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04. referências culturais em sr. mercedes

Continuam os meus registos em tom obsessivo das referências descobertas por mim no livro Mr. Mercedes de Stephen King.

(…) que a fazia parecer-se um pouco com Elsa Lanchester em A Noiva de Frankenstein.

página 123

“A Noiva de Frankenstein” (Bride of Frankenstein) é um filme de 1935 dirigido por James Whale. Houve uma nova versão em 1985, com o novo “A Prometida”, realizado por Franc Roddam.

Talvez afinal possa ser Philip Marlowe. Imagina-se num escritório miserável, com duas salas, a dar para o corredor do segundo andar de um prédio de escritórios barato. A contratar uma secretária boazona com um nome como Lola ou Velma.

página 123

Philip Marlowe é um personagem criada pelo escritor Raymond Chandler. A estreia do detective particular Marlowe foi no livro o “Grande Sono”, publicado em 1939.

(…) Entram em sites destes e de repente os seus computadores parecem adquirir inteligência artificial como o Hal 9000 e começam a descarregar fotografias de prostitutas adolescentes ou vídeos terroristas que mostram pessoas a ser decapitadas.

página 135

Hal 9000 é o computador é uma personagem do livro “2001 – Odisseia no Espaço” de Arthur C. Clarke, e imortalizado pela adaptação cinematográfica feita por Stanley Kubrick em 1968.

fragmento.00427

No enorme átrio alcatroado havia vários contentores enferrujados posicionados como os monólitos da ilha da Páscoa. O Mercedes cinzento fora estacionado de esguelha entre dois deles. Quando Hodges e Huntley chegaram, havia cinco carros da polícia no local, dois de frente um para o outro junto ao porta-bagagens do carro, como se os agentes esperassem que o grande carro cinzento se fosse ligar sozinho, como aquele velho Plymouth no filme de terror, e tentasse sair dali.
Mr. Mercedes de Stephen King (pág. 67)

Referência ao Plymouth Fury 1958 do filme “Christine” realizado por John Carpenter e que se baseia no livro (1983) livro homónimo de Stephen King.

dr. sono, o filme

Outra história de Stephen King que se perde no grande ecrã. O filme, nem de longe, nem de perto, faz jus ao livro.

Não deixou de ser gratificante ver algumas personagens ter vida fora dos textos, como Rose The Hat (Rebecca Ferguson), perfeita como vilão, e Dan Torrance (Ewan McGregor).

O filme transmitiu-me durante o seu visionamento pouca tensão, exceptuando a batalha mental entre Rose the Hat e Abra Stone e o sacrifício do rapaz do basebol. Estes dois momentos deviam ser o tom normal do filme – uma pena.

O pior acontece quando o realizador, Mike Flanagan, decide percorrer a memory lane através de cenas copiadas do “The Shining”.

Doutor Sono consegue ser uma razoável adaptação, mas utilizou mecanismos que não criaram nem grande tensão, nem grande terror. Filme que não me produziu uma grande estimulação… psicológica.

⭐⭐⭐⭐/10

aniquilação, o filme

A minha opinião sobre o filme é mista.

Direi, primeiro, que gostei de ver uma adaptação do primeiro livro da trilogia Southern Reach de Jeff Vandermeer.

Direi, em segundo, que não foi conseguido com consistência transmitir para o ecrã a perturbação, o terror cósmico das páginas. O filme, realizado por Alex Garland não deixa, contudo, de ter momentos belos e estranhos. Falha, contudo, em transmitir o terror que atravessa a mente das personagens – grande valia da literatura.

area x

Natalie Portman está perfeita e conseguiu criar ao seu redor uma atmosfera intensa e hipnótica.

Em resumo: Aniquilação podia ter ido mais longe para ser memorável.

⭐⭐⭐⭐/10

despertar de stephen king

Não direi que é, como está escrito na capa do livro “Um dos melhores que King alguma vez escreveu”. Não tem horror nem terror. É um livro catita.

Um pouco insosso.

it, o filme (2017) – capítulo i

IT o filme de 2017 não é apenas uma adaptação medíocre de obra de Stephen King, mas também um anedótico filme de terror/horror.

Numa narração muito atabalhoada o filme acaba por não flutuar e afunda-se como o Titanic.

O terror, que só terminaria vinte e oito anos depois (se é que terminou), começou, tanto quanto sei ou consigo saber, com um barco feito de uma folha de jornal a flutuar por uma valeta cheia de água da chuva.
A Coisa por Stephen King (página 13, vol. I)

E assim começou uma das obras maiores de Stephen King.

josé eduardo agualusa

Depois de ter lido “A Teoria Geral do Esquecimento”, por José Eduardo Agualusa, fiquei de tal forma fascinado pela sua escrita que tenha decidido começar a ler o resto da sua obra pela ordem de obtenção de cada título – pois claro.

Na seguinte lista não coloquei as suas obras de literatura infantil, “Estranhões e Bizarrocos”, ” A Girafa que Comia Estrelas”, “Um Pai em Nascimento”; “Lisboa Africana” grande reportagem sobre a comunidade africana de Lisboa, em parceria com Fernando Semedo (texto) e Elza Rocha (fotografia).


Acho que nesta lista não falta nada. A corrigir se necessário.


A existir links é a prova provada de que já li a obra.

[1] Os contos deste livro inicialmente publicados pela editora Vega foram reunidos no livro “A Feira dos Assombrados” publicado pela Quetzal. Todas as histórias partilham o Dondo como ponto comum.

a história de lisey por stephen king

Adorei esta história de terror psicológico. Uma obra de grande qualidade de Stephen King; aqui no seu melhor.

Um excerto do livro já tinha sido publicado em 2004 com o título “Lisey and the Madman” na antologia McSweeney’s Enchanted Chamber of Astonishing Stories e foi nomeada para o prémio Bram Stoker.

A História de Lisey foi nomeada em 2007 para o World Fantasy Award.

The genesis for Lisey’s Story was an incident in June 1999 in which King was hit by a van in Lovell, Maine, and seriously injured; while he was in the hospital, his wife Tabitha decided to redesign his studio. Coming home from the hospital and seeing his books and belongings in boxes, King saw an image of what his studio would look like after his death.

A casa era vil. Estremeceu e pensou, com as palavras a fluírem livremente na sua mente: Hill House é vil, é doentia; vai-te embora daqui já.
A Maldição de Hill House de Shirley Jackson (página 32)