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22 Mai
22.05.2019 Rir é resistir
«O riso», escreveu Eça de Queirós, «é a mais antiga e ainda a mais terrível forma de crítica. Passe-se sete vezes uma gargalhada em torno de uma instituição e a instituição alui-se.»
«Uma boa gargalhada», acrescentou Nabokov, «é o melhor dos pesticidas.»
O Paraíso e Outros Infernos por José Eduardo Agualusa (pág. 147)

20 Mai
20.05.2019 SEI MUITO BEM QUE, QUANDO ESTOU NU, fico com um ar ridículo, mas mesmo assim dispo-me.
Hotel Silêncio de Audur Ava Olafsdóttir (página 11)

20 Mai
20.05.2019 Ali parado sob a chuva miudinha (…), ocorreu-lhe que as crianças eram melhores em quase a morrer, e também eram melhores em incorporar o inexplicável nas suas vidas. Acreditavam implicitamente no mundo invisível.
A Coisa por Stephen King (página 584)

17 Mai
17.05.2019 (…) O argumento mais utilizado para defender estes «espetáculos» é o da tradição. Nunca entendi isto. Um ato idiota não se torna mais inteligente ou mais interessante por o repetirmos a cada ano, de geração em geração. Na verdade, só piora.
O Paraíso e Outros Infernos por José Eduardo Agualusa (pág. 101)

16 Mai
16.05.2019 «LANÇAR UM BOMBA», ESCREVEU JORGE LUIS BORGES, «é mais uma confirmação do que uma refutação. É como dar razão ao adversário, mas de um modo terrível.»
Quem está certo da sua razão, discute-a. Apresenta argumentos. Defende, até ao fim, uma determinada linha de pensamento. O murro acontece quando a inteligência colapsa. Um murro é sempre uma expressão de derrota — ainda que, eventualmente, derrube o adversário. O que derrubou o adversário não foi uma verdade qualquer ou a pureza de uma ideia. Foi um murro.
De resto, com frequência, o homem que dá o murro justifica-se dizendo: «Perdi a razão.»
O Paraíso e Outros Infernos por José Eduardo Agualusa (pág. 57)

14 Mai
14.05.2019 Falando em felicidade, há quem a encontre na aventura e quem a encontre na repetição. A banalidade pode ser tão aconchegante quanto um velho sofá.
O Paraíso e Outros Infernos por José Eduardo Agualusa (pág. 21)

13 Mai
13.05.2019 Se tinham algum fundo de verdade os murmúrios do povo, as insinuações, os risos de caxexe, isso não sei. De resto, pouco importa: entre nós o boato sempre foi mais poderoso que a verdade. Ele faz acontecer, dá acontecência ao insucedido.
A Feira dos Assombrados por José Eduardo Agualusa (pág. 60)

13 Mai
13.05.2019 NA DÉCIMA NONA NOITE DAQUELE MÊS DE FEVEREIRO um grande clarão iluminou repentinamente o abismo da noite, as estrelas começaram a girar e a cair e tudo culminou numa explosão prolongada, que sacudiu a vila como um tremor de guerra. Quando num tropel de pânico saímos para a rua vimos que do outro lado do rio o mundo tinha deixado de existir.
A Feira dos Assombrados por José Eduardo Agualusa (pág. 54)

09 Mai
09.05.2019 “He’s right, you know. This one’s not going to talk. They’re trained to resiste agressive questioning.”
“‘Aggressive questioning’?”
“That’s the euphemism we used for torture in the imperial service, ma’man.”
“Just fucking call it torture, then.”
The Collapsing Empire by John Scalzi (pág. 192)

06 Mai
06.05.2019 Meteu a mudança e arrancou, sentido mais uma vez que tinha sido fácil deslizar por uma fenda inesperada daquilo que considerava uma vida sólida; como seria fácil seguir para o lado negro, velejar do azul em direção ao negro.
A Coisa por Stephen King (pág. 86)
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