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teoria geral do esquecimento de josé eduardo agualusa

04 Dez
04.12.2018

Primeiro apontamento: o livro é mesmo muito bom. Simples. Nada a acrescentar. Com personagens perfeitamente desenvolvidas, credíveis, que espelham sem complexos as diversas emoções humanos este livro é uma gema pura.

Segundo apontamento: os títulos de alguns capítulos deste livro são outra mais valia. Vejamos:

  • O nosso céu é o vosso chão
  • A substância do medo
  • Depois do fim
  • Sobre as derrapagens da razão
  • Os dias deslizam como se fossem líquidos
  • A subtil arquitetura do acaso
  • O colecionador de desaparecimentos
  • Sobre Deus e outros minúsculos desvarios
  • É nos sonhos que tudo começa

Quetzal Editores

02 Dez
02.12.2018 A fraqueza, a vista que se esvai, isso faz com que tropece nas letras, enquanto leio. Leio páginas tantas vezes lidas, mas elas são já outras. Erro, ao ler, e no erro, por vezes, encontro incríveis acertos. No erro me encontro muito. Algumas páginas são melhoradas pelo equívoco.
A Teoria Geral do Esquecimento de José Eduardo Agualusa (página 105)

02 Dez
02.12.2018 OS DIAS DESLIZAM COMO SE FOSSEM LÍQUIDOS. Não tenho mais cadernos para escrever. Também não tenho mais canetas. Escrevo nas paredes, com pedaços de carvão, versos sucintos. Poupo na comida, na água, no fogo e nos adjetivos.
A Teoria Geral do Esquecimento de José Eduardo Agualusa (página 87)

no interior: “teoria geral do esquecimento”

30 Nov
30.11.2018

Arte interior no livro “Teoria Geral do Esquecimento” por José Eduardo Agualusa.

Quetzal Editores

01 Nov
01.11.2018 Lembrei-me de Almeida Garrett, viajante e pensador português de meados do século XIX. Uma inspiração para mim, Garrett fizera uma viagem pelo seu próprio país, narrada em Viagens na Minha Terra, e constatando a pobreza, formulara uma questão: «E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico.»
Sul Profundo de Paul Theroux (página 149)

no interior: “sul profundo”

24 Out
24.10.2018

Arte no interior do livro “Sul Profundo” por Paul Theroux. 

24 Out
24.10.2018 A mais reles carripana é melhor que um lugar de primeira classe num avião (…) Não há prólogo, apenas o júbilo dum arranque súbito.
Sul Profundo de Paul Theroux (página 33)

24 Out
24.10.2018 A impressão de concordar com essa intromissão, de que se está a colaborar («É para o meu bem»), é pior que humilhante; combina todas as desculpas e evasivas que contribuíram para criar as opressivas ditaduras e tiranias do passado. O desposar-se, em todos os aeroportos, da dignidade de viajante, forçando-o a sujeitar-se, é a antítese do que se procura viajando. Sim, vivemos tempos perigosos, mas isso significa ceder a todo o nosso direito à privacidade, então não compensa a trabalheira de sair de casa.
Sul Profundo de Paul Theroux (página 33)

deixa a chuva cair de paul bowles

11 Out
11.10.2018

Excelente descoberta. Adorei e dizer isso é dizer pouco.

Uma história na qual a chuva cria a atmosfera ideal para devaneios e passeios; a banda sonora audaz!

A descida de um homem, Nelson Dyar, até às portas do inferno narrada de forma excelente.

11 Out
11.10.2018 Acordara um dia e a sua infância tinha acabado – terminara quando ele estava distraído e os seus elementos continuaram indefiníveis, o seu desígnio nebuloso, todas as suas harmonias por resolver.
Deixa a Chuva Cair de Paul Bowles (página 310)
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