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o silêncio

Um poema publicado no Barcelos Popular em 1988.

o silêncio

o silêncio

hino à gloriosa pátria e seus habitantes!

Entre Outubro de 1986 e Outubro de 1987 escrevi este tresloucado texto. Saiu no Barcelos Popular n.º 259 de 22 de Outubro de 1987.
O texto não faz muito sentido; eu devia estar completamente pedrado.

hino à gloriosa pátria e seus habitantes!

Mas que sei eu passado que são estes anos todos.

a última ceia – ii

Mais três imagens que têm por base a tradicional “última ceia” popularizada pela pintura de Leonard da Vinci. O primeiro post pode ser consultado aqui.

A primeira imagem que ilustra o post é da responsabilidade de Marithe e Francois Girbaud para publicitar a marca de jeans.

ron english, última ceia

última ceia por ron english

 

última ceia por eric deschamps

última ceia por eric deschamps

vade retro demónios

Hoje pelas 07h00, minuto a mais, minuto a menos, expeli muitos demónios do corpo.
Se estivesse em casa da minha mãe, com ainda 15 anos, o mais certo era ter bebido um pozinho, inocentemente misturado na cevada, para afastar o permanente mal de inveja. O motivo de soltar com arrojo demónios em estado liquido deveu-se simplesmente a abusos gastronómicos no feriado. Motivo menos poético, eu sei.

As idas sazonais às bruxas na infância e durante a adolescência foram sempre espectaculares e acabaram por ser a minha primeira aproximação com o imaginário popular.

a descobrir: os anos de ouro da pulp fiction portuguesa

Poucos o sabem, mas a literatura de pulp fiction, que marcou toda a cultura popular dos EUA na primeira metade do século XX, também esteve presente em Portugal, e em força.

Houve um tempo em que heróis mascarados corriam as ruas de Lisboa à cata de criminosos; em que navegadores quinhentistas descobriam cidades submersas e tecnologias avançadas; em que espiões nazis conduziam experiências secretas no Alentejo; em que detectives privados esmurrados pela vida se sacrificavam em prol de uma curvilínea dama; em que bárbaros sanguinários combatiam feitiçaria na companhia de amazonas seminuas; em que era preciso salvar os colonos das estações espaciais de nome português; em que seres das profundezas da Terra e do Tempo despertavam do torpor milenário ao largo de Cascais; em que Portugal sofria constantes ataques de inimigos externos ou ameaças cósmicas que prometiam destruí-lo em poucas páginas, antes de voltar tudo à normalidade aquando do último parágrafo.

directamente da Saída de Emergência

Está à venda a excelente antologia, “Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa”, organizada por Luís Filipe da Silva da editora Saída de Emergência.

Posso desde já dizer que o design é mais uma vez espectacular (nisto e aquelas outras coisas a editora come-os todos) e o conteúdo muito, mas muito sumarento.
O recheio é composto por:

  • O Segundo Sol por Ruy de Fialho
  • A Expedição dos Mortos por Joachim Hunot
  • A Ilha por João Henriques
  • Pena de Papagaio por A. M. P. Rodrigues
  • O Sentinela e o Mistério da Aldeia dos Pescadores por Orlando Moreira
  • Horror em Sangue por Cristo de Maxwell Gun
  • O Inconsciente por Tiago Rosa
  • A Noite do Sexo Fraco por Ludovico Bombarda
  • Pirata por um Dia por Sónia Louro
  • Valente por Fausto Boamorte
  • O Amaldiçoado por Ish-Tar de Artur de Carvalho
  • Noites Brancas por Ana Sofia Casaca
  • Mais do Mesmo! por João Barreiros

Ufa!

As principais religiões da Terra contradizem-se umas às outras, a torto e a direito. Não podem ter todas razões. E se todas estiverem enganadas? É uma possibilidade, como sabem. Devem importar-se com a verdade, certo? Bem, a maneira de joeirar, escolher entre todas as afirmações divergentes ser céptico.
Contacto por Carl Sagan
(…) Ele omnipotente, dizem, e omnisciente. Por consequência, no significaria nenhum esforço especial para ele recordar-nos directa e sem ambiguidades, dos seus desejos (…). Porque não o veremos com cristalina clareza (…). Porque haveria Deus de se manifestar de maneiras tão subtis e controversas quando pode revelar-nos a sua presença completamente despida de ambiguidades?
Contacto por Carl Sagan
(…) Penso que Jesus foi apenas um homem. Um grande homem, um homem corajoso, um homem com uma percepção das verdades impopulares. Não penso, pois, que tenha sido Deus, ou filho de Deus, ou o sobrinho neto de Deus.
Contacto por Carl Sagan
(…) Quando digo que sou agnóstico, só quero dizer que as provas não chegam. No há provas compelativas de que Deus existe (…) e não há provas compelativas de que não existe. Como mais de metade das pessoas da Terra não são judaicas, ou cristãs, ou muçulmanas, eu direi que não existem quaisquer argumentos compelativos para a vossa espécie de Deus. Caso contrário, toda a gente da Terra teria sido convertida (…) se o vosso Deus quisesse convencer-me, podia ter feito um trabalho muito melhor.
Contacto por Carl Sagan

os cognomes

A navegar por papelada encontro uma lista com os cognomes dos nossos reis. E sei que isso me vai servir de ajuda em qualquer altura – impensável?

REIS DA 3ª DINASTIA (domínio espanhol)

Filipe I – O Prudente
Filipe II – O Pio
Filipe III – O Grande

1 de Dezembro de 1640 – Fim do domínio Espanhol

REIS DA 4ª DINASTIA (última dinastia)

D. João IV – O Restaurador
D. Afonso VI – O Vitorioso
D. João V – O Magnânimo
D. José – O Reformador
D. Maria I – A Piedosa
D. João VI – O Clemente
D. Pedro IV – O Rei Soldado
D. Miguel – O Absoluto
D. Maria II – A Educadora
D. Pedro V – O Esperançoso
D. Luís – O Popular
D. Carlos – O Martirizado
D. Manuel II – O Rei Saudade

5 de Outubro de 1910 – Proclamação da República

imagem retirada do site da Universidade Católica Portuguesa