Tag Archive for: tempo

11 Mar
11.03.2020 — A resposta é o tempo — afirmou o senhor Ricker no primeiro dia de aulas do décimo ano de Pete. Andava de um lado para o outro na sala, com as antiquadas calças à boca de sino a balançar, sacudindo os braços ocasionalmente. — Sim! O tempo separa impiedosamente o que é estúpido do que não é estúpido. É um processo natural, darwinista. É por isso que os livros de Graham Greene estão disponíveis em qualquer boa livraria, e os livros de Somerset Maugham não.
Perdidos e Achados de Stephen king (pág. 95)

Ainda há pouco tempo falei disto.

clássico eis a questão

24 Fev
24.02.2020

Um clássico é um livro atemporal, que consegue sobreviver para além da época em que foi escrito. Não implica ser, necessariamente, um livro antigo, apesar de isto estar, quase, implícito, porque actualmente os livros falham em qualidade do texto. Claro que a determinação do que é belo é um juízo subjectivo do leitor, com os seus gostos e valores próprios. Mas é fácil concluir que nunca são livros vulgares, são sim livros complexos, inusitados; não que sejam difíceis de ler.

Um clássico teve e continua a ter, sempre que é lido ou relido, uma repercussão na história literária e, porque não, na cultura popular – fica gravado de uma maneira ou outra na memória colectiva pelos temas universais que geralmente abordam.

Um livro editado hoje não pode ser considerado um clássico, porque ainda não resistiu ao teste do tempo.

Numa lista simples posso colocar:

  • O Romance do Genji (1005-1014) de Murasaki Shikibu
  • Dom Quixote de la Mancha (1605-1615) de Miguel de Cervantes
  • Moby Dick (1851) de Herman Melville
  • Os Maias (1888) de Eça de Queirós
  • O Retrato de Dorian Gray (1891) de Oscar Wilde
  • Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) de Marcel Proust
  • O Processo (1925) de Franz Kafka
  • Admirável Mundo Novo (1932) de Aldous Huxley
  • 1984 (1949) de George Orwell
  • As Cidades Invisíveis (1972) de Italo Calvino
  • O Nome da Rosa (1980) de Umberto Eco
  • Memorial do Convento (1982) de José Saramago

11 Fev
11.02.2020 (…) Também eu, devo dizê-lo, estou convencido de que o espírito do humanismo acabará por triunfar, mas receio bem que ao mesmo tempo o mundo seja um grande hospital e cada um dos homens o enfermeiro do outro.
Viagem a Itália de Johann Wolfgang von Goethe (pág. 414)

ivory cloud serpent

09 Fev
09.02.2020

Depois de 6 horas de espera cá a tenho.

Passei o tempo a ler e depois a ver um filme.

a começar

22 Jan
22.01.2020

Quando apanho boleia para o meu local de trabalho gosto de esperar durante, cerca de, quinze minutos e aproveitar o tempo para ler. Assim estou preparado para o dia que se inicia. Se for a pé a deslocação é feita ao som da música. Momento para o pensamento divagar alegremente.

Se esta rotina se quebra será um dia maldito.

welwitschia

08 Jan
08.01.2020
@ muriel gottrop (wikipédia)

Apesar do clima em que vive, a Welwitschia consegue absorver a água do orvalho através das folhas. Esta espécie tem ainda uma característica fisiológica em comum com as crassuláceas (as plantas com folhas carnudas ou suculentas, como os cactos): o metabolismo ácido – durante o dia, as folhas mantêm os estomas fechados, para impedir a transpiração, mas à noite eles abrem-se, deixam entrar o dióxido de carbono necessário à fotossíntese e armazenam-no, na forma dos ácidos málico e isocítrico nos vacúolos das suas células; durante o dia, estes ácidos libertam o CO2 e convertem-no em glicose através das reações conhecidas como ciclo de Calvin.
Devido às suas características únicas, incluindo o seu lento crescimento, a Welwitschia é considerada uma espécie ameaçada, pois já existe desde o tempo dos dinossauros. 

Certas sementes do deserto permanecem em repouso durante décadas. Alguns roedores do deserto só saem dos refúgios à noite. A welwitschia, planta espetacular do deserto da Namíbia, de folhas em forma de correias, vive milhares de anos alimentando-se exclusivamente de orvalho matinal.

Canto Nómada de Bruce Chatwin, pág. 295

27 Dez
27.12.2019 Como uma varinha mágica nas mãos erradas, o trânsito transformava minutos em horas, humanos em bestas e qualquer vestígio de sanidade em pura loucura. Istambul não parecia importa-se com isso. Tinha tempo, bestas e loucura de sobra. Mais uma hora, menos uma hora, mais uma besta, menos um louco… a partir de determinada altura, já não fazia diferença
Três Filhas de Eva de Elif Shafak (pág. 13)

como a sombra que passa de antonio muñoz molina

11 Nov
11.11.2019

Realmente uma leitura memorável. Demorei algum tempo a terminar este livro devido às imensas referências que o autor vai colocando aqui e ali.

A partir de um dado momento não consegui parar e fui tomando nota do que deveria pesquisar mais tarde.

dahhhhhhhhhhhhhhh

22 Out
22.10.2019

A frase “Viver um dia de cada vez” constata o mais que óbvio pois, efectivamente, só podemos viver um dia de cada vez. O contrário seria muito mais do que um paradoxo, seria um absurdo, uma impossibilidade temporal.

17 Out
17.10.2019 Quanto a mim, adoro o avião, que aguarda o seu Marinetti ou o seu poeta futurista antifascista, pois o avião induz uma outra metafísica, contribui para uma nova perceção do tempo e do espaço. Antes dele, estas formas a priori da sensibilidade kantiana deduziam-se fisicamente, hoje constatam-se experimentalmente: o tempo é espaço, velocidade, deslocação, é a translação num espaço intermédio, bem como uma perceção corporal e subjetiva, uma sensação individual e pessoal. Não há tempo absoluto, nem uma ideia do tempo face à eternidade ou ao movimento, mas apenas a pura consciência de si apreendida em durações variáveis.
Teoria da Viagem. Uma Poética da Geografia de Michel Onfray (página 67)
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