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my top 10 + 1 favorite fictional detectives

My top list of fictional detectives:

  1. C. Auguste Dupin by Edgar Allan Poe
  2. Sherlock Holmes by Arthur Conan Doyle
  3. Nero Wolfe by Rex Stout
  4. Commissaire Maigret by Georges Simenon
  5. Feluda by Satyajit Ray
  6. Monsieur Lecoq by Émile Gaboriau
  7. Hercule Poirot by Agatha Christie
  8. Philip Marlowe by Raymond Chandler
  9. Commissario Salvo Montalbano by Andrea Camilleri
  10. Father Brown by G. K. Chesterton
  11. Samuel “Sam” Vimes by Terry Pratchett

The best mystery novel continues to be The Woman in White by Wilkie Collins.


Illustration to “The Purloined Letter” by E. A. Poe.
Source “Модный магазин” (Fashion magazine), 1864, №23 (December)

From wikipedia

o crime das maçarocas

— Há quanto tempo são íntimos?
— Bom, existem várias definições de “íntimo”? Está a referir-se a qual?
— Sabe muito bem a qual estou a referir-me.
Ergui os ombros.
— Se não mo quer dizer, vou ser forçado a adivinhar. — Deixei cair os ombros. — Se está a referir-se à pior de todas as definições, ou à melhor, segundo os pontos de vista, não tenho nada para lhe dizer. Conheço-a há três anos, desde o dia em que veio entregar-nos o milho. Já falou com ela?
— Já.
— Nesse caso conhece os atributos físicos de Sue, e eu tenho que lhe agradecer o cumprimento. Ela tem os seus dias. Penso que não faz por mal e que não é culpa dela quando não consegue esconder o que é, uma vez que já nasceu assim. As conversas dela são qualquer coisa de especial. Não só nunca sabemos o que ela irá dizer a seguir, como ela própria não sabe. Certa noite, beijei-a, um beijo saudável, e quando nos separámos ela diz: “Uma vez, vi um cavalo beijar uma vaca”.

páginas 98/99

Uma forma agradável? de elogiar uma moçoila.
“O Crime das Maçarocas” é o segundo conto do livro “Terceto para Instrumentos Letais” de Rex Stout. O livro reúne contos bastantes simpáticos e que revelam que Rex Sout movimenta-se, igualmente sem qualquer problema nas histórias curtas.
Foi boa uma leitura – relaxante q.b.

picada mortal: depois da leitura

– Chama-se Goodwin; também é um génio?
– Sou, sim, sir; aprendi com Nero Wolfe.
– Sou um homem de ideias largas, mas, seja você um génio ou apenas um asno, não posso fazer esperar os meus doentes.

página 118


Como está, Mr. Kimball? Desculpe não me levantar; não sou mal educado, mas apenas pesado. Sente-se, por favor

página 168

Tirando as sempre fascinantes idiossincrasias de Nero Wolfe não apreciei por demais esta aventura. Ficou um pouco atrás do que estou habituado – a que talvez não seja estranho ser a primeira aventura do detective ou, então, devido ao facto de ter lido outros livros antes de verdadeiramente ter decidido terminar a sua leitura iniciada em Novembro de 2009.

a montanha negra

— Ah, mas eu quero conhecer a casa onde nasceu e colocar lá uma placa!

página 144

É uma história diferente de Nero Wolfe em todos os sentidos. Desenrola-se fora do seu santuário na “35th Street” e assiste-se a Nero Wolfe não apenas a realizar actividades físicas impensáveis, mas, igualmente, a passar frio, fome.
Fiquei, e ainda bem, a saber mais sobre a vida de Nero Wolfe, a sua infância, a sua nacionalidade (Montenegrina).

picada mortal: a começar a leitura

Wolfe levantou a cabeça. Menciono este pormenor porque a sua cabeça era tão grande, que levantá-la nos parecia obra de peso. Na realidade talvez fosse ainda maior do que se nos afigurava, pois o resto do corpo era tão avantajado, que, se tivesse a coroá-lo outra cabeça que não fosse aquela, passaria inteiramente despercebida.

página 5

Adoro as histórias de Nero Wolfe, criação máxima de Rex Sout. Adoro-as porque as histórias estão impregnadas de um humor cintilante; adoro-as porque Nero Wolfe é uma personagem cheia de idiossincrasias apetitosas.
Iniciei outra história – Picada Mortal – que parecer ser, mais uma vez, um mistério deslumbrante e que logo nas primeiras páginas oferece ao leitor algo mais sobre o modo de vida peculiar e invejoso de Nero Wolfe.

Fritz começou a trazer a cerveja, seis garrafas de cada vez num tabuleiro. Após a terceira remessa, sorri de novo, ao ver Wolfe olhar para a formação de garrafas alinhadas na mesa, e para Fritz, que saía. Mais dois tabuleiros cheios, e Wolfe deteve a parada:
— Quer fazer o favor de informar-me, Fritz, quando isto acabará?
— Muito em breve, sir. Faltam apenas dezanove, pois são quarenta e nove ao todo.
— Disparate! Desculpe, Fritz, mas não há dúvida de que é um disparate.
— Sim, sir. O senhor disse-me que trouxesse uma garrafa de cada qualidade que pudesse obter, e eu fui pelo menos a treze lojas.
— Está bem, traga-as. E algumas bolachas de água-e-sal, também. A nenhuma faltará oportunidade, Fritz; não seria justo.
Ao saborear a quinta marca, estalou os lábios e levantou o copo, para ver à transparência o líquido ambarino.
— Eis uma agradável surpresa, Archie. Se me dissessem, não acreditaria. É, aliás, uma das vantagens de se ser pessimista. Enquanto um pessimista só tem surpresas agradáveis, um optimista só as tem desagradáveis. Até agora, nenhuma das cervejas que provei era água de esgoto, e comecei pelas mais baratas.

página 6

as aranhas douradas

— Não me consultaste — prosseguiu Wolfe com frieza. — Descobrir que um dos meus pratos preferidos foi radicalmente alterado, sem qualquer espécie de aviso. é um choque desagradável. Talvez seja comestível, mas não estou com disposição para correr esse risco.

páginas 5 e 6

Foram 174 páginas lidas em poucas horas. A noite de ontem, e a de hoje vai pelo mesmo caminho, não puxava o sono. Daí que me tenha socorrido de um companheiro solitário para servir distracção, mas foi pouca distracção para me permitir adormecer.

Apenas pelas 07.?? é que fechei os olhos bastante ensonado e cansado.

velhas e novas aventuras

— Esperem — disse eu. — Penso que acaba de desmaiar.
— Disparate — berrou Wolfe. — As mulheres não desmaiam.
Já tinha ouvido essa antes. A sua base não era médica, antes pessoal; ele está convencido de que, a não ser que tenha uma boa razão, tal como ser agredida com um taco, qualquer mulher que desmaia está só a representar, um subtítulo do seu princípio fundamental de que todas as mulheres estão sempre a representar.

página 184

Desta feita dediquei-me a ler três aventuras com Nero Wolfe (Trindade Homicida). Foi um livro, apesar da mediania das três histórias, agradável de ler. Para mim é sempre divertido sentir a vida de Nero Wolfe.

Actualmente tenho na mão um pastiche de Sherlock Holmes – As Vitórias da Lógica (1910) – escrito por Gustaf Adolf Bergström. Bergström é o primeiro escritor em Portugal a acrescentar novas aventuras ao universo do ímpar Holmes.

Deve ser uma leitura interessante tendo em conta que até agora só tinha lido a obra “Sherlock Holmes contra Jack o Estripador” de Ellery Queen pelas Edições 70, na colecção Alibi, n.º 1 (1983).

honra(s)

O Dueto de Morte foi uma leitura agradável até ser descoberta a pista que levou ao criminoso. A pista estava na forma como foi escrita a palavra honra. Os norte-americanos escrevem essa palavra de maneira diferente dos ingleses.

  • honour
  • honor

Ora em português o tradutor decidiu escrever apenas “honra”. Daí que por muitas voltas que desse esta minha cabeça eu nunca chegaria nem de perto nem de longe à solução. Foi pena.

dueto de morte

— Bom dia — disse a rapariga. — Chamo-me Nancy Grant. Telefonei há uma hora. Mr. Fox está?
A mulher abanou a cabeça.
— Mr. Tecumseh Fox ainda não voltou. Espere no alpendre da frente, a menos que queira entrar por aqui. Estou ocupada a preparar o jantar……?
— Eu … — a rapariga mordeu o lábio. — Ele demorará muito.
— Talvez não, mas nunca se sabe. Devia ter regressado ontem à noite. Mr. Crocker não lhe disse isso ao telefone?
— Sim, disse, mas eu… .
— Bom, Mr. Tecumseh Fox acabará por voltar. Volta sempre. Em que tipo de sarilhos está metida? É grave?
— Sim.
— Esqueça-os. Pode ir apanhar flores. Há flores por todo o lado, apanhe as que quiser. Quem me dera poder fazer o mesmo. Quem me dera poder ir à igreja ou sentar-me cá fora ou apanhar flores, num dia como este, mas tenho de tratar do jantar — rodopiou abruptamente e dirigiu-se à porta mas, depois de ter desaparecido atrás das rosas, o rosto dela voltou a aparecer para anunciar: ­— Chamo-me Mrs. Trimble. — e depois entrou.

página 11

Aqui está uma forma diferente e interessante de cativar o leitor. Mais uma vez é uma obra de Rex Stout, mas com Tecumseh Fox a orientar o desfiar do mistério.
Ainda não peguei numa nova aventura do Nero Wolfe. Vou ler primeiro esta obra. É a teimosia ao quadrado.


Dueto de Morte, Rex Stout // título original: Double for Death // revisão: Dália Moniz // tradutor: Elsa T. S. Vieira // editor: “Livros do Brasil”, Colecção Vampiro, n.º 669, 240 páginas, 1ª edição (junho.2003) // isbn: 972-38-2660-7

os crimes do estrangulador enluvado

Li esta semana “Os Crimes do Estrangulador Enluvado” de Rex Stout e não gostei. Não tendo nada a dizer de especial sobre a personagem Dol Bonner – a sua detective feminina. A verdade é que nunca pode deixar de pensar na sua “gigantesca” criação: Nero Wolfe.

Nero Wolfe, who has expensive tastes, lives in a luxurious and comfortable New York City brownstone on West 35th Street. The brownstone has three floors, plus a large basement with living quarters, a rooftop greenhouse also with living quarters, and a small elevator, used almost exclusively by Wolfe. Other unique features include a timer-activated window-opening device that regulates the temperature in Wolfe’s bedroom, an alarm system that sounds in Archie’s room if someone approaches Wolfe’s bedroom door, and climate-controlled plant rooms on the top floor. A well-known amateur orchid grower, Wolfe has 10,000 plants in the brownstone’s greenhouse and employs three live-in staff to see to his needs.

Perante isto quem poderia não adorar um avantajado, eloquente, excêntrico Nero Wolfe. Que além de mais, ainda, adora uma verdadeira cerveja gelada.