Tag Archive for: sombra

lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13.11.2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

[… an excerpt …]

kafka à beira-mar de haruki murakami

12 Out
12.10.2014

Demorei tanto tempo a pegar num livro de Haruki Murakami que até me envergonho… quase, de o dizer. Não posso, para já, afirmar de olhos fechados que ele é realmente excelente (um fenómeno), como ouço dizer, mas se os outros seus livros tiverem, nem que seja, uma sombra da qualidade de Kafka à Beira-Mar, é um escritor que vou continuar a ler e que será para mim também excelente.

Kafka à Beira-Mar é um livro muito complexo, pleno de peculiaridades, de encruzilhadas. Uma das melhores leituras do ano.

“a sombra da águia”, por arturo pérez-reverte

18 Ago
18.08.2013

Em “A Sombra da Águia”, por Arturo Pérez-Reverte temos um livro de um grande contador de histórias, mas um livro que nos fala da morte, da guerra e com imenso humor. Dei imensas gargalhadas a ler este pequeno GRANDE romance.

A Sombra da Águia, que Arturo Pérez-Reverte publicou em 1993 nas páginas do El País sob a forma de folhetim, e que se encontrava até hoje inédita em Portugal, é, na sua aparente simplicidade, uma das obras que melhor espelha o virtuosismo literário do seu autor, o seu sentido de humor e a sua fidelidade aos grandes temas do ser humano, como a guerra, o heroísmo anónimo e a noção de Pátria. A história é baseada num acontecimento real: em 1812, durante a Campanha da Rússia, num combate adverso para as tropas napoleónicas, um batalhão de antigos prisioneiros espanhóis, alistados à força no exército francês, tenta desertar, passando-se para os russos. Interpretando erroneamente o movimento, o Imperador encara-o como um acto de heroísmo e envia em seu auxílio uma carga de cavalaria que terá consequências imprevisíveis.

Porto Editora

É uma edição da Porto Editora de 2009 e comprada a mais que saldo.


Pintura por Louis-François Lejeune: “Napoleão na Batalha de Borodino”.

tradições

22 Dez
22.12.2010

Como as tradições ainda podem ser o que não são (ou que são – quem quiser que resolva esta dialéctica de alcova) vejo-me do meu ponto de vista a colocar um pouco tradicional post neste meu canto.

Acho, com uma fácil (cristalina) clarividência, que esta imagem ilustra sem dúvidas e sem sombras o que será o próximo ano de 2011. O criador desta obra visionária foi Edvard Munch (1863-1944), um pintor norueguês, que com este quadro revelou uma grande visão para a futurologia; roí-te de inveja Nostradamus.

Sem mais delongas aqui a temos.

what is it?

11 Nov
11.11.2010

What is it? A shadow? A flickering? A ghost?

??? hummmm ???

01 Ago
01.08.2010

Uma imagem muito surrealista. Abstracta.

os filhos de anansi

20 Abr
20.04.2009

O caixão era um objecto magnífico, talhado no que parecia ser ca­ríssimo aço reforçado industrial, cinzento-metalizado. Em caso de glo­riosa ressurreição, pensou o Charlie Gordo, quando Gabriel fizesse soar a sua poderosa trombeta e os mortos se libertassem das sepulturas, o pai ia ficar encalhado na cova, a bater inutilmente na tampa do cai­xão, e desejando ter sido enterrado com um pé de cabra ou, melhor ainda, um maçarico de oxiacetileno.

página 33

Neil Gaiman combina magia, mitologia, folclore africano, humor, muito e bom humor para nos dar em “Os Filhos de Anansi” uma história muito bem contada.

Já Good Omens, em parceria Pratchett, permitia boas gargalhadas. Em Neverwhere “vivemos” numa segunda Londres mágica e subterrânea com uma ordem diferente, mas perfeitamente ligada à Londres de cima.

Os Filhos de Anansi (Anansi Boys) é sem sombra de dúvidas um livro a recomendar, bem como qualquer outro livro de Neil Gaiman. Ele sabe contar histórias. Sabe criar realidades paralelas muito convincentes.

Os Filhos de Anansi, Neil Gaiman // Editorial Presença // Colecção Via Láctea, n.º 43

03 Nov
03.11.2006 Fracos humanos como folhas ligeiras, imponentes criaturas amassadas em lodo e privadas de asas, pobres mortais condenados a uma vida efémera e fugitiva como a sombra ou um sonho ligeiro, escutai as aves, seres imortais, aéreos, isentos de velhice, ocupados em pensamentos eternos.
página 58

Aristófanes, As Aves // tradução: A. Lobo Vilela // editor: Editorial Inquérito, Lisboa, 1984

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