Tag Archive for: peso

obelisco inacabado de assuã

10 Dez
10.12.2019

O obelisco inacabado de Assuã é um obelisco do Antigo Egito cuja extracção não foi concluída, provavelmente devido ao aparecimento de rachaduras na rocha. Está deitado de lado em uma grande pedreira de granito rosa a cerca de 2 km ao sul da cidade de Assuã, no Egito. O lado inferior não foi destacado da rocha devido ao abandono do projeto. Com quase 42 metros, teria sido o mais alto do mundo se tivesse sido completamente extraído e erguido. Seu peso é estimado em cerca de 1.200 toneladas. Acredita-se que remonta ao reinado do faraó Tutemés III e foi parte de um par de obeliscos cujo segundo exemplar, o Obelisco Laterano, originalmente localizado em Carnaque e agora em Roma, em frente à Arquibasílica de São João de Latrão. A área onde está localizado o obelisco foi declarada como um museu a céu aberto pelo governo egípcio e é visitada continuamente por milhares de turistas.

Wikipédia

O que mais me encantava em África era a circunstância de parecer inacabada, muda mais imponente, como o gigantesco obelisco da pedreira de Assuão – uma pedra bela e imperfeita incorporada na rocha, que se fosse erigida, teria uma altura de 15 metros; para mim, era o símbolo mais adequado da África que eu conhecia.

Viagem por África de Paul Theroux (página 392)

a dance with dragons

22 Mai
22.05.2015

Tenho este livro, A Dance with Dragons, para ler desde 2011. Li os primeiros 4 livros de uma assentada com um grande prazer. Depois esperei pacientemente pelo lançamento do quinto volume. Assim que esteve disponível comprei a versão original e comecei de imediato a sua leitura.

A questão é que até ao dia de hoje ainda não finalizei o livro e não estou, também, a visualizar a série – deixei de a ver na temporada 3 (salvo erro).

O motivo que me leva a não pegar no livro e retomar a sua leitura está envolto na penumbra: ou é o peso, mais pesado que um tijolo, ou o número de páginas, são 1152, ou apenas o não ter, realmente, paciência para histórias que se prolongam ad eternum.

São mais pensamentos avulsos ou diários de sanita.

overweight

13 Mar
13.03.2014

She knew she was overweight when the toilet bowl broke 10s after she had sat on it.

from the perverse mind of paulo brito

chocolate

10 Out
10.10.2012

— Comeste chocolate?
— Como sabes?
— O teu hálito cheira a chocolate.
— Ah! Sim comi.
— Nem foste capaz de negar.
— Queres que seja mentiroso? Tu é que compras o chocolate. Tentas-me.
— Sim, sou eu que compro o chocolate, mas eu sou magra. E além do mais estava escondido.
— Escondido? Que grande esconderijo, à frente das bolachas. Conclusão, sou gordo e guloso. E o facto de seres magra dá-te direito a comeres só tu o chocolate? E toda esta revolta por causa de 100 gramas de chocolate. Insultas-me.
— Insultos? Não és gordo?
— Claro que não sou gordo, tenho é excesso de peso.
— Pois é isso mesmo… e não foste guloso em comer todoooo o chocolate?
— Claro que não, fui oportunista. A oportunidade faz o comilão.
— Tens razão não és gordo nem guloso… és um chato do caraças. Xiça.
— Não digo que não. Quando vais comprar e esconder mais chocolate?
— Apaga a luz e dorme.

O exemplo possível de uma conversa com uma pessoa que não saiba partilhar chocolate.

com rodinhas

07 Mai
07.05.2012

Durante o 1º ciclo e o 2º ciclo é permitido aos alunos usarem pastas escolares com rodinhas; está dentro da moda autorizada.

No decorrer do 3º ciclo e até terminarem o secundário o uso de pasta com rodinhas é podre e só um verdadeiro azeiteiro as usa. Vade retro Satana às rodinhas. As pastas são, agora, exibidas em costas curvadas sobre o peso de 20 quilos de material escolar – ufa.

Mas as rodinhas são pacientes! E sabem manter-se em estado latente, como alguns animais do deserto australiano que podem esperar durante anos pela chuva.

E eis que quando menos se espera começam novamente, pois claro, a pulular rodinhas que premiando a entrada dos alunos no ensino superior aparecem em malas de viagem.

os escolhidos: maio, 2011

21 Jun
21.06.2011
  1. Passado que é mais um ano cá me encontro a percorrer o mesmo caminho; a arrotar bom dia, boa tarde, boa noite. Estou a ficar farto
  2. há mulheres mesmo muito boas… mas que são de plástico.
  3. está a ficar calor. e ela está começar a morder as unhas das mãos.
  4. foi-me dito que “hoje em dia tudo tem um preço; até as putas!”
  5. e lá estava ela (sim ela) hipnotizada a olhar para a estrelas do monitor enquanto coça a barbicha disfarçada por uma mal depilação.
  6. continua a chover; e eu que estive a pensar em vestir o meu lindo kilt.
  7. alguém é suficientemente suicida para dizer à mulher/amante que está com um ligeiro (pequeno, minúsculo) excesso de peso?
  8. vou escrever uma coisa muito, mas muito intima, mesmo, mesmo ora leiam: hoje sinto-me adocicado
  9. acordei mesmo agora. bastou colocar os óculos.
  10. e o dedo furava-lhe o queixo com aquela unha suja que usava para tirar cera das orelhas
  11. era chamado de urso sempre que ela se abafava naquele corpo felpudo. uma catarse de pêlo
  12. que inveja tenho daquelas mulheres que milagrosamente perdem peso passados que são 9 meses; eu continuo constantemente grávido!
  13. o lápis ameaçava uma imaculada folha branca com um risco. é um lápis anarquista. se ao menos fosse para escrever um poema.
  14. se os economistas se dedicassem a fazer desenhos o mundo seria um melhor lugar para viver
  15. fui acusado de não ter papas na língua! eu por acaso tenho culpa de ter sido treinado pela minha mãe a papar tudo e a não deixar nada?
  16. a aturar o canal panda. a filha faz desenhos. vê televisão. já é um sistema operativo multi-tarefa
  17. dizem-me que sou complicado; uma decisão rápida: entre o vodka martini e o dry martini vou por este último. sou de escolhas fáceis
  18. chegaram à conclusão que não sou maluquinho; sou mesmo doido.
  19. um bêbedo é como um pombo-correio sabe sempre o caminho para o pombal.
  20. chovia… um vizinho perguntou se não era melhor atravessar a rua a correr para se abrigar. respondi que assim se molhava mais rápido.
  21. Margarida, qual é a pessoa mais doida que conheces?, perguntei. És tu pai. E a seguir a mim?. Só tu pai, só tu é que és doido.
  22. ele não é simplesmente um chato; é um verdadeiro asno. zurra.
  23. existem pessoas que deixam crescer a barba por desleixo; eu não – a minha sobeja por uma questão de estilo. okay! fiquem bem.
  24. há visitas a blogs ao estilo “prostituta” – entram, e saiem satisfatoriamente anónimos.
  25. outras há ao estilo “coito interrompido” – antes de entrar já estavam de saída!
  26. ela puxava o lábio superior até o nariz beber da humidade labial; os dentes revelam-se em toda a sua magia amarela
  27. não me está a acontecer nada de especial. mas achei, apesar de tudo, dar a conhecer esta irrelevância.

from the perverse mind of paulo brito

para quando mais?

27 Ago
27.08.2010

Acumulei nas férias algum correio não solicitado a aconselhar redução de peso (como?), pirâmides milagrosas, aquisição de revistas com 60% sobre o preço da banca, colchões magnéticos, curas contra inveja, etc…

O que fiz perante esta ocupação abusiva da minha caixa de correio, assim tão vilipendiada? Rasguei os papéis? Reciclei-os? Requisitei algum produto? Solicitei qualquer serviço? Não.

O mais giro, apetitoso, delirante, maquiavélico é que todos os envelopes continham um lindo, simples, puro envelope RSF (Resposta Sem Franquia); aqueles envelopes que sabemos ao terem escrito RSF bastam ser colocados no marco do correio – o pormenor de saber que alguém vai pagar o envio de nada cria-me uma sensação de satisfação um pouco pecaminosa. E, como tal, diligentemente preenchi com que o me foi enviado os envelopes RSF e meti-os no marco do correio.

Só de imaginar as expressões, as emoções da pessoa que abriu cada um dos envelopes e descobrir imaculado o lixo que me enviou enche-me o peito de orgulho e a mente de elucubrações mágicas.

quem é?

14 Out
14.10.2009

Ultimamente à eterna pergunta “Quem é gordo?” a minha filhota tem respondido “És tu!” O motivo é simples, não existindo na sua rede social termo corporal de comparação o meu perímetro abdominal combinado com 1,81m de altura é para os seus neurónios em franco desenvolvimento a resposta. Quando ela privava com outra pessoa volumetricamente composta eu seria incontestavelmente o forte. Agora que essa pessoa atingiu o patamar mitológico – sabemos que existiu, não sabemos se existe – eu sou anatematizado por 1m de altura, 15 quilos de peso.

A solução extrema teve o seu inicio no dia 8 de Outubro de 2009. É uma data dolorosa para mim. Iniciei seriamente uma demonstração impiedosa de expulsão temporária de activos. Esta expulsão teve, contudo, uma pausa ontem. No dia da minha dádiva trimestral de sangue tive de ingerir duas bolachas açucaradas e um sumo de pêssego doce, mas foi por uma doce boa causa.

a diaba

25 Set
25.09.2009

Ontem a minha filha irrompeu pelo escritório enquanto atendia um cliente e amigo. Atirou-me um beijo e seguiu para casa com a mãe.
O Hugo lá me perguntou se ela ainda tinha as pilhas carregadas. Embasbaquei porque não soube o que lhe responder. Acabei por dizer que era uma autêntica diaba. Uma linda diaba, convenhamos. Uma marota. Um amor. Um desastre ambulante. A causa da família não ir comer fora como habitualmente. Nunca sabemos como vai correr. A razão dos meus cabelos brancos. Do meu aumento de peso – okay esta é demasiado forçada. Umas vezes adormece às 21.00, outras às 01.00. É uma incógnita perfeita e absoluta. Terminei dizendo que não há palavras para descrever o amor que ela é. O “terror” que ela é.

Pela noitinha ao passear pelo corredor reparei no Doutor Fausto de Thomas Mann e recordei-me da conversa e da impossibilidade em descrever por palavras o comportamento da minha filha.
Aventurei-me de seguida a procurar o “amoroso” diálogo de Adrian Leverküh (Fausto) com ELE [diabo].

(…) Informai-me! Como é que se vive na casa do Cão-Tinhoso? Que destino terá na espelunca aquele que se congraçou convosco?
ELE (dando uma gargalhada aguda, cascateante) (…) no fundo, não é fácil falar acerca disso, quer dizer, na verdade, não se pode falar disso de maneira nenhuma, porque o essencial não se ajusta inteiramente às palavras. A gente pode empregar e fabricar muitas palavras, mas todas elas são apenas substitutos; fazem as vezes de nomes que não existem, não lhes cabe pretender designar o que é totalmente impossível de definir e qualificar por meio de palavras. A volúpia secreta, a segurança do Inferno, consiste precisamente no facto de eler ser indefenível e conservar-se impenetrável às tentativas da língua; consiste no facto de ele se limitar a existir, sem que seja possível denunciá-lo aos jornais (…) Denominações tais como «subterrâneo», «cave», «muros espessos», «ausência de ruídos», «olvido», «desesperança» não passam de fracos simbolos, e, meu prezado amigo, convém, portanto que se contente com symbolis quem quiser falar do Inferno, uma vez que lá se acaba tudo – não só a palavra indicadora, mas tudo, tudo, simplesmente! (…) é penoso falar destas coisas que se passam muito além e fora da língua, a qual não tem nada a ver com elas e não as consegue interpretar; motivo porque nunca sabe claramente que forma de tempo dever usar a seu respeito e então escolhe o futuro, como solução de emergência, dizendo: «Ali haverá gemido e ranger dos dentes.» Bem, estes são alguns termos onomatopaicos, seleccionados em domínios bastante remotos do idioma, mas, mesmo assim, apenas símbolos fracos, sem relação autêntica com aquilo que «ali haverá» (…)

Doutor Fausto, ed. Círculo Leitores, 1991, págs. 285 e 286

o jogo final

02 Jan
02.01.2009

– Você perdeu peso.
– Um tipo de stress aumenta-nos o peso, outro reduz. Sou uma criatura de químicos.

directamente da página 277

Eu gostava de sofrer do stress que reduz o peso para continuar a comer sem stress.
Mas sou, como sempre, vítima, até na escolha das palavras, inocente de uma qualquer desconhecida circunstância.

O Jogo Final, Orson Scott Card // título original: Ender’s Game // editor: Editorial Presença, Colecção Viajantes no Tempo, 1ª edição (jan.2003) // tradução: Luís Santos // capa: Ana Espadinha // isbn: 972-23-2973-1

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