Tag Archive for: quotes

27 Mar
27.03.2020 As minhas ideias estavam confusas. De uma forma muito peculiar, a irrealidade do mundo exterior parecia ser uma extensão do meu perturbado estado de espírito.
Gelo de Anna Kavan(pág. 65)

16 Mar
16.03.2020 A maioria da escrita de viagens era acerca de férias e confortos, e não de verdadeiras viagens e provações. Portanto, as próprias palavras «escrita de viagens» estavam aviltadas a ponto de detestar utilizá-las, mas que mais havia e como poderia eu recuperá-las?
O Grande Bazar Ferroviário de Paul Theroux (pág. 12)

Concordo plenamente com o autor.

11 Mar
11.03.2020 — A resposta é o tempo — afirmou o senhor Ricker no primeiro dia de aulas do décimo ano de Pete. Andava de um lado para o outro na sala, com as antiquadas calças à boca de sino a balançar, sacudindo os braços ocasionalmente. — Sim! O tempo separa impiedosamente o que é estúpido do que não é estúpido. É um processo natural, darwinista. É por isso que os livros de Graham Greene estão disponíveis em qualquer boa livraria, e os livros de Somerset Maugham não.
Perdidos e Achados de Stephen king (pág. 95)

Ainda há pouco tempo falei disto.

10 Mar
10.03.2020 Ela deu à luz um rapaz cerca de um ano depois de se terem casado e morreu três dias depois. Tal como morreu, assim foi cremada. Apagou-se, sem dor nem grande sofrimento, como se alguém se tivesse limitado a sair do palco e a desligar um interruptor.
A Rapariga que Inventou um Sonho de Haruki Murakami (pág. 227)

06 Mar
06.03.2020 Os começos são sempre assim. Num determinado momento está lá tudo, no momento seguinte foi tudo ao ar.
A Rapariga que Inventou um Sonho de Haruki Murakami (pág. 162)

03 Mar
03.03.2020 — Assustador como o caraças. Alguma vez viste aquele filme sobre o palhaço no esgoto?
Hodges abanou a cabeça. Mais tarde — apenas semanas depois da sua reforma — tinha comprado o DVD do filme e Pete tinha razão. O rosto da máscara era muito semelhante ao rosto de Pennywise, o palhaço do filme.
Mr. Mercedes de Stephen King (pág. 69)

Referência à mini-série de 1990, posteriormente convertida em filme, e que se baseia no livro homónimo de Stephen King escrito em 1986.

03 Mar
03.03.2020 No enorme átrio alcatroado havia vários contentores enferrujados posicionados como os monólitos da ilha da Páscoa. O Mercedes cinzento fora estacionado de esguelha entre dois deles. Quando Hodges e Huntley chegaram, havia cinco carros da polícia no local, dois de frente um para o outro junto ao porta-bagagens do carro, como se os agentes esperassem que o grande carro cinzento se fosse ligar sozinho, como aquele velho Plymouth no filme de terror, e tentasse sair dali.
Mr. Mercedes de Stephen King (pág. 67)

Referência ao Plymouth Fury 1958 do filme “Christine” realizado por John Carpenter e que se baseia no livro (1983) livro homónimo de Stephen King.

02 Mar
02.03.2020 Há mentiras que resgatam e há verdades que escravizam.
A Rainha Ginga de José Eduardo Agualusa (pág. 121)

21 Fev
21.02.2020 Quando digo que amo o deserto, estou a dizer que amo o quê? A areia ardente de dia e gelada de noite? As muitas e variadas formas das dunas? O céu estrelado e a Lua enorme, como um astro vivo e erróneo? A solidão? O vazio? Talvez só ame o conceito de deserto, e talvez o ame porque quero ser como ele. Amo o deserto porque é o lugar da possibilidade absoluta: o lugar em que o horizonte tem a amplitude que o homem merece e de que necessita. O deserto: essa metáfora do infinito.
O Amigo do Deserto de Pablo d’Ors (pág. 84)

20 Fev
20.02.2020 No deserto pode-se caminhar durante dias, semanas e até meses sem ver outra coisa além de areia; ora bem, chega sempre 0 momento em que aparece um oásis maravilhoso que convida a parar e reabastecer. Por mais duro que seja o trajeto que leva a um oasis, qualquer oásis merece sempre o esforço do caminhante.
O Amigo do Deserto de Pablo d’Ors (pág. 161)

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