Artigos

um inverno, sete sepulturas de christoffer petersen

Na remota comunidade árctica de Inussuk, no final de cada verão, são cavadas sete sepulturas antes que o solo congele. À medida que o inverno se aproxima, a questão que se coloca é se serão em número suficiente. Neste primeiro livro de uma série que tem a Gronelândia como cenário, aparece a figura de David Maratse, um polícia prematuramente reformado que pretende levar uma vida calma, caçando e pescando, observando as baleias e os icebergues que se deslocam lentamente pelo fiorde.

Quetzal

Com um enredo nada complicado é um livro, escrito ao estilo telegráfico – poupança nas palavras é a ordem do dia – que se lê durante um fim-de-semana; a descoberta do culpado é oferecida de bandeja.

Leitura despreocupada.


no interior: “um inverno, sete sepulturas”

Arte no interior do livro “Um Inverno, Sete Sepulturas” de Christoffer Petersen publicado pela Quetzal.

livros na palete – posição 014

Nesta palete tenho mais uns livros de Aquilino Ribeiro e três autores novos.

keep calm

Existirá sempre um buraco para qualquer um, por isso:

keep calm!

sepulturas dos pais de david soares e andré coelho

Primeira nota:
a nível gráfico é um livro ímpar; Mário Freitas encarregado da edição, da paginação e da legendagem está de parabéns – a Kingpin Books pode se orgulhar de ter editado um livro invejável.

Outra notas:
André Coelho responsável pelos desenhos conseguiu criar uma atmosfera negra, onírica, sensual. Existem pranchas verdadeiramente espectaculares.
As seis pranchas em que Borges nos oferece um solilóquio têm uma perfeita combinação de texto e imagem e a última das seis pranchas é uma doce surpresa.

Em “Sepulturas dos Pais” temos um David Soares igual a si próprio: ímpar, irrepreensível, sem papas na língua – o que é o pudor? uma palavra castradora da imaginação, que David Soares não teme -, cruel na exploração da natureza humana, modelador de magia, criador de uma narrativa com melodia (o livro a ser lido em voz alta oferece outra leitura porque David Soares utiliza as palavras certas para criar um ritmo de fundo; é como estar a ler e ouvir o som das ondas). Ele, sem qualquer maquilhagem, produziu uma história em que o real não é o que parece e em que o sobrenatural é o real – doce arrepio.

André Coelho e David Soares são o par perfeito. Um com um traço negro, outro com palavras cruas (provocadoras) conseguiram em pouco (62 páginas) contar muito num livro em que a obsessão é, maravilha das maravilhas, a ordem do dia.

Adorei o livro. É disto que eu preciso.

the ironic fantastic #3 no cadernos de daath

É com imenso orgulho que vejo referido no blog do meu escritor português de eleição, David Soares, algumas palavras sobre a revista editada por mim, The Ironic Fantastic #3.

São demonstrações como estas que compensam o pesadelo que foi editar este número. Obrigado.

14951

sepulturas dos pais

Aproveito para publicitar a capa de «Sepulturas dos Pais», escrito por David Soares e desenhado por André Coelho. Uma edição da Kingpin Books, com lançamento previsto para 25 de Outubro, no Amadora BD.

igreja matriz de escalhão

Pelo que me foi dado apreciar o interior da igreja aparenta estar em ruínas. Não tive a felicidade contudo de apreciar algumas sepulturas que foram “mudadas” para o cemitério adjacente.

igreja matriz de escalhão – figueira de castelo rodrigo

De qualquer forma esta igreja serviu de refúgio aos combatentes portugueses na Guerra da Restauração da independência de Portugal.

igreja matriz de escalhão – figueira de castelo rodrigo

Nas fachadas ainda são visíveis marcas de balas de canhão disparadas contra a igreja.

igreja matriz de escalhão – figueira de castelo rodrigo

[hr]

Algumas fotos da Igreja Matriz de Escalhão – Figueira de Castelo Rodrigo e alguns comentários. O possível não rigor histórico pode e deve ser relatado.

fragmento.00132

Não estejamos à espera: enovelemos toda a nossa força e toda a nossa doçura numa única esfera, e pelo nosso prazer forcemos duramente os portões de ferro da vida, que abriremos amplamente. Não podemos obrigar o nosso Sol a quieto permanecer, mas está ao nosso alcance fazê-lo correr.
Os Impostores por Alfred Bester

Digam que não existe poesia na ficção cientifica? Digam-me?

fragmento.00131

(…) nas minhas costas ouço sempre a aproximação da quadriga voadora do tempo; e além, à nossa frente, jazem desertos de eternidade. A tua beleza não será mais reencontrada; e os ecos da minha canção não se ouvirão na tua sepultura de mármore: depois, os vermes provarão a tua tão preservada virgindade; a tua honra a pó se reduzirá, e em cinzas o meu desejo se transformará.
Os Impostores por Alfred Bester

Digam que não existe poesia na ficção cientifica? Digam-me?

tatofilia

Lá saberia eu no lindo ano de 1999 quando criei o meu blog Porta VIII, versão 1.0 mais que beta, que hoje se falaria sem complexos sobre cemitérios.
Já em 1999, colocava nos meus posts imagens e outras informações sobre pedras tumulares que muito aborreciam a minha mulher e muito surpreendiam os meus poucos conhecidos. Infelizmente perdi 99,99% do conteúdo devido a azares informáticos.
O que resta, e que foi descoberto por acaso, num HD que fazia parte daquela pilha de discos duros que ainda tenho guardados à espera de obter coragem para os ligar ao novo pc e, assim, descobrir se têm coisas que valham a pena, é a pagina de informação do porta VIII ano 1999.

Escrevo isto hoje com o propósito de dar a conhecer um novo blog sobre Tafofilia (Mort Safe) da responsabilidade de Gisela Monteiro.

E já agora, algumas das minhas citações preferidas, mais ou menos sobre a morte:

Relatively soon, I will die. Maybe in 20 years, maybe tomorrow, it doesn’t matter. Once I am dead and everyone who knew me dies too, it will be as though I never existed. What difference has my life made to anyone. None that I can think of. None at all.

About Schmidt


Enjoy life. There’s plenty of time to be dead.

Hans Christian Andersen


Nos funerais, só se ouvem palavras de surpresa por aquele morto estar morto.

Jacques Bossuet


Um lugar encantador para se ser enterrado, pois nada deve impedir que o encanto acompanhe um homem à sepultura.

Thomas Hardy