Tag Archive for: sombra

como a sombra que passa de antonio muñoz molina

11 Nov
11.11.2019

Realmente uma leitura memorável. Demorei algum tempo a terminar este livro devido às imensas referências que o autor vai colocando aqui e ali.

A partir de um dado momento não consegui parar e fui tomando nota do que deveria pesquisar mais tarde.

at the white heat?

08 Nov
08.11.2019

DARE you see a soul at the white heat?
Then crouch within the door.
Red is the fire’s common tint;
But when the vivid ore

Has sated flame’s conditions,
Its quivering substance plays
Without a color but the light
Of unanointed blaze.

Least village boasts its blacksmith,
Whose anvil’s even din
Stands symbol for the finer forge
That soundless tugs within,

Refining these impatient ores
With hammer and with blaze,
Until the designated light
Repudiate the forge.

Emily Dickinson, Complete Poems (1924) [Part One: Life – XXXIII]

A partir da leitura do livro Como a Sombra Que Passa de Antonio Muñoz Molina.

Sentamo-nos a escrever, dia após dia, querendo que se reavive o fogo da invenção, que a alma chegue ao calor branco, como diz Emily Dickinson.

Antonio Muñoz Molina

laura

08 Nov
08.11.2019

(…) decalcara-a da última cena de Laura: um homem sozinho numa divisão quase às escuras, e Gene Tierney parada no umbral, não recém-chegada, mas recém-aparecida, como as aparições das histórias de fantasmas, não coberta com um lençol, mas vestindo uma gabardina desabotoada, com o cabelo e os ombros molhados.

Como a Sombra Que Passa de Antonio Muñoz Molina

07 Nov
07.11.2019 Um vez cometido, o erro continua a decorrer com uma obstinação irreparável, como o tiquetaque de uma bomba-relógio. Revivemo-lo depois com uma tal lucidez que parece mentira que não possamos corrigi-lo
Como a Sombra Que Passa de Antonio Muñoz Molina (página 247)

02 Out
02.10.2019 (…) A chegada à cidade de comboio, penetrar na manhã fresca e na luz que refulgia no rio e se apaziguava nos telhados e na perspetiva das ruas era o princípio imaculado e definitivo de qualquer coisa, a primeira página de um romance, a plenitude do mundo recém-iniciado.
Como a Sombra que Passa de Antonio Muñoz Molina (pág. 125)

no interior: “como a sombra que passa”

12 Set
12.09.2019

Fotos no interior do livro “Como a Sombra que Passa” de Antonio Muñoz Molina publicado pela Ponto de Fuga.

09 Set
09.09.2019 (…) Os primeiros solavancos metálicos do comboio a arrancar transmitiam a sensação física e perentória do início da viagem, o corte brusco que nos separa e liberta do quotidiano; como o momento em que os músicos começam a tocar e é como se uma corrente poderosa tivesse irrompido; como a imersão nas primeiras imagens de um filme ou nas primeiras frases definitivas de um livro. Cada começo é um era uma vez e o princípio do Génesis, o primeiro verso da Ilíada, a primeira linha de ou do Lazarilho de Tormes ou de Moby Dick. Tratem-me por Ismael. Antes de tudo o mais, saiba pois Vossa Mercê que me chamam Lázaro de Tormes. Se numa noite de inverno um viajante. A primeira vez que vi Terry Lennox, estava ele perdido de bêbado dentro de um Rolls-Royce último modelo. Porventura não existe melhor começo do que uma enunciação impessoal de factos muito precisos. É deste modo que a literatura reclama ou imita a objetividade do mundo. Por isso mesmo, o início de romance de que mais gosto foi o que Flaubert escreveu para A Educação Sentimental, que versa sobre o início de uma viagem e tem qualquer coisa de registo administrativo ou de anotação num diário de bordo: «Em 15 de setembro de 1840, pelas seis da manhã, o Ville-de-Montereau, prestes a partir, lançava grossos rolos de fumo em frente do cais de Saint-Bernard.» Às onze da noite de 1 de janeiro de 1987, o Lusitânia Expresso saiu da estação de Atocha, em Madrid, em direção a Lisboa. No dia 8 de maio de 1968, à uma e um quarto da madrugada, um viajante de perto de quarenta anos, com um fato escuro e gabardina, chegou ao aeroporto de Lisboa num voo procedente de Londres.
Como A Sombra Que Passa de Antonio Muñoz Molina (página 107)

escrevo

12 Dez
12.12.2017

Escrevo
em avulso,
por grosso.
Assim e assado!

Escrevo palavras
açucaradas,
azedas,
insossas,
mas nunca salgadas.
O sal é sagrado.
Beatifica-me o corpo
e o espaço.

Escrevo palavras
planas,
convexas,
côncavas,
mas nunca espelhadas.
O espelho é cópia.
Reflecte-me o real
e o virtual.

Sombras de beatas.

Escrevo um sim.
Escrevo um não,
mas nunca um talvez.
Se não estou tramado
com a indefinição.

nas sombras

30 Dez
30.12.2016

Mais uma foto na Quinta de Gatão.

lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13.11.2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

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