Tag Archive for: tortura

blueberry #04 – o cavaleiro perdido de charlier e giraud

03 Fev
03.02.2020

Blueberry voluntaria-se para se encontrar com o chefe apache Cochise e encetar negociações de paz. Mas, para isso, tem de encontrar Crowe. Jim MacClure, um batedor que conhece a região melhor do que os próprios índios, aceita servir-lhe de guia até ao acampamento do chefe Charriba, onde, segundo ele, Crowe se encontra. À sua chegada, porém, ambos são tomados por perigosos espiões e capturados. Prestes a serem torturados e executados, são salvos pela chegada inopinada de Crowe, que assume a sua defesa junto do chefe. Mais tarde, Crowe informa Blueberry que o chefe Cochise e os seus homens se encontram em Sierra Madre, no México, onde o governador Armendariz lhes fornece armas e munições para continuarem a guerra…

Bandas Desenhadas

Aqui é dada a conhecer uma personagem super divertida – Jim MacClure.


Tradução Paula Caetano

doutor sono de stephen king

30 Set
30.09.2019

Uma tribo de gente chamada o Nó Verdadeiro viaja à procura de sustento pelas autoestradas da América. Parecem inofensivos e são, sobretudo, velhos. Mas, tal como Dan Torrance bem sabe, e Abra Stone não tarda a descobrir, os membros do Nó Verdadeiro são quase imortais e vivem do «vapor» produzido pelas crianças com o «brilho» quando são lentamente torturadas até à morte. Assombrado pelos residentes do Hotel Overlook, onde passou um ano horrível da sua infância, Dan anda há décadas à deriva, tentando libertar-se do legado de desespero, alcoolismo e violência deixado pelo seu pai. Por fim, instala-se numa cidade de New Hampshire, numa comunidade de Alcoólicos Anónimos que o apoia e num trabalho num lar, onde o «brilho» que lhe resta oferece um derradeiro conforto aos moribundos. Com o auxílio de um gato presciente, torna-se o «Doutor Sono». E depois Dan conhece a evanescente Abra Stone, e é o espetacular dom dela, o brilho mais vivo que ele já viu, que dá novo alento aos fantasmas de Dan e o impulsiona para uma guerra épica entre o bem e o mal para salvar Abra e a sua alma.

Wook

Adorei a leitura da sequela The Shining. Stephen King no seu melhor.

Doutor Sono é uma leitura que assusta e diverte – delirante.


Tradução de Ana Lourenço e Maria João Lourenço

Na esquina uma miniatura da personagem Altaïr Ibn La’ahad da saga Assassin’s Creed.

ana vidazinha, uma visita ao forno

28 Out
28.10.2012

Hoje realizo a Ana Vidazinha uma necrópsia ao melhor estilo sofista. Para quem não sabe Ana Vidazinha escreveu em perfeita simbiose com Hugo Teixeira o álbum de banda desenhada “Mahou Na Origem da Magia” e tem no forno em modo grill simples o segundo volume – não tenham medo o forno tem um bloqueio de segurança. Sei de fonte segura que teremos um segundo álbum com “uma bela mistura de amoras, framboesas, morangos e cerejas.” A originalidade foi combinar isto tudo com “uma bola de gelado stracciatella estrategicamente colocada no topo de tudo” – simples? sem dúvida, mas quem se iria lembrar disto? quem?? pois… Ana Vidazinha.

E ao contrário de Hugo Teixeira que gosta de cenas ela gosta de coisas. Tem uma queda para a tortura médica, considerada in por quem visita dólmenes; é bafejada por um palato fora do comum.

mahou_na_origem_da_magia

mahou, na origem da magia

Foi a entrevista possível tendo em conta que o microondas tinha acabado de fazer beep – altura para levar o caldo de legumes ao bichano da casa.

1. acreditas que atrás de um homem está sempre uma mulher pronta a lhe fustigar com o rolo da massa ou é mais um mito urbano? já que qualquer homem come com prazer as vossas experiências culinárias?
– Não sei, eu não sou mulher para fustigar com rolos da massa. Em caso de necessidade de armamento prefiro o bisturi, a serra oscilante e o berbequim ortopédico. E uma seringa de quetamina.

2. sabendo que tu és uma grande mulher achas que por essa ordem de raciocínio Hugo Teixeira é um grande homem? ou só de perfil é que engana?
– Não, não, cá em casa sou só eu que sou gorda. Bem, eu e o gato.

3. na altura de dar mimos ficas durante quanto tempo indecisa entre os dois bichanos da casa? e sempre que escolhes o mais fofo é por causa dos bigodes?
– Enquanto decido o gato não espera e instala-se logo no meu colo. Não são os bigodes, é o ronron que me vence.

4. não achas que se Hugo Teixeira tivesse uma dieta à base de brócolos pintalgados com bacon estaria menos virado para certas cenas e inclinado para as cenas que realmente interessam?
– Não resulta, tenho experimentado. Melhores resultados têm as pataniscas de bacalhau. Acabam é depressa.

dolmen

ana vidazinha

5. sei que escreves mais rápido do que o Hugo Teixeira tenta desenhar. Já pensaste em lhe colocar um ultimato tipo “ou avanças com essa prancha ou passo eu a desenhar as tuas cenas?” ou achas que com isso ele regressava à infância que realmente nunca deixou e passaria todo o tempo a brincar com legos?
– Uia, isso era uma ameaça mais para mim que para ele. Não, cada página que escrevo é uma estratégia de fuga. Faço-a, entrego-lha, ele atira-se a ela e enquanto está ocupado, eu posso esquecer que tenho mais pra escrever e dedicar-me a outras coisas.

6. quanto à banda desenhada achas que vais à frente do Hugo Teixeira ou atrás dele? ou tudo depende de quem leva a chave do carro?
– Os nossos carros só têm dois lugares: não dá para ir ninguém atrás. Ainda assim, se um dia tivermos um carrinho de mão prefiro que ele vá atrás a conduzi-lo enquanto eu vou refastelada à frente, no veículo, a ler um livro de BD.

Fiquei a saber que Ana Vidazinha com coisas faz magia na cozinha e com palavras magia nos livros.
Se não tiverem a oportunidade de visitar a cozinha de Ana Vidazinha, temos pena; comprem o seu livro Mahou, Na Origem da Magia e mergulhem numa receita que faz bem ao coração.

[1] a imagem de Crumble de Frutos Vermelhos foi rapinada do blog A Casa da Vidazinha
[2] a imagem do dólmen rapinada do perfil da Ana Vidazinha no Facebook
Bom apetite!

a forca por joe abercrombie

11 Jul
11.07.2012

Como defenderá alguém uma cidade rodeada por inimigos e infestada de traidores, quando os seus aliados não merecem confiança e o seu antecessor desapareceu sem deixar rasto? Bastará para fazer um torturador sentir vontade de fugir (mesmo que conseguisse caminhar sem bengala) e o inquisidor Glokta precisará de encontrar as respostas antes que o exército gurkês lhe bata aos portões. Os nortenhos passaram a fronteira de Angland e espalham fogo e morte pelo território gelado. O príncipe Ladisla pretende rechaçá-los e cobrir-se de glória eterna. Há apenas um problema: ele comanda o exército com o pior armamento, a pior preparação e a pior liderança em todo o mundo. E Bayaz, Primeiro dos Magos, lidera um grupo de aventureiros arrojados numa missão pelas ruínas do passado. A mulher mais odiada do Sul, o homem mais temido do Norte e o rapaz mais egoísta da União poderão ser estranhos companheiros de viagem, mas, se conseguissem deixar de se odiar, seriam também companheiros potencialmente letais. Segredos ancestrais serão expostos. Batalhas sangrentas serão ganhas e perdidas. Inimigos declarados serão perdoados… mas não antes da forca.

Edições Asa

A Forca, segundo volume da trilogia “A Primeira Lei”, por Joe Abercrombie é uma leitura sólida. Não há surpresas, e como tal é lida sem sobressaltos. Se o uso de capítulos intercalados, que nos obrigam a perceber as aventuras de várias personagens ao mesmo tempo, para forçar a leitura, é um método poderosamente condicionante, e que na “Lâmina” foi uma mais valia, o ponto alto da narrativa aconteceu, mesmo, quando personagens aparentemente sem nada em comum se encontram, n’A Forca, isto, aborreceu-me um pouco.

Tirando as cenas de cariz sexual, fracas e quanto a mim descontextualizadas, o resto do livro vale por ser mais do mesmo: violência, magia, mais violência, linguagem sem papas-na-língua e violência, e traição.

07 Fev
07.02.2012 Desato a chorar com uma pena de mim!… Estou aqui, estou doido.
Diário de K. Maurício por Raúl Brandão

07 Fev
07.02.2012 Eu nunca estou só. Quando me isolo é que estou mais acompanhado: torturas, sombras, ilusões…
Diário de K. Maurício por Raúl Brandão

as incríveis aventuras de dog mendonça e pizzaboy

21 Mar
21.03.2010

No sábado passado com o objectivo de ver um filme com a mais-que-tudo e o filhote fomos a Braga. Nada de jeito para ser visto pelos três – havia Shutter Island e Solomon Kane, mas acho que os 12 anos do meu filho não se enquadram no perfil de ambas as películas.

Com o inevitável salto à Fnac consegui – ando com sorte – comprar Asteroid Fighters – Tomo 1 (O Início) e BRK.

Enquanto a mulher perseguia as lojas do BragaParque eu terminava a leitura d’ “As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy” (ando sempre com livros na sacola!) num lindo sofá branco a saborear um café longo acompanhado pelo rebento masculino que se divertiu, sim e a ler, durante 60 minutos – yep 1h – com Asteroid Fighters.

“As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy” de Filipe Melo e Juan Cavia com adaptação de Martin Tejada é um delírio de pura diversão. A combinação desta “santíssima trindade” resulta num livro que só lendo/vendo se percebe a qualidade que transpira a cada página. Adorei o estilo, a postura, o humor das personagens principais, a personagem/cabeça gárgula é O pormenor, e até a cena da tortura que nos obriga a virar o livro, o colorido, a escuridão das pranchas – nisto tudo destaco as caras, as caretas, os imensos trejeitos fisionómicos das personagens principais e secundárias.
Saber que vamos ter mais, é o que se deduz, das últimas pranchas, e, parafraseando o meu filho que, após terminar a sua leitura, comentou “esta coisa até vai ter continuação”, apenas tenho a acrescentar que é uma “coisa” boa.

chuva

03 Dez
03.12.2008

Odeio a chuva. Não é um ódio motivado por rancor. É um ódio sem duplos sentidos. É um ódio constante. É ódio. Ponto final.

Podem-me dizer que é bem-vinda. Electricidade. Colheitas. Humidade. Mas não me persuadem. E apesar de conseguir limpar, algumas vezes, as ruas daquele acumulado cheiro noctívago que teima, naturalmente, em persistir em algumas esquinas, cantos, ruelas, provocado pelo esvaziamento das bexigas ou até consegue, essa chuva, desfazer a matéria fecal distribuída pelos cães, cadelas, nos relvados, sempre do outro vizinho. Não me convencem.

O facto de me obrigar a adoptar um apêndice, sim esse guarda-chuva, é motivo suficiente para ter 50% de ódio. O uso do guarda-chuva é castrador. Não literalmente, claro. Utilizar uma mão para atender o telemóvel, para procurar as chaves, para pegar na pasta, para abrir a porta do carro, para colocar/retirar a filha do carro, para fechar a porta do carro com o guarda-chuva, e não se esqueçam que continua a chover, é torturante. E chegado aqui tenho os meus outros 50% de ódio. Entrar num carro, um qualquer, a chover e com um guarda-chuva é kafkiano.

Irão dizer os mais atentos que deveria odiar o guarda-chuva. Que se deixar de o usar na chuva deixo de ter motivos para odiar a chuva. Não posso deixar de arrotar uma sonora gargalhada.

chove -> há guarda-chuva
não chove -> não há guarda-chuva

Ou em silogismo primário
Se chove
Uso guarda-chuva
Logo tenho ódio pela chuva.

Sei que é um silogismo de alcova. Mas fica ao mesmo nível de outros que li por aí para provar a existência de Deus:
A ciência não explica tudo
Deus explica tudo
Logo Deus existe.

Mas voltando à chuva os nossos problemas seriam facilmente resolvidos se os carros tivessem um hall de entrada, algo como, sei lá…. a manga de um avião.
Entrar no hall do carro. Pousar a pasta, os filhos, fechar pausadamente, sim pausadamente, o guarda-chuva, tirar o casaco, assentar as nádegas, fechar a porta do carro, extrair o hall do carro, e arrancar para um chuvoso dia. Isto sim, seria delicioso.

é minha

19 Mai
19.05.2008

Comprei uma bicicleta para mim, mas é o meu pai que anda nela” poderia ser o título do novo filme de Manoel de Oliveira.
# as linhas brancas seguintes servem como minuto de silêncio enquanto pensamos na assustadora possibilidade de outro filme de Manoel de Oliveira #
(pausa) (suspense) (hic)

em branco

poderia ser, mas não é. Agora que cumpri com a minha obrigação de fornecer um pouco adrenalina vou explicar. Comprei mesmo uma bicicleta. Foi com alegria que me desloquei à loja e desembolsei o pagamento. Montei na minha nova bicicleta de montanha e desci com facilidade até casa. No domingo seguinte fui conquistar Esposende. Conquistei Esposende passadas várias horas. Mas a bicicleta vinha com defeito tinha altos no selim e como tal fiquei com calos nas minhas formosas nádegas. O facto de, afinal, as subidas serem mais íngremes para quem anda de bicicleta é importante, mas irrelevante. A bicicleta ou permite um transporte com qualidade e conforto ou não vale a pena e como tal jurei a mim mesmo que enquanto não fizerem um selim mais aconchegado o meu rabiosque não seria mais torturado.

Abandonei a bicicleta e foi como que readaptada pelo meu pai. Não sei se o selim é de melhor qualidade, mas deve ser.

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beam me up, scotty!