Tag Archive for: roupas

en passant

15 Jan
15.01.2020

Há semanas em que os dias correm tão en passant que só tomo consciência de que estou já a meio da semana quando pego na cruzeta “quarta-feira”.

de 2ª feira a …

11 Abr
11.04.2019

Sei lá, devo ter mais de uma dúzia de par de calças e nunca sei as que acabei de vestir porque são todas praticamente iguais (desde que optei por uma cor). Dispo a calça e coloco-a na cruzeta. No dia seguinte fico na dúvida perante a fileira marcial de calças qual foi a que utilizei. Não faz sentido muitas das vezes colocar logo um par para lavar. E usar novamente não faria mal ao mundo e muito menos aos meus tintins. Mas a roupa deve ser rodada.

Assim decidi criar uma ordem por dia da semana. 2ª feira a domingo, e reiniciando…

Eis a primeiro imagem da ordem. Ainda falta marcar cruzetas porque fiquei sem etiquetas.

em tom preto

27 Nov
27.11.2017

Para contrariar o cinzento, nada como umas camisolas pretas – iguais!

E a ler O Velho Logan.

em tom cinzento

02 Jul
02.07.2017

Se existem pessoas preocupadas com as cores que transportam coladas ao corpo eu não sou uma delas. Não vejo necessidade de perder tempo a combinar a camisola com as calças, as calças com as sapatilhas, as sapatilhas com a camiseta, a camiseta com o chapéu. Por isso, e desde que descobri que o cinzento combina com o meu branco pálido, estou a trocar as minhas roupas, quando estas atingem o prazo de validade, apenas por indumentária cinzenta.

E, ainda, estou a ir mais longe, sem sair do lugar, ao adquirir peças de roupa iguais. Objectivo? Aumentar a colecção da igualdade.

Ah, que sossego.

clothes in the shade

07 Ago
07.08.2010

Roupas a secar ao sol na sombra

clothespins

12 Jul
12.07.2010

Um tipo de experiência.

as minhas roupas

10 Mar
10.03.2010

Se há coisa que odeie é levantar-me da cama. Não se pense que adoro a cama acima de tudo; não, nada disso ou, então, que deteste diligenciar uma parte da minha actividade para questões económicas – apenas gostava todos os dias de me erguer da cama indolentemente, desentesado das pressões diárias que se iniciam logo que afasto os lençóis, enfim sem horários; e já agora porque não sair do sono, acima de tudo, sem as cotoveladas lancinantes da mulher e dos seus sussurros cavernosos juntos ao meu sensual lóbulo:

acorda… olha as horas… LEVANTA-TE… lê menos e deita-te mais cedo… olha as horas… sempre o mesmo… raios te partam! tu, os livros e o computador!

Mas mesmo que me levantasse da cama à mandrião seria ofuscado por outro ódio; porque se há coisa que odeie para além de sair da cama em alerta laranja é trajar-me e não porque seja um praticante do nudismo ou um mero paladino de uma doutrina higiénica que postula a nudez total – essas coisas são-me totalmente indiferentes, apesar de ter consciência que O meu corpo de quase perfeito zagal, excelente altura para usar este vocábulo, num campo de nudismo seria um monumento de incontestável e total veneração para qualquer basbaque -, mas porque todos os dias antes de vestir-me tenho de separar as peças de roupa que irão adornar o meu corpo e é esta escolha diária que me mortifica: nunca consigo atingir com o meu vestuário um estado de lucidez cromática primorosa e como tal evitar as críticas viperinas da minha mulher.


rompi as nuvens das escolhas com esta solução

camisas, camisolas, calças, sapatilhas tudo igual e de preferência tudo preto… mas é a minha mais-que-tudo que compra a indumentária, porque me recuso veemente descolar-me para essas “compras”, e quase acredito que para ulterior crítica ela decide-se conscientemente sempre, e sempre por peças diferentes – tenho de lhe louvar a ousadia e a coragem… acho eu!

os passageiros do vento – a menina de bois-caïman (v. 6 – parte 1)

11 Out
11.10.2009

Em 1985 terminei a leitura de Ébano que era o último volume da saga Os Passageiros do Vento de François Bourgeon. Tinha na altura uns lindos 17 anos. Adorei Os Passageiros do Vento e a par com A Balada do Mar Salgado, Silêncio, Koolau – O Leproso, O Vagabundo dos Limbos, Os Olhos do Gato e O Cruzeiro dos Esquecidos foi o descobrir outro mundo na banda desenhada para além da Disney.

passageiros do vento

ébano

Em 1985 Ébano agradou-me 99.99%; queria um final para a história mais definido. O conjunto da obra-prima deliciou-me a 110%. A história de uma Isa depravada, nem sempre com a sorte do seu lado, nascida em boa família, mas enganada, decorre no século XVIII, é servida com requinte. Bourgeon revela uma autêntica mestria no desenho. Os desenhos são cuidadosamente detalhados: são as armas, as roupas, os navios. Tudo está tão bem documentado que por vezes fico hipnotizado pela profundidade do ambiente.

Relendo agora a história contada em Ébano com outra maturidade e vivência, tenho de concluir que aquela indefinição, que me aborreceu nos meus 17 anos de idade, ao deixar abertas inúmeras possibilidades, tornou a aventura ainda mais deliciosa e por isso acabava, pensava eu, esta saga marítima com chave de ouro.

Assim não o entendeu Bourgeon. As questões que coloquei ao saber que Bourgeon decidiu, passados que são 25 anos, reunir-se com Isa foi: o que mais há para contar? ou melhor dizendo, será que vale a pena contar algo mais? Bourgeon não correrá um sério risco em perder-se?

Ao ler o 6º álbum (parte 1) d’ Os Passageiros do Vento senti-me novamente imerso em doces sensações. O desenho está melhor do que nunca. E como é isso possível? Simples, o mestre agora com 64 anos superou-se a si mesmo de forma incrível. A história é agora a de uma Zabo, jovem de 18 anos, que em plena guerra civil atravessa o Lousiana, acompanhada por Quentin, um fotográfico, para alcançar a casa da sua bisavó. Inicialmente não pode deixar de pensar o que levou Bourgeon a abandonar as antigas personagens e, odiando estes saltos no tempo, fui levado através de uma narrativa rápida, em que nada foi deixado ao acaso, à presença de uma Isa maltratada pelos infortúnios da vida; Zabo é a bisneta da Isa de Hoel e em flashback somos enviados para o século XVIII e novamente para a vida de Isa.

O resultado final é de tal forma soberbo e nada entediante que mal posso esperar por Janeiro de 2010. Mês que vai encerrar definitivamente este fresco histórico. E baseio-me nestas palavras do autor para ter escrito isso:

La suite de La Petite Fille Bois-Caïman sortira en janvier. J’ai réalisé 142 pages qui forment un tout, et sont scindées en deux albums. En lisant la deuxième partie, on saura ce qui arrive à nos deux héroïnes, et cela mettra un point final aux Passagers. Car je ne vais pas faire vivre Isa pendant 150 ans ! Et je n’ai pas d’envies particulières concernant Zabo. Ensuite, je terminerai le cycle de Cyann, dont il me reste un album à faire. Il sera moins dense que les précédents, ce sera ma récré!

de boidoi.info

ambiguidade

11 Fev
11.02.2007

Jerry: I was the best man to a wedding one time, that was pretty good. Pretty good title, I thought, best man. I thought it was a bit much. I thought we’d have the groom and a pretty good man. That’s more than enough. If I’m the best man, why is she marrying him?

from imdb

Qual a razão para estar estabelecida a ideia de vestir-se um bebé masculino de azul e um bebé feminino de cor-de-rosa?
É por causa da ambiguidade sexual dos bebés.
Olhamos para o bebé e no nosso indulgente e obstinado decoro social dizemos:
“Que linda menina/menino.” pois, congenitamente, temos a certeza de que a roupa denuncia de forma clara e inequívoca o sexo do bebé.
Não esperamos que os pais quebrem este acordo social para deixarem alguém com cara-de-pau. Assim como temos como provável, tal Constanza, que as pombas, rolas, rolinhas, pássaros, passarinhas levantem voo no último segundo antes do atropelamento.
Não é adequado que os pais no choque apaixonado pelo nascimento do descendente decidam ser modernos. Vanguardistas.
Esse acordo não pode ser quebrado. Isto não pode acontecer:
“Não é menina. É um rapaz.”
“Ahh, pois mas está vestido de cor-de-rosa.”
“É, pois, mas nós não ligamos a isso.” Ligam a isso, pensamos nós, mas receberam a merda dessa roupa de um daltónico ou de alguém com um sentido de humor de mosca morta ou de alguém que a comprou com 24 meses de antecedência.
Este descaramento, que deve estar previsto como crime numa futura revisão do Código Penal, e que origina um abanão na nossa fé pelas regras sociais, serve, apenas, de mórbida satisfação aos restantes basbaques que admiravam o puto sem saber na verdade se era um puto ou uma menina.

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beam me up, scotty!