Tag Archive for: pensamento

de lado – 0052

06 Out
6.10.2017

Em que estás a pensar? Que raio de coisa, não posso ficar durante um tempo sem pensamentos? Tenho de arrotar sempre alguma coisa? Sim! Então aqui vai: Oops! Upa! Epa!

sobre o blog

19 Set
19.09.2017

porta VIII is my personal site. Grab a beer and sit tight. Are you comfortable? Take a look around to the new stuff and adventure trough the archives.
And if you want to know more about me, you will need another beer, belgium preferably and a lot of patience.
Why?
You will know as soon as you find out more about me.

This then? This is not a book. This is libel, slander, and defamation of character. This is not a book, in the ordinary sense of the word. No, this is a prolonged insult, a gob of spit in the face of Art, a kick in the pants to God, Man, Destiny, Time, Love, Beauty… what you will.

Henry Miller

Sou contra “ab ovo ad mala“.
Não defendo uma linha linear de pensamento. Não é minha intenção deificar qualquer tema e God is a theme nothing more.

eXiLe ZoNe aKa PoRTaViii já teve dois nomes. Quando iniciei a criação do site chamava-se exilezone. A mudança surge após a audição de um álbum, editado em 1994, do grupo Stoa, intitulado Porta VIII. A música de contornos góticos é sublime, majestosa, perturbadora; e é essa última qualidade que me prendeu. Se o titulo do álbum é simpático a fonte de inspiração é avassaladora: vai “beber” a um trabalho de Maurice Maeterlinck [1862-1949], premiado com o Prémio Nobel em 1911, Ariane et Barbeblue [1901].

Hoje regressa como porta VIII.

outras coisas; so to speak

outras coisas que são de alguma/muita relevância para mim e que aqui se encontram como que ordenadas.

outros locais de mim

cá me podem encontrar onde estou a percorrer o mesmo caminho; a arrotar bom dia, boa tarde, boa noite, e por vezes um até já.

…renúncia / disclaimer

algumas imagens/textos não são da minha autoria. quando isso acontece essa informação é fornecida.
a publicação dessas imagens/textos é apenas para fins informativos, sem fins lucrativos.
se por qualquer razão um autor achar que uma imagem/texto prejudica os seus interesses, agradeço que comunique isso ao autor do blog.

some images/texts are not my own. when this happens the information is provided.
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de lado – 0013

02 Abr
2.04.2017

Quando um minuto parece ter 60 segundos fico a pensar!

lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13.11.2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

[… an excerpt …]

encontros de literatura e banda desenhada – amazonas contemporâneas

18 Jan
18.01.2016

Estes encontros, compostos por quatro debates: 16, 19, 21 e 23 de Janeiro, estão integrados nas comemorações do 40º aniversário do ILCH e pretendem abordar a relação entre a literatura e a banda desenhada, ou como referiu o Prof. Manuel Curado na sua mágica intervenção “o que cola“.

No dia 16 tivemos: Herdeiras de Wonder Woman. As Amazonas na Ficção Popular Contemporânea

Desde a criação de Wonder Woman em 1941, abundam na ficção popular as mulheres que defendem pela força a liberdade de decidir o seu destino. Entre elas, contam-se Katniss Everdeen (Os Jogos da Fome) e Lisbeth Salander (Millenium. Os homens que odeiam as mulheres). Com Diogo Carvalho, exploramos os modos como estas personagens contribuem para a vitalidade e diversidade da nova mitologia das amazonas.

Hoje será: Maus, de Art Spiegelman. Um romance Gráfico do Holocausto

Um testemunho real de um sobrevivente de Auschwitz, é isto, entre muitas outras coisas que podemos encontrar neste romance gráfico de Art Spiegelman. Com Marie Manuelle Silva, abordamos as técnicas gráficas, os recursos narratológicos e as figuras estilísticas que o autor usa para representar o Holocausto de forma real e impactante, inscrevendo este estrondoso sucesso de público e de crítica em diferentes correntes da tradição literária e da tradição ilustrativa.

No dia 21 será: O Motivo do Herói Órfão. Oliver Twist e os Heróis da Banda Desenhada

Quantos heróis que conhecemos são, de uma ou outra forma, órfãos. Trata-se de uma lei ou de puro acaso? Tendo Oliver Twist de Dickens como ponto de partida e Margarida Pereira como convidada, iremos procurar na literatura a origem deste motivo presente na BD e nos Comics.

No dia 23 será: Para Além do Véu. Persépolis, de Marjane Satrapi

Conversamos com Said Jalali sobre o romance autobiográfico de Marjane Satrapi, Persépolis, que é o olhar de uma menina sobre as alterações radicais introduzidas pela revolução de 1979 na vida quotidiana da sociedade iraniana. Romance de formação escrito e desenhado num contexto de deslocamentos geopolíticos e geoculturais à escala global, Persépolis narra os exílios de Marjane – tanto fora como dentro do Irão.

Herdeiras de Wonder Woman. As Amazonas na Ficção Popular Contemporânea teve como convidado Diogo Carvalho.
Antes da sua apresentação foi nos oferecida uma mágica intervenção pelo Prof. Manuel Curado. Esta intervenção foi de tal forma intensa, poética que logo se percebeu que a noite ia ser em Grande. O Prof. Manuel Curado revelou sem sobressaltos e com um dialéctica argumentativa tão bem tecida a razão da literatura, nas suas mais diversas formas, nos invadir os sentidos desde sempre. O Prof. Manuel Curado provou ser o nec plus ultra do mágico das palavras e conseguiu deliciar-me ainda mais quando terminou o seu acto com as palavras “o diabo do espelho.

diogo carvalho

diogo carvalho

Diogo Carvalho, a razão que me dez deslocar a Braga, esteve perfeito a falar, sem papas na língua, sobre a Wonder Woman per si, falou nas mudanças no seu uniforme (como sinal dos tempos), os seus motivos como heroína, o seu protagonismo e a forma como foi/está actuando/actuar no universo de super-heróis. Conseguiu em poucas palavras contextualizar a sua criação, com doces e picantes pormenores. Falou do seu multifacetado criado, William Moulton Marston. Falou do presente e do futuro da Wonder Woman.

Quanto a Katniss Everdeen e Lisbeth Salander como amazonas herdeiras da Wonder Woman o que fica em resumo é que ambas são os Alpha das suas histórias. Como mulheres fazem, “e como colocar isto sem ofender, mas tendo de utilizar um cliché“, perguntava Diogo Carvalho, “um bom trabalho de homem. Ou melhor, um trabalho atribuído geralmente ao homem.”

Katniss Everdeen faz o que faz por amor à irmã, ofereceu-se como tributo, e acaba por agir sempre por estímulo. Perante um problema, age. Não cria problemas, mas encontra soluções por… impulso. E perante uma sociedade distópica, acaba por ser ela, pela sua perseverança, coragem, abnegação, a alavanca (“Deem-me um ponto de apoio e moverei a Terra.”) para derrubar o sistema por dentro – implosão.
Lisbeth Salander faz o que faz por vingança. Ao contrário de Katniss Everdeen, Lisbeth Salander perante uma situação adversa, raramente age por impulso. Tudo é planeado. Ela está por fora de um sistema deficiente, corrupto e as suas acções levam a que este expluda.

Foi colocada uma questão. Se elas são o que são ou fazem o que fazem por não estar presente a figura do pai – acho que a ideia da pergunta é esta (contudo, posso estar errado).
A pergunta é interessante e a resposta aceite é que em ambas o pai, pode ou ser o modelo ou a motivação para elas serem como são – fortes, independentes.
Quanto a Katniss Everdeen é fácil concluir que é a ausência do pai que a torna o que é uma Alpha. É ela a razão de a mãe e irmã estarem vivas.
Quanto a Lisbeth Salander foi a existência de um pai que a torna Alpha por competição e sobrevivência.

Se o papel poderia ter sido atribuído a um homem? Podia, mas o efeito não seria tão másculo.

Katniss Everdeen e Lisbeth Salander comprovam acima de tudo que qualquer ser humano consegue ser Homo homini lupus. Apenas são precisas certas circunstâncias, uma série de eventos catalisadoras da nossa natureza predatória.

Isto são pensamentos avulsos que fui tendo e que decidi agora transcrever.

Avalio positivamente o encontro. Adorei as conversas muito interessantes e estimulantes. Os alunos do Mestrado de Mediação Cultural e Literária estão de parabéns.

pensamentos de sanita versão 1.0.a

11 Jan
11.01.2012

# Será que um picheleiro pode ofender uma mulher dizendo “és uma porca solta!”
# Será que um carpinteiro pode ofender uma mulher dizendo “és uma lasca no dedo!”
# Será que um serralheiro pode ofender uma mulher dizendo “és uma limalha no olho!”

# E o mesmo informático que pode morrer afogado na praia gritando F1, F1 como pedido de ajuda, pode dar-se ao luxo de solicitar favores sexuais com a frase “gostava que acedesses ao meu disco duro.”

o fim do sr. y

15 Mai
15.05.2011

O livro capta a atenção logo nas primeiras páginas; o facto de ser narrado na primeira pessoa é importante para isso. Ariel Manto é a narradora de uma história delirante, caleidoscópica que entra num redemoinho assim que tem acesso à única cópia existente do livro, que escolheu para a sua tese de doutoramento,  “O Fim do Sr. Y” escrito por Thomas Lumas. E a partir desta descoberta temos outra pérola: um livro dentro de outro livro.

I didn’t notice Ariel Manto is an anagram of ‘I am not real’

Scarlett Thomas coloca-nos noutro plano e obriga-nos constantemente a pensar porque “O Fim do Sr. Y” não tem apenas uma história alucinante de aventura

Quando Ariel Manto descobre uma cópia do livro O Fim do Senhor Y numa loja de livros em segunda mão, nem consegue acreditar no que está a ver. Já tinha ouvido falar no seu autor, um cientista vitoriano de nome Thomas Lumas, e este é o seu livro mais famoso – e completamente raro. Muitos acreditam que contém uma maldição. Todos os que o leram, inclusive o próprio Lumas, desapareceram sem deixar rasto. Com o livro debaixo do braço, Ariel é empurrada para uma aventura onde fé, física, amor e morte se misturam.

o resumo

é um livro profundo e complexo que nos fala da alienação e da procura do saber; onde a linguagem, a moral, a ciência, o tempo, Derrida, o pensamento, Heidegger são questionados.

mulher e arma com guitarra espanhola

24 Jan
24.01.2011

– A situação tornou-se insuportável – disse ele, devagar. – Tentei reagir, mas não consegui. Experimentei outras mulheres. Você sabe como é, Maynard. Nos meus bons tempos, esquecia uma mulher procurando outra. Mas isso era nos meus bons tempos. Agora, só Nora me ocupava o pensamento. E quanto mais ela me atraiçoava, maior era o meu desejo dela, a minha paixão. Um estado patológico. Qual é o nome científico que isto tem?
– Parvoíce – disse eu.

página 23, Mulher e Arma com Guitarra Espanhola

 

Dinis Machado aka Dennis McShade ofereceu-me com “Mulher e Arma com Guitarra Espanhola” umas horas de boa diversão. Excelente.

Uma edição oportuna do Círculo de Leitores

como foi possível?

13 Out
13.10.2010

Como é que eu consegui crescer sem traumas sem um ovo Kinder oferecido pelo meu pai à saída da escola? Como consegui ultrapassar a puberdade sem o creme Clearasil? Como sobrevivi à entrada na vida adulta sem o Facebook, o Twitter, o Hi5, o Myspace? sem a rede 3G? sem o verbo “coisa” ou o verbo “tipo”?

Como foi possível? Ou vivo numa inocente ilusão e não tive uma doce e equilibrada infância, uma utópica adolescência, uma ultrapassagem tumultuosamente anárquica para os 18 anos?

Será por causa disso que sou obsessivamente metódico, que adoro banda desenhada, que mato sucessivamente nos meus contos personagens anónimas sem qualquer espécie de remorso? Será por esse engano do pensamento que planeio a médio/longo prazo? que optei por casar e não “me juntar”, que assumi ser duplamente pai? Será?

Tenho uma certeza. Continuo obcecado pela imagem daquele ovo Kinder exibido num spot publicitário. Vou refastelar-me emocionalmente com um ou dois por via das dúvidas.

dragon ball

11 Out
11.10.2010

Drangon Ball, versão manga, de Akira Toriyama é verdadeiramente delirante. Houve quem disse que é divertido?, mas isso é dizer pouco, o adequado é dizer-se delirantemente divertido ou até estupidamente divertido.
Fui dia 03.out à Fnac e à Bertrand e nada na manga – zero Dragon Ball; não estranhei.
Fui dia 10.out à Fnac e à Bertrand e nada na manga – zero Dragon Ball; estranhei e questionado o funcionário obteve a resposta que estavam em catálogo, mas que ainda não estavam em distribuição!!!!! uau.

Aborrecido, chateado caminhei em direcção aos sofás brancas que pululam pelo Braga Parque e a caminho dos ditos cujos passo por um quiosque de revista e pelo “canto do olho” vejo o volume 1 do Dragon Ball. Comprei-o com um sorriso brilhante no rosto, mas com pensamentos esquisitos. Que critérios de distribuição são estes?
Hoje visitei pela manhã o quiosque onde compro a bd Público/Asa e pumba lá estava o Dragon Ball?? Que critérios de distribuição são estes? Perguntei-me uma vez mais.

Esquisito, também, achou o meu filho ao ver-me a ler manga em português, “Compra o inglês que é melhor!” atirou-me à cara, “E é mais barato!“, continuou ele com os ataques. Eu apenas pensava nos critérios de distribuição.

Mas já falei da manga? Sim é verdadeiramente delirante.

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