Tag Archive for: publicações dom quixote

09 Abr
09.04.2017 Quando os outros nos levam a irritarmos-nos com eles – com a sua insolência, injustiça, falta de escrúpulos – então o que acontece é que exercem poder sobre nós, alastram, devorando-nos a alma, pois a irritação é como um veneno ardente, que destrói todos os sentimentos brando, nobres e equilibrados, e nos rouba o sono. (…) O que poderia significar agir correctamente perante a irritação?
Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier (pág. 369)

08 Abr
08.04.2017 Quero percorrer o meu caminho pela vida no anonimato. A cegueira dos outros é a minha segurança e a minha liberdade.
Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier (págs. 409 e 410)

03 Abr
03.04.2017 Logo a seguir, instalou-se um silêncio como ele nunca havia sentido, um silêncio onde os anos se calavam.
Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier (página 147)

03 Abr
03.04.2017 … um desejo evanescente e patético – de voltar àquele ponto da minha vida em que teria podido optar por uma outra direcção completamente diferente daquela que acabou por fazer de mim aquilo que hoje sou?… Sentar-me uma vez mais no musgo quente, com o boné entre as mãos – isso só pode representar o desejo paradoxal de viajar para trás no tempo que me fez, mas levando-me simultaneamente a mim, àquele que agora sou e que foi marcado por tudo o que aconteceu.
Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier (página 146)

não me grite!

20 Dez
20.12.2011

“Não me grite!” é um livro de Quino (Joaquim Lavado) editado pela Dom Quixote na excelente colecção Humor com Humor se Paga (n.º 1) em 1987 Setembro.1985 (3ª edição).

É um livro excelente, como qualquer obra de Quino. Se já sabíamos que é possível descer para baixo e subir para cima as duas imagens que ilustram este post comprovam com facilidade que também se pode descer para cima.

não me grite!, quino

não me grite!, quino

15 Out
15.10.2010 a imortalidade (…) é o que se vive enquanto a morte não chega.
Vida e Morte dos Santiagos por Mário Ventura

15 Out
15.10.2010 Tanto eu como você já vivemos o suficiente para não corrermos a foguetes como dois galos tontos. Se há revolução desfaçam-na os que a fizeram. Que necessidade temos nós de meter o nariz na merda dos outros? As revoluções está visto e provado, nunca transformaram nada, sobretudo aqui, aonde nem chega o eco dum peido real. Faça como eu: deixe-se estar quieto e espere com calma, e as próximas notícias já serão melhores do que as primeiras.
Vida e Morte dos Santiagos por Mário Ventura

22 Jul
22.07.2010 (…) prefiro mil vezes a guerra: sabemos quem é o inimigo.
Fado Alexandrino por António Lobo Antunes

12 Nov
12.11.2006 Um lugar encantador para se ser enterrado, pois nada deve impedir que o encanto acompanhe um homem à sepultura.
Um Par de Olhos Azuis por Thomas Hardy

na corda bamba

13 Jun
13.06.2006

É preciso uma grande pressão para nos levar a compreendermos-nos. Por outro lado, a civilização ensina-nos que cada um de nós vale um preço inestimável. Há, portanto, este dois preparativos: um para a vida e outro para a morte. Por isso nós avaliamo-nos e temos vergonha de nos avaliar-mos. Fomos treinados no silêncio e, se um de nós tira ocasionalmente as suas próprias medidas, fá-lo friamente, como se estivesse a examinar as unhas, e não a alma, franzindo o sobrolho às imperfeições que encontra como se fossem uma lasca ou uma sujidade.(…)
Mas eu tenho de saber o que eu próprio sou.
(…)
Sinto que sou uma espécie de granada humana a que tiraram a espoleta. Sei que vou explodir e estou constantemente a antecipar essa altura, gritando com um desespero fervoroso: «Bum.», mas sempre antes do tempo.
Goethe tinha razão num sentido: a vida que continua significa expectativa. A morte é a abolição da escolha. Quanto mais limitada é a escolha, mais perto estamos da morte. A maior crueldade é cortar esperanças sem tirar completamente a vida.

página 120 e 149

Saul Bellow, Na Corda Bamba // título original: The Dangling Man // tradução: Maria Adélia Silva Melo // editor: Dom Quixote, Lisboa, Dez. 1976

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