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lol, camuflagem 11.1 – a abrir

Pediram-me para fazer lol ginecologista.
Aqui temos lol a ser forçado a abrir as pernas/braços.

lol, camouflage 8.0 – the steps

lol goes up the stairs … 1, 2, 3, 4, 34 … He is 10 meters above the ground – verticality. Once he reaches the platform he travels its six meters of length. Inhales, exhales, inhales, sighs. He turns his back. lol is standing perched on the edge of the platform. He takes a deep breath. He boosts himself and jumps. And so we see him travelling in seconds the distance to the water with his legs bent, glued to his chest and his arms holding his shins. At the last moment he opens himself up in such a disorderly manner that the aim of entering the liquid in blue at a 90 degree angle falls apart. He plummets (a perfect “belly-flop”) into the water in a cross position: arms open, legs open – X marks the SPLASH!

[… an excerpt …]

à noite

Encostado ao bar.
— Que gin têm? — perguntei.
— Apenas Bombay?
— Tens pepino?
— Não. Nem limão.
— Que pena! — retorqui pesarosamente exibindo em destaque o meu dedo mínimo direito.
— …
— Pode ser, então, um modesto gin tónico.

Sentado, numa zona ar livre, depois de descobrir a quantidade máxima de fumo que passivamente consigo fumar.
Aí fiquei a admirar a carne de vaca embalada com o mínimo de decoração; redução de custos? Ao ver as embalagens tão reveladores, algumas de forma assustadoramente com o prazo de validade mais que ultrapassado, este vosso caçador noctívago constatou que a carne não se torna tão apetitosa. A ausência da surpresa, a impossibilidade de desflorar o pacote, inibi-me o palato. Eu gosto de conquistar a caça, odeio quando me é, assim como que oferecida, ao desbarato.
Por este andar é menos custoso e muito mais seguro comprar a carne de vaca no mercado dos Feitos.

De pernas afastadas a segurar Nele.
Adorei o urinol em aço inox AISI 316 polido de alto brilho, de 2m30cm, no qual verti um longo e jactante jacto de urina. Ver reflectido, não obstante por apenas dois minutos, no espelho em inox o meu pénis foi gratificante. Raramente tenho a oportunidade de o Ver, mesmo que em imagem invertida, pois está constantemente a fazer perfurações em túneis sobreaquecidos e húmidos. Sei que tenho um ocupação de risco. Ser caçador it’s hard work, but someone has to do it. Termino acrescentando que hard work never killed anyone, exceptuando, no meu caso, alguns milhões de milhões de espermatozóides.

vazio? eis a questão!

Entrei na Trindade com destino a Vila de Conde. O metro quando chegou à estação da Fonte de Cuco estava completamente cheio; transpirava pessoas por tudo o que era sítio.

Corria tudo bem, estava a curtir uma boa leitura e uma doce música, até entrar um velhote na estação de Esposade que petrificou o olhos em cima de mim; o olhar suplicava o meu lugar. Que cena! Dirigi a vista para os lados e não pude deixar de constatar que estavam no compartimento pessoas mais novas do que eu. Que fossem elas a ceder o lugar. Hoje em dia há cada marado.

Mais um solavanco e foi com dificuldade que o velhote se aguentou a pé, apesar de estar abraçado a um varão. Vi-lhe gotas de suor a escorrer pela cara; só faltava o sujeito ter agora um ataque de coração. A agravar o clima os olhos do homem continuavam acampados em mim. Haja paciência! O tipo não vê que a carruagem está repleta de adolescentes bexigosos. Porque não os encara ao estilo Bambi?

Fiquei tentado a levantar-me quando percebi que o velhote até podia ser o meu pai. Se, assim fosse, eu gostaria que alguém lhe tivesse cedido o lugar. Cruzei e descruzei as pernas com a ideia de que, possivelmente, mesmo que remotamente, poderia estar a ser um sacana – ele podia ser o meu pai!

Ele podia ser o meu…, no segundo momento em que este pensamento me ocorreu tive a epifania que resolveu os problemas morais que estava a sentir; a constatação de que em situação semelhante, o mais certo, era o meu pai não ter alguém a ceder-lhe o lugar porque existirá sempre um filho-da-puta como eu. Fiquei com o espírito sossegado, encerrei as pálpebras para apreciar devidamente a Icarus Dream Suite Op. 4 de Yngwie Malmsteen que começou a invadir-me os ouvidos.

asgard: pied-de-fer (tome 1)

“Asgard tome 1: Pied-de-fer” de Xavier Dorison (argumento), Ralph Meyer (desenhos) é um álbum, simplesmente, BRUTAL!
Ambos os autores, que já tinham colaborado na série XIII, álbum “O Mangusto” (La Mangouste, 2008) editado entre nós pela ASA na coleção Os Incontornáveis da Banda Desenhada, oferecem um obra de grande qualidade a todos os níveis.

Asgard, a personagem principal, nasceu imperfeito?, uma das pernas apenas tinha a coxa, e deveria ter sido morto pelo seu pai. Este recusou e batizou-o com o nome da terra dos deuses. Asgard não podendo ser guerreiro tornou-se um caçador de monstros.

É um álbum cheio de personagens fortes, com pranchas de enorme beleza, especialmente as de batalha, que não não vai deixar ninguém indiferente.

História lida nas revistas: L’Immanquable N° 13 e 14

a ressaca 2

O filho de ainda 13 anos (faz dia 24.12 14 anos de idade) andou a morder-me as pernas para ver a Ressaca II. O meu comentário é simples…




aí está o meu comentário.

que ousadia! (excerto)

Acordei com a mão esquerda a segurar os tomates. Nada de anormal este meu acordar; gosto de coçar, acariciar os meus tomates (poderia dizer testículos, mas essa palavra transmite uma ideia de inocência; e os meus tomates são tudo menos inocentes) – gosto de os sentir como contrafortes de um membro que mesmo em hibernação revela respeito.

Saí do sono verdadeiramente satisfeito, a abraçar de braços abertos as minhas almofadas king size Reykjavik-Eider em seda e com metade do corpo acariciado por um edredão Jon Sveinsson; não sou pessoa de gostos elitistas, mas gosto de me vestir com a cama – será um fetiche?

A noite anterior foi economicamente produtiva; até, para variar, sexualmente angustiante; e enquanto depenicava a ponta do pénis a lembrança tornou-se clara.

Seguindo a recomendação de uma cliente habitual aceitei marcar uma noite para a sua amiga necessitada de alguma “distracção”; garantiu-me, “Ela é muito linda.”

A amiga de nome Adalgisa, contrariando a minha sugestão reservou o quarto num hotel que eu desconhecia. Insisti um pouco pois gostava da familiaridade dos meus locais de nidificação, mas perante a sua exigência ou atrevimento? cedi – quem era capaz de pagar pelos meus serviços bem que podia ficar com a ideia de que gozava de algum domínio.

Pelas 21h00, utilizei o elevador, subi ao sétimo piso do hotel e bati à porta do quarto 701 imitando com o melhor empenho possível as quatro primeiras notas do primeiro movimento da 5ª de Beethoven; a batida secreta. Entrei a encarar arregalado (ainda sou susceptível a surpresas) para uma pouco comum máscara veneziana bauta feita de papel machê, de cor ocre, preta e dourada, decorada na testa com um medalhão de ouro e com plumas que ocultava o rosto da minha Adalgisa; o corpo estava vestido com uma longa capa preta que cobria a totalidade do corpo – todo o quadro era iluminado apenas pelas luzes do corredor; a única luz existente no quarto soprava de uma vela. Enquanto fechava a porta não pude deixar de pensar nas palavras “Ela é muito linda.” Seria? A dúvida foi, momentaneamente, relegada para segundo plano quando ordenou “Deite-se de costas na cama. ” “Ah!” “Como pode ver há ali uma cama.” A Adalgisa mordia!

informações: apenas um extracto da história

theme: footwear

Just to be a simple observation the photograph “cores, uma fotografia” was number one on the theme “footwear” of the vfxy photos site.

It is always good even if it is a anonymous recognition. My self-esteem thanks without repudiation. And truth be told is a nice picture of two beautiful socks and of course, two shapely legs.
I am fortunate (a humble photographer) because I’ve beside me someone who has good body arguments.

scutigera coleoptrata

Scutigera coleoptrata is a small, typically yellowish-grey centipede with up to 15 pairs of long legs. Originating in the Mediterranean region, the species has spread to other parts of the world, where it can live in human homes, thus gaining the name house centipede. It is an insectivore; it kills and eats other arthropods, such as insects and arachnids

Wikipédia

a ausência

mas com dobras..

Ontem sentado na cadeira pouco confortável do meu local de trabalho ao trocar as pernas de posição olhei e, o mais importante, reparei – porque muitas das vezes olho e não reparo, como quando olho para o relógio para descobrir que horas são e logo de seguida tenho de fazer o mesmo porque não tomei mentalmente nota das horas – que as minhas calças de ganga não tinham uma dobra tão característica de todas as calças que visto desde miúdo.

Mesmo quando vestia fato completo as calças tinham sempre dobra. E o mesmo aconteceu quando passei a vestir apenas calças de ganga. Porque desde que fechei um negócio na vacaria de um cliente e descobri que estava de fato, não apenas do meio de vacas leiteiras, mas também de autênticos montículos de merda fumegantes, a explicar a um cliente de galochas cheias de bosta, peito peludo, unhas pretas e incrustadas de terra, a vantagem do meu pacote de seguros, decidi aderir a uma vestimenta mais informal, mas com dobras.

Por isso a ausência da dobra congelou-me o pensar. Não encontrei uma explicação para o NÃO no pormenor. Lá acabei, que remédio, por dobrar as extremidades das calças. Mas, e já, no final do dia as duas dobras revelaram-se enfraquecidas porque se desfizeram. Mentalmente registei que tinha de as domar. Um lavagem dolorosa será a solução.