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murderland

25 Abr
25.04.2014

Murderland shakes your head. Blows your senses. You won’t be indifferent. And that alone is already grade 10. This is what I want from a book, one that puts my testicles in ice and delivers me electric shocks! Okay, I may be exaggerating, but I can not do a normal review from an unusual book; and “unusual” here is a really good thing.

“Wake Paulo Brito ” and bam, a slap directly from the pages given by Jeremy , and why? I was reading Murderland.

Imagine that you are blindfolded, and it is offered to you, at the style from 9 1/2 weeks, different flavors in words. Can you imagine? Can you hold that picture in your head? Murderland is simply orgasmic reading, that can offer you at the turning of a page something sweet, or bitter, or spicy, or ( … ) that’s right – there’s a time  you do not know how to define what is being served. Stupendous, right?

It is a very well written book. The words come at a perfect pace and are so melodious. Yes, there aren’t any doubts that words have sounds and Garrett Cook is an excellent maestro. Sometimes I get the idea of not knowing what the writer wants to convey. I see chaos and then, a few lines ahead that chaos appears so orderly, so perfect – scary!

Garrett Cook cooked a book 10/10, with well-developed characters, with a story full of stories, with twists and turns and the ending of the book is so brutal; I thought I was attending a fireworks festival – sublime.

I just wanted to write a good review, one that does justice to the book. I’m afraid I could not. I am the one to blame. Garrett Cook had nothing to do with this fault of mine.

a transformação

30 Dez
30.12.2012

Hoje pela madrugada dentro estava com os pés completamente gelados e o resto do corpo a tremer que nem decrépitas bandeiras de Portugal penduradas nas varandas ao sabor do vento. Quando o frio começou a subir pelas canelas e a alastrar pelos membros inferiores temi pela saúde do meu pénis e dos meus exuberantes testículos.
Estaria a transformar-me em vampiro? Claro que no clássico vampiro que pede licença para entrar em casa e não aquele que come vegetais ou anda à luz do dia. Um dos motivos que me leva a adorar os vampiros é esta refinada educação. O vosso deus, por exemplo, está em todo o lado e nem pediu permissão para estar neste preciso momento a ler o que estou a escrever por cima dos meus ombros.
Esta ideia romântica de transformação foi afastada pela resposta da minha mais-que-tudo, após ter bocejado um arrepiado “Estou cheio de frio e a tremer. O que se passa?”. “Olha que eu estou cheia de calor.” foram as suas palavras jocosamente apunhaladas nos meus ouvidos.

Assustei-me.

Estaria a minha energia vital a ser sugada? Passados estes anos todos seria a minha companheira de cama uma real Sil? Uma parasita cibernética do planeta “estou-realmente-lixado-da-cabeça“?
“Agora é que não me safo”, sussurrei para a minha almofada.
Senti uma mão a penetrar-me nas costas, a subir até ao pescoço e a dizer “Estás cheio de febre.” A mão e corpo saiu da cama e foi para a cozinha preparar qualquer poção diabólica ao melhor estilo de chá de Santo Daime. Soube isto quando me foi oferecido um copo de líquido branco e efervescente com um irritado “toma isto e vê se me deixas dormir”. Bebi calado e bem caladinho. Não me lembro de adormecer.

Acordei. A fêmea alfa já não estava na cama. Teria sido tudo um pesadelo?

lapdance 1.00

31 Jan
31.01.2012

LapDance encontrava-se sentado no seu reluzente sofá de couro, nádegas nuas placidamente pousadas numa toalha do Neco – detestava ter as nádegas coladas ao couro. Para bem da verdade LapDance estava praticamente nu, exceptuando ainda ter colado ao corpo um farrapo, que com esforço alguém poderia dizer ser uma velha camisola do clã benfiquista e que era uma segunda pele, a desbotada estampagem tornava os olhos da águia horrivelmente tristes; meias rotas nos hálux por unhas grossas, afinadas que teimavam em rasgar a malha, completavam a parca indumentária.

De perna direita ligeiramente esticada sobre o sofá, a outra pousava na alcatifa pintada por imensos invólucros vazios de Mon Chéri, brincava com uma espinha que no testículo esquerdo teimava em florescer sazonalmente, sempre no mesmo local. Dizia vaidoso a si próprio que tinha, devido a esta idiossincrasia genital, um testículo dominante.

Olhos sorumbáticos pasmavam-se com as imagens do sétimo segmento do Fantasia 2000. Ao som da marcha número três de Edward Elgar iniciou com pompa e circunstância uma massagem de descompressão a custo zero. Raramente precisava de realizar esse trabalho manual, contudo quando o fazia era sempre à velocidade vertiginosa e inconstante de um caracol. De muitas decisões que tomou a de ter um orgasmo diário não era esquecida. E como os engates de hoje não se tinham transformado em amantes (a feromona do desespero afastava compulsivamente o sexo feminino); e como o reduzido encaixe de capital mensal não lhe permitiam pensar em recorrer a uma profissional (já sabia por experiência que não saindo de casa não colhia dinheiro) aí se encontrava com o modo autodidacta de satisfação ON.

Este mês sentiu-se simultaneamente optimista e preguiçoso. Perante a indecisão da escolha, optimista ou preguiçoso, o ócio de ermitão tomava sempre as rédeas. Quando a confiança venceu a disputa o último dia do mês estava ali ao virar da esquina.

O telefone tocou, desviando a sua atenção de um pénis ainda indolente que lhe recordou uma alheira mal confeccionada. Atendeu a chamada em alta voz, mas não disse nada. Limitou-se a esperar.
‘Lap estás aí?’
‘Diz coisas!’
Quando ouviu, ‘Preciso de um favor teu!’, já estava de pé junto ao móvel da televisão a beber um gole de vinho do Porto de lavrador on the rocks. Não respondeu. Olhou para um pacote ainda com um triste Mon Chéri. Decidiu, desta vez, não misturar os sabores.
‘Lap estás aí?’
‘Estou e não sei se te posso ajudar. É que estou com uma tarefa em mãos.’ Animada pela conversa ou pelo ardor frio do álcool a alheira começou a enrijar-se.
‘Ainda não disse nada e já te estás a por de fora? Foda-se!’ Qualquer obscenidade dita pela boca da Nectarina, nome com que baptizou Catarina, gerente da casa de multi-serviços Bolo-Rei, soava-lhe tão sensual.
‘Tens razão, Atira.’ LapDance sabia que não podia recusar o pedido qualquer que ele fosse. Devia-lhe muitos favores, mas gostava de mostrar que estava no controlo da situação – até quando ficava por baixo. Admirava o facto de ela nunca lhe ter exigido a cobrança dos serviços prestados, apesar de não precisar de o fazer; LapDance era um bobi que não ferrava uma mão que lhe dava muito de comer.
‘Preciso que fiques à porta do clube. O Big enviou-me um sms a dizer que tinha de resolver umas questões e hoje tenho a sensação que posso ter chatices. Conto contigo?’ Estranhou o Big ter questões. O Big não tinha problemas a resolver, gerava problemas aos outros nos quais a solução de 1+1 nunca era igual a dois – Big igual mestre do caos. Se fosse professor só utilizaria a cor vermelha.
‘Estou de saída, mas desta vez pagas em géneros.’ Já estava no quarto a terminar de vestir o seu fato Alpinestars preto e ainda ouvia a cadeia balanceada de palavrões a sair em resposta do alta voz. Terminou de calçar as botas, pegou nas luvas e enfiou o seu capacete Nexx XR1R. Ali estava LapDance frente ao espelho do roupeiro: uma estrela em brilhante negro.

Foi com as palavras posso ter chatices a ruminar que arrancou ansioso na sua Honda CBR 600 F equipada com uma câmara GoPro HD Hero2. Se o top speed real da mota era de 260 km/h o mostrador queimava sem soluços os 280 km/h.

[em continuação…]

que ousadia! (excerto)

08 Out
08.10.2011

Acordei com a mão esquerda a segurar os tomates. Nada de anormal este meu acordar; gosto de coçar, acariciar os meus tomates (poderia dizer testículos, mas essa palavra transmite uma ideia de inocência; e os meus tomates são tudo menos inocentes) – gosto de os sentir como contrafortes de um membro que mesmo em hibernação revela respeito.

Saí do sono verdadeiramente satisfeito, a abraçar de braços abertos as minhas almofadas king size Reykjavik-Eider em seda e com metade do corpo acariciado por um edredão Jon Sveinsson; não sou pessoa de gostos elitistas, mas gosto de me vestir com a cama – será um fetiche?

A noite anterior foi economicamente produtiva; até, para variar, sexualmente angustiante; e enquanto depenicava a ponta do pénis a lembrança tornou-se clara.

Seguindo a recomendação de uma cliente habitual aceitei marcar uma noite para a sua amiga necessitada de alguma “distracção”; garantiu-me, “Ela é muito linda.”

A amiga de nome Adalgisa, contrariando a minha sugestão reservou o quarto num hotel que eu desconhecia. Insisti um pouco pois gostava da familiaridade dos meus locais de nidificação, mas perante a sua exigência ou atrevimento? cedi – quem era capaz de pagar pelos meus serviços bem que podia ficar com a ideia de que gozava de algum domínio.

Pelas 21h00, utilizei o elevador, subi ao sétimo piso do hotel e bati à porta do quarto 701 imitando com o melhor empenho possível as quatro primeiras notas do primeiro movimento da 5ª de Beethoven; a batida secreta. Entrei a encarar arregalado (ainda sou susceptível a surpresas) para uma pouco comum máscara veneziana bauta feita de papel machê, de cor ocre, preta e dourada, decorada na testa com um medalhão de ouro e com plumas que ocultava o rosto da minha Adalgisa; o corpo estava vestido com uma longa capa preta que cobria a totalidade do corpo – todo o quadro era iluminado apenas pelas luzes do corredor; a única luz existente no quarto soprava de uma vela. Enquanto fechava a porta não pude deixar de pensar nas palavras “Ela é muito linda.” Seria? A dúvida foi, momentaneamente, relegada para segundo plano quando ordenou “Deite-se de costas na cama. ” “Ah!” “Como pode ver há ali uma cama.” A Adalgisa mordia!

informações: apenas um extracto da história

lavar eis a questão?

23 Jul
23.07.2010

Lavo as mãos depois de manobrar o meu pénis no esvaziamento da bexiga como se o dito-cujo estivesse de alguma forma violentamente conspurcado; acredito que algumas gotículas de urina saltitem para a(s) mão(s) e nesse sentido essa limpeza é justificada.

Mas a pergunta que me coloco é: porque não lavo a(s) mão(s) antes de esticar o falo para fora das cuecas e/ou boxers?

Estou no pc a escrever, a registar uma e outra informação, a vontade aperta e lá saltito para o wc e … sem lavar a(s) mão(s) pego numa das coisas mais preciosas que tenho … e depois limpo a(s) mão(s)??? E já agora não deveria usar como já escrevi um toalhete?!

o espermograma ou a recolha mecânica de esperma

30 Mar
30.03.2010

Tirei a manhã porque o “casulo” que guardou o meu esperma teve de ser entregue até às 11h30 e nunca após terem passado duas horas da recolha – foi um trabalho mais que cronometrado.

Pensei que a “recolha” ia ser uma uma masturbação a duas mãos, mas as férias começaram e os filhos andam a fazer o que fazem melhor… a ferrar-me os joelhos – e ao descobrirem, anormalmente, o pai em casa de manhã, tive de refugiar-me no quarto de banho para um “solo mio“. Deve ter havido a libertação de quaisquer feromonas para que a populaça juvenil estivesse já acordada a horas pouco habituais; afinal a ideia de um coitus interruptus versão frasco de plástico foi destruída – cheque-mate!

Quando tinha 14 anos bastava pensar nas mamas da Edwige Fenech, agora diz-se seios!, mas na altura eram mamas e tetas os vocábulos popularizados, para a ejaculação sair fluída e sem qualquer negativismo Krishna. Com o barulho matinal não consegui atingir o relaxe perfeito adequado para a “recolha” e as batidas ritmadas na porta do quarto de banho seguidas dos gritos “paiiiiiiiiii o que estás a fazer???! caís-te!!…….”, “mãe o paiiiiii, nunca mais sai do quarto de banho” – a resposta da minha mulher “deixem o pai em paz, ele está com cólicas” mitigava os avanços contra a porta do maior vampiro que tenho em casa: a minha filha de 3 anos que após ranger os dentes, colocar os dedos em posição de garras e verbalizar uma onomatopeia rrrrrrrrrhhhhhhh afirma “sou mesmo um vampiro maléfico”.

Claro que nesta aventura a minha mulher ajudou-me imenso; as sua frases, ditas quando os miúdos estavam afastados do meu refúgio, foram o meu ânimo “então solitário como corre a brincadeira?”, “queres que coloque alguma música? ou que queime incenso?… já sei, uma dança!?” ou esta frase que revela incontestavelmente o quanto ela me ama “isso tem de ser entregue até às 11h30! por isso…”

A verdade é que já com alguma calosidade consegui cuspir, com alguma glória e quanto basta, esperma para o frasco de recolha.
Terminou. Espero que o resultado seja a ausência total de espermatozóides.

os cinco e os dois testículos

04 Fev
04.02.2010

vasectomia, fase um

Por motivos de força externa – a saúde da minha mais-que-tudo – tive de ser submetido a uma vasectomia; intervenção cirúrgica menos agressiva do que a laqueação de trompas e muito mais simples.

À semelhança de Dave, interpretado por Vince Vaughn no fraco Couples Retreat, que foi “beijado” por um tubarão e está vivo para contar a história eu faço, agora, parte de um grupo de elite – aqueles homens que voluntariamente decidiram colocar o falo, o escroto e o resto ao alcance de um bisturi!

pulseira de controlo

Não foi fácil estar todo nu e vulnerável a ser “barbeado” nas partes baixas por um enfermeiro. A única satisfação que tive nessa altura da minha travessia do deserto foi verificar que outro profissional da enfermagem desviou o olhar ao constatar o quanto bem constituído eu sou; outros poderão dizer que foi do choque por ter entrado no quarto errado e me descobrir ali deitado e nu a ser electricamente depilado – não liguemos a essas vozes maliciosas.

O bloco operatório não foi um oásis a descobrir, que bem precisava depois da travessia, mas sim um inferno. Não chegava o cirurgião, o anestesista, o assistente do cirurgião, não chegava, ainda foram precisas as duas enfermeiras. Não sei se hei-de mais alguma vez ter fantasias com enfermeiras. Fiquei, como que ligeiramente, traumatizado porque nunca pensei que o meu pénis fosse capaz de hibernar de tal forma que seria necessário uma lupa de filatelista para o descobrir.

cueca de rede modelo genérico

Fiquei com as “bolas” totalmente trucidadas que pareciam ter sido mordidas por uma enfermeira praticante de sadomasoquismo atropeladas por um camião.
O aspecto visual final era o que se vê – vestia apenas uma branca, mas elegante e voluptuosa cueca de rede modelo genérico; a listra superior em azul dava o seu devido requinte; a rede deixava ainda transparecer a franja de gaze que delicadamente aconchegava a bolsa escrotal.

Hoje já me sinto melhor.
Não “os” sinto já tão doridos – o que doí é saber que estarei +/- 10 dias de dieta sexual.

1:10

08 Jan
08.01.2009

A decisão foi tomada e no dia 04 iniciei mais uma vez uma demonstração impiedosa de expulsão temporária de activos corpóreos. Só espero que desta vez seja uma expulsão mesmo definitiva. Já estou no quinto dia de luta e devo dizer que não custa muito… Custa muito, mesmo muito. Custa como o caraças. Preferia ficar com os testículos presos no fecho das calças.

Contudo desta feita fiz uma aposta comigo mesmo. Se conseguir vou-me premiar com uma francesinha e uma verdadeira cerveja.

Quando falo em francesinha, não é no sentido carnal, apesar de ela ser recheada com carne, mas sim em sentido gastronómico. E já agora, ressalvando a publicidade, pois a indicação é feita de acordo com os meus apetites, indico em Barcelos uns locais onde ataquei uma francesinha:

  • No Lambreta Bar é onde tenho comido boas francesinhas. A batata vem sempre à parte. Molho é a pedido mas à discrição. E acima de tudo, temos verdadeiras cervejas para acompanhar.
  • No Brasileirinho III é-me servida uma francesinha bastante recheada. O melhor local. Batata à parte a pedido. Há Erdingers para saborear num bom ambiente familiar.
  • No My Place, francesinha saborosa. Foi pena, naturalmente, por distracção ter pedido batata à parte e isso não ter acontecido. Mas houve molho à discrição para compensar.
  • No Café Pelicano comi uma elegante francesinha. Ambiente recatado.
  • No La Fiamma, da primeira vez que me desloquei fui mimado com uma francesinha apetitosa. A melhor que comi até hoje em Barcelos. Na segunda deslocação foi-me apresentado um exemplar diferente. Terei de ir outra vez para tirar as teimas. Comigo há sempre três com duas; ou duas com três.
  • Na Cervejaria Banabóia petisquei uma agradável francesinha. Saliento é a qualidade das chamuças e só por isso vale a pena ir ao Banabóia.

arrisca-te

06 Mar
06.03.2008

Arrisca-te. – disse ele com aquela petulância difícil de disfarçar e que caracterizava os seus piores momentos. Momentos que ocorriam em apenas três situações. Quando o Porto perdia ou quando o Benfica ganhava. E nas raras vezes que prendia os reduzidos testículos ao fecho das calças. Aquela mania de andar quase in natura tinha os seus riscos.
Não te sentes melhor? – insistia ele.
Inicialmente pensei que ele estava a discorrer frases pelo prazer de se ouvir, ou melhor, pelo prazer de se escrever. Erro meu. Erro obtuso. Ele estava sistematicamente a me provocar.

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beam me up, scotty!