Tag Archive for: professores

não desistam!

18 Jun
18.06.2019

Não desistir acho uma boa posição. Acho que os professores devem lutar por aquilo que acham que têm direito. Agora colocar em slogan que é “PELOS NOSSOS ALUNOS, PELA EDUCAÇÃO” é abusar. Se assim fosse respeitavam os alunos e não teriam feito greves às reuniões de avaliação. “PELA NOSSA DIGNIDADE PROFISSIONAL” é, também, um pouco forçado. Os professores ao agiram da forma como o fizeram mostraram que são isso sim indignos de serem professores.

Por que não dizem que é pelo dinheiro. Seriam mais verdadeiros. Há nisto tudo um problema com o Saber-Ser/Saber-Estar.

se acordar antes de morrer

19 Nov
19.11.2010

Terminei a leitura de “Se Acordar Antes de Morrer” do incontornável e titânico João Barreiros e ter sentido o pulsar dos seus mundos distópicos demasiados reais foi uma grande satisfação. Já nem me lembrava o quanto adoro a literatura de ficção cientifica. E João Barreiros mostra mais uma vez que é um mestre do género.

Se Acordar Antes de Morrer” é uma colectânea de velhos e novos contos que sofrem uma boa mais-valia com os apontamentos do autor.

A sua “Fortaleza Europa” merece mais histórias e um maior desenvolvimento apesar de João Barreiros nos oferece várias histórias na “Fortaleza Europa” – mais eu quero sempre mais – havendo duas deles que se entrecruzam: “Sincronicidade” e “Um Homem e o seu Gato ou O Céu dos Gatos é o Inferno dos Pardais”. “O Teste” é um conto que antecipa, e não estou a ser pessimista, a triste realidade futura da educação e dos professores.

com joão barreiros

com joão barreiros

Todas histórias estão muito bem urdidas e excelentemente escritas.
No seu conjunto é um livro que recomendo vivamente a qualquer entusiasta do género e a quem deseja ter muito para reflectir. Eu só peço mais e mais… e pergunto para quando mais João Barreiros?

tão felizes que nós somos

09 Jan
09.01.2009

Muitas soluções complicadas são pensadas para eliminar ou reduzir o pessimismo dos portugueses. São psicólogos, políticos, se bem que estes não pensem muito, religiosos, não necessariamente padres, enólogos, economistas, juristas, jornalistas, professores, magarefes, futebolistas, treinadores, sociólogos, picheleiros, serventes, amantes, mulheres traídas, maridos de cabeça pesada, nerds, secretárias. E todos têm A solução para a crise que assola a mente dos portugueses.

Hoje assisto em Barcelos a uma alegria histérica elevada a 231%.

“Está a nevar.”

“Está a nevar.”

É a frase do dia. É a frase do ano. É o grito do ipiranga barcelense contra o pessimismo e a recessão. De telemóveis 3G, 2G e sem Gs em punho, tal arma de arremesso contra grilhetas estupidificantes, são tiradas fotografias, feitos filmes que inundarão o youtube e os blogs pessoais. Vejo pessoas filhas-da-puta em perfeita comunhão com pessoas bué-de-fixes. Ainda não vejo leões com cordeiros, mas hoje não duvido de nada. Okay, também não vi testemunhas de Jeová em harmonia com católicos, mas vi coisas capazes de fazer tremer qualquer pessoa. A verdade é que também está muito frio. Pode ser disso. Ou não. Tenho as minhas dúvidas.

Não duvido é que basta nevar para tudo ser esquecido. Para as preocupações serem relegadas para sétimo lugar. Tantas teorias. Tanta sabedoria quando apenas um pequeno nevão aumentou animicamente o optimismo dos barcelenses. Agora basta estender a neve ao resto do nosso Portugal.

“Está a nevar.”

“Está a nevar.”

Serão, então, ouvidos gritos de selvajaria únicos e em uníssono os portugueses ficarão optimistas até que a realidade os absorva novamente e se mentalizem, mais uma vez que o Benfica, não ganhará o campeonato de futebol, que os fritos ainda fazem mal, que o IVA ainda está a 20%, que o Pato Donald ainda não casou com a Margarida, que ainda não foi descoberta a velocidade da escuridão, que a gasolina continua cara, que clicar rapidamente no botão de chamada do elevador não o faz chegar mais rápido, que os juros não descem, que o super-homem é na verdade um herói de collants, que continuará a existir anedotas sobre loiras.

esses tais srs. professores

26 Nov
26.11.2008

Por aquilo que se vai vendo e ouvindo temos de concluir que todos os professores eram exemplares, que quando não havia a burocracia da avaliação todos tinham tempo para preparar bem as aulas, o absentismo era quase nulo, as escolas eram geridas exemplarmente. A “escola pública” era um modelo de virtudes que a Lurdes veio estragar. A progressão nas carreiras era mais estimulante quando era automática, a avaliação era bem feita quando não existia, as aulas de substituição não eram necessárias porque ninguém faltava, a “escola pública” era um modelo para o mundo.

O problema é que os professores, ou para não ferir susceptibilidades, uma grande parte, não necessariamente grande, até à algum tempo, têm vivido com uma ideia ideal, de que são intocáveis. Senhores da verdade absoluta. Impolutos. E se algo está mal na educação a culpa é de toda a gente excepto desses tais srs. professores.

Espero que tenha chegado a altura para esses tais srs. professores descobrirem que há fora dessa escola virtual, um país real que não quer pactuar com esses tais srs. professores mais preocupados com o umbigo do que com o ensinar.

artigo 75º

17 Abr
17.04.2008

Este artigo 75º não é irmão e muito menos enteado do artigo 22º que, desde já, aconselho a sua leitura. O artigo 75º em questão é aquele novelizado na crónica “A ironia de certas decisões.” publicada no Barcelos Popular (ano XXXI, n.º 441 de 17.04.2008) “que concede aos docentes com bastantes anos de trabalho uma redução horária lectiva”.

Sobre este artigo irei verter, apenas, uma singela pergunta.
Como é conciliada esta redução com a acumulação em estabelecimentos privados de ensino? E assim sendo que desgaste é esse?

Foram duas perguntas, as minhas desculpas.

na rua

09 Abr
09.04.2008

Não sei se teria sido melhor a criação de uma solução inteligente dentro das escolas para os fumadores do que o triste espectáculo que assistimos regularmente às suas portas.
Nos intervalos lá vemos os professores, funcionários, alunos maiores e menores, em passo acelerado na direcção dos portões exteriores, sacarem de um cigarro e inspirarem doce nicotina durante uns minutos.

É um espectáculo, custa-me dizê-lo, degradante. Nojento. São os novos toxicodependentes. Se não o são que parecem, parecem.

tengo la camisa negra

10 Mar
10.03.2008

Tengo la camisa negra,
ya tu amor no me interesa;
lo que ayer me supo a gloria
hoy me sabe a pura…
Miércoles por la tarde y tú que no llegas,
ni siquiera muestras señas;
y yo con la camisa negra
y tus maletas en la puerta.

Mal parece que solo me quedé,
y fue pura todita tu mentira;
qué maldita mala suerte la mía
que aquel día te encontré.

Por beber del veneno malévolo de tu amor,
yo quedé moribundo y lleno de dolor;
respiré de ese humo amargo de tu adiós,
y desde que tú te fuiste, yo sólo tengo…

Tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma;
yo por ti perdí la calma
y casi pierdo hasta mi cama.

música por Juanes

Hoje os professores passeiam-se de negro.
Falta, contudo, um toque musical ao uso da indumentária negra. Este é o meu conselho.

pedaços de loucura anónimos

04 Dez
04.12.2007

Pronto, o costume, os Lamechas dos professores .. Só me lembram o anúncio : – «Falam, falam mas não dizem nada . » . Se exceptuarmos os pedidos de Aumentos Salariais , o que propõem os coitadinhos dos Desfavorecidos dos professores ? Que respeito eles próprios têm com os Alunos e os Pais ao fazerem greve sem proporem alternativas ?. Se não estão satisfeitos com a Entidade Patronal (que somos Todos nós afinal… ) procurem emprego na “privada” …

Isto das agressões é algo de muito grave e uma agressão que seja a um professor já é muito. Nos meus tempos de escola e até universidade, às vezes que bem apetecia dar uns tabefes na cara a um ou outro professor. E só se perdiam as que fossem ao lado. A arrogância e o facto de terem o poder (nas notas) por vezes dava origem a abusos. Não se confunda vandalos e faltas de respeito gratuitas com revolta de alunos por outro tipo de situações. Falta de vocação de professores provavelmente é um grande contribuinte para a violência. No entanto é algo que com uma correcta avaliação dos professores isso pudesse ser corrigido. Alguns até deviam ser convidados a procurar outras profissões. São mesmo uma nódoa. Deviam pagar para trabalhar, quanto mais se queixarem do ordenado. A ideia que uma licenciatura serve para dar aulas é o maior erro que se tem cometido. Há alunos, principalmente nas Universidades, que põe e com razão, os conhecimentos dos professores em causa. Foram tantas as situações…………. Há muitos professores que embora não sejam muito bons a nível de conhecimento, eram esforçados e até acabavam por ter um resultado satisfatório. Mas a violência é sempre um caso de polícia. Na esquadra que lhes acertem o passo sem marcas claro, que isso não pode ser. Paginas amarelas 30X na cabeça bem atestadas resolve para levar os neurónios ao sítio.

Porque será que a maior parte das pessoas fala do que não sabe? que povo mais estúpido… vão às escolas ver o que se passa ou então calem-se… na escola onde dou aulas há tentativas de agressão ou insultos TODOS os dias… acham normal??? gostam de ser todos os dias chamados de “filhos da p… ” ou “vai pó caral…”. Gostava de assistir a um dia de aulas dada por um qualque cidadão para ver as suas reacções quando um aluno o mandasse para o outro lado ou lhe oferecesse porrada. Será que já pensaram que a violência decresceu porque muitos professores nem sequer fazem queixa??? porque não vale a pena fazer, pois não acontece nada… porque no dia seguinte a pobre criança está na escola de novo para insultar e agredir mais professores. Tristes são aqueles que falam sem saber dos factos. pelo que vejo aqui escrito, muitos são daqueles pais que descarregam os filhos nas escolas para que os outros os eduquem… se não tem tempo para os educar não tenham filhos… agora não queiram que os outros façam o trabalho por vocês. Não falem do que não sabem… vão assistir a aulas, mas nas escolas reais de Portugal e não nas que aparecem nas notícias… vão conhecer aquilo sobre o qual querem opinar e deixem de ser hipócritas… se isto anda assim também é porque não os educam em casa. Gostava que este povo acima de tudo deixasse de se armar em conhecedor de tudo, e se preocupasse em saber do que fala antes de fazer papel de carrasco. Tenham consciência de uma coisa… neste momento muitas escolas não estão a servir para ensinar nada aos vossos filhos… apenas gerimos comportamentos na sala de aula, e depois somos obrigados a passar os alunos no final, por causa das estatísticas do governo. Tenho alunos que nem sabem escrever, e ler só com muitas pausas… fazer 5 a dividir por 2, é para esquecer… e são do 8º e 9º ano… por isso continuem a aprovar as medidas do governo, e são estes alunos analfabetos que daqui a 15 anos estão a caminho do poder deste país. PARABÉNS ao governo e ao povo ainda mais inculto que apoia as medidas.

Comentários na caixa do Público Online

Leiam e opinem. Porque, enfim.

1, 2 e três

05 Set
05.09.2007

Genius may have its limitations, but stupidity is not thus handicapped.

# Elbert Hubbard #

Com a aproximação do fim do verão o ensino torna-se a fruta da época do debate público, primeiro foi o preço dos manuais escolares, depois o problema da colocação dos professores, a seguir as televisões vão em busca de uma professora que mora a duzentos quilómetros da escola onde foi colocada, seguir-se-ão as escolas que não abriram na data prevista e, por fim, seguir-se-á o petisco televisivo das escolas que os pais fecharam a cadeado porque não estão em condições de funcionar. Enquanto o governo não produzir legislação que Cavaco possa vetar, o país vai entreter-se com o ensino. (…)

sirvo para receber salário

23 Mar
23.03.2007

Se algo corre mal com o aluno a culpa é do pai que tem de ser alcoólico e da mãe que é viciada na novela “Vingança”. Nunca pode ser do sr. professor. Apontar o dedo é feio dizia a minha querida avó. Mas também falar com a boca cheia é de pouca educação, principalmente quando estamos a ser vitimas de um “felácio”.

Pouca educação para quem tem acção activa no felácio, vejamos. E nem sei porque escrevo isso. Mas deve ter alguma piada, pelo menos para mim. E isto tudo era para servir de introdução aos brilhantes dizeres do Sr. Doutor Engenheiro Jumento (um dos títulos deve ter). Mas como completo o post com 24 horas de atraso e estou com uma valente sinusite segundo o diagnóstico da exma doutora do SNS que tem o seu próprio horário de atendimento aos utentes que é da hora a que ela chegar à hora que decidir ir embora, perdi um pouco a ideia original do comentário.

Sou defensor da avaliação na escola desde o primeiro grau de ensino pelo quando li no Público que a Fenprof “critica realização das provas de aferição nos 4.º e 6.º anos” interessei-me pela notícia, queria saber que argumentos justificariam uma posição oposta à minha e fiquei pasmado com os argumentos.

“O ministério de Maria de Lurdes Rodrigues parece pretender que as referidas provas sejam mais um mecanismo de avaliação e responsabilização das escolas e professores, caso as classificações dos alunos venham a ser baixas”

Se a avaliação só fosse utilizada para aferir o conhecimento das crianças estaria tudo bem, as causas de insucesso deveriam ser as do costume, os problemas sociais, a falta de investimento nas escolas. Mas a avaliação é uma faca de dois gumes, é-o nas escolas do ensino básico em Portugal como o é nas melhores uniersidades americanas. Só os professores do MIT podem ser rigorosamente avaliados e o seu desempenho associado ao dos alunos, mas se uma criança que esteve quatro anos não souber nada quando chega ao quarto ano a culpa não pode ser de ninguém.

Mas o descaramento da Fenprof vai ainda mais longe:

“Esta intenção, que a Fenprof rejeita e repudia, fica muito clara pelo facto de o Ministério da Educação remeter para as escolas a incumbência de montar estratégias de superação das dificuldades dos alunos, pretensamente diagnosticadas através das classificações por eles obtidas”

Ou seja, se houver uma situação de insucesso generalizado a escola nada tem que haer com o assunto, os professores não tem que se questionar com as causas, nada devem fazer para mudar o estado das coisas. O insucesso caiu do céu e nada há a fazer, muito menos incomodar os professores.

Espero sinceramente que a dignidade dos professores portugueses os leve a não concordar com tanta hipocrisia. Pelo menos no antagonismo com a Fenprof começo a achar que a ministra da Educação tem muito mais razão do que eu pensava, estes senhores estão-se nas tintas para a qualidade e os resultados do ensino, udo fazem para confundir os interesses legítimos dos professores com estratégias políticas que não têm qualquer relação com os objectivos do sistema educativo.

# in jumento #
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