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o espaço no tempo

Neste capítulo da obra “Areias Brancas” de Geoff Dyer o autor falar da sua experiência em Quemado, Novo México na sua visita ao Lightning Field.

john cliett – © dia art foundation

Comprised of 400 polished stainless steel poles installed in a grid array one mile by one kilometer, “The Lightning Field” by sculptor Walter De Maria is recognized as one of the late-20th century’s most significant works of land art.

Walter De Maria created The Lightning Field in 1977. Open each year from May through October, this work includes 400 polished stainless steel poles measuring approximately 20 feet and 7 ½ inches in height that are spaced 220 feet apart. A sculpture to be walked in as well as viewed, The Lighting Field is intended to be experienced over an extended period of time.

CHEGAMOS A UM LUGAR que não parecia grande coisa: a cabana de um camponês e um moinho de vento, no meio de um vasto nenhures. O moinho devia estar em atividade, porque o vento espalhava-se pela planície. O céu não estava apenas limpo e azul. Era como se tivéssemos chegado a um futuro em que não havia atmosfera — não havia céua isolar a Terra do cosmos.
Areias Brancas de Geoff Dyer (página 71)
john cliett © dia art foundation
Mesmo sem o bónus dos relâmpagos a experiência de The Lightning Field transcende a sua reputação. Claro que deus não aparece. Há imenso espaço, mas, ainda que só como figura de estilo, não há espaço para deus. The Lightning Field oferece uma intensidade de experiência que durante muito tempo só pode ser articulada com — ou de maneira mais conveniente — a linguagem religiosa.
Areias Brancas de Geoff Dyer (páginas 81/82)

sou cristão por ter sido baptizado?

Ser cristão é acreditar em Cristo filho de Deus pai.

Não sou cristão apenas por ter sido baptizado ainda bebé. Só me faltava uma decisão unilateral rotular a minha crença para todo o sempre.

Foi a discussão com uma beata, não beata de cigarro – certo.

Tive de a informar de que o baptismo não torna per si uma criança parte do corpo de Cristo. Sim, ela já traz em si, segundo a definição de baptismo, o nome de Cristo, mas sendo o baptismo essencialmente relacionado ao indivíduo depende dele aceitar a responsabilidade de encontrar Deus. O baptismo torna apenas a pessoa apta a crer.

Explicação dada e não aceite.

de (1999)

Este mundo é, às vezes, difícil de aguentar. Muitas “crianças grandes” abusando de tudo e de todos. Morte e doença em quantidades industriais. Muitas desilusões amorosas(!). E as pessoas fazem o que podem para seguir em frente. A religião acaba por ser mais saudável do que o “ecstasy”.
Odeio é quando as pessoas ficam fanáticas. Odeio mesmo.
Mas de uma forma geral, a religião ajuda as pessoas a sobreviver, e a maior parte das pessoas religiosas são inofensivas. Elas precisam dela.
Eu também preciso da religião, mas não existe uma que seja indicada para mim. Provavelmente irei iniciar a minha própria religião quando estiver para aí virado.

Não sei de onde traduzi isto, apenas que é de 1999.

o braço esquerdo de deus

O Braço Esquerdo de Deus, livro editado pela Porto Editora, do escritor Paul Hoffman, primeiro de uma trilogia, convenceu-me. Adorei como que o universo paralelo em que os seguidores de uma religião continuam a combater os infiéis de forma poderosa e com sucesso. Pode ser um livro de alguma forma perturbador – viciante, violento, apaixonante.

Não é quanto a mim um verdadeiro livro de fantasia, mas enfim, é a minha opinião. Poderia dizer mais, mas não digo. Estou de férias.

O titulo do livro é-nos explicado mesmo no fim do fim. Iniciei a leitura do segundo livro. Obrigado mãe pela oferta.

em busca da realidade divina

Só esta semana é que terminei a leitura do livro “Em Busca da Realidade Divina” de Lothar Schäfer (edições Ésquilo, 2003), que comprei durante no Ciclo de Conferências e Religião: perspectivas.

assinatura_em_busca

dedicatória

É uma livro fascinante.

o livro de eli

Não sei se gostei deste filme ou não e eu que adoro, especialmente, ficção cientifica e mundos apocalípticos.

Os filmes serviram uma espécie de catarse – a não ida ao fórum fantástico 2011 ainda está a ser digerida; e a visualização de três filmes de uma penada, este foi o último, pode ter contribuído para um embrutecimento. Ou já era do cansaço.

Por isso tenho esta dúvida. Ou é por ser um filme que afirma acima de tudo o poder da religião para a sobrevivência.

velas e que velas!

Agora basta introduzir uma moeda ou várias e temos velas acesas como se fossem verdadeiras velas.
Esta máquina é uma grande invenção para obtenção de lucro.
Maximização de lucros e verde devem ter sido as palavras de ordem na criação desta máquina de promessas.

período refractário

Tenho um colega que se gaba imenso, quase exageradamente, direi eu inocentemente ou ignorante até, das suas habilidades/capacidades sexuais. Todas “elas” ficam satisfeitas se o tiverem como parceiro tal é a sua pujança. Um dos seus segredos é a ingestão diária de uma barra de chocolate. Ele, actualmente, tal é o número d “elas” que querem sentir tamanha energia e masculinidade, só aceita mulheres “de catálogo” – um gourmet do sexo!

A semana passada em tom de brincadeira inquiri-o acerca da duração do seu “período refractário”. A sua resposta, “Ui, é muito tempo, muito tempo mesmo. Comigo é tudo em grande!”, foi gritada enquanto atirava o braço direito em frente para salientar com esse gesto a sua plena alegria por “muito tempo”. Não pude deixar de gargalhar perante a sua obtusa resposta.

Conto este episódio anedótico a recordar-me da frase “Prescinde/não prescinde(3) do direito ao ensino da disciplina de Religião e Moral Católicas” (modelo n.º 451 INCM) escrita, pelo menos entre 1983/1988, nos boletins de matrícula do ensino básico e do ensino secundário. (3) “Riscar a palavra que não interessa”; perante isto acredito que muitos encarregados de educação riscaram a palavra “Prescinde” porque viam apenas o não e nunca associavam o “prescinde” a “passar sem”. Isto criou muita confusão desnecessária. E para resolver o problema bastava ter substituído a palavra “prescinde” por outra como “renuncia”, “dispensa”. Era uma frase religiosamente armadilhada com o objectivo de, por engano/lapso, obrigar os alunos à frequência da disciplina de Religião e Moral Católicas. A partir de 1989 já era necessário uma declaração própria devidamente assinada a informar do desejo de frequentar a disciplina de Religião e Moral (DREN modelo 1) e em outros boletins de matrícula bastava escrever a palavra “SIM” “no rectângulo abaixo” (modelo n.º 1065 da INCM). Com isso terminou as matrículas por “engano”.

E já agora a palavra “obliterar” colocada nestes termos: “O título de transporte só é válido se for obliterado” também é um espectáculo burlesco da aproximação dos serviços públicos ao cidadão.
Em Portugal a taxa de dislexia, mais por falta educação do que motivada por problemas médicos, ainda é elevada. Ou… já não o é… fruto das Novas Oportunidades.
E agora fiquei ligeiramente afásico!?

consciência e religião: perspectivas (09.abril e 16 de abril)

A conferência do dia 09 de Abril foi bastante interessante e com dois conferencistas que elaboraram duas fascinantes intervenções. De um lado o “Judaísmo e Consciência”, do outro lado a “Consciência e Ateísmo”.

Contudo a conferência do dia 16 de Abril: “Ensinamentos Espirituais Indianos e a Física Quântica” com Subhash kak foi a que me fascinou mais.

consciência e religião: perspectivas (19.março)

conferência

Foi com imenso gosto que assisti no auditório da Câmara Municipal de Barcelos na sexta-feira a duas intervenções incluídas no Ciclo de Conferências e Religião: perspectivas.
# Experiências Visionárias face à Ciência por Joaquim Fernandes
# O que as Mulheres Trazem à Religião

A intervenção que mais me fascinou foi a de Joaquim Fernandes. Os temas abordados foram para mim muito mais interessantes: a neuroteologia ou neurobiologia da religião, relaxamento(s) e estados de consciência, estados alterados de consciência, entre outros.

A caminho de casa e partindo da ideia de que consciência é sapiência, sentiência, uma qualidade da mente em perceber a relação entre si e um dado ambiente não pude deixar de pensar que a procura constante do individuo em encontrar Deus perderia um pouco de sentido se a minha consciência, em termos básicos aquilo que EU sou, pudesse ser perpetuada biologicamente ou num sistema não biológico (cibernético?). E não pude deixar de recordar-me n’ “O Incal Negro” (vidé página 22) ou no livro “O Jogo Final” de Orson Scott Card – ambos exibem duas soluções para a nossa mortalidade.