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príncipe dos espinhos de mark lawrence

15 Jun
15.06.2020

Ao longo de quatro anos, Jorg cresce no seio de batalhas sangrentas, amadurece em guerras impiedosas, torna-se um guerreiro cruel e vai ganhando o respeito dos seus irmãos até que se torna o seu líder. Agora, um reencontro vai levá-lo de volta ao castelo onde cresceu e ao pai que abandonou. O que vai encontrar não é o mesmo sítio idílico de que se lembra, mas o príncipe que agora retorna também não é mais a inocente criança de outrora, é o Príncipe dos Espinhos.
Com apenas 9 anos, numa emboscada planeada pelo inimigo para erradicar a descendência real, o príncipe Jorg Ancrath é atirado para dentro de um espinheiro, onde fica preso, com espinhos cravados na sua carne, a ver, impotente, a mãe e o irmão mais novo a serem brutalmente assassinados.
De alma destruída, sedento de sangue e de vingança, Jorg foge da sua vida luxuosa e junta-se a um bando de criminosos e mercenários, a quem passa a chamar de irmãos. Na sua mente há apenas um pensamento, matar o Conde de Renar, o responsável pelas mortes da mãe e do irmão, pelas suas cicatrizes e pela sua alma vazia.

Topseller

Depois de um planeta terra devastado por uma, aparente guerra nuclear, as pistas estão lá, surge milénios depois um mundo de fantasia dilacerado pela guerra. E é neste novo mundo medievo que a personagem Jorg Ancrath percorre o seu caminho de vingança.

Temos uma história bem cadenciada, violenta, até mais violenta do que a A Lâmina, na qual a crueldade é o prato do dia.

A personagem Jorg é amoral, e está bem acompanhado pelos seus “irmãos”, e apesar de ser cruel, maldita desejamos que vença. O mal tem de compensar… às vezes.

Gostei. Foi mais do que catita.

Tradução de Renato Carreira

rotinas

06 Fev
06.02.2020

Sou uma pessoa de rotinas e quando me deito, à hora do costume, gosto de ter pensamentos positivos. Não é que uma destas noites veio-me à memória um poema (?) lido há mais de 30 dias numa casa-de-banho em Coimbra. Foram minutos e minutos de gargalhadas. Ora veja-se:

A cagar fiz um charro
A cagar o acendi
A fumar caguei para ti.

a começar

22 Jan
22.01.2020

Quando apanho boleia para o meu local de trabalho gosto de esperar durante, cerca de, quinze minutos e aproveitar o tempo para ler. Assim estou preparado para o dia que se inicia. Se for a pé a deslocação é feita ao som da música. Momento para o pensamento divagar alegremente.

Se esta rotina se quebra será um dia maldito.

17 Jan
17.01.2020 Mas a feroz e desumana engrenagem da realidade priva-nos demasiado frequentemente de um outro bem: da solidão, da nossa necessidade de estarmos sós, a de vivermos pelo menos umas poucas vezes naquele faroeste do nosso coração em que somos por vezes realmente nós próprios apenas se estivermos sós, como o cowboy dos velhos westerns. Amar significa também compreender e proteger aquela solidão de que o outro precisa; compreender que ele ou ela pode querer almoçar fora de casa não só porque tem um banal e sempre respeitado almoço de trabalho que não ofende nenhum casamento, mas porque naquele dia precisa de estar unicamente com os seus pensamentos, com o seu vagabundear rafeiro, e perder-se.
Instantâneos de Claudio Magris (pág. 142)

31 Jul
31.07.2019 (…) Penso que nenhum homem argumentaria contra a ideia de que, se todo o pensamento consciente, toda a memória, toda a capacidade de raciocínio fossem momentaneamente erradicados da mente humana, o que ficaria seria puro e terrível.
(…)
Sabem, no fundo nada temos de Homo Sapiens. O nosso núcleo é a loucura. A instância primário é o assassínio.
Cell de Stephen King (página 219)

ler eis a questão…

12 Abr
12.04.2019

Sou leitor ouvinte muito antes de aprender a ler; já o sou desde que a minha mãe cantava histórias era eu projecto uterino de um futuro homem.

Depois de me apoderar do poder das palavras comecei a confrontar em singelo combate os livros. Na luta de virar páginas após páginas fui despejando abecedários em parada militar e ao som cadenciado do a ao z o meu pensamento esboça ontem e hoje rascunhos perfeitos de novos mundos e conhecimentos.

03 Abr
03.04.2019 No silêncio da floresta, tinha a sensação de que podia ouvir a passagem do tempo, a vida a passar. Uma pessoa parte, outra aparece. Um pensamento afasta-se e outro toma o seu lugar. Uma imagem despede-se e outra materializa-se. Com o acumular dos dias, também eu me desgastava e refazia. Nada permanecia parado. E o tempo perdia-se. Atrás de mim, o tempo esboroava-se em grãos de areia, que se dissolviam um após o outro. Fiquei ali sentado diante do buraco, ouvindo o som do tempo morrer.
A Morte do Comendador de Haruki Murakami (página 268, vol I)

de lado – 0052

06 Out
06.10.2017

Em que estás a pensar? Que raio de coisa, não posso ficar durante um tempo sem pensamentos? Tenho de arrotar sempre alguma coisa? Sim! Então aqui vai: Oops! Upa! Epa!

de lado – 0013

02 Abr
02.04.2017

Quando um minuto parece ter 60 segundos fico a pensar!

lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13.11.2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

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beam me up, scotty!