Tag Archive for: paul theroux

regresso à patagónia de bruce chatwin e paul theroux

17 Jun
17.06.2019

Este pequeno livro raro e de culto resulta do encontro de dois dos mais importantes autores de literatura de viagens. Bruce Chatwin escreveu a obra de referência Na Patagónia, que Theroux levava em mente e na bagagem quando partiu para a Terra do Fogo na viagem que deu origem a The Old Patagonian Express (O Velho Expresso da Patagónia). Em Regresso à Patagónia reúnem-se textos dos dois autores, num guia relâmpago das histórias da região (segundo o The Independent), juntos em temas tão diversos quanto “Animais e pássaros estranhos” e “A perplexidade de Darwin”.

Quetzal Editores

Para ser sincero este livro não foi uma leitura que me divertiu por aí além. Os textos dos dois autores são um pequeno guia de histórias sobre a região. Enfim, uma referência bibliográfica.

Mas Paul Theroux ainda consegue escrever algumas frases que destoam e ainda bem.

no interior: “regresso à patagónia”

17 Jun
17.06.2019

Vinheta no interior do livro Regresso à Patagónia editado pela Quetzal.

16 Jun
16.06.2019 Não havia uma zona intermédia de estudo. Ou a vastidão do deserto ou a observação de uma pequena flor. Na Patagónia éramos obrigados a escolher entre o minúsculo e o interminável
Regresso à Patagónia de Bruce Chatwin e Paul Theroux (página 16)

06.2019

01 Jun
01.06.2019

As entradas para a pilha foram:

E:


Isto começa a assustar 🙂

Comparação com Janeiro.

terra incógnita

19 Mar
19.03.2019

Terra Incognita é o nome da nova coleção de literatura da Quetzal. Mais do que livros de viagens, com um formato especial, a Terra Incognita reúne títulos e autores que desprezam a ideia de turismo e fazem da viagem um modo de conhecimento. O relato de viagens é, provavelmente, o género literário mais comum desde o princípio dos tempos. Hoje, quando o mundo é um gigantesco ecrã onde tudo está já conhecido, a única coisa que nos resta é o espírito da viagem. Se já não vamos à procura do exótico e do belo, nem do irrepetível, esses livros transmitem uma sabedoria que nos devolve a ilusão e a alegria da viagem. Nada mais natural, portanto, do que uma coleção inteira e propositadamente dedicada ao tema – com estes livros, nenhum mapa vai ficar fora da nossa imaginação.

Quetzal Editores

Para quem, como eu, adora literatura de viagens e muito mais, esta será uma colecção imprescindível.

Já tenho na minha lista de compras os livros:

  • O Grande Bazar Ferroviário por Paul Theroux
  • Breviário Mediterrânico por Predrag Matvejevitch

A LISTA DO QUE JÁ FOI EDITADO [1]

  • O Grande Bazar Ferroviário de Paul Theroux
  • Breviário Mediterrânico de Predrag Matvejevitch
  • Banhos de Caldas e Águas Minerais de Ramalho Ortigão
  • Yoga para Pessoas que não Estão para Fazer Yoga de Geoff Dyer
  • Canto Nómada de Bruce Chatwin
  • Teoria da Viagem de Michel Onfray
  • Viagem por África de Paul Theroux

[1] a actualizar conforme os meus desejos

tradutor: antónio sabler

22 Fev
22.02.2019

António Sabler tradutor do livro “Sul Profundo” por Paul Theroux tem, segundo a minha opinião, uma vinheta personalizada.

Aqui está ela. Confirmação exige-se!

18 Jan
18.01.2019 Em vários livros, sempre que tem oportunidade, Paul Theroux diz mal das viagens de avião. Segundo a sua ideia, trata-se de uma forma artificial de viagem — um viajante a sério sente o chão, atravessa fronteiras terrestres e marítimas.
(…)
O tempo que passamos nos aviões não existe? Porquê? Objetiva, concreta e cientificamente existe — passa o relógio. O tempo apenas não existe quando o recusamos, quando não o sentimos, quando não fazemos nada com ele, quando não tentamos entendê-lo.
Viajar de avião é como chocar de encontro a uma parede — não é natural e não é para todos.
É preciso aprender a andar de avião.
O Caminho Imperfeito de José Luís Peixoto (páginas 121 e 122)

leituras em 2018

18 Dez
18.12.2018

Para me manter na crista da onda vou tentar listar, porque a vida também se faz de listas, alguns dos livros que me satisfizeram em 2018.

metade da vida de v. s. naipaul

12 Dez
12.12.2018

Metade da Vida é o primeiro livro que li de V. S. Naipaul, empurrado pelas leituras de Paul Theroux e foi uma leitura bastante agradável apesar de narrar a vida em tons de não viver da personagem Willie Somerset Chandran; personagem que vive naufragado numa vida infeliz.

a minha viagem de comboio

07 Dez
07.12.2018

Tendo não como referência Porto, mas a cidade onde habito decidi, impulsionado pelo artigo “A viagem de comboio mais longa do mundo começa em Portugal” fornecido pela colega Joana Matos, traçar a minha quase ideal viagem de comboio.

Com partida de Barcelos com destino a Viana do Castelo teria viajado 31,2 km. Aí poderia retomar a viagem com destino a Vigo-Guixar e seriam mais 91,1 km (total de 122,3 km). 

Em Vigo teria de me preparar para um viagem de mais de 6 horas até Madrid-Chamartin e para percorrer 610.3 km

Chegado aqui poderia optar pelo norte de França e ir encontrar Biarritz ou optar pelo sul de França e passear os olhos por Perpignan na Côte Vermeille. Ir a Paris seria uma opção cosmopolita, mas percorrer outros trilhos seria a minha escolha. Assim, teria um curto passeio (7,7 km) de Madrid-Chamartin a Madrid-Puerta de Atocha para apanhar o comboio até Perpignan numa viagem de 807,2 km. Depois de um total de 1.547,50 km teria já cruzado duas fronteiras e estaria em França – voilá!

Em Perpignan continuaria a utilizar as linhas mais perto do mar e passando por Montpellier Saint-Roch, Marseille Saint-Charles cruzaria a Côte d’Azur, a famosa French Riviera (Cannes, Nice), até mergulhar em Génova (Itália) numa viagem de 735,9 km

Em Itália o que escolher? Descer a bota até Brindisi e apanhar um ferry para Tirana? Ou esquecer Itália? O mais sensato para evitar a utilização ao indispensável de outros meios de transporte seria ir até Veneza. Escolha feita – comboio de Genova Piazza Principe até à estação de Venezia S. Lucia e seriam mais 404,1 km. Veneza local ideal para descansar até avançar para Trieste numa viagem de 153,1 km para, depois, arrancar para Zagreb (Croácia).


Deixei de parte, com tristeza, Istambul porque as suas linhas férreas em Turquia estão a sofrer desde 2004 uma mudança e como tal tem de ser feita uma viagem de autocarro e carro desde Halkali até Istambul. E se depois desejasse continuar até Ancara a solução seria apanhar um autocarro de Istambul até Pendik onde apanharia o comboio. Esta modernização implicou o encerramento da Estação Sirkeci desde Março de 2013.  A construção do túnel Marmaray tem sofrido constantes percalços, mas tem, actualmente, a data prevista de conclusão para finais deste ano.

O Expresso do Oriente (Paris-Viena-Budapeste-Bucareste-Istambul) esteve sempre fora de questão porque deixou de existir, passados 126 anos, em 12 de Dezembro de 2009.


Fim de parêntese. Nesta altura já teria passado por Espanha, França, Itália, Eslovénia (estação de  Ljubljana) e estaria na Croácia. Teria percorrido até então 3.103,20 km em dois dias.

E seria, aqui, em Zagreb [1] que poderia optar por ir até Moscovo para viajar no ainda funcional Expresso Transiberiano ou escolher uma viagem e uma paisagem menos agreste.

A escolher a primeira opção iria até Moscovo e percorrer ainda um total de 2.354,20 km, passando por Budapeste (Hungria) e Kiev (Ucrânia). Em Moscovo iria, então, por apenas 180,00€ , viajar na linha transiberiana, que continua a ser expandida, a bordo do Expresso Transiberiano (neste caso o Rossiya Trans-Siberian Train), num percurso até à cidade de Vladivostok. O mesmo trajecto feito por Paul Theroux narrado no livro “Comboio-Fantasma para o Oriente”. Seria uma viajem de 7 dias e de 9289,0 km

Teria no total viajado 14.750,90 km em 10 dias e despendido a quantia de 755,00€. 


A segunda opção [1] seria não seguir para Moscovo, mas visitar Baku, no Azerbaijão, localizada nas margens do Mar Cáspio. Baku, cidade que sonho visitar desde que li o livro “Baku, Últimos Dias” por Olivier Rolin e que acho ser uma das mais belas cidades do mundo.
Passaria, ainda, por Budapeste (Hungria) e Kiev (Ucrânia) Teria nesta opção viajado cerca de 4 dias desde Zagreb até Baku e percorrido 4.120 km. Teria viajado apenas 7.233,80 km em 6 dias e gasto a quantia de 983,00€. Viagem mais curta, mas curiosamente mais cara


1ª imagem retirada da wikipedia: a estação inicial da via férrea Transiberiana em Moscovo.
2ª imagem retirada do site The Real Russia: Rossiya, the Trans-Siberian railway, Russia

© 1999.2019 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera
beam me up, scotty!