Tag Archive for: sono

as aranhas douradas

02 Nov
02.11.2009

— Não me consultaste — prosseguiu Wolfe com frieza. — Descobrir que um dos meus pratos preferidos foi radicalmente alterado, sem qualquer espécie de aviso. é um choque desagradável. Talvez seja comestível, mas não estou com disposição para correr esse risco.

páginas 5 e 6

Foram 174 páginas lidas em poucas horas. A noite de ontem, e a de hoje vai pelo mesmo caminho, não puxava o sono. Daí que me tenha socorrido de um companheiro solitário para servir distracção, mas foi pouca distracção para me permitir adormecer.

Apenas pelas 07.?? é que fechei os olhos bastante ensonado e cansado.

sleeping

18 Jul
18.07.2009

Em sono profundo.

os pormenores

06 Mai
06.05.2009

Quando os pormenores originam mais de 150 palavras.[1]

A minha tentativa de agrafar duas folhas de papel foi um fracasso. Não pela falta de agrafos, mas pela impetuosa decisão do meu indicador se interpor entre as folhas e o viperino agrafo.

Amaldiçoei o inanimado agrafo e fui à casa de banho refrescar a ferida com água corrente. Limpei as mãos com um papel de limpeza de mãos e a pedido da água fresca a bexiga pediu o seu esvaziamento. Atirei com extrema diligência a folha para o interior da sanita e vi-a flutuar. Peguei no meu falo e disparei

chegado aqui reparei no facto

  • daquele som ruidoso da urina estar alegremente abafado
  • os pingos saudavelmente amarelos não se erguiam assustadoramente

e lembrei-me que poderia ser um técnica válida para enganar o sono mais que leve da minha cônjuge quando a teimosia do comando da televisão fizer com que a noite na sala de estar se arraste para horas pouco recomendáveis a um bonus pater familiae e for necessária uma deslocação à casa-de-banho. Sem esquecer que posso cronometrar o tempo que demora a total submersão do papel através da movimentação cuidada da minha mangueira fálica.


[1] podia ser sem sombra de dúvida o título de dum capítulo de uma qualquer obra de Walter Scott.

1:08

12 Jan
12.01.2009

1º bitoque
Ontem à noite abri a porta do armário para me refastelar com uma taça de Kellogg’s All-Bran quando vi uma bolacha fora da embalagem. Órfã. Desaconchegada. Despida. Tive um momento de rara fraqueza e absorvi-a pondo fim à sua solidão. Reconheço que fui um fraco. Como o são aqueles fumadores que levam o cigarro até às suas últimas consequências. Mas em oito miseráveis lindos dias foi o único deslize. Perdoei-me logo ali e penitencio-me ainda agora disso.

2º bitoque
Acordei com sono e cansado. Deve ter sido do sonho. Sonhei que estava escondido num esconderijo subterrâneo, alvo de ataque por sei lá o quê ou quem. Senti a ameaça, mas nunca a vi. A merda do esconderijo não era nada bom, porque fui descoberto. E tive de fugir, juntamente com duas coisas boas, acho que eram boas, porque se não o fossem eu não fugia e lutava logo ali. Fugi para evitar danos colaterais, acho eu. E tive de fugir por um túnel escuro e apertado. E isso incomodou-me, porque fiquei em estado quase de acordado? e recriei o túnel colocando uma janela para o iluminar disfarçada com almofadas para a luz não me acordar. Nunca cheguei a entrar no túnel. Quando dou por mim estou a navegar num rio à procura das coisas boas e acordo com sono e nervoso. Com uma ligeiro incómodo na barriga característica única de nervosidade ou…

3º bitoque
Releio sempre um Zits na cama para relaxar.
Ontem a escolha, sempre, aleatória foi “Amuado, Aluado, Tatuado”. E enquanto lia as tiras das aventuras de Jeremy Duncan vinha-me ao pensamento os comportamentos do meu filho pré-adolescente. Que me fode a cabeça dia-sim-dia-sim. É um senhor. Um mestre na arte de me irritar. E ainda está na pré. quando estiver na adolescência como será? Terei em casa um “Zitsiano” ou algo pior. E azar dos azares não sei onde meti o livro de instruções do meu filho.

4º bitoque
Ontem, apesar de tudo, a minha casa esteve mais calma do que o habitual. Pude jogar um bocadinho de wow. Fiz umas quests em Icecrow. Outras em Scholar Basin. E como obtive um, aparentemente, melhor por staff causa do hit, quis melhorar a skill e fui deixar o hunter a bater no primeiro boss de Shadow Lab. Mas sem chave para entrar dei um salto a Sethekk Halls, matei o Talon King Ikiss. Fiquei, assim, com esse achivement e com o The Keymaster.

Eram para ser 8 bitoques. Fico-me pelos quatro.

tão felizes que nós somos

09 Jan
09.01.2009

Muitas soluções complicadas são pensadas para eliminar ou reduzir o pessimismo dos portugueses. São psicólogos, políticos, se bem que estes não pensem muito, religiosos, não necessariamente padres, enólogos, economistas, juristas, jornalistas, professores, magarefes, futebolistas, treinadores, sociólogos, picheleiros, serventes, amantes, mulheres traídas, maridos de cabeça pesada, nerds, secretárias. E todos têm A solução para a crise que assola a mente dos portugueses.

Hoje assisto em Barcelos a uma alegria histérica elevada a 231%.

“Está a nevar.”

“Está a nevar.”

É a frase do dia. É a frase do ano. É o grito do ipiranga barcelense contra o pessimismo e a recessão. De telemóveis 3G, 2G e sem Gs em punho, tal arma de arremesso contra grilhetas estupidificantes, são tiradas fotografias, feitos filmes que inundarão o youtube e os blogs pessoais. Vejo pessoas filhas-da-puta em perfeita comunhão com pessoas bué-de-fixes. Ainda não vejo leões com cordeiros, mas hoje não duvido de nada. Okay, também não vi testemunhas de Jeová em harmonia com católicos, mas vi coisas capazes de fazer tremer qualquer pessoa. A verdade é que também está muito frio. Pode ser disso. Ou não. Tenho as minhas dúvidas.

Não duvido é que basta nevar para tudo ser esquecido. Para as preocupações serem relegadas para sétimo lugar. Tantas teorias. Tanta sabedoria quando apenas um pequeno nevão aumentou animicamente o optimismo dos barcelenses. Agora basta estender a neve ao resto do nosso Portugal.

“Está a nevar.”

“Está a nevar.”

Serão, então, ouvidos gritos de selvajaria únicos e em uníssono os portugueses ficarão optimistas até que a realidade os absorva novamente e se mentalizem, mais uma vez que o Benfica, não ganhará o campeonato de futebol, que os fritos ainda fazem mal, que o IVA ainda está a 20%, que o Pato Donald ainda não casou com a Margarida, que ainda não foi descoberta a velocidade da escuridão, que a gasolina continua cara, que clicar rapidamente no botão de chamada do elevador não o faz chegar mais rápido, que os juros não descem, que o super-homem é na verdade um herói de collants, que continuará a existir anedotas sobre loiras.

andar de mota

30 Ago
30.08.2007

Todo o adulto, que se preze e seja digno de uma bondosa maturidade, ressona. Eu ressono.
Ressono por uma série de motivos.
A razão secular é o silêncio. Ressono para quebrar a monotonia do silêncio de casa, apenas quebrado pelo ronronar da bomba do aquário.
Ressono para dizer “Estou aqui crianças. Toca a avançar para outra qualquer divisão da casa para o pai dormir descansado!!”
Claro que o motivo mais relevante é o amor. Ressono para que a minha cara metade possa comentar junto dos amigos e amigas o sacrifício que é tentar dormir a meu lado.

insónia v.3

10 Set
10.09.2006

It was starting to end, after what seemed most of eternity to me.
I attempted to wriggle my toes, succeeded. I was sprawled there in a hospital bed and my legs were done up in plaster casts, but they were still mine.
I squeezed my eyes shut, and opened them, three times.
The room grew steady.
Where the hell was I?
Then the fogs were slowly broken, and some of that which is called memory returned to me. I recalled nights and nurses and needles. Every time things would begin to clear a bit, somenone would come in and jab me with something. That’s how it had been. Yes. Now, thought, I was feeling halfway decent. They’d have to stop.
Wouldn’t they?
The thought came to assail me. Maybe not.
Some natural skepticism as to the purity of all human motives came and sat upon my chest. I’d been over-narcotized, I suddenly knew. No real reason for it, from the way I felt, and no reason for them to stop now, if they’d been paid to keep it up. So play it cool and stay dopey, said the voice which was my worst, if wiser, self.
So I did.

página 1

Roger Zelazny, The Great Book of Amber // editor: Avon Books, New York, Dez. 1999 // isbn: 0-380-80906-0

insónia v2

19 Jul
19.07.2006

A todos aqueles que, como eu, pensavam que era impossível estar a dormir acordado, a dormir sem sono, ter sono e não dormir tenho a dizer que tal é possível.
O resultado é uma forma de hibernação sonhadora, não reparadora.

insónia

11 Jun
11.06.2006

O cansaço acumulado levou-me à cama às 02.15 horas de ontem.
Mas às 03.42 horas a insónia instalou-se entre os lençóis e nem o mítico copo de leite morno a debelou.

Fica para o próximo domingo o exorcismo do cansaço.

05 Jun
05.06.2006

Só quando estamos acordados é que tomamos consciência de que estamos com sono.

from the perverse mind of paulo brito

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beam me up, scotty!