Artigos

de combate

Aqui está o meu exemplar do Helicóptero de Combate – AH-64A APACHE McDONNELL DOUGLAS – obtido com o primeiro fascículo.
O preço da primeira entrega é sempre apetitoso.

as melhores obras policiais de edgar wallace

Sempre desejei ter esta colecção de Edgar Wallace (As melhores obras policiais de Edgar Wallace, edição Círculo de Leitores).
O preço dela foi tão insultuosamente baixo que… enfim! Se já tinha muita coisa para ler, aumentei o lote ao triplo – vou ter mais umas histórias para reler e outras para descobrir.

as sabrinas

Ao meu lado estavam a falar de Sabrinas. Que estão em saldo. Nunca pensei que o preço das prostitutas Sabrinas, que deve ser um espécie de classe dentro da classe (desconheço), fosse, assim como que, discutido para qualquer ouvido escutar.

phyrne devant l'aréopage

phyrne devant l’aréopage por jean léon gérôme

Fico feliz pela desenvoltura ética, mas preocupado pela crise estar a chegar até às economias ditas de paralelas.

previsão de tempestade

Ouvi assim de raspão que estava previsto a partir das 02h00 da manhã de hoje um temporal em Portugal e que deviam ser tomadas medidas de segurança extras.

Posso confirmar esta previsão. Na minha cama perto das 03h15 começou um violento tufão com uma garina, mas não me importei de estar dentro daquele quente turbilhão que me foi oferecido a preço de ouro. A única coisa que ficou em pé depois da tempestade foi o meu coiso ofegante.

Com um banho quente relaxei e dormi com um anjo. Vivam as previsões!


o vosso meteorológico BigPole

55%

Gosto de cerveja. Adoro cerveja e estou sempre a pesquisar tesouros para aprofundar o meu conhecimento e o meu palato.

Outra prenda de anos possível para me ser oferecida pode ser a cerveja The End of History, uma 55% Blond Ale belga, criada pela empresa BrewDog, e que foi comercializada em dois pacotes: Arminho e esquilo a um preço singelo de $763.00 e $1068.00 respectivamente.

brewdog

the end of history versão esquilo

Fico à espera de alguém que se atravesse.

costeletão

Ontem comi um verdadeiro, bom, sangrento costeletão de vitela; o preço deste naco de carne de vaca é, violentamente, mais barato do que a carne de picanha.
É uma injustiça. Devemos ter orgulho nas nossas vacas e exigir que sejam cobradas a um preço justo. É pedir muito? Acho que não.

0639

o que deve acompanhar um costeletão

É o meu apelo.

o raio dos maios

A minha apavorante vizinha do décimo quarto andar não se cansa de depositar surpresas encostadas à porta blindada de entrada para o meu apartamento. São donuts, pães árabes, pães ázimos, pães franceses, pães integrais, decorados ora com uma vela, um palito colorido, um stick luminoso, pêssegos paraguaios, marmelos, mas também deixa artigos não comestíveis, como um fálico candeeiro lâmpada de lava vermelha, um broche em prata e outras coisas de que já não tenho memória. Não sei o que se passa naquela cabeça. Não consigo compreender, e tenho dois dedos de testa, o que ela quer conseguir com aquelas oferendas.

Já lhe disse com a menor simpatia que tenho que deve mudar de atitude, que é uma exagerada, que o que faz não tem qualquer sentido, que se deseja ter sexo comigo isso nunca vai acontecer, não porque seja feia (também não é bonita, até tem um corpo de pedir por mais), apenas odeio saber que tenho uma amante no prédio onde habito obcecadamente possessiva.

– A sua sorte é eu ainda ser boa pessoa e isto ser saboroso – respondi-lhe, na sexta-feira passada, após dar uma última trincadela na oblação, um donut caramelizado. Viro-lhe as costas e subo em passo de corrida pelo elevador até ao meu reduto.

Passados que foram dois dias do último donut olho para o espanto dos espantos; completamente apalermado fiquei a encarar um pito amarelo, de laço vermelho ao pescoço, num cesto de vime repleto de ovos de chocolate. Pego no cartão preso à asa e leio “Big, ofereço-lhe esse inocente pito como prova do meu apreço. A sua vizinha 14C“. Aquela prenda tinha a mensagem mais clara de todas. Senti que tinha de terminar com os abusos. As dádivas atingiram outro patamar pela ausência de subtileza; de inocente não tinha nada e o pito, ou mais correctamente o frango, da oferecida, que deve ser tudo menos cândido, foi-me oferecido em vermelho.

Mal sabia que o pior estava para vir. Hoje, 30 de Abril, lá descobri refastelado no chão um cesto de verga castanho com imensas maias ou maios, enfim ramos de giestas amarelas. Fiquei assustado. Odeio rituais, até os pagãos. Iniciei um laborioso processo mental, só como eu sou capaz, e concluí que o ritual tem como objectivo último impedir a entrada do Burro, do Maio ou do Carrapato nas casas; afastar as entidades maléficas, os demónios. Chegado a esta ilação uma paz interior colou-se ao corpo. Finalmente a 14C ia deixar-me em paz. Coloco os maios e desvio a vizinha carrapata da minha porta – pensei. Grande burra acabou de dar um tiro no pé; deu, mas foi, um tiro nos dois pés e caiu de frente. O susto já era uma miragem e comecei a gargalhar todo satisfeito quando o tiimmm do elevador antecipando a abertura das portas interrompeu a quarta risada e vi lá dentro a 14C vestida de branco, coroada com flores, descalça, diáfana, a exalar fertilidade. As portas fecharam-se e o elevador desceu. Se eu fosse o Reed Richards os queixos tinham-me caído literalmente ao chão.

Que se fodessem os maios, que não eram precisos. O diabo já estava dentro de casa, dentro de mim. E o demónio em mim entrou em parafuso. Tresloucado desci, imagine-se, pelas escadas, abalroei a porta do 14C para a encontrar sentada, sensual, num trono de flores. Lancei-me a ela de arpão em riste, rasguei-lhe a parca cobertura; de costas para mim e com as mãos apoiadas nos braços da poltrona florida enfiei numa líquida vulva um sequioso pénis com tanta facilidade que quase perdi o equilíbrio não me tivesse agarrado a dois seios tesos, ausentes de artificialismos. Com a coluna a arquear a cada investida minha senti que estava a gostar da viagem de tobogã; e quando comecei a despejar 117 milhões de demónios, contagem do meu último espermograma, ri-me em deliciosos sobressaltos da imagem mental que me surgiu, assim do nada: um pito amarelo, de laço vermelho a afogar-se num taça cheia de manteiga.

Abandonei-a sufocada por suspiros, sabendo que os meus demónios irão morrer pacificamente em suave agonia em 24 horas – maios para quê.

Finalmente exorcizei-a.

o vosso exorcista: BigPole

david hine

Comprei a um preço delicioso o “Strange Embrace” e ganhei em troca este rabisco.

david_hine

o meu rabisco, o ano está errado!

paul deliège

Paul Deliège (1931-2005) é o artista belga que criou juntamente com Maurice Rosy a personagem Bobo, um anti-herói e um especialista em fugas. Bobo fez a sua estreia numa nova secção da revista Spirou chamada de histórias curtas em 1961 com a história “Bobo s’évade” (desenhos Deliége, texto Rosy).

Deste artista temos, igualmente, “Théophile et Philibert”, mas Bobo continua a ser a sua criação mais conhecida.

Falo hoje disto porque comprei na feira de velharias? outro álbum dos meus tempos de adolescente por um preço assustador – € 1,00. “Bobo Comic’s Magala” editado em 1982 pela Assírio e Alvim faz agora parte da minha modesta biblioteca.

os escolhidos: maio, 2011

  1. Passado que é mais um ano cá me encontro a percorrer o mesmo caminho; a arrotar bom dia, boa tarde, boa noite. Estou a ficar farto
  2. há mulheres mesmo muito boas… mas que são de plástico.
  3. está a ficar calor. e ela está começar a morder as unhas das mãos.
  4. foi-me dito que “hoje em dia tudo tem um preço; até as putas!”
  5. e lá estava ela (sim ela) hipnotizada a olhar para a estrelas do monitor enquanto coça a barbicha disfarçada por uma mal depilação.
  6. continua a chover; e eu que estive a pensar em vestir o meu lindo kilt.
  7. alguém é suficientemente suicida para dizer à mulher/amante que está com um ligeiro (pequeno, minúsculo) excesso de peso?
  8. vou escrever uma coisa muito, mas muito intima, mesmo, mesmo ora leiam: hoje sinto-me adocicado
  9. acordei mesmo agora. bastou colocar os óculos.
  10. e o dedo furava-lhe o queixo com aquela unha suja que usava para tirar cera das orelhas
  11. era chamado de urso sempre que ela se abafava naquele corpo felpudo. uma catarse de pêlo
  12. que inveja tenho daquelas mulheres que milagrosamente perdem peso passados que são 9 meses; eu continuo constantemente grávido!
  13. o lápis ameaçava uma imaculada folha branca com um risco. é um lápis anarquista. se ao menos fosse para escrever um poema.
  14. se os economistas se dedicassem a fazer desenhos o mundo seria um melhor lugar para viver
  15. fui acusado de não ter papas na língua! eu por acaso tenho culpa de ter sido treinado pela minha mãe a papar tudo e a não deixar nada?
  16. a aturar o canal panda. a filha faz desenhos. vê televisão. já é um sistema operativo multi-tarefa
  17. dizem-me que sou complicado; uma decisão rápida: entre o vodka martini e o dry martini vou por este último. sou de escolhas fáceis
  18. chegaram à conclusão que não sou maluquinho; sou mesmo doido.
  19. um bêbedo é como um pombo-correio sabe sempre o caminho para o pombal.
  20. chovia… um vizinho perguntou se não era melhor atravessar a rua a correr para se abrigar. respondi que assim se molhava mais rápido.
  21. Margarida, qual é a pessoa mais doida que conheces?, perguntei. És tu pai. E a seguir a mim?. Só tu pai, só tu é que és doido.
  22. ele não é simplesmente um chato; é um verdadeiro asno. zurra.
  23. existem pessoas que deixam crescer a barba por desleixo; eu não – a minha sobeja por uma questão de estilo. okay! fiquem bem.
  24. há visitas a blogs ao estilo “prostituta” – entram, e saiem satisfatoriamente anónimos.
  25. outras há ao estilo “coito interrompido” – antes de entrar já estavam de saída!
  26. ela puxava o lábio superior até o nariz beber da humidade labial; os dentes revelam-se em toda a sua magia amarela
  27. não me está a acontecer nada de especial. mas achei, apesar de tudo, dar a conhecer esta irrelevância.

from the perverse mind of paulo brito