Tag Archive for: umbigo

reflexões redondas!

24 Abr
24.04.2018

Uma pança redonda e firme é algo espectacular; uma obra de engenharia. Digna de ser pintada por um Rubens.
Uma pança em socalcos, caída é uma coisa disforme. Olhas para ela com desgosto e recordas com saudade quando o teu umbigo sorria no topo de uma montanha.

Uma reflexão directamente da sanita.

que ousadia! (excerto)

08 Out
8.10.2011

Acordei com a mão esquerda a segurar os tomates. Nada de anormal este meu acordar; gosto de coçar, acariciar os meus tomates (poderia dizer testículos, mas essa palavra transmite uma ideia de inocência; e os meus tomates são tudo menos inocentes) – gosto de os sentir como contrafortes de um membro que mesmo em hibernação revela respeito.

Saí do sono verdadeiramente satisfeito, a abraçar de braços abertos as minhas almofadas king size Reykjavik-Eider em seda e com metade do corpo acariciado por um edredão Jon Sveinsson; não sou pessoa de gostos elitistas, mas gosto de me vestir com a cama – será um fetiche?

A noite anterior foi economicamente produtiva; até, para variar, sexualmente angustiante; e enquanto depenicava a ponta do pénis a lembrança tornou-se clara.

Seguindo a recomendação de uma cliente habitual aceitei marcar uma noite para a sua amiga necessitada de alguma “distracção”; garantiu-me, “Ela é muito linda.”

A amiga de nome Adalgisa, contrariando a minha sugestão reservou o quarto num hotel que eu desconhecia. Insisti um pouco pois gostava da familiaridade dos meus locais de nidificação, mas perante a sua exigência ou atrevimento? cedi – quem era capaz de pagar pelos meus serviços bem que podia ficar com a ideia de que gozava de algum domínio.

Pelas 21h00, utilizei o elevador, subi ao sétimo piso do hotel e bati à porta do quarto 701 imitando com o melhor empenho possível as quatro primeiras notas do primeiro movimento da 5ª de Beethoven; a batida secreta. Entrei a encarar arregalado (ainda sou susceptível a surpresas) para uma pouco comum máscara veneziana bauta feita de papel machê, de cor ocre, preta e dourada, decorada na testa com um medalhão de ouro e com plumas que ocultava o rosto da minha Adalgisa; o corpo estava vestido com uma longa capa preta que cobria a totalidade do corpo – todo o quadro era iluminado apenas pelas luzes do corredor; a única luz existente no quarto soprava de uma vela. Enquanto fechava a porta não pude deixar de pensar nas palavras “Ela é muito linda.” Seria? A dúvida foi, momentaneamente, relegada para segundo plano quando ordenou “Deite-se de costas na cama. ” “Ah!” “Como pode ver há ali uma cama.” A Adalgisa mordia!

informações: apenas um extracto da história

uma sensação

31 Mai
31.05.2010

São, apenas 09h21 e tenho uma sensação esquisita no fundo do meu umbigo indiciadora de que alguma coisa me escapou e não é a costumeira bola de cotão que o meu umbigo gosta de armazenar.

O que será?

zona 84 e connie lingus

18 Set
18.09.2009

Continuando o reencontro com as revistas Zona 84 adorei rever Bruce Jones e a sua deliciosa Connie Lingus. Connie Lingus é uma crítica brejeira e imperdível sobre o puritanismo sexual dos comics.

O ataque ao puritanismo começa desde logo no nome da heroína. Connie Lingus tem a mesma sonoridade que cunnilingus [cunilíngua, em português] que significa estimular os órgãos sexuais femininos com a boca ou com a língua.

Connie Lingus [1973] são as aventuras de uma avantajada donzela ruiva vítima das piores agruras. Nunca estando totalmente vestida, sempre nua do umbigo para baixo, desperta os maiores desejos sexuais em qualquer criatura possuidora de um falo; seja um polvo, uma cobra, um gorila, um ET, um robot ou um humanóide. Com desenhos de traços simples, mas fortes é de louvar a forma como Bruce Jones numa prancha cria, desenvolve e finaliza uma episódio verdadeiramente insólito na vida de Connie Lingus. E é esta simbiose que me fascina.

connie lingus

connie lingus

Ao pesquisar na www sobre Bruce Jones e a sua Connie Lingus não encontrei referências por aí além e zero imagens no Google. Na wikipedia apareceu-me um Bruce Jones, mas ligado a uma fase do Hulk (2001-2005). Seria o mesmo autor? Ao efectuar nova pesquisa, mais a fundo(?), tenho acesso a isto:

Seguirá dibujando, pese a todo, relatos cortos y series (como aquella Connie Lingus memorablemente paródica, digna réplica en tebeo al Flesh Gordon de la gran pantalla), pero su ocupación principal será la de escritor.

ver aqui

arena

arena

E nessa mesma página a imagem da capa de uma graphic novel (n.º18) “Arena – A Dimensão do Terror” editada pela Abril Jovem em 1989 de Bruce Jones (história e desenhos) e Paul Mounts (cores). Chegado aqui fui à estante dos livros, ainda, não arrumados à procura d’Arena. É de concluir que é o mesmo criador e que a wikipedia está omissa na biografia de Bruce Jones.

“Arena” tem o mesmo estilo visual de Connie Lingus, mas com outra qualidade e detalhe nos desenhos. As personagens, principais são, também, femininas e a revelação sem pudor de partes dos corpos femininos é uma constante.

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