Tag Archive for: peso

a dance with dragons

22 Mai
22.05.2015

Tenho este livro, A Dance with Dragons, para ler desde 2011. Li os primeiros 4 livros de uma assentada com um grande prazer. Depois esperei pacientemente pelo lançamento do quinto volume. Assim que esteve disponível comprei a versão original e comecei de imediato a sua leitura.

A questão é que até ao dia de hoje ainda não finalizei o livro e não estou, também, a visualizar a série – deixei de a ver na temporada 3 (salvo erro).

O motivo que me leva a não pegar no livro e retomar a sua leitura está envolto na penumbra: ou é o peso, mais pesado que um tijolo, ou o número de páginas, são 1152, ou apenas o não ter, realmente, paciência para histórias que se prolongam ad eternum.

São mais pensamentos avulsos ou diários de sanita.

overweight

13 Mar
13.03.2014

She knew she was overweight when the toilet bowl broke 10s after she had sat on it.

from the perverse mind of paulo brito

chocolate

10 Out
10.10.2012

— Comeste chocolate?
— Como sabes?
— O teu hálito cheira a chocolate.
— Ah! Sim comi.
— Nem foste capaz de negar.
— Queres que seja mentiroso? Tu é que compras o chocolate. Tentas-me.
— Sim, sou eu que compro o chocolate, mas eu sou magra. E além do mais estava escondido.
— Escondido? Que grande esconderijo, à frente das bolachas. Conclusão, sou gordo e guloso. E o facto de seres magra dá-te direito a comeres só tu o chocolate? E toda esta revolta por causa de 100 gramas de chocolate. Insultas-me.
— Insultos? Não és gordo?
— Claro que não sou gordo, tenho é excesso de peso.
— Pois é isso mesmo… e não foste guloso em comer todoooo o chocolate?
— Claro que não, fui oportunista. A oportunidade faz o comilão.
— Tens razão não és gordo nem guloso… és um chato do caraças. Xiça.
— Não digo que não. Quando vais comprar e esconder mais chocolate?
— Apaga a luz e dorme.

O exemplo possível de uma conversa com uma pessoa que não saiba partilhar chocolate.

com rodinhas

07 Mai
07.05.2012

Durante o 1º ciclo e o 2º ciclo é permitido aos alunos usarem pastas escolares com rodinhas; está dentro da moda autorizada.

No decorrer do 3º ciclo e até terminarem o secundário o uso de pasta com rodinhas é podre e só um verdadeiro azeiteiro as usa. Vade retro Satana às rodinhas. As pastas são, agora, exibidas em costas curvadas sobre o peso de 20 quilos de material escolar – ufa.

Mas as rodinhas são pacientes! E sabem manter-se em estado latente, como alguns animais do deserto australiano que podem esperar durante anos pela chuva.

E eis que quando menos se espera começam novamente, pois claro, a pulular rodinhas que premiando a entrada dos alunos no ensino superior aparecem em malas de viagem.

para quando mais?

27 Ago
27.08.2010

Acumulei nas férias algum correio não solicitado a aconselhar redução de peso (como?), pirâmides milagrosas, aquisição de revistas com 60% sobre o preço da banca, colchões magnéticos, curas contra inveja, etc…

O que fiz perante esta ocupação abusiva da minha caixa de correio, assim tão vilipendiada? Rasguei os papéis? Reciclei-os? Requisitei algum produto? Solicitei qualquer serviço? Não.

O mais giro, apetitoso, delirante, maquiavélico é que todos os envelopes continham um lindo, simples, puro envelope RSF (Resposta Sem Franquia); aqueles envelopes que sabemos ao terem escrito RSF bastam ser colocados no marco do correio – o pormenor de saber que alguém vai pagar o envio de nada cria-me uma sensação de satisfação um pouco pecaminosa. E, como tal, diligentemente preenchi com que o me foi enviado os envelopes RSF e meti-os no marco do correio.

Só de imaginar as expressões, as emoções da pessoa que abriu cada um dos envelopes e descobrir imaculado o lixo que me enviou enche-me o peito de orgulho e a mente de elucubrações mágicas.

quem é?

14 Out
14.10.2009

Ultimamente à eterna pergunta “Quem é gordo?” a minha filhota tem respondido “És tu!” O motivo é simples, não existindo na sua rede social termo corporal de comparação o meu perímetro abdominal combinado com 1,81m de altura é para os seus neurónios em franco desenvolvimento a resposta. Quando ela privava com outra pessoa volumetricamente composta eu seria incontestavelmente o forte. Agora que essa pessoa atingiu o patamar mitológico – sabemos que existiu, não sabemos se existe – eu sou anatematizado por 1m de altura, 15 quilos de peso.

A solução extrema teve o seu inicio no dia 8 de Outubro de 2009. É uma data dolorosa para mim. Iniciei seriamente uma demonstração impiedosa de expulsão temporária de activos. Esta expulsão teve, contudo, uma pausa ontem. No dia da minha dádiva trimestral de sangue tive de ingerir duas bolachas açucaradas e um sumo de pêssego doce, mas foi por uma doce boa causa.

a diaba

25 Set
25.09.2009

Ontem a minha filha irrompeu pelo escritório enquanto atendia um cliente e amigo. Atirou-me um beijo e seguiu para casa com a mãe.
O Hugo lá me perguntou se ela ainda tinha as pilhas carregadas. Embasbaquei porque não soube o que lhe responder. Acabei por dizer que era uma autêntica diaba. Uma linda diaba, convenhamos. Uma marota. Um amor. Um desastre ambulante. A causa da família não ir comer fora como habitualmente. Nunca sabemos como vai correr. A razão dos meus cabelos brancos. Do meu aumento de peso – okay esta é demasiado forçada. Umas vezes adormece às 21.00, outras às 01.00. É uma incógnita perfeita e absoluta. Terminei dizendo que não há palavras para descrever o amor que ela é. O “terror” que ela é.

Pela noitinha ao passear pelo corredor reparei no Doutor Fausto de Thomas Mann e recordei-me da conversa e da impossibilidade em descrever por palavras o comportamento da minha filha.
Aventurei-me de seguida a procurar o “amoroso” diálogo de Adrian Leverküh (Fausto) com ELE [diabo].

(…) Informai-me! Como é que se vive na casa do Cão-Tinhoso? Que destino terá na espelunca aquele que se congraçou convosco?
ELE (dando uma gargalhada aguda, cascateante) (…) no fundo, não é fácil falar acerca disso, quer dizer, na verdade, não se pode falar disso de maneira nenhuma, porque o essencial não se ajusta inteiramente às palavras. A gente pode empregar e fabricar muitas palavras, mas todas elas são apenas substitutos; fazem as vezes de nomes que não existem, não lhes cabe pretender designar o que é totalmente impossível de definir e qualificar por meio de palavras. A volúpia secreta, a segurança do Inferno, consiste precisamente no facto de eler ser indefenível e conservar-se impenetrável às tentativas da língua; consiste no facto de ele se limitar a existir, sem que seja possível denunciá-lo aos jornais (…) Denominações tais como «subterrâneo», «cave», «muros espessos», «ausência de ruídos», «olvido», «desesperança» não passam de fracos simbolos, e, meu prezado amigo, convém, portanto que se contente com symbolis quem quiser falar do Inferno, uma vez que lá se acaba tudo – não só a palavra indicadora, mas tudo, tudo, simplesmente! (…) é penoso falar destas coisas que se passam muito além e fora da língua, a qual não tem nada a ver com elas e não as consegue interpretar; motivo porque nunca sabe claramente que forma de tempo dever usar a seu respeito e então escolhe o futuro, como solução de emergência, dizendo: «Ali haverá gemido e ranger dos dentes.» Bem, estes são alguns termos onomatopaicos, seleccionados em domínios bastante remotos do idioma, mas, mesmo assim, apenas símbolos fracos, sem relação autêntica com aquilo que «ali haverá» (…)

Doutor Fausto, ed. Círculo Leitores, 1991, págs. 285 e 286

o jogo final

02 Jan
02.01.2009

– Você perdeu peso.
– Um tipo de stress aumenta-nos o peso, outro reduz. Sou uma criatura de químicos.

directamente da página 277

Eu gostava de sofrer do stress que reduz o peso para continuar a comer sem stress.
Mas sou, como sempre, vítima, até na escolha das palavras, inocente de uma qualquer desconhecida circunstância.

O Jogo Final, Orson Scott Card // título original: Ender’s Game // editor: Editorial Presença, Colecção Viajantes no Tempo, 1ª edição (jan.2003) // tradução: Luís Santos // capa: Ana Espadinha // isbn: 972-23-2973-1

the newest and most exciting fat loss product available

01 Jul
01.07.2008

Introducing Strechiado, the ultimate product for weight loss. The greatest thing is that Strechiado improves the quality of your life, making you crave food less, giving you better mood and eliminating the extra weight.

Did you know obesity kills more and more people every year? We know you hate the extra pounds, the ugly look and the social stigmata attached to fat people. Moreover, you can barely do anything about the terrible eating habits of yours. This all sounds familiar? Then we have something for you.

The Huffington Post

como se pode melhorar a perfeição?

29 Abr
29.04.2008

aviso à navegação: com o objectivo de proteger a sua sanidade mental uso o estilo kafkiano e identifico-o apenas como p.

está decidido. apesar de não ter o volume de wizard p. e quando falo na sua redondeza não é em sentido critico. é apenas uma constatação. simples. singela. e ele é como é e eu sou eu. sem discussão. ponto final. e sobre a forma cilíndrica de sir p. haveria muito a dizer. haveria muito que rir. que gracejar. falo em p. para se compreender a diferença de formas. mas já chega. agora é altura de escrever sobre a minha figura. não sendo uma pessoa exageradamente pesada sou digamos que elegantemente forte. forte não no sentido de valente. e é claro que tenho a minha dose de covardia e valentia devidamente equilibrada. forte enquanto entendido como substancioso. possante. consistente. é pois uma doce e suave consistência que caracteriza a minha forma. e como melhorar esta solidez tem sido um problema. é que se com alguma regularidade vou perdendo alguma solidez aceitável. repito. aceitável porque não deforma a forma. também a vou recuperando. a solidez que perco não é perdida verdadeiramente. é uma solidez pombo-correio. vai. vem. vai. vem. o reencontro é compreensível. a recuperação previsível. os bons hábitos são complicados de mudar. mas uma vez mais está decidido. e a pedido. e para consolo de algumas pessoas irei revelar um enorme controlo sobre a minha forma. iniciei hoje entre as 14h.00 e as 20h.00 uma demonstração impiedosa de expulsão temporária de activos. vulgo d.i.e.t.a.

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beam me up, scotty!