Tag Archive for: porco

na quinta

29 Out
29.10.2018

Uma quinta tem, desde logo, dois tipos de animais fascinantes: o porco e a galinha.

porco chafurda na imundice dele e dos outros e vive feliz com isso.

galinha debica um grão ali, outro aqui, ainda outro acolá. Entre cada bicada levanta a cabeça e olha ao seu redor; vive às custas dos pedaços deixados e acaba por tecer grandes histórias. Serão histórias verdadeiras ou falsas? Irrelevante. A galinha sente-se importante por ser o centro das atenções.

de lado – 0034

16 Mai
16.05.2017

He liked to fish pigs with a harpoon and hunting whales with a chainsaw.

que qualidade se pode exigir à batata?

24 Jun
24.06.2014

É mais que sabido que a ingestão não moderada de álcool acarreta graves consequências, nomeadamente ao nível da performance sexual. Não existe margem para dúvida que o consumo de álcool diminui a coordenação motora, afectando as aptidões perceptivas e cognitivas, e, pois claro, a capacidade de pressão.

São cada vez mais os casos, vulgarmente baptizados, por “falha em acertar no buraco”, tecnicamente designados como o síndroma da perseguida: o pénis persegue a entrada da vulva, tal mosca a bater ad eternum num vidro, mas nunca acerta e fica de fora bambaleando-se até perder potência e a jovem a paciência.

Aqui o vosso BigPole tem a felicidade de se movimentar pelos meandros da sexualidade nocturna e diurna sem problemas. Reconheço que sou um bom cliente das profissionais da mais antiga profissão do mundo, só me falta ter um cartão de fidelidade para acumular pontos, e igualmente um bom conselheiro. Foi, portanto, na sequência de uma conversa pós-sexo, que, a como que presidente da Organização de Regulação Geral da Actividade Sexual Mesmo Óptima (O.R.G.A.S.M.O.), me confidenciou o facto de que o “oh… oh… sim… mais.. uh… vai.. vai.. ahh… ahhhhh… ai… ai… ui… ui… sí cariño… vai… fundo… isso… me gusta… mais! mais! mais! ok!” e todo um possível caleidoscópio de gemidos está com os dias contados. O cliente é cada vez mais bêbedo, porco e sem o mínimo de postura cívica para utilizar os serviços de qualquer rameira que se orgulhe de dizer de peito ao léu sou uma puta; até as profissionais de nível zero, que não obtiveram aprovação em pelo menos três UFCD (Unidades Fomentadoras de Cenas Doidas), e que pululam e copulam à bermas das estradas se queixam que nem de quatro o buraco é aconchegado com elegância – estão cada vez mais insatisfeitas e apenas esperam a altura para dispararem “agora chega! acabou o tempo!”

As profissionais do sexo querem, como nos antigamente, não apenas dar prazer, mas sentirem diversão no trabalho que têm entre mãos, seios, coxas, enfim, não preciso de fazer um desenho – é o que elas chamam de 2 em 1. Se recebem uma compensação monetária para darem gozo, qual o motivo para não obterem igualmente um saudável e respeitável orgasmo? É pedir muito a um cliente? Não pode ser o cliente um bom amante?

Aconselhei, como quem não quer a coisa, apesar de já estar com os dedos enfiados nela, que “vocês deviam estipular um mínimo de condições de acesso aos vossos serviços.”

Soube, mais tarde, numa outra discussão com a púbis morena da minha presidente, que foram definidas algumas orientações para os clientes, a saber:

  • O cliente não pode estar com uma taxa de álcool acima de 0,65 gramas por litro de sangue. Deixam de existir falsas partidas.
  • O lema “cada um é cada um” só é aceitável a partir do tamanho médio de 12cm a 17cm de pénis erecto como foi definido pelo The Kinsey Institute for Research in Sex, Gender, and Reproduction. Nada de brinquedos de 7cm, excepto se vierem acompanhados de um bom vibrador gelatinoso e por um livro de banda desenhada para o cliente se entreter enquanto espera.
  • Acabaram os sabores vintage. O pénis deve ter um mínimo de limpeza. Tal como um vinho não deve saber a podre, o falo não deve revelar que esteve a marinar por uma semana no cu de um porco. Se tal não acontecer a profissional utilizará um toalhete com PH neutro para a limpeza – despesa a acrescer à tarifa base e sem desconto de tempo; pode até, em último recurso, recusar prestar o serviço, mesmo que o cliente lhe ofereça uma caixa de preservativos com sabor a bolo de batata. Como sabem estes preservativos estão in e qualquer amante que se queira vir deve andar com uma embalagem de 6 na carteira.

Foram tomadas mais decisões, mas eu já não estava com atenção nas palavras, mas no corpo de quem as lia. E, pela primeira vez, a presidente pediu-me para colocar um batata – não me apanhou desprevenido. Claro que eu, o vosso estimado BigPole, não se limitou a usar o batata e aproveitou para amaciar a amante com um ondulante poema:
Beijo-te
Ai…sim!
Tremes
Arrepiada
Transpiras
Apaixonada!

Que noite! Saiu-me foi cara.

o vosso legislador BigPole

o porquinho-da-índia

09 Dez
09.12.2011

Ofereci ao membro mais novo da família um porquinho-da-índia abissínio de pêlo muito sedoso. Veio acompanhado de uma casota com um esconderijo, feno da montanha com extra camomila, ração, 750 gramas de cavie nature, 22kg de serradura. A compra foi uma decisão espontânea e como todas as coisas que realizo sem causa aparente tive um inicial calafrio de receio – mas o bicho é tão pequeno e fofinho. O que poderia acontecer de mal? Nada, certo? Errado.

O primeiro imprevisto surgiu logo em casa e muitas leis de Murphy poderiam ser aplicadas à situação: não foi fácil colocar a residência oficial do bicho no local pensado previamente. Com as medidas de 100cmx45cmx40cm a gaiola estacionou, finalmente, no balcão da cozinha junto à janela por uns justos centímetros, ufa! Primeiro mede-se o espaço e depois adquire-se o objecto, já deveria ter aprendido isto com o roupeiro, mas sou muito distraído com estes pormenores à carpinteiro. Tenho de admitir que não antecipo os problemas que podem ocorrer por ausência de medições prévias.

Ainda me recordo do meu primeiro contacto kafkiano com a bricolage: a colocação de uma estante na parede do quarto do meu filho. Na altura tinha uma enorme caixa de ferramentas 16 Dexter, habitáculo ideal para o vácuo. Actualmente tenho uma enorme caixa de ferramentas 16 Dexter com uma broca, fita adesiva preta, buchas, parafusos, martelo, desandador.

Na loja de ferragens: “Quero um parafuso para pendurar uma estante na parede.” “Na parede?” “Sim.” “Tamanho?” “Sei lá! Acho que deve ter 1 metro.” “Não, o tamanho do parafuso?” “Um que aguente a estante. Ou, melhor dois parafusos, a estante tem duas coisas de ferro na parte de cima.” “Ah, já vem com chapas para cabides!” “Só a montei seguindo as instruções no papel, não decorei o nome das peças.” “Pois. Bem, para isso parafusos 6 devem servir, mas se já tiver buchas leva parafusos para as buchas que tem.” “Buchas?” “Sim, são necessárias para fixar qualquer parafuso à parede.” “Veja. Eu tenho uma caixa de ferramentas com um martelo, uma broca, fita adesiva e com aquilo para apertar parafusos. Por isso dê-me o que preciso para colocar a estante na parede.” “Certo, dois parafusos 6, duas buchas 6.” “Não tem parafusos com outro feitio. A ferramenta que tenho para os parafusos não tem o formato desta racha.” “Certo, precisa de um desandador novo. O seu desandador deve ser de estrela. Mais alguma coisa?” “Não, acho que está tudo.” “Só uma pergunta. Qual o tamanho da broca?” “Não sei. O meu pai usou-a para furar a parte detrás do móvel da sala para passar o cabo da televisão e fiquei com ela.” “Mas então é uma broca de madeira.” “Não é mesmo de ferro.” “Não é isso. É uma broca para furar madeira.” “E?” “Precisa de uma diferente para furar a parede.” “Que seja. Hoje estou por tudo.” “Dois parafusos, duas buchas, uma broca, um desandador. Penso que basta. Tem berbequim?” “Não tenho, mas uso o do meu pai. Deve dar para furar a parede?” “Sim, só tem de usar a broca que leva.” “Certo. E já agora dê-me 20 parafusos e 20 buchas; assim, uso sempre as mesmas coisas para os trabalhos lá em casa.”

apenas um extracto, a história completa aguarda publicação

porco-da-índia

13 Dez
13.12.2010

Este é o habitante mais irritante da casa. Odeio o bicho e amaldiçoo o dia em que num impulso de estupidez o ofereci à minha filha – “pai que coisa fofa..”; arhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Tenho de o despachar de alguma forma da residência.
Já experimentei dizer à minha filha, quando esta durante a sacra limpeza semanal do chiqueiro não o viu (estava dentro do balde azul da reciclagem), que o tinha comido, mas ela gritou, chorou, chamou pela mãe entre soluços e acusou-me perante todos os seus conhecidos que eu ia comer o bicho; eu que até já sonhava com um guisado de ervilhas.

Não suporto o dito animal e tenho de do despachar de casa. A solução passa por contratar um hitman ou por o introduzir na trituradora da cozinha enquanto faço um filme para o youtube.

o irritante

O sacana do bicho que já teve a ousadia de me ferrar o dedo indicador da mão direita tem de ser eliminado vivo ou morto. Definitivamente.

zé do porco

07 Dez
07.12.2009

A disparar “fotograficamente” por Barcelos deparo que estou numa rua que visitava com alguma regularidade na minha adolescência. O motivo era simples: a tasca “Zé do Porco” para jogar matraquilhos.

E aquele que nunca pecou que diga: nunca fui ao “Zé do Porco”.

one pig & the hunter

12 Mai
12.05.2008

Porco de barro versão lotr.

um porco!

Para mais tarde recordar.

flechas

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beam me up, scotty!