão
  • Na Planície das Serpentes de Paul Theroux
  • A Rosa Branca de Glen Cook
  • Lucky Luke Muda de Sela de Mawil

Uma linda palete de livros. Banda desenhada, literatura de viagens, fantasia.


E aqui em devido destaque o livro Lucky Luke Muda de Sela de Mawil com o ex-ibris de oferta – 34 de 199!

A maioria da escrita de viagens era acerca de férias e confortos, e não de verdadeiras viagens e provações. Portanto, as próprias palavras «escrita de viagens» estavam aviltadas a ponto de detestar utilizá-las, mas que mais havia e como poderia eu recuperá-las?
O Grande Bazar Ferroviário de Paul Theroux (pág. 12)

Concordo plenamente com o autor.

viagem por áfrica de paul theroux

Outro livro de Paul Theroux que adorei. Neste o autor acaba por ser muito, mas muito mais crítico do que qualquer outro que li devido, naturalmente, à relação emocional com África.

Uma boa escolha para integrar a colecção Terra Incógnita.


Tradução de Maria José Figueiredo

obelisco inacabado de assuã

O obelisco inacabado de Assuã é um obelisco do Antigo Egito cuja extracção não foi concluída, provavelmente devido ao aparecimento de rachaduras na rocha. Está deitado de lado em uma grande pedreira de granito rosa a cerca de 2 km ao sul da cidade de Assuã, no Egito. O lado inferior não foi destacado da rocha devido ao abandono do projeto. Com quase 42 metros, teria sido o mais alto do mundo se tivesse sido completamente extraído e erguido. Seu peso é estimado em cerca de 1.200 toneladas. Acredita-se que remonta ao reinado do faraó Tutemés III e foi parte de um par de obeliscos cujo segundo exemplar, o Obelisco Laterano, originalmente localizado em Carnaque e agora em Roma, em frente à Arquibasílica de São João de Latrão. A área onde está localizado o obelisco foi declarada como um museu a céu aberto pelo governo egípcio e é visitada continuamente por milhares de turistas.

Wikipédia


O que mais me encantava em África era a circunstância de parecer inacabada, muda mais imponente, como o gigantesco obelisco da pedreira de Assuão – uma pedra bela e imperfeita incorporada na rocha, que se fosse erigida, teria uma altura de 15 metros; para mim, era o símbolo mais adequado da África que eu conhecia.

Viagem por África de Paul Theroux (página 392)

zanzibar

Zanzibar é nome dado ao conjunto de duas ilhas do Arquipélago de Zanzibar, ao largo da Tanzânia, na costa leste-africana, de que formam um estado semiautônomo daquele país. As duas ilhas são chamadas Unguja (em suaíli) ou Zanzibar e Pemba e estão separadas do continente pelo Canal de Zanzibar.

Wikipédia


Embora se elevasse sobre as águas num encanto de brancura, Zanzibar era urna ilha de vielas malcheirosas e muçulmanos mal–encarados.

Viagem por África de Paul Theroux (página 327)