Tag Archive for: silêncio

23 Jun
23.06.2017 Entre os mil bichos, só homem é um escutador de silêncios.
A Varanda do Frangipani de Mia Couto (pág. 30)

de lado – 0039

28 Mai
28.05.2017

A ouvir o silêncio – grande som, mas ligeiramente psicadélico.

de lado – 0012

02 Abr
02.04.2017

Comprei um sino em Lilliput. É pequeno e por isso apenas serve para um doce propósito: confundir o silêncio com delicadas badaladas.

brown is the new black by david rix

19 Dez
19.12.2016

Brown is the New Black by David Rix is a much fresher approach to a theme that has become repetitive.
While there is an ever-present desolation it is fascinating how the silence intensely comforts the characters and the reader.

A rather invigorating novel.

o silêncio

30 Nov
30.11.2014

Um poema publicado no Barcelos Popular em 1988.

o silêncio

o silêncio

passeios

22 Dez
22.12.2011

Enche-me de plenitude os passeios nos cemitérios.
Fico inebriado pelo barulho seco do silêncio,
interrompido aqui e ali pela labuta constante dos vermes.

que ousadia! (excerto)

08 Out
08.10.2011

Acordei com a mão esquerda a segurar os tomates. Nada de anormal este meu acordar; gosto de coçar, acariciar os meus tomates (poderia dizer testículos, mas essa palavra transmite uma ideia de inocência; e os meus tomates são tudo menos inocentes) – gosto de os sentir como contrafortes de um membro que mesmo em hibernação revela respeito.

Saí do sono verdadeiramente satisfeito, a abraçar de braços abertos as minhas almofadas king size Reykjavik-Eider em seda e com metade do corpo acariciado por um edredão Jon Sveinsson; não sou pessoa de gostos elitistas, mas gosto de me vestir com a cama – será um fetiche?

A noite anterior foi economicamente produtiva; até, para variar, sexualmente angustiante; e enquanto depenicava a ponta do pénis a lembrança tornou-se clara.

Seguindo a recomendação de uma cliente habitual aceitei marcar uma noite para a sua amiga necessitada de alguma “distracção”; garantiu-me, “Ela é muito linda.”

A amiga de nome Adalgisa, contrariando a minha sugestão reservou o quarto num hotel que eu desconhecia. Insisti um pouco pois gostava da familiaridade dos meus locais de nidificação, mas perante a sua exigência ou atrevimento? cedi – quem era capaz de pagar pelos meus serviços bem que podia ficar com a ideia de que gozava de algum domínio.

Pelas 21h00, utilizei o elevador, subi ao sétimo piso do hotel e bati à porta do quarto 701 imitando com o melhor empenho possível as quatro primeiras notas do primeiro movimento da 5ª de Beethoven; a batida secreta. Entrei a encarar arregalado (ainda sou susceptível a surpresas) para uma pouco comum máscara veneziana bauta feita de papel machê, de cor ocre, preta e dourada, decorada na testa com um medalhão de ouro e com plumas que ocultava o rosto da minha Adalgisa; o corpo estava vestido com uma longa capa preta que cobria a totalidade do corpo – todo o quadro era iluminado apenas pelas luzes do corredor; a única luz existente no quarto soprava de uma vela. Enquanto fechava a porta não pude deixar de pensar nas palavras “Ela é muito linda.” Seria? A dúvida foi, momentaneamente, relegada para segundo plano quando ordenou “Deite-se de costas na cama. ” “Ah!” “Como pode ver há ali uma cama.” A Adalgisa mordia!

informações: apenas um extracto da história

silêncio

04 Jun
04.06.2011

O “Silêncio” de Didier Comès foi outro amor à primeira vista.
Corria o ano de 1987 quando adquiri a edição da Bertrand de Novembro de 1983.

silêncio

silêncio

Em Portugal e salvo erro meu só foi editado deste artista o álbum “Silêncio”. Os outros trabalhos de Comès foram-me dados a conhecer através da, minha compra mensal (religiosa) até ao seu cancelamento, (À Suivre):

  • Eva (iniciou no número 72)
  • L’Arbre-Cœur (iniciou no número 118)
  • Iris (iniciou no número 153)
  • La Maison où rêvent les arbres (iniciou no número 202)

É outro álbum que trago directamente do sótão

a balada do mar salgado

15 Mai
15.05.2011
a_balada_do_mar_salgado

a balada do mar salgado

A leitura – como já aqui referi – do álbum “A Balada do Mar Salgado” (“Una Ballata del Mare Salato” de 1967), editada pela Bertrand (1982), na sua colecção Banda Desenha a preto, foi amor à primeira vista.

Na mesma altura lembro-me de ler o “Silêncio” de Didier Comès, mas foi com Pratt que fui descobrir outro universo de BD.

Pratt é O autor que cria com uma tal intensidade uma BD que podemos dizer que estamos perante um romance de aventuras em forma de BD.

Corto Maltese é o herói/anti-herói que vive aventuras de sonho num mundo real(?).

É outro álbum que trago directamente do sótão

andorinhas? oops!

18 Mai
18.05.2010

Hoje ao subir a Rua de Santa Marta observei uns pássaros ruidosos a esvoaçar loucamente de um lado para o outro. “morcegos a esta hora da manhã? esquisito!”, questionei-me.

A uma segunda aproximação das aves constatei que eram andorinhas. Estamos, efectivamente na natural Primavera e o país em constante Inverno – “ah! aqui está porque pensei inicialmente em morcegos!”, sinto que estou ainda no Inverno com o Governo a morder-me silenciosamente o pescoço à procura de mais umas gotas de sangue.

As andorinhas, essas, continuaram a esvoaçar nas alturas alheias ao Inverno Glacial que se agita nas ruas.

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beam me up, scotty!