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no interior: “nada a temer”

Vinheta no interior do livro Nada da Temer de Julian Barnes publicado pela Quetzal.


A imagem é de uma Gadanha; instrumento associado à Morte.

no interior: “para além da crença”

Vinheta no interior do livro Para Além da Crença de V. S. Naipaul, publicado pela Quetzal Editores, criada por Rui Rodrigues.

Aqui a vinheta representa a lua crescente que consta até de algumas bandeiras nacionais, mas que não tem qualquer significado para a fé islâmica.

o homem que escrevia azulejos de álvaro laborinho lúcio

A Cidade e a Montanha vigiam-se mutuamente, num jogo de espelhos e de contrários, numa geometria de centros e periferias, num enredo de poderes e de ocultações, onde muitas são as maneiras de viver a clandestinidade e muitas são as clandestinidades: escondidas, distantes; umas, vividas; outras, à vista de todos. Dois homens, Marcel e Norberto, atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção, e é nela que são clandestinos. Com eles vêm encontrar-se João Francisco e Otília. Ele, violinista e professor de música, ela, a sua jovem neta, ambos na busca incessante do sublime, também eles recusados pela realidade. Um homem que escrevia azulejos – que reencontrou a utopia e gostava da sátira – reparou neles e pintou-os com palavras.

Quetzal Editores

Gostei do que li. Um livro que convida à reflexão de “nós e dos outros” e do conhecimento como instrumento de, digamos… redenção.

coincidências ou não?

Alguns dos livros que vou lendo estão de alguma forma ligados entre si. Ora vejamos, textos retirados do livro “O Homem Que Escrevia Azulejos” de Álvaro Laborinho Lúcio.

— Este é o papagaio de Flaubert. O verdadeiro.

página 206

Uma referência que eu colo ao livro “O Papagaio de Flaubert” de Julian Barnes.

Uma conversa com Félicité é sempre uma aventura.

página 206

Aqui fala-se claro da personagem do maravilhoso conto “Um Coração Simples” de Gustave Flaubert.

no interior: “o homem que escrevia azulejos”

Vinheta no interior do livro O Homem Que Escrevia Azulejos de Álvaro Laborinho Lúcio, publicado pela Quetzal Editores, desenhada por Rui Rodrigues.

Aqui temos um violino e, pois, o arco de violino.

(…) Sem uma palavra, erguera-se da mesa, deixara a sala por uns instantes e regressara pouco depois trazendo consigo, dentro do estojo, o violino.

página 52

dualidades

gregory

As duas capas do livro Sucesso de Martin Amis.

Ursula evitou-me durante vários dias. Eu evitei-a. Gregory evitou-me. Eu evitei-o. Ele também a evitou, a ela, e ela evitou-o a ele (tenho quase a certeza), o que trouxe algum conforto. Estávamos sempre quase a tropeçar uns nos outros, inevitavelmente. Gostava que pudéssemos deixar de nos evitar o tempo suficiente para chegarmos a acordo quanto a evitar-nos como deve ser.
Sucesso de Martin Amis (página 233)

sucesso do ovo

Quase sempre a vinheta no interior dos livros da Quetzal Editores têm como ponto de partida algumas palavras da história. A maior parte das vezes não coloco essa referência pois a descubro dias, ou semanas após colocação do post. No presente caso, porque sim, coloco a referência ao ovo da vinheta do livro “Sucesso” de Martin Amis.

(…) Lembro-me de que acabava de despachar a cozinheira com umas palavras duras sobre a consistência do meu ovo quente e, enquanto esperava os 285 segundos necessários à preparação do substituto, recostei-me na cadeira estimulando o paladar com um pedaço de torrada e Gentleman’s Relish.

página 63

(…) Odeio dormir, de qualquer modo (e quem me dera não sonhar tanto). Nem sei porque é que ainda me ralo com isso. Tudo pode acontecer quando se está a dormir. Dormir só serve para apanharmos areia nos olhos.
Sucesso de Martin Amis (página 37)

no interior: “sucesso”

Vinheta no interior do livro Sucesso de Martin Amis desenhada por Rui Rodrigues. Edição pela Quetzal Editores.