Tag Archive for: quotes

Paris é uma cidade de que se poderia falar no plural, tal como os gregos falavam de Atenas, porque há muitas parises e a dos estrangeiros só superficialmente tem algo em comum com a Paris dos parisienses. O estrangeiro que atravessa Paris de automóvel e vai de museu em museu não suspeita sequer da presença de um mundo que lhe passa ao lado sem que ele o veja. A não ser que se tenha perdido realmente tempo numa cidade, ninguém poderá considerar que a conhece bem. A alma de uma grande cidade não se deixa apreender facilmente; é preciso, para se comunicar com ela, termo-nos aborrecido, termos de alguma modo sofrido nos lugares que a circunscrevem. Seja quem for, pode, sem dúvida, munir-se de um guia e constatar a presença de todos os monumentos, mas dentro dos próprios limites da cidade de Paris existe uma outra cidade de tão difícil acesso como foi difícil outrora o acesso a Timbuctu.

Paris de Julien Green (página 39).

A cidade, efectivamente, sorri apenas àqueles que se aproximam dela e que deambulam pelas suas ruas; a esses, ela fala numa linguagem tranquilizadora e familiar, mas a alma de Paris só se revela de longe e do alto, e é no silêncio do céu que se escuta o imenso grito patético de orgulho e de fé que ela eleva na direcção das nuvens.

Paris de Julien Green (página 23)

i still recall vaguely

05 Nov
5.11.2017

(…) I still recall vaguely (…) My dozing wife, surrounded by pillows of Mozartian softness: this was the last picture I saw when blackness fell over the world and made my eyes useless.

from Black Sunshine by Alexander Zelenyj

The snow robins play between Heaven and Hell. My hopeful mantra while I wait to die.

from Experiments at 3 Billion A.M. by Alexander Zelenyj

We were living inside a house inside a house. Each of the four walls of each of the rooms was wrapped as thought from the inside out in photos representing what had been and what no longer was. Imagine, if you will, living inside a memory.

From Human Maps by Andrew Hook

When se returned her gaze to the street and saw the mundanity there – the people no more than insects – she realised she was right. But That the intelligence was ebbing, humankind – the real, bland, unadventurous, frankly lazy humankind – had begun to dominate.

From Human Maps (Flytrap) by Andrew Hook (página 159)

Sense is the enemy of change and nonsense is the powder keg of disorder.

from Automatic Safe Dog by Jet McDonald

The most perfectly futile, the most sublime and absurd machines of all are of course: ourselves. We must embrace futility and absurdity. We must seize the machines that so wound us and make then part of us again, make love to hem, make them as magnificently ludicrous as ourselves. Then we, and they, will be whole again, and God will smile.

Mechagnosis by Douglas Thompson

You are what you eat and drink and breathe, so what are we now, most of us? Carbon Monoxide, Lead, Fluoride, Monosodium Glutamate. Metal and ash and oil.

by Douglas Thompson from Sylvow

What kind of darkness is this that has infiltrated our lives? What is the source of this malignant nature, that it so maliciously has stolen even our dreams from us. Where does it receive its divine-like might and power?

by Alexander Zelenyj, from Black Sunshine

© 1999.2018 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera