Tag Archive for: sombra

escrevo

12 Dez
12.12.2017

Escrevo
em avulso,
por grosso.
Assim e assado!

Escrevo palavras
açucaradas,
azedas,
insossas,
mas nunca salgadas.
O sal é sagrado.
Beatifica-me o corpo
e o espaço.

Escrevo palavras
planas,
convexas,
côncavas,
mas nunca espelhadas.
O espelho é cópia.
Reflecte-me o real
e o virtual.

Sombras de beatas.

Escrevo um sim.
Escrevo um não,
mas nunca um talvez.
Se não estou tramado
com a indefinição.

nas sombras

30 Dez
30.12.2016

Mais uma foto na Quinta de Gatão.

lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13.11.2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

[… an excerpt …]

wishlist

07 Jun
7.06.2016

Uma lista provisória de alguns livros que estou interessado em ler e/ou reler (em novas edições).

Alêtheia

  • A Ilha do Doutor Moreau de H. G. Wells
  • O Fantasma de Canterville e Outras Histórias de Oscar Wilde

Antígona

  • Quinzinzinzili de Régis Messac
  • 60 Histórias de Donald Barthelme
  • Kallocaína de Karin Boye
  • Solaris de Stanislaw Lem
  • A Guerra das Salamandras Carel Kapek

Baleia Azul

  • Memórias do Eterno Presente – Schuiten & Peeters

Bertrand Editora

  • LoveStar de Andri Snaer Magnason

Casa das Letras

  • Ouve a Canção do Vento & Flíper de Haruki Murakami
  • Os Assaltos à Padaria de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 1 de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 2 de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 3 de Haruki Murakami
  • Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo de Haruki Murakami
  • A rapariga Que Inventou um Sonho de Haruki Murakami
  • Dança, Dança, Dança de Haruki Murakami
  • Crónica do Pássaro de Corda de Haruki Murakami
  • O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo de Haruki Murakami
  • Sono de Haruki Murakami
  • Homens Sem Mulheres de Haruki Murakami

Cavalo de Ferro

  • O Último Livro de Zoran Zivkovic
  • A Maldição de Hill House de Shirley Jackson

D. Quixote

  • Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Dias de Salman Rushdie
  • Nostromo – Uma História da Beira-Mar de Joseph Conrad

Edições Asa

  • Homens Bons de Arturo Pérez-Reverte
  • A Rainha do Sul de Arturo Pérez-Reverte
  • O Franco-Atirador Paciente de Arturo Pérez-Reverte
  • O Tango da Velha Guarda de Arturo Pérez-Reverte
  • Um Dia de Cólera de Arturo Pérez-Reverte
  • O Hussardo de Arturo Pérez-Reverte
  • O Mestre de Esgrima de Arturo Pérez-Reverte
  • Território Comanche de Arturo Pérez-Reverte
  • Falcó de Arturo Pérez-Reverte
  • 4,3,2,1, de Paul Auster

Edições 70

  • As Cruzadas Vistas pelos Árabes de Amin Maalouf

Editora Épica

  • Galxmente de Luís Filipe Silva

Editoral Presença

  • O Mestre e Margarita de Mikhail Bulgakov
  • Cinzas de um Novo Mundo de Rafael Loureiro
  • Ready Player One by Ernest Cline
  • Santuário de Andrew Michael Hurley
  • A Rainha do Inverno de Boris Akunin
  • A Vida Nova de Orhan Pamuk

Gfloy

  • OutCast volume 1 de Robert Kirkman e Paul Azaceta
  • Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos de Mark Waid e Paul Azaceta

Gradiva

  • O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro
  • Nunca me Deixes de Kazuo Ishiguro

Guimarães Editores

  • Contos Nocturnos de Ernst Hoffmann

Nuvem de Tinta

  • A Rapariga Que Sabia Demais de M. R. Carey

Padrões Culturais

  • A Vida das Abelhas de Maurice Maeterlinck

Planeta

  • A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón
  • O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón
  • O Prisioneiro do Céu de Carlos Ruiz Zafón
  • O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón

Porto Editora

  • O Peso do Coração de Rosa Montero
  • Flatland – O Mundo Plano de Edwin A. Abbot
  • O Anjo Negro de Paul Hoffman

Quetzal Editores

  • A Sétima Função da Linguagem de Laurent Binet
  • O Outro Lado do Paraíso de Paul Theroux
  • 2084 – O Fim do Mundo de Boualem Sansal

Relógio D’Água

  • Ulisses de James Joyce
  • Moby Dick de Herman Melville
  • Coração de Trevas e no Extremo Limite de Joseph Conrad
  • De Profundis de Oscar Wilde
  • Os Três Estigmas de Palmer Eldritch de Philip K. Dick
  • Com Esta Chuva de Annemarie Schwarzenbach
  • Obra Completa de Arthur Rimbaud
  • A Quinta Estação de N. K. Jemisin

Saída de Emergência

Sextante Editora

  • Um Caçador de Leões de Olivier Rolin

Temas e Debates

  • Inteligência Emocional de Daniel Goleman
  • Identificação de Um País de José Mattoso

Tinta da China

  • A Biblioteca à Noite de Alberto Manguel
  • Embalando a Minha Biblioteca de Alberto Manguel

Edições em Espanhol

  • Los barcos se pierden en tierra de Arturo Pérez-Reverte
  • Perros e hijos de perra de Arturo Pérez-Reverte
  • Eva (Serie Falcó) de Arturo Pérez-Reverte
  • Todo Alatriste de Arturo Pérez-Reverte
  • Un asunto de honor de Arturo Pérez-Reverte

Edições em Inglês

  • The Sun God’s Heir: Return Book One by Elliott Baker
  • The Warren by Brian Evenson
  • Bats of the Republic: An Illuminated Novel by Zachary Thomas Dodson
  • Marked To Die – A Tribute to Mark Samuels by Justin Isis
  • Synthesis [Fantastic Books Publishing]
  • Who Fears Death by Nnedi Okorafor
  • Blacker Against the Deep Dark by Alexander Zelenyj
  • Barking Circus by Douglas Thompson
  • Capitalism Without Capital: The Rise of the Intangible Economy by Jonathan Haskel and Stian Westlake

Book Depository

kafka à beira-mar de haruki murakami

12 Out
12.10.2014

Demorei tanto tempo a pegar num livro de Haruki Murakami que até me envergonho… quase, de o dizer. Não posso, para já, afirmar de olhos fechados que ele é realmente excelente (um fenómeno), como ouço dizer, mas se os outros seus livros tiverem, nem que seja, uma sombra da qualidade de Kafka à Beira-Mar, é um escritor que vou continuar a ler e que será para mim também excelente.

Kafka à Beira-Mar é um livro muito complexo, pleno de peculiaridades, de encruzilhadas. Uma das melhores leituras do ano.

“a sombra da águia”, por arturo pérez-reverte

18 Ago
18.08.2013
a sombra da águia

a sombra da águia

Em “A Sombra da Águia”, por Arturo Pérez-Reverte temos um livro de um grande contador de histórias, mas um livro que nos fala da morte, da guerra e com imenso humor. Dei imensas gargalhadas a ler este pequeno GRANDE romance.

A Sombra da Águia, que Arturo Pérez-Reverte publicou em 1993 nas páginas do El País sob a forma de folhetim, e que se encontrava até hoje inédita em Portugal, é, na sua aparente simplicidade, uma das obras que melhor espelha o virtuosismo literário do seu autor, o seu sentido de humor e a sua fidelidade aos grandes temas do ser humano, como a guerra, o heroísmo anónimo e a noção de Pátria. A história é baseada num acontecimento real: em 1812, durante a Campanha da Rússia, num combate adverso para as tropas napoleónicas, um batalhão de antigos prisioneiros espanhóis, alistados à força no exército francês, tenta desertar, passando-se para os russos. Interpretando erroneamente o movimento, o Imperador encara-o como um acto de heroísmo e envia em seu auxílio uma carga de cavalaria que terá consequências imprevisíveis.

É uma edição da Porto Editora de 2009 e comprada a mais que saldo.

tradições

22 Dez
22.12.2010

Como as tradições ainda podem ser o que não são (ou que são – quem quiser que resolva esta dialéctica de alcova) vejo-me do meu ponto de vista a colocar um pouco tradicional post neste meu canto.

Acho, com uma fácil (cristalina) clarividência, que esta imagem ilustra sem dúvidas e sem sombras o que será o próximo ano de 2011. O criador desta obra visionária foi Edvard Munch (1863-1944), um pintor norueguês, que com este quadro revelou uma grande visão para a futurologia; roí-te de inveja Nostradamus.

Sem mais delongas aqui a temos.

what is it?

11 Nov
11.11.2010

what is it? a shadow? a flickering? a ghost?

??? hummmm ???

01 Ago
1.08.2010

Uma imagem muito surrealista. Abstracta.

os filhos de anansi

20 Abr
20.04.2009

O caixão era um objecto magnífico, talhado no que parecia ser ca­ríssimo aço reforçado industrial, cinzento-metalizado. Em caso de glo­riosa ressurreição, pensou o Charlie Gordo, quando Gabriel fizesse soar a sua poderosa trombeta e os mortos se libertassem das sepulturas, o pai ia ficar encalhado na cova, a bater inutilmente na tampa do cai­xão, e desejando ter sido enterrado com um pé de cabra ou, melhor ainda, um maçarico de oxiacetileno.

Neil Gaiman combina magia, mitologia, folclore africano, humor, muito e bom humor para nos dar em “Os Filhos de Anansi” uma história muito bem contada.

Já Good Omens, em parceria Pratchett, permitia boas gargalhadas. Em Neverwhere “vivemos” numa segunda Londres mágica e subterrânea com uma ordem diferente, mas perfeitamente ligada à Londres de cima.

Os Filhos de Anansi (Anansi Boys) é sem sombra de dúvidas um livro a recomendar, bem como qualquer outro livro de Neil Gaiman. Ele sabe contar histórias. Sabe criar realidades paralelas muito convincentes.


Os Filhos de Anansi, Neil Gaiman
Editorial Presença
Colecção Via Láctea, n.º 43, página 33
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