Tag Archive for: paul theroux

obelisco inacabado de assuã

10 Dez
10.12.2019

O obelisco inacabado de Assuã é um obelisco do Antigo Egito cuja extracção não foi concluída, provavelmente devido ao aparecimento de rachaduras na rocha. Está deitado de lado em uma grande pedreira de granito rosa a cerca de 2 km ao sul da cidade de Assuã, no Egito. O lado inferior não foi destacado da rocha devido ao abandono do projeto. Com quase 42 metros, teria sido o mais alto do mundo se tivesse sido completamente extraído e erguido. Seu peso é estimado em cerca de 1.200 toneladas. Acredita-se que remonta ao reinado do faraó Tutemés III e foi parte de um par de obeliscos cujo segundo exemplar, o Obelisco Laterano, originalmente localizado em Carnaque e agora em Roma, em frente à Arquibasílica de São João de Latrão. A área onde está localizado o obelisco foi declarada como um museu a céu aberto pelo governo egípcio e é visitada continuamente por milhares de turistas.

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O que mais me encantava em África era a circunstância de parecer inacabada, muda mais imponente, como o gigantesco obelisco da pedreira de Assuão – uma pedra bela e imperfeita incorporada na rocha, que se fosse erigida, teria uma altura de 15 metros; para mim, era o símbolo mais adequado da África que eu conhecia.

Viagem por África de Paul Theroux (página 392)

zanzibar

09 Dez
09.12.2019

Zanzibar é nome dado ao conjunto de duas ilhas do Arquipélago de Zanzibar, ao largo da Tanzânia, na costa leste-africana, de que formam um estado semiautônomo daquele país. As duas ilhas são chamadas Unguja (em suaíli) ou Zanzibar e Pemba e estão separadas do continente pelo Canal de Zanzibar.

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Embora se elevasse sobre as águas num encanto de brancura, Zanzibar era urna ilha de vielas malcheirosas e muçulmanos mal–encarados.

Viagem por África de Paul Theroux (página 327)

09 Dez
09.12.2019 À semelhança daquelas pessoas que são de tal maneira pobres e oprimidas que perderam o respeito por si próprias e o sentido da vergonha, também as cidades africanas nem sequer pretendiam ser outra coisa senão enormes bairros de lata. Antigamente, cada cidade tinha um aspeto próprio; Nairobi tinha um estilo arquitetónico de casas de estuque com telhas, Kampala ostentava as suas harmoniosas colinas, Dar es Sallam era uma cidade colonial costeira, com edifícios de paredes grossas concebidos para protegerem do calor. Estes estilos conferiam às cidades uma atmosfera própria e uma aparência de ordem de que a esperança não estava completamente ausente.
Agora, todas as cidades se pareciam umas com as outras, porque um bairro de lata é um bairro de lata.
Viagem Por África de Paul Theroux (pág. 324)

flamingos no quênia

06 Dez
06.12.2019

Lago Nakuru é um dos três lagos inter-relacionados província do vale do Rift, no Quênia. Estes lagos são lar de 13 espécies de aves globalmente ameaçadas e algumas das diversidades de pássaro mais altas do mundo. Uma característica absolutamente incrível do Lago Nakuru são as grandes reuniões de flamingos. Durante esse fenómeno, é possível encontrar duas espécies diferentes de flamingos: o “Greater Flamingo” e o “Lesser Flamingo”.

wiki culturama
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Os lagos de soda, superficiais e corrosivos, situados perto de Naivasha e Nakuru, eram justificadamente famosos pelos seus flamingos. Os flamingos menores reuniam-se no lago Nakuru, os maiores no lago Natron. Avistei enormes manchas cor-de-rosa no lago Elmenteita: milhares de aves. Alimentavam-se nos seus baixios, de cabeça inclinada, fazendo oscilar os graciosos pescoços; arrastavam o bico pela água e picavam os alimentos.
Os turistas só viam estes pássaros encantadores e nada sabiam acerca do padre Kaiser ou das forças obscuras do Quénia que o tinham liquidado.

Viagem por África de Paul Theroux (página 245)

06 Dez
06.12.2019 (…) ambos afirmam igualmente que todo o auxílio é egoísta, que a fome em larga escala é bem recebida, por ser uma «oportunidade de crescimento», e que os anúncios para estimular donativos pouco mais são do que «pornografia da fome».
Viagem Por África de Paul Theroux (pág. 248)

03 Dez
03.12.2019 Vai-se até ao fim do mundo para se começar uma vida nova, pensa-se que se conseguiu e o passado acaba por nos invadir o presente, como um fugitivo disfarçado que é detetado por um velho inimigo. Fora feliz no seu anonimato, quando não passava de um homem branco no meio do mato. Agora, sentia-se nu.
Assim for Rimbaud em Harar.
Viagem Por África de Paul Theroux (pág. 144)

pirâmides núbias

02 Dez
02.12.2019
photographer: b n chagny

As Pirâmides núbias são estruturas piramidais que foram construídas pelos governantes do antigos reinos de Cuxe. Cerca de 255 pirâmides foram construídas em três regiões da Núbia durante um período de algumas centenas de anos para servir como túmulos para os reis e rainhas de Napata e Meroé. A primeira delas foi construída no local de el-Kurru, incluindo os túmulos de Cáchita e de seu filho Piiê, juntamente com os sucessores de Xabaca, Xabataca e Taraca. Quatorze pirâmides foram construídas para as suas rainhas, sendo que várias delas eram renomadas rainhas guerreiras. Isto pode ser comparado com cerca de 120 pirâmides muito maiores, que foram construídas no Egipto Antigo, durante um período de 3000 anos.

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As pirâmides sudanesas, vestígios funerários do reino de Cuxe, eram numerosas — cerca de 35, sobre uma plataforma de arenito. Mais pequenas e mais íngremes que as de Gizé, vistas ao pé parecem uma série e saleiros art déco, e um pouco mais ao longe uma fileira de presas de animais fixadas no maxilar da plataforma ossificada. Pilhas estriadas de areia castanho-dourada amontoavam-se de encontro às pirâmides e às capelas. A areia estava linda, brilhando ao pôr Sol, as enormes dunas escavadas nós cantos, como acontece à neve ao ser levada pelo vento e a imobilizar-se em formas improváveis em posições e suspensões esculpidas.

Viagem por África de Paul Theroux (págs 111 e 112 )

02 Dez
02.12.2019 A componente mais importante da minha satisfação era um prazer animal: o caráter longínquo do local, a grandiosidade das montanhas de cumes planos e dos penhascos rochosos, a luz do Sol e a vegetação rasteira, os camelos que mal se viam ao longe, o enorme céu, o vazio e o silêncio totais, pois as areias planas e solitárias estendiam-se a grandes distâncias em redor destas ruínas decadentes.
Viagem Por África de Paul Theroux (pág. 108)

27 Nov
27.11.2019 Fosse qual fosse o problema africano de que alguém se lembrasse, haveria certamente uma ONG a tratar dele, o que não significava que se estivesse a produzir uma solução. As ONG públicas e privadas pareciam transformar os problemas africanos em situações permanentes, ainda maiores e mais difíceis de resolver
Viagem Por África de Paul Theroux (pág. 87)

27 Nov
27.11.2019 — Uma mulher de Malakal disse-me: «Nesta região, ninguém ficou desfeito por uma mina antipessoal.» Mas depois um dos vizinhos disse-me que a vaca dessa mulher havia pisado uma mina, que tinha explodido. Então, a mulher disse: «Ah, sim, a minha vaca.» Numa guerra, a morte de uma vaca não quer dizer grande coisa.
Viagem Por África de Paul Theroux (pág. 86)
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